21/06/2016

A extrema-esquerda ao serviço do mundialismo


A extrema-esquerda desempenha, em toda a Europa, o mesmo papel: denunciar e atacar as forças identitárias e nacionais. Constitui-se em polícia do pensamento por conta da Nova Ordem Mundial. Por toda a parte a extrema-esquerda é um instrumento de pressão sobre os poderes: umas vezes para parar os movimentos de "direitização" dos partidos tradicionais (anos 80) e outras para lutar contra o surgimento do populismo (anos 90).

Adoptando um ascendente moral em nome da luta contra as "fobias" – xenofobia, homofobia, islamofobia – a extrema-esquerda utiliza uma retórica incapacitante contra os valores familiares e nacionais susceptíveis de pararem o desenvolvimento do capitalismo globalizado. Não hesitando em utilizar leis repressivas ("as fobias não são uma questão de opinião, são um crime"), a extrema-esquerda é uma alavanca do poder mediático e judicial, frequentemente executante das baixas obras da superclasse mundial. A intimidação e a sideração são os seus meios de acção privilegiados.

A vitimização das "minorias" sexuais serve de máscara ao velho projecto revolucionário de dissolução da instituição familiar, obstáculo ao império do mercado; e, a coberto de pôr fim a pretensas discriminações ou reprimir intenções homofóbicas, conseguem impedir a expressão dos valores tradicionais. E foi assim que foi expulso da Comissão Europeia o pouco politicamente correcto e muito católico Rocco Buttiglione. Simetricamente, foi assim que foi protegido Frédéric Mitterand, esse "magnífico símbolo de abertura", segundo as palavras de Nicolas Sarkozy, que escreveu no seu livro La Mauvaise Vie: "sexo e dinheiro, estou no centro do meu sistema".

A extrema-esquerda joga também no registo da provocação: por todo o lado na Europa onde movimentos nacionais, identitários ou populistas se desenvolveram, a extrema-esquerda apelou a contra-manifestações, frequentemente violentas, com dois objectivos:

– Conseguir a interdição das reuniões dos movimentos que ameaçam a ideologia da superclasse mundial;
– Conduzir esses movimentos dissidentes a defenderem-se para assegurarem a sua liberdade, com o risco de darem às televisões imagens de violência.

Na revista Contretemps, de Setembro de 2003, Anne Tristan, antiga responsável da associação de extrema-esquerda Ras L'Front explica o funcionamento dessa organização: utilizar iniciativas espectaculares e contra-manifestações para evitar a banalização do Front National – uma estratégia com benefícios, utilizada também na Alemanha ou Grã-Bretanha, por exemplo.

Jean-Yves Le Gallou in «Les convergences paradoxales de l’extrême gauche et de la superclasse mondiale».

6 comentários:

Sr. Hamsun disse...

Muito bem sintetizado, sem dúvida.

Cavaleiro Erlantz disse...

quem é o autor Reaccionario? abraços !!!

Reaccionário disse...

https://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Yves_Le_Gallou

Maria disse...

Brilhante artigo ou crónica.
O mais estranho ou nada estranho, é que todas as lutas políticas travadas a favor dos trabalhadores e das classes desfavorecidas, das liberdade e independência das mulheres, do divórcio, a favor do aborto e (em contradição total, mas intencional) das barrigas d'aluguer, a favor dos homossexuais e das lésbicas e de um enorme etcétara, por que a esquerda e extrema esquerda vêm pugnando desde que lhes foi permitida a entrada em Portugal bem como a respectiva liberdade política, o mais estranho, dizia, é que todas estas 'liberdades' eram terminantemente proibidas nos países de Leste sob o regime soviético. E muitas delas ainda o são, mesmo depois desse regime ter desaparecido.

O que é que move esta gente de espírito malígno e por que razão agem como agem, se o regime soviético já era? Estarão eles à espera que os regimes comunistas regressem ao poder nos países de onde desapareceram, para nos mesmos serem recebidos em ombros, estando então prontos para ocupar os cargos políticos que lhes estariam reservados como camaradas incondicionais e comissários/enviados-especiais para todo o serviço, 24 horas por dia? Deve ser isso.

