04/02/2015

Opus Dei: pioneiro no Ecumenismo


A ideologia liberal-maçónica tem como princípios o indiferentismo, o sincretismo e a liberdade política e religiosa, princípios que sempre foram os do Opus Dei desde a sua fundação, em 1928. Para comprovar esta afirmação, vejamos o que diz uma autoridade do próprio Opus Dei (sublinhados meus):

As pessoas que participam das suas actividades sabem que o Opus Dei não faz política. A sua actuação tem outra dimensão: lembrar que todos, também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa santidade pode e deve ser procurada nas actividades da vida diária, realizando-as por amor a Deus e ao próximo.
Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma visão política diversa.
Em Roma, convivi com 'São' Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a 1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar, consiste em compreender.
'São' Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um "conservador". Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.
Quando passou uma temporada no Brasil, entre Maio e Junho de 1974, dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. (...)
'São' Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40, resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos...
Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo: houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por isso, alguns tiveram que se exilar.
Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente porque o Opus Dei não interfere nas actividades políticas dos seus membros, e cada um actua como lhe parece mais conveniente.
A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses riscos.

Mons. Vicente Ancona Lopez, vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil.

5 comentários:

O Resistente disse...

Depois da II Guerra, metade do gabinete de Franco era do Opus Dei. Mas compreendo que os tempos agora são outros e há coisas que é melhor esquecer... Dá dó.

Reaccionário disse...

Que ninguém se deixe enganar: o Opus Dei sempre foi um antro de liberalismo dito católico.

Anónimo disse...

Esse link deveria ser divulgado em todas as páginas nas quais as olavetes vomitam a idolatria aos EUA,Israel e o demo-liberalismo:

http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2013/11/o-radical-conflito-entre-eua-e-igreja.html

Anónimo disse...

Não passais de gente medíocre, despeitada que cultiva o ódio.

Sois autenticos fariseus, que como ouvimos no Evangelho de Quarta-feira de Cinzas,a quem Jesus disse:- já tiveram a sua recompensa. De certeza a dos homens, não a de Deus.

Sois idólatras do cerimonial excessivo, da ortodoxia que julgais pura, mas só a vossa ignorância a leva a supor.

Tendes o coração duro, pela ausência da Caridade. Cultivai a oração e vereis os frutos da transformação.

Joaquim Costa

Reaccionário disse...

Sr. Joaquim Costa,

Tenho pena que o seu comentário tinha sido um ataque 100% ad hominem e 0% de crítica ao texto. Em vez de me fazer tantas acusações infundadas, seria mais proveitoso que contrapusesse com a Doutrina Católica e me mostrasse onde errei. Como deve ter reparado, limitei-me a especificar alguns princípios maçónicos, como o indiferentismo e o sincretismo religioso, e a transcrever as palavras de uma autoridade do Opus Dei que defende esses mesmos princípios como fundacionais dessa organização.

Às graves acusações que me faz, por dever de caridade, repondo-lhe assim: Há um só Deus verdadeiro, uma só Religião verdadeira, uma só Doutrina verdadeira e uma só forma de honrar a Deus devidamente. E é falso o relativismo, é falso o indiferentismo, é falso sincretismo e é falso o liberalismo. Só quem reconhece isto é verdadeiramente humilde e caridoso. Esta é a Doutrina intemporal da Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. E assim se resume o Mandamento de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos".