18/07/2015

Doutrina católica sobre as greves

Grevistas

Embora a Igreja não condene formalmente as greves – mesmo que condene formalmente o socialismo – o Magistério não deixa de reprovar esse método de "luta social", por considerar que põe em risco a paz pública e o interesse colectivo dos povos. Eis o que diz a famosa encíclica Rerum Novarum:

Impedir as greves
O trabalho muito prolongado e pesado e uma retribuição mesquinha dão, não poucas vezes, aos operários ocasião de greves. É preciso que o Estado ponha cobro a esta desordem grave e frequente, porque estas greves causam dano não só aos patrões e aos mesmos operários, mas também ao comércio e aos interesses comuns; e em razão das violências e tumultos, a que de ordinário dão ocasião, põem muitas vezes em risco a tranquilidade pública. O remédio, portanto, nesta parte, mais eficaz e salutar é prevenir o mal com a autoridade das leis, e impedir a explosão, removendo a tempo as causas de que se prevê que hão-de nascer os conflitos entre os operários e os patrões.
Papa Leão XIII in «Rerum Novarum», 1891.

Pode uma desordem grave e danosa ser um direito? Não. Logo, a greve não pode ter uma existência legal.

4 comentários:

Anónimo disse...

A greve tem claramente um sabor de rebeldia.

Reaccionário disse...

Sim, a greve atenta contra o 4º Mandamento e contra os deveres de estado.

Anónimo disse...

Sendo assim, se quiserem trabalhar de graça para mim até desmaiarem de tanto esforço, estou aceitando currículos.
Agora falando sério: "O trabalho muito prolongado e pesado e uma retribuição mesquinha dão, não poucas vezes, aos operários ocasião de greves... o remédio, portanto, nesta parte, mais eficaz e salutar é prevenir o mal com a autoridade das leis."
O papa Leão XIII falou que trabalho semiescravo é errado, por isso é inevitável que haja greve e para resolver essa questão, deve-se haver leis, que tanto podem servir para o funcionário, como para limitar o poder ganancioso do patrão.
Somos católicos romanos, não somos protestantes que adoram Mamom e que acham que todos os empresários são deuses na Terra.

Reaccionário disse...

Ai meu Deus, o estado a que chega a mentalidade dos católicos de hoje...

Acaso um pecado justifica outro? Acaso se alguém me roubar, eu posso roubá-lo também? Acaso se o patrão faltar com as suas obrigações, o empregado também pode faltar com as suas? NÃO!

A greve é imoral. A greve é uma desordem grave. A greve atenta directamente contra o 4º Mandamento e contra os deveres de estado. Logo, a greve não é um direito.

Mas dizer que a greve não é um direito, não é o mesmo que dizer que a Igreja defende um regime de exploração dos empregados. A Igreja tanto condena o capitalismo como o comunismo. A Igreja defende um sistema corporativo, conforme está expresso na encíclica Rerum Novarum e na encíclica Quadragesimo Anno.