12/12/2011

O Modernista e o Tradicionalista

A essência da modernidade é a morte do espiritual. Um modernista é alguém que está mais preocupado com a poluição atmosférica do que com a poluição da alma. Um modernista é alguém que deseja ar puro para que possa respirar palavras sujas.
Um modernista preocupa-se com grandes coisas, como baleias, mais do que com pequenas coisas, como fetos; grandes coisas, como governos, mais do que com pequenas coisas, como famílias e bairros; grandes coisas, como estados, que duram centenas de anos, mais do que com pequenas coisas, como almas, que duram para sempre.
Assim, um modernista é alguém que põe a sua fé e esperança de progresso precisamente na única coisa que não pode progredir: a matéria. Um tradicionalista, por outro lado, é alguém que "não olha para as coisas que se vêem, mas para as que não se vêem, pois as coisas que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas" (2 Cor 4:18). Um tradicionalista acredita nas "coisas permanentes", e as "coisas permanentes" não podem progredir porque são as coisas para as quais todo o verdadeiro progresso progride.

Peter Kreeft in «C.S. Lewis for the Third Millennium».

3 comentários:

O sofrologista católico disse...

Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.

Theophilus disse...

Agradeceria um link para a postagem original e minha tradução...

Reaccionário disse...

Theophilus,

A minha tradução foi feita a partir do original presente no Google Books.

A sua tradução é esta:

http://speminaliumnunquam.blogspot.com/2010/04/o-modernista-e-o-tradicionalista.html

Compare e veja se é igual...