29/09/2017

Subjectivismo

Inteligência

Subjectivismo é introduzir a liberdade na inteligência, quando pelo contrário, a nobreza desta consiste em submeter-se ao objecto, consiste na acomodação ou conformidade do pensamento com o objecto conhecido. A inteligência funciona como uma câmara fotográfica, deve reproduzir exactamente as características perceptíveis do real. A sua perfeição consiste na fidelidade ao real. Por este motivo a verdade define-se como a adequação da inteligência com a coisa. A verdade é esta qualidade do pensamento, de estar de acordo com a coisa, com o que é. Não é a inteligência que cria as coisas, mas as coisas que se impõem à inteligência tal como são. Consequentemente, a verdade de uma afirmação depende do que ela é, é algo de objectivo; e aquele que procura a verdade deve renunciar-se a si, renunciar a uma construção do seu espírito, renunciar a inventar a verdade.

Pelo contrário, no subjectivismo, é a razão que constrói a verdade: deparamo-nos com a submissão do objecto ao sujeito. Este passa a ser o centro de todas as coisas. As coisas não são mais o que são, mas o que se pensa delas. O homem passa a dispor da verdade conforme a sua vontade: a este erro chama-se idealismo no plano filosófico, e liberalismo no plano moral, político e religioso. Como consequência, a verdade será diferente conforme os indivíduos e os grupos sociais. A verdade torna-se necessariamente compartilhada. Ninguém pode pretender tê-la exclusivamente na sua integridade; ela faz-se e procura-se sem descanso. Pode ver-se o quanto isto é contrário a Nosso Senhor Jesus Cristo e à sua Igreja.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

25/09/2017

As sete abominações


Seis são as coisas que ao Senhor aborrece e sete as que a Sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina projectos iníquos, pés apressados para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia discórdias entre irmãos.

Provérbios VI, 16-19

22/09/2017

Os erros do Comunismo


Partindo de fontes soviéticas, o Padre Baldomero Ortoneda analisou 15 mil afirmações ideológicas comunistas do ponto de vista das ciências naturais, da matemática e da filosofia. Como resultado, descobriu 400 erros científicos, 600 de raciocínio e 200 filosóficos, que o comunismo expressa através das suas três "leis": unidade e antagonismo dos contrários; negação da negação; e transição da quantidade em qualidade.
O trabalho foi publicado no livro Principios Fundamentales del Marxismo-Leninismo em 1974.

18/09/2017

O Tradicionalismo tem que vir da Tradição (I)


Por ocasião da publicação de certas proposições, e por uma incompreensível má inteligência, para não dizer intencional, os jornais disseram e repetiram, com inaudita ligeireza, que Roma, a Santa Sé e a Igreja condenaram o tradicionalismo; o que equivaleria a dizer que a Igreja Católica condenou o princípio fundamental do Catolicismo e se condenou a si mesma; porque no fundo, o Catolicismo não é mais que a tradição apostólica, que nos garante a autenticidade da Escritura, da qual a Igreja é fiel e infalível depositária.

Pe. Ventura de Raulica in «La Tradición y los Semipelagianos de la Filosofia», 1862.

(Via: Ascendens)

16/09/2017

Falácia de inversão do ónus da prova


Esta falácia consiste em exigir o ónus da prova de inocência ao acusado sem prova. Esquema:

Pessoa A acusa de X a Pessoa B.
Pessoa B não aceita a acusação.
Pessoa A exige-lhe prova de inocência.

Este tipo de raciocínio é falso e pode até ser um caso grave de injustiça. A presunção de inocência até ser provado o contrário, tem um princípio justo. Segundo a falácia da inversão do ónus da prova, a prova caberia ao acusado e não a quem acusa.

