06/08/2012

A importância do Catolicismo na História pátria


Um dos pontos fundamentais do nosso programa, tão fundamental como o do poder pessoal do Rei, é o revigoramento da fé católica esmorecida; o prestígio moral da Igreja a restabelecer para que a Pátria, criada moralmente por ela, como politicamente o foi pela Monarquia, possa encontrar nessas duas grandes instituições (...) energias novas para ressuscitar, viver e progredir. À Igreja devemos as ordens religiosas e militares que ajudaram a conquista e a cristianização da terra; devemos-lhe a Inquisição, que nos livrou da reinvasão do perigo judaico, que hoje assoberba todos os governos e colabora em todos os motins; devemos-lhe as missões ultramarinas, sobretudo essa admirável Companhia de Jesus, que tanto se opôs à empresa de África, tarde e a más horas empreendida e com a qual só Castela aproveitou, essa portuguesíssima Companhia de Jesus que, durante a ocupação castelhana, soube manter o culto da língua e da pátria sempre vivo, lá longe, no império ultramarino em decomposição; devemos-lhe, finalmente, à Igreja Católica, o espírito de resistência anti-maçónico que até à última defendeu a Pátria, de 28 a 36 dos assaltos repetidos de maus portugueses, de gorra com maus estrangeiros, que, vencendo por fim, nos conduziram à apagada e vil tristeza dos nossos dias. Uma ou outra excepção de carácter pessoal, mesmo entre o alto clero, não pode diminuir a obra extraordinária da resistência católica ao maçonismo invasor.