25/06/2014

A traição de D. Duarte


Declaração de Dom Duarte Pio de Bragança após o golpe de 25 de Abril de 1974, na qual o Duque demonstra total apoio às forças revolucionárias:

Vivo intensamente este momento de transcendente importância para a Nação Portuguesa e julgo dever comunicar o meu pensamento na hora presente:
1. Dou o meu inteiro apoio ao Movimento das Forças Amadas e à Junta de Salvação Nacional, a minha plena adesão ao seu Programa, especialmente em ordem à instauração de uma verdadeira e consciente Democracia, saneamento da vida pública e solução do problema do Ultramar, no mais estrito respeito pelos inalienáveis direitos da pessoa humana.
2. Peço a todos os Portugueses que ponham todo o seu entusiasmo, energia e inteligência ao serviço da nova sociedade, fundada na liberdade e na participação, para a construção e defesa do bem comum.
3. Reitero o meu propósito de que o nome monárquico não seja utilizado em contradição com os princípios de dignidade da pessoa humana, justiça social, liberdade e pluralismo político, e participação de todos nas decisões, princípios que não podem ser ofendidos sem grave prejuízo para o viver do Povo Português e para o futuro da nossa Pátria comum.

10 comentários:

Maria José Leite disse...

Na verdade estou estupefacta, que traição há aqui? só vejo uma, ele não ter dito que este apoio era para a sociedade e nação portuguesa e não para a republica.
Dom Duarte foi só mais português que dentro do errado que via, teve a ousadia de acreditar que que fez aquilo tinha todas boas intenções melhorando mais aceleradamente a democracia
e desenvolvimento de Portugal e s
eu povo!!!

Reaccionário disse...

Maria José Leite,

A traição de D. Duarte está na adesão a princípios anti-católicos e anti-monárquicos.

Estupefacto fico eu quando vejo monárquicos defenderem princípios anti-monárquicos. A democracia (governo de muitos) vai claramente contra a monarquia (governo de um só).

mujahedin مجاهدين disse...

E mais:

Se se der ao trabalho de ler o programa do MFA (basta o preâmbulo), torna-se evidente que não tinham solução nenhuma para o "problema" do Ultramar, porquanto lá dizem que a definição de uma política que leve a essa solução só "é possível com o saneamento da actual política interna e das suas instituições, tornando-as, pela via democrática, indiscutidas representantes do Povo Português;"

Mas sucede que o motivo pelo qual se sublevaram os militares foi "o sistema político vigente [porque] não conseguiu definir, concreta e objectivamente, uma política ultramarina que conduza à paz entre os Portugueses de todas as raças e credos"

Portanto, não havia qualquer solução proposta pois tal solução se encontraria apenas por "via democrática" que, obviamente, era o que se propunham implantar. Ou melhor, haver até havia, mas era demasiado ignóbil para ser apresentada em pratos limpos aos portugueses. Foi-o depois de ser facto consumado e, naturalmente, não foi por via democrática nenhuma que se achou, como, de resto, tudo o mais quanto se fez.


Sousa disse...

Traição por princípios anti-católicos?
Mas quê, ser monárquico é ser católico? Pelo amor de Deus, abram os olhos e vejam o mundo que têm à vossa frente. É repugnante ver que isto não anda para a frente por causa de reaccionários assim... Parados no tempo, digo!

Reaccionário disse...

Sousa,

Se não é católico, não use o Nome de Deus em vão, como usou abusivamente no seu comentário.

Não, não há verdadeira Monarquia fora do Catolicismo. Um rei que não seja católico é um rei ilegítimo, um déspota. É que um rei, não é rei simplesmente por direito próprio, mas por mandato divino. Os reis são portanto magistrados em Nome de Deus, a quem cabe a boa governação civil conforme a Lei de Deus, que é a Lei da Igreja.

Pouco importa o que a maioria das pessoas hoje em dia pensa. A maioria não faz a verdade. E a verdade não prescreve.

mujahedin مجاهدين disse...

Ó Sousa,

o sr. acha muitos "reaccionários" católicos nos governos que se têm sucedido?

Se acha, sugiro que vá ver o que fazem aos fins de semana. Porque não é à missa que vão, com certeza. Mas depressa os apanhará num qualquer restaurante fino a estourar o dinheiro dos contribuintes.

Veja lá se ganha algum juízo - ou melhor - se abre os olhos, e vê que a razão pela qual "isto" não anda para a frente não são os reaccionários, muito menos católicos. É a coberto e pretexto de coisas abstractas como "Democracia", "saneamentos" e "direitos inalienáveis" que a máfia que aqui caiu e controla este país mantém os tolos quase escravizados.

Duarte Pio tinha mais que obrigação de saber o que vinha aí, e ou não soube ver - o que é grave; ou não teve coragem para se opor - o que é mais grave; ou viu nisso uma oportunidade de levar a dele avante - o que é gravíssimo.

E o que vinha aí era a entrega dos territórios - e das gentes, que é o mais importante - do Ultramar à guerra total, à chacina e à morte, seguidas de tirania e miséria. Não só isso, como também a supressão de quaisquer movimentos ou oportunidades democráticas (as tais que todos proclamam e proclamavam e em nome das quais agiam e agem) para lhes decidir o futuro: nenhum povo foi consultado sobre o que, realmente, pretendia: nem sobre a independência, nem sobre o governo que lhe sucedeu.

Veja aqui o que lhe não mostram na televisão nem nos jornais: http://ultramar.github.io

Portugal batia-se pela sua gente, e pela vida humana. Não contra ela. Duarte Pio sabia isso. Preferiu fazer de conta. Ainda hoje não tem a coragem nem a frontalidade de afirmar a verdade sem engulhos, sem concessões e sem tergiversações. Num político, já não é coisa boa. Num rei, é inaceitável.

Obrigado ao Reaccionário.

Reaccionário disse...

Aproveito para relembrar a seguinte notícia:

http://accao-integral.blogspot.pt/2014/05/traicao.html

Anónimo disse...

Não sou católica, mas sou cristã porque Cristo é o meu Mestre, ser católico é pactuar com a inquisição o ouras coisas que tais, isaura

Reaccionário disse...

Isaura,

Se não é católica, então não é cristã. Não há cristianismo fora da Igreja Católica, única e verdadeira Igreja.

A Inquisição... Qual delas? Existiram tantas entre católicas e protestantes, e nos mais diversos países... Mas se estiver a falar na Inquisição Católica em geral, então digo-lhe que foi uma coisa boa, uma vez que impediu que seitas pseudo-religiosas se propagassem. Graças à Inquisição muitas almas se livraram do erro e se salvaram. Portanto "compactuar" com a Inquisição não tem nada de mal, pelo contrário.

Carlos Cobalto disse...

Vejamos do que a Igreja nos livrou primeiramente na Europa e depois pelo mundo:
http://desatracado.blogspot.com.br/2014/07/orgia-satanista-em-universidade.html e em :

http://speminaliumnunquam.blogspot.com.br/2014/07/confissao-de-uma-feminista-e-necessario.html

Confissão de uma feminista: "É necessário eliminar a natureza"

“Não se trata de sermos tolerantes e de que nos acostumemos a que aquele ou aquela que nasceu em um corpo que não é o seu, como agora se diz, mude de sexo mediante hormônios e cirurgia. Também não se trata de que os que nascem com uma inclinação para o mesmo sexo formem um casal e convivam como uma família a mais, gerando, adotando ou sem adotar. Não se trata de que nós nos adaptemos a um mundo onde, fora da família tradicional, coexistam outros tipos de família, como aqueles que citamos. Trata-se de mudar o mundo para libertar as mulheres. Para isso é necessário eliminar a natureza. E isso se consegue eliminando o casamento e a família tradicional. Isso se consegue fazendo lésbicas homossexuais e bissexuais desde o berço. O sexo é unicamente para o prazer. As relações sexuais devem ser polimorfas e livres. O aborto, livre também. Tudo vale neste novo mundo do gênero...”
(Magdalena del Amo, Déjame Nascer, citada no livro de Jorge Scala, Ideologia de Gênero – O Neototalitarismo e a Morte da Família)
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Essas ideias pagãs já eram medonhas antes da Igreja surgir na Europa e agora, com os avanços da tecnologia e medicina, a medonhice será algo indescritível, nunca imaginado pelo melhor ficcionista de contos de terror ou por alguém do próprio Inferno.

Abraços