11/09/2017

Roma não paga a traidores

Viriato

Em 155 a.C., o Império Romano dominava já todo o território leste e sul da Península Ibérica. Nesse mesmo ano começa a chamada Guerra Lusitana.
Entre 155 e 150 a.C. os combates sucedem-se, quase sempre favoráveis aos lusitanos. Até que, neste último ano, os lusitanos sofrem um grande revés. Tal deve-se à promessa do governador romano, Galba, de oferecer terras aos lusitanos. Mas a promessa era uma cilada. Com os lusitanos concentrados em poucos lugares perto dos romanos, Galba promoveu uma chacina.
Após a matança de Galba, segue-se um período de relativa acalmia. Até que no ano 147 a.C., os lusitanos irrompem num novo ataque aos romanos. Nesta altura, o governador romano Vetílio propõe um novo acordo de paz. Mas contra esse acordo levanta-se Viriato, um sobrevivente da chacina de Galba, que, lembrando aos lusitanos a perfídia dos romanos, apela à resistência.
Viriato, aclamado como "Rei" (Dux Lusitanorum), venceu o governador Vetílio. Os romanos reagiram, mas foram quase sempre vencidos em batalha.
Para Roma, a guerra estava a revelar-se um verdadeiro fracasso. Após vários desaires e uma pesada derrota em 140 a.C., os romanos propõem novamente a paz. Viriato firma o tratado e recebe o título de "amigo do povo romano" (amicus populi romani) pela humanidade com que tratou os inimigos vencidos na batalha de Arsa. No Senado Romano, porém, este tratado é visto como uma humilhação, e no ano seguinte, Roma rompe as tréguas e envia um novo governador para terminar a guerra.
O novo governador romano, Cipião, desencadeou uma ofensiva fulgurante, mas Viriato mantém a superioridade militar e força-o a pedir a paz. Envia dois emissários para negociar com Cipião, mas este suborna-os, prometendo-lhes grandes recompensas caso matassem Viriato. E assim aconteceu. Enquanto dormia, Viriato foi assassinado à punhalada.
Os lusitanos, enfraquecidos, acabaram por ser derrotados pelos romanos. A morte de Viriato marcou o início da ocupação romana no ocidente da Península Ibérica.
Quanto aos traidores, estes refugiaram-se em Roma, reclamando o prémio prometido. No entanto, as autoridades romanas ordenaram a sua execução em praça pública, onde ficaram expostos os seus corpos com a inscrição: "Roma não paga a traidores".

A morte de Viriato

04/09/2017

Vós sois o sal da Terra


Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da Terra; e chama-lhe sal da Terra, porque quer que façam na Terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a Terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a Terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina, ou porque a Terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma coisa e fazem outra, ou porque a Terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que eles dizem; ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo, ou porque a Terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.
Suposto pois que, ou o sal não salgue, ou a terra se não deixe salgar, que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: "E se o sal perder a sua força, com que outra coisa se há-de salgar? Para nenhuma coisa mais fica servindo senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens" (Mateus V, 13). Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos. Quem se atrevera a dizer tal coisa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés o que com a palavra ou com a vida prega o contrário.

Pe. António Vieira in «Sermão de Santo António aos peixes», 1654.

01/09/2017

LIVROS II (Parte B)

(continuação do LIVROS II (Parte A))

Já muitos sabem, mas ainda é notícia. O Pedro Oliveira abriu no Youtube o seu canal pessoal PEDRO DE OLIVEIRA. O blogue VERITATIS recomenda aos seus leitores que subscrevam este canal, que é de inteira confiança e segurança.

Aqui fica uma mostra, com uma listagem dos mais importantes assuntos do vídeo (clicando nas indicações de tempo, na lista, irá ter à parte correspondente do vídeo).

1 - Capela de S. João Baptista - continuação (00:00)
2 - Guerra Marxista na Infância (4:34)
3 - A Rússia em Face do Mundo (6:07)
4 - Convite ao diálogo com a militância dos da "hispanidad" (7:04)
5 - Novidades, informações, e achegas jeitosas (8:46)


(a continuar...)