25/10/2015

Solenidade de Cristo Rei


Velas que passam Tejo abaixo...
É vê-las todas orgulho e glória
Velas que passam Tejo abaixo...
Nelas vão sonhos de fazer futuro e história.

Velas que passam Tejo acima...
Além nasce a rosa do Sol que as ilumina.
Velas que passam Tejo acima...
Quem as faz andar pela manhã divina?

Talvez não seja o vento... Talvez não.
Basta a luz acordá-las, logo as velas
Abrem no céu enamorado, e vão
Como se houvesse um anjo à espera delas!

Talvez não seja o vento nem a luz.
Talvez não seja nada, senão isto:
O eterno apelo do Sinal da Cruz
Que é na terra o sinal de Jesus Cristo.

Mons. Francisco Moreira das Neves

22/10/2015

Monsenhor Lefebvre e o Barroco

Capela de São João Baptista (Lisboa)

Já na arte barroca da contra-reforma católica, o meu julgamento é bem diferente, especialmente nos países que resistiram ao Protestantismo: o barroco utilizará ainda anjinhos rechonchudos, mas esta arte de puro movimento e expressões às vezes patéticas é um canto de triunfo da Redenção, um canto de vitória do Catolicismo sobre o pessimismo de um Protestantismo frio e desesperado.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

18/10/2015

Visão de Portugal em 1799


Alguns autores medievalistas ou ligados à Hispanidade, costumam divulgar o erro de que Portugal depois dos Descobrimentos ter-se-ia tornado num reino decadente, governado pela maçonaria e corrompido tanto moral como politicamente. Essa ideia difamatória não tem qualquer correspondência na nossa História, uma vez que é precisamente no século XVIII que Portugal conhece o seu expoente máximo, no reinado de Dom João V. Além disso, todos os antigos historiadores são unânimes em dizer que a maçonaria só entrou em Portugal com as invasões napoleónicas, no século XIX. Contudo, ouvi hoje mais um disparate por parte de um castelhano. Disse o referido castelhano que Portugal no início do século XVIII era «o país mais secularizado do mundo». Absurdo completo! Vejamos, por exemplo, como o Marquês de Penalva descrevia Portugal dez anos depois da Revolução Francesa:
Neste dilúvio quase geral, como o primeiro, tem Portugal, graças a Deus, conservado pura a sua fidelidade Religiosa e Política; e o Céu tem-nos pago com usura; porque os géneros de primeira necessidade não nos têm faltado, as searas são abundantes, o flagelo da guerra ouve-se ao longe, e ricos comboios atravessam os mares com segurança, e vêm fazer Lisboa o Empório da Europa. Contudo não são para desprezar os riscos, que corre a mocidade indiscreta, e são temíveis os efeitos da lição de perniciosos escritores, que com engraçado estilo enganam leitores de pouca capacidade e mal educados.
Marquês de Penalva in «Dissertação a Favor da Monarquia», 1799.

16/10/2015

Consumismo: a nova religião da direita liberal


A direita não é hoje mais do que a esquerda no culminar da sua fase senil. A guerra ao sagrado, nunca finalizada pela esquerda, é mais eficazmente conduzida pela direita ocidentalista (...) com as bandeiras da liberdade e da democracia, duas ilusões que não têm sequer necessidade de alimentar utopias mas apenas de formal enunciação. Onde o materialismo científico falhou, o Pentágono triunfa, com o chapéu de ideias da direita liberal que impõe o modelo único do indivíduo constrangido a um único destino: o consumo. E a consumir-se a si.

Pietrangelo Buttafuoco in «Cabaret Voltaire: L'islam, il sacro, l'Occidente».

11/10/2015

Não há progresso sem verdade


Eu compreendo as dúvidas e hesitações. Vivemos um momento crítico da história do pensamento político e mais simplesmente um momento crítico da história do mundo. Tudo está em crise ou é sujeito a crítica (...). Os espíritos mais puros inquietam-se, perturbam-se, não sabem como orientar-se e repetem angustiadamente a pergunta de Pilatos ao próprio Cristo: "O que é a verdade?"
A dúvida em suas hesitações e desvairos não permite trabalho eficiente; o espírito humano precisa de aderir à verdade, precisa de certezas para se orientar e agir. Nenhum Estado pode existir sem basear-se nelas ou presumi-las definidas e aceites. (...). Independentemente do que transcende a ordem natural, a desapaixonada observação dos factos e a experiência dos povos, através da sua vida milenária, revelam-nos algumas dessas certezas. (...). A verdade é por essência imutável e a adesão do espírito à verdade, ou sejam as certezas do espírito, são essenciais ao progresso das sociedades humanas.

António de Oliveira Salazar, discurso de 28 de Maio de 1966.

07/10/2015

Portugal: quase mil anos de história


Não herdámos as canções do invasor,
herdámos a nossa voz para cantar a Pátria.
Não herdámos ouro para comprar a liberdade,
herdámos ferro para a defender!

Sangre Cavallum

04/10/2015

Não importa em quem votem, nada vai mudar


Curiosamente, Marxismo, Comunismo, e o seu derivado, o Socialismo, quando analisados anos mais tarde, na prática, não são nada mais do que capitalismo de estado e governo por uma minoria privilegiada, exercendo controlo total e despótico sobre uma maioria que fica virtualmente sem nenhum direito legal ou de propriedade. Isto explica porque os Rothschild estavam tão interessados em subsidiar estas ideologias, as quais poderiam evoluir para "democracia", um sistema de dois partidos no qual ambos são controlados pela mesma força, e embora eles possam lutar sobre matérias insignificantes, de modo a dar a impressão de se oporem um ao outro, na realidade eles seguem a mesma ideologia básica. É por isto que os habitantes das democracias cedo descobrem que não importa em quem votem, nada vai mudar.

Andrew Carrington Hitchcock in «The Synagogue of Satan».

01/10/2015

A Monarquia tradicional é absoluta


A Monarquia Portuguesa desde a sua instituição, quando o nosso primeiro Afonso foi aclamado, até os nossos dias, é uma prova de facto de tudo quanto tenho dito em favor desta casta de governo; e para que as provas ainda favoreçam mais a minha opinião, sucede que os nossos Reis são os mais legítimos e absolutos Senhores de seus Reinos. Espero que o meu Leitor suponha qual seja o sentido em que devem tomar-se estas palavras: a legitimidade dos nossos Soberanos consiste na justiça do seu domínio, e o seu absoluto poder, não quer dizer um poder despótico, que ofende a razão, e que eles mesmos recusariam, entende-se este absoluto poder pela extensão e independência da sua jurisdição verdadeiramente Real.

Marquês de Penalva in «Dissertação a Favor da Monarquia», 1799.