Que significa ser de Direita?

Ser de Direita significa, em primeiro lugar, reconhecer o carácter subversivo dos movimentos nascidos da Revolução Francesa, sejam eles o Liberalismo, a Democracia ou o Socialismo.
Ser de Direita significa, em segundo lugar, compreender a natureza decadente dos mitos racionalistas, progressistas e materialistas que preparam a chegada da civilização plebeia, o reino da quantidade e a tirania das massas anónimas e monstruosas.
Ser de Direita significa, em terceiro lugar, conceber o Estado como um todo orgânico onde os valores políticos dominam sobre as estruturas económicas e onde o dito «a cada um segundo o seu valor» não significa igualdade, mas uma justa desigualdade qualitativa.
Por fim, ser de Direita significa aceitar como própria aquela espiritualidade aristocrática, religiosa e guerreira que tem caracterizado em si a Civilização Europeia e aceitar, em nome desta espiritualidade e seus valores, a luta contra a decadência da Europa.

1 comentário:

CN disse...

Não sou integralista mas em geral gosto do que é escrito por integralista ou conservadores verdadeiros em geral.

Eu gosto da ideia de ordem natural e ver como a idade média em grande medida lhe correspondia. Uma das característica da idade média era que o direito era policentríco e o problema da mundo moderno é o Estado reivindicar o absolutismo do seu acto legislativo.

O estado moderno começou por ser um projecto conservador mas mais cedo do que mais tarde tornou-se um inimigo moral do conservadorismo e assim irá ser - em especial existe uma luta surda entre o estado e a Igreja.

É estrategicamente errado legitimar o estado moderno,seja pela via democracia ou hierárquica.

Só a recuperação do proprietário e da propriedade com carácter sagrado- característica da idade média - pode alterar alguma coisa.

O outro ponto fundamental,e neste caso chamo a atenção para os integralistas, é perceber que a instituição moderna da moeda e banca são inimigos dessa ordem natural.

A moeda-papel cuja produção fica no cartel de bancos e poder político (ao serviço do progressivismo) subverte a ordem social.

O integralismo deve (perdoem-me a arrogância) redescobrir que só um bem real como o ouro e a prata pode devolver a ordem económica ao produtor real cortando com o poder financeiro que gira à volta da artificialidade do papel moeda.