O que dizer da hipocrisia e cinismo desta gente de esquerda, que como muito bem diz o título do artigo, está a ser comandada à distância pelo mundialismo? Sim, é mais do que óbvio que o comunismo não desapareceu, está só mascarado de social-democracia e/ou de liberalismo. Afinal a dialéctica comunista limitou-se a emigrar para o Novo Mundo nos fins do séc. dezanove e prosseguiu nos princípios do vinte levando consigo o sionismo entretanto instituído, tendo os dois movimentos políticos sido fundidos num só e elevados a governo mundial por detrás do qual todos os regimes democráticos fundados por aquele continuam em força, qual orquestra super afinada sob a sua rígida direcção e não menos ríspida batuta. E os seus governantes escolhidos a dedo devendo-lhe obediência cega sob pena, caso transgridam, de virem a ser severamente punidos e mesmo, em muitos casos, sofrer as (graves) consequências, a principal das quais serem assassinados. O que, é do conhecimento geral, já aconteceu nas várias democracias existentes. É evidente que as maçonarias introduzidas em cada democracia, são quem, através das ordens mundialistas, controla os seus governos e decreta as leis.

O sistema, no nosso País e em todas as outras democracias, foi completamente capturado pelas esquerdas comunista, socialista e radicais e o povo, o verdadeiro povo, nada pode fazer para alterar este estado de coisas por estar atado de pés e mãos. A direita nacionalista e patriótica é proibida pelo sistema pelo medo atroz que este tem que em eleições 90% da população a ela aderisse. Foi com esse receio (fundado) em mente que o regime foi estruturado e a Constituição elaborada. E salvo se alguma revolta inesperada for despoletada pela população e tiver o apoio imediato de um punhado de militares patriotas, nunca mais saíremos deste imenso lodaçal em que para mal dos nossos pecados estamos mergulhados.

Será que estas esquerdas ainda não repararam que nos países ex-comunistas, agora democracias, os partidos comunistas foram ilegalizados? Claro que sabem, mas hipócritas ao máximo fingem ignorar - inclusivamente tentando denegrir os seus governantes com epítetos mal disfarçados, apelidando-os de 'fascistas' e quejandos, fruto da inveja e ódio por aqueles desprezarem o regime mais cruel que existiu ao cimo da Terra - para continuarem a impôr a sua agenda destrutiva nos demais países democráticos em que aquele é (ainda) tolerado.
Maria

Bilder disse...

Dizem eles que o controlo de fronteiras é sinónimo de “xenofobia”; então, segue-se que a defesa do Estado-Nação é uma manifestação de xenofobia. E como sem Estado-Nação não há democracia, a xenofobia só pode ser eliminada através de um Estado totalitário.(do blog Perspectivas)

Anónimo disse...

A extrema-esquerda joga também no registo da provocação: por todo o lado na Europa onde movimentos nacionais, identitários ou populistas se desenvolveram, a extrema-esquerda apelou a contra-manifestações, frequentemente violentas, com dois objectivos:
– Conseguir a interdição das reuniões dos movimentos que ameaçam a ideologia da superclasse mundial;
– Conduzir esses movimentos dissidentes a defenderem-se para assegurarem a sua liberdade, com o risco de darem às televisões imagens de violência.

VAMOS LÁ !!

Violência em protesto neo-nazi faz várias vítimas: cinco pessoas foram transportadas para o hospital em estado crítico.

https://www.youtube.com/watch?v=4-nLBQWjGjM

Os bombeiros de Sacramento, nos Estados Unidos, informaram através do Twitter que várias pessoas ficaram gravemente feridas após terem sido esfaqueadas num protesto que decorreu este domingo em Sacramento, na Califórnia.

Conta a CBS que “o protesto era contra a globalização e em defesa do direito à livre expressão”, organizado por um auto-denominado partido trabalhista tradicional, classificado como neo-nazi.

No momento em que decorria a manifestação, outros protestantes surgiram contra este grupo e demorou segundos até se começarem a atacar.

Cinco pessoas foram levadas para o hospital local, gravemente feridas após terem sido atacadas com facas.

Este incidente ocorre no mesmo dia em que várias marchas gays decorriam por algumas cidades nos Estados Unidos da América, cujo objetivo era prestar tributo às vitimas do massacre na discoteca gay em Orlando.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/612258/violencia-em-protesto-neo-nazi-faz-varias-vitimas

Perguntinha: "classificado como neo-nazi" mas por quem? Manifestações só podem se forem somente numa direção?

Perguntinha: "classificado como neo-nazi" mas por quem? Manifestações só podem se forem numa única direção?

O Partido Trabalhista Tradicional tinha planejado essa manifestação por várias semanas, e a esquerda americana, sabendo, foi lá arranjar barulho. Irônico, e cá como lá, a esquerda gosta de chamar a si mesma de "antifascista" (como sinônimo de anti-violência/intolerância/ódio), mas atacam aqueles cujo discurso discordam.

Nem esquerda nem direita que estão aí, não escolha algo do lado, escolha algo acima.

E NÃO É ?!

Cobalto