28/06/2013
24/06/2013
Livro: O cônsul Aristides Sousa Mendes: a Verdade e a Mentira
O embaixador Carlos Fernandes, diplomata de carreira e professor universitário, com vasta obra publicada, foi sempre um moderado, na sua vida privada e na pública. E é-o neste livro. Nunca quis entrar na política, mais ou menos partidária, para que foi convidado desde muito novo. Só quis servir o Estado, isto é, toda a comunidade portuguesa organizada como tal, e não apenas uma fracção dela. E serviu-o durante muitos anos e intensamente, como se verifica pelo seu extraordinariamente vasto curriculum vitae, tendo tido actividade notável na negociação dos acordos no seio da EFTA, na Conferência da Haia de Direito Internacional Privado, e sido até pioneiro na elaboração e negociação dos acordos sobre protecção no trabalho e segurança social dos emigrantes, e na transferência de presos condenados e a cumprir prisão no estrangeiro.
Cansado de ler e ouvir tão abundantes como mirabolantes
fantasias a respeito de A. de Sousa Mendes, enquanto cônsul de Portugal em
Bordéus, em Junho de 1940, fantasias que este nunca invocou nem sugeriu, além
de pressionado por vários amigos, dado que ele é, actualmente, a única pessoa
viva que, ainda no MNE, conviveu com Sousa Mendes, e, crê-se, a única dos que
sobre ele escreveram que o conheceu pessoalmente, decidiu escrever este livro,
repondo a verdade sempre que o julgou necessário, sem deixar de evidenciar
simpatia pessoal, não profissional, por este cônsul de Portugal, dadas as
circunstâncias de tempo, lugar, e psicológicas em que actuou.
É, como verificarão, um livro muito bem documentado, e, sem
dúvida, a queda de um mito, não de um anjo, já que esta descreveu-a o grande
Camilo Castelo Branco de forma inexcedível.
O leitor vai encontrar aqui vasta informação relevante que
certamente desconhecia, porque, propositadamente, se tem omitido ou deturpado,
por razões políticas e económicas, que aborrecem a verdade.
Aristides, ao contrário do que se tem propalado, não deu
30.000 vistos dos quais 10.000 a judeus nos dias da ira, mas apenas entre 600 e
650, nunca tendo sido exonerado de cônsul de Portugal nem aposentado por Salazar,
recebendo até morrer o seu vencimento como tal.
Desde alguns descendentes de Aristides até ao influente
político americano de origem açoriana Tony Coelho, passando por grupos judaicos
amestrados para isso, e por Jaime Gama e outros políticos portugueses, tem-se
elevado uma monstruosa montanha mitificadora à base de falácias que não
engrandecem quer Aristides quer a Assembleia da República, quer o Governo e o
Presidente da República que para isso contribuíram.
23/06/2013
O ateísmo é o ópio do povo
Lenine disse que a religião é o ópio do povo... Mas é apenas crendo em Deus que nós podemos criticar o Estado. Uma vez abolido Deus, e o Estado torna-se Deus. Este facto está escrito em toda a história humana; mas está escrito mais claramente na história recente da Rússia; que foi criada por Lenine... Lenine apenas caiu num pequeno erro: ele percebeu tudo ao contrário. A verdade é que o ateísmo é o ópio do povo. Onde quer que as pessoas não acreditem em algo para além do mundo, elas irão adorar o mundo.
Gilbert Keith Chesterton in «Christendom in Dublin».
20/06/2013
Cicuta
O Constitucionalismo nunca se casou com a Nacionalidade Portuguesa, porque foi sempre estrangeiro. Toda a obra que um povo realizar, fora do seu espírito, não vinga, é estéril e condenada a uma morte próxima.
Teixeira de Pascoais in «Saudade e o Saudosismo».
13/06/2013
Santo António
Martelo de hereges, volta à vida!
que a tua língua resplandeça ardente,
p'ra bem de tanta alma empedernida.
Lá donde estás, António, não nos deixes!
Se os homens te esqueceram negramente,
lembra-te, Santo, que ainda tens os peixes!
António Sardinha in «Pequena Casa Lusitana».
10/06/2013
Portugal Crucificado
Crucificado sobre um alto cerro,
com moiros a jogar-lhe a roupa aos dados,
eis Portugal pagando o antigo erro,
eis Portugal penando os seus pecados.
Insultam-no de baixo com aferro
esses a quem o insulto fez medrados.
Hora de expiação. Um ar de enterro
tingiu de treva os longes carregados.
E exclama Portugal: – «Senhor! Senhor!
A mim, alcaide-mor da Cristandade,
assim me abandonaste na agonia!»
António Sardinha in «Pequena Casa Lusitana».
09/06/2013
A liberdade e a independência perdida
Independência, liberdade, quer dizer vida; e vida quer dizer – concordância entre o meio e o fim, obediência do condicional ao absoluto, sacrifício do inferior ao superior, do criador individual e animal à criatura espiritual.
O antigo português foi livre no sentido verdadeiro da palavra. As descobertas nasceram da sua própria força criadora. Nas cortes, falava, rosto a rosto ao Príncipe, e a sua lança, cravada na fronteira, assegurou a Portugal a nobre independência garantida pelo espírito de sacrifício.
Portugal foi livre, enquanto foi português nas suas obras; enquanto soube realizá-las, obedecendo apenas à sua Vontade vitoriosa.
Sem actividade criadora não há liberdade nem independência. Cada instante de liberdade é preciso construí-lo e defendê-lo como um reduto. Representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e vida nas horas de guerra.
A escravidão é feita de descanso e de tristeza.
Teixeira de Pascoaes in «Arte de Ser Português».
04/06/2013
Ecumenismo e Maçonaria
Podemos dizer que o ecumenismo é o filho legítimo da Maçonaria... No nosso tempo, o nosso irmão Franklin Roosevelt reclamou para todos a possibilidade de "adorar a Deus segundo os seus princípios e convicções". Isto é tolerância, e é também ecumenismo. Nós, os maçons tradicionais, permitimo-nos parafrasear e transpor estas palavras de um estadista célebre, adaptando-as às circunstâncias: católicos, ortodoxos, protestantes, israelitas, muçulmanos, hindus, budistas, livres-pensadores, livres-crentes, estes são apenas os nossos primeiros nomes; a Maçonaria é o nome da nossa família.
Yves Marsaudon in «L'oecuménisme vu par un franc-maçon de tradition».
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