29/11/2011

Protestantismo: 1ª Revolução

A Igreja Católica, segundo ensinamento de São Pio X, é uma Igreja de desiguais. Uns foram instituídos para ensinar, governar e santificar. E outros para serem ensinados, governados e santificados. Estes últimos são os leigos. (cf. Encíclica Vehementer, de 11-2-1906)
Nesta sociedade de desiguais há uma hierarquia: Cardeais, Arcebispos, Bispos, cónegos, párocos e coadjutores. Em baixo, o povo fiel, que está para a Igreja, como a plebe para a sociedade civil.
O protestantismo nega a autoridade doutrinária da Hierarquia eclesiástica. Cada qual tem o direito de interpretar a Bíblia como quer. A partir desse momento deixa de haver hierarquia. Todas as seitas protestantes têm esse denominador comum igualitário: não há mestres para interpretar o Evangelho, cada um é mestre de si mesmo.
Elas negaram o monarca da Igreja Católica, o Papa, excepto os anglicanos, que reconhecem ao Papa um vago primado de honra, mas não jurídico. Na seita protestante anglicana continuaram os arcebispos, bispos, certos dignitários eclesiásticos à maneira de cónegos, párocos, coadjutores.
A seita luterana também admite esses graus. Mas Calvino, que foi um heresiarca pouco posterior a Lutero, negou os Arcebispos e Bispos, admitindo apenas os padres; são os chamados presbiterianos.
Surgiu depois uma outra seita, a dos niveladores, também conhecidos por quackers, que não admitiam sequer os padres. Ficaram abolidos todos os graus, restando apenas o povo. É uma hierarquia que se destruiu.
Dentro das próprias seitas protestantes esse trabalho de demolição continuou. Na igreja anglicana como na luterana, a autoridade dos homens que continuaram a se dizer bispos e arcebispos foi reduzida a quase a zero. Não tem comparação com a autoridade de um Bispo católico. Os bispos anglicanos não passam de figuras decorativas. O título ainda existe, mas nada significa. Também entre os presbiterianos o título de padre, de ministro, ainda existe, mas quase nada significa. Eles não têm autoridade doutrinária sobre seus fiéis.
Esse movimento igualitário não ficou apenas dentro do protestantismo, mas tentou penetrar várias vezes na Igreja Católica. E acabou penetrando e triunfando por meio do progressismo, que quer reduzir a Igreja a uma república, em que o povo fiel tem o direito soberano de mandar, e o Papa e os bispos fazerem o que o povo quer. Portanto, o contrário da organização hierárquica que estudamos; no fundo não haveria governo, seria a anarquia, o fim da Igreja.
Os protestantes acabaram com as ordens religiosas. Confiscaram, saquearam, fecharam. Algumas se mantiveram na aparência, mas com um ar de mero pensionato. O estado religioso desapareceu nas seitas protestantes. Toda a hierarquia eclesiástica começou a sofrer uma corrosão, cujo termo último é o progressismo em nossos dias.

Plinio Corrêa de Oliveira in As três Revoluções: etapas da destruição da Cristandade medieval.

2 comentários:

Anónimo disse...

Este tipo de texto, com diversos erros e(alguns veros absurdos...), só divide os cristãos... E o adversário fica rindo disso tudo! Que pena. Não é à toa que até entre os católicos tal autor é mal visto.

Reaccionário disse...

Anónimo,

É capaz de apontar os «erros» do texto e explicar o porquê do seu «absurdo»? Agradecia um esclarecimento urgente, uma vez que, segundo me diz, ando enganado!

Nota 1: Só os católicos são verdadeiramente cristãos. Os protestantes são hereges (inimigos da verdadeira Fé). Como tal, também eles são «o adversário» e também eles devem ser combatidos.

Nota 2: Não sei em que é que este texto de Plinio Corrêa de Oliveira pode desagradar os católicos. Quanto muito desagrada os catolaicos.