08/02/2016

A tirania do politicamente correcto


3ª Tese: A ideologia politicamente correcta não é apenas dominante, tornou-se também a única ideologia.
Diz-se que "o maior truque do Diabo é fazer crer que não existe". A força da ideologia politicamente correcta consiste em ter imposto a ideia que os debates ideológicos estavam ultrapassados. Mas como observou oportunamente Dominique Venner em "O Século de 1914", não vivemos numa sociedade a-ideológica, mas numa sociedade saturada de ideologia, de uma ideologia única [e falsa].
É por isso que não há mais debate ideológico nos grandes meios de comunicação social, já que os únicos que podem exprimir-se – incluindo nas páginas de "opinião" dos jornais – são aqueles que respeitam os cânones da [falsa] ideologia única.

Jean-Yves Le Gallou in «Douze thèses pour un gramscisme technologique», 2008.

5 comentários:

Anónimo disse...

Uma coletânea do dr. William L. Pierce:

https://archive.org/stream/WilliamLutherPierce-Transcripts-AmericanDissidentVoices/59906051-American-Dissident-Voices-by-Dr-William-Luther-Pierce_djvu.txt

Cobalto

Anónimo disse...

É este Charlton Heston, que assina o título do recorte acima, "o" o famoso actor norte-americano que faleceu há cerca de dez anos? Muito curioso. E pertencerá aquele título a algum livro de sua autoria, abordando esta temática? Gostava bem de saber, para, se for o caso, poder adquiri-lo. É que eu tive o prazer imenso de ter conhecido pessoalmente este actor e a mulher, aquando da estreia mundial em Londres de um dos seus filmes.
Maria

Reaccionário disse...

Cara Maria,

Sim, a frase é de facto do falecido actor americano Charlton Heston. Mas tanto quanto sei, não pertence a nenhum livro. Pertence a um discurso feito em 2000 na Brandeis University.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Muito obrigada pela informação. Bem gostaria eu de conhecer essa palestra ou discurso feito por ele. Mas isso será difícil senão impossível.

Era eu miúda, não teria ainda nove anitos, quando vi os Dez Mandamentos, em Lisboa, protagonizado por este actor. Como todas as miúdas com essa idade que ficavam (e ficam) apaixonadas por um qualquer actor de cinema, o mesmo aconteceu comigo, como é bom de ver. Poucos anos mais tarde os meus Pais foram convidados a assistir à estreia mundial do El CID em Londres, com recepção prévia no magnífico Dorchester Hotel. Escusado será dizer que exaltei e seria impensável para os meus Pais eu não os acompanhar. Lá fui a pular de contente e com o coração quase a saltar do peito e mais do que adorei o filme e mais ainda ver o meu ídolo. Tirei uma fotografia com ele, que está em lugar de destaque na minha sala e fiquei com outra dele e da mulher à saída do cinema.

Este homem cujo percurso de vida eu fui estudando com o tempo, mais do que como actor (fez alguns filmes menos bons) o que me levou a apreciá-lo verdadeiramente foi a sua correcta maneira de ser, a sua formação moral superior, muito acima da maior parte dos seus colegas, a sua integridade como actor, a sua total dedicação à família (casou com a namorada que conheceu na Universidade e nunca se divorciou), nunca andou metido em escandaleiras e muito menos em drogas, como acontecia a muitos actores do seu tempo e a outros tantos anteriores a ele.

Era conservador e patriota. Como ser humano Charlton Heston foi um norte-americano excepcional.
Maria

Anónimo disse...

Esqueci-me de mencionar que tive oportunidade de falar com Charlton Heston durante uns largos minutos, ainda na recepção oferecida aos actores e equipa técnica, prévia ao visionamnto do filme. Podia lá eu deixar de falar com um dos meus dois ídolos adorados?! Nunca! É desse exacto momento que tenho a fotografia de que falei.

O outro meu adorado actor/tenor do mesmo período, tinha eu a mesma idade, 8/9 anos, em que vi um dos seus primeiros filmes, foi Mario Lanza. Por uma fatalidade do destino, em que este actor já se havia instalado em Itália com a família (depois de ter fugido de Hollywood por motivos vários, o principal dos quais, desaguizados terríveis com um dos realizadores dos seus últimos filmes, inveja da parte destes, perseguição sexual dos mesmos, etc.) e eu ainda em Londres por essa altura, tendo podido ir vê-lo a Roma, tivesse eu pedido aos meus Pais e eles ter-me-iam concedido esse enorme desejo e acompanhado na viagem, tal não foi possível por simplesmente eu não ter nem idade nem qualquer interesse em comprar jornais e portanto ter-me passado completamente ao lado a sua permanência definitiva em Itália, a qual se tinha verificado um ano antes. Quando me dei conta um ano depois, através das notícias, da sua morte precoce com apenas 38 anos, deixando quatro filhos pequeninos e uma mulher dedicadíssima e apaixonadíssima que não resistiu ao desgosto de perder o marido tão tràgicamente, deixando-se morrer pouco a pouco e tendo falecido um ano depois, o meu desgosto foi indescritível, foi o desabar de um sonho de criança e de juventude, uma tristeza infinita de não ter podido conhecê-lo pessoalmente quando podia tê-lo feito com a maior das facilidades, por ser já mais crescidinha, com os pais ou mesmo sózinha e viajado a Roma, uma vez que ele já não vivia em Los Angeles, o que neste caso teria sido muito complicado senão impossível. Ainda hoje, quando penso neste meu desejo não realizado por pura inexperiência, falta de idade e desencontro de datas, sinto uma tristeza difícil de pôr em palavras.

Mais tarde estive em Roma e tomei conhecimento de tudo quanto lhe aconteceu prèviamente à morte súbita, num quarto de uma Clínca onde se encontrava a fazer uma cura de emagrecimento. Um horror o que li sobre o que se passou naquela Clínica cujos tratamentos (experiências estranhíssimas com soros esquisitos e outros medicamentos recentes ainda não legalizados) levaram à sua morte. Não houve autópsia e nada foi investigado. Era filho único e adorado, os Pais quase não aguentaram o desgosto. As lágrimas corriam-me sem parar ao ler o que foram os últimos dois anos de sofrimento, primeiro em Hollywood cujos realizadores que lhe haviam feito a vida negra e depois em Roma, os seus últimos momentos da vida, sózinho num quarto de uma Cínica, sem a adorada mulher e os seus queridos filhos, onde morreu sùbitamente por negligência médica (a Clínica não possuía os aparelhos adequados ao seu problema cardíaco), responsáveis clínicos que nem sequer tomaram a iniciativa de o levarem de urgência para o Hospital mais próximo, que não distava muito da Clínica, onde muito provàvelmente teria sido salvo. Outro exemplo de um ser humano extraordinário, bom chefe de famíla, excelente actor, magnífico tenor, amigo dos seus amigos, benemérito, íntegro e honesto.

Dois dos seus quatro filhos, todos lindos como ele, morreram precocemente já vão bastantes anos. O terceiro morreu há poucos anos, ainda não tinha feito cinquenta anos, após um terrível acidente de viação que lhe causou ferimentos gravíssimos, tendo falecido poucos meses depois. O mesmo género de acidente em que esteve envolvida a primeira filha e que também lhe provocou a morte. Resta a última filha, também parecida com o Pai e bonita como ele era.