27/03/2013

A vida é fruto do acaso?


Suponhamos que, chegando a uma ilha desabitada, encontramos uma estátua maravilhosamente esculpida. Certamente – concluiremos – esta ilha foi em tempos habitada ou, pelo menos, visitada por homens que ali deixaram aquela estátua.
Que diríamos, porém, se alguém quisesse troçar da nossa natural suposição e nos dissesse: Mas quê? Isso é uma explicação gratuita, devida simplesmente à tendência que tendes de interpretar antropomorficamente as coisas! A estátua não é obra do homem! Foram as chuvas e os ventos que, primeiro, arrancaram da montanha o mármore; os agentes atmosféricos e os temporais que depois o trabalharam e, por fim, uma rajada violenta que a pôs de pé!
Quem poderia aceitar uma tal explicação sem renunciar ao mais elementar bom senso?
Mas, se o acaso é impotente para produzir uma estátua, que apenas é uma imagem da vida, como poderemos nós supor que o mesmo tenha produzido um organismo, inteiro e complexo, com todos os seus órgãos maravilhosos?

Victor Marcozzi in «Deus e a Ciência».

8 comentários:

Anónimo disse...

Acho que alguém precisa de voltar à escola.. (biologia!)

Reaccionário disse...

Normalmente não costumo permitir comentários imbecis por não acrescentarem nada aos temas em questão. Mas abri uma excepção para dizer ao anónimo que tive biologia tanto na escola, como na universidade. Conheço bem o darwinismo, assim como demais teorias sobre a origem da vida. E o autor deste livro, Victor Marcozzi, foi professor na Universidade Gregoriana de Roma.

Posto isto, agradecia que me explicasse (biologicamente!) como é que o acaso produz vida?

Reaccionário disse...

Enquanto pensa na resposta, veja este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=Rj6x3zSg0rc

Reaccionário disse...

Ainda sobre esta questão, nunca é demais reler Fernando Pessoa:

http://accao-integral.blogspot.pt/2012/06/crenca-racional-na-existencia-de-deus.html

Anónimo disse...

Apesar de ter sido registado, não apareceu nesta caixa um comentário que ontem enviei. Mas não tem importância.

Era só para saudar este magnífico pedacinho de prosa que diz tudo o que há a dizer sobre o Milagre da Natureza. Se alguma dúvida subsistisse, bastar-nos-ia contemplá-La sem opiniões preconcebidas para nos certificarmos de que algo tão extraordinàriamente perfeito e belo teve que ser Obra do Divino. Só os ímpios não o querem aceitar. Não obstante, há bastas e concludentes provas de que a maioria destes converte-se à hora da morte. Também aqui estamos perante milagres, outros, testemunhos inquestionáveis da intercessão do Senhor.
Maria

Reaccionário disse...

Cara Maria,

Na quinta-feira não recebi qualquer comentário seu a este postal. Mas se me diz que o fez, então suponho que tenha havido um qualquer problema técnico que me é alheio.

Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu eterno poder e divindade, tornam-se visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. (Romanos 1:20)

Anónimo disse...

Para completar o meu escrito acima.

Camilo José Cela - um ateu impenitente - afirmou, já próximo da morte, que "a religião é uma chatice durante a vida, mas de uma enorme utilidade à hora da morte".

Eu, como católica, permito-me afirmar que a religião é necessária durante toda a nossa existência na Terra. Sem ela o ser humano sente-se infeliz e sem norte, isto é, perdido para a vida.
Maria

LÓGICA ATEÍSTA disse...

Um castelo de areia formou-se por acaso depois de milhões de anos de erosão. (ironia)