26/12/2017

O Natal já acabou?


Não... o Natal ainda agora começou!
Infelizmente, nos nossos dias, poucos são os que ainda conhecem a verdadeira essência do Natal. E também por isso acham que o Natal acaba no dia em que ele começa...
O Tempo do Natal vai de 25 de Dezembro a 13 de Janeiro. Eis as suas principais Festas:

25 de Dezembro – Nascimento do Menino Jesus.
28 de Dezembro – Massacre dos Santos Inocentes.
Domingo entre o Natal e a Oitava – Apresentação do Menino Jesus no Templo.
1 de Janeiro – Oitava de Natal.
Domingo entre a Oitava e a Epifania – Festa do Santíssimo Nome de Jesus.
6 de Janeiro – Epifania ou Dia de Reis.
Domingo depois da Epifania – Festa da Sagrada Família.
13 de Janeiro – Baptismo de Jesus Cristo.

23/12/2017

O erro do Historicismo


Não foram os Papas que cometeram um erro histórico ou que estavam prisioneiros de circunstâncias históricas, mas são estes teólogos que estão imbuídos do preconceito historicista, apesar do que possam dizer. Basta-nos ler as referências históricas que trazem Roger Aubert e John Courtney Murray sobre a liberdade religiosa, para comprovar que eles revêem sistematicamente os ensinamentos do magistério dos Papas do século XIX, segundo um princípio que assim se pode expressar: "Todo o enunciado doutrinal é estritamente relativo ao seu contexto histórico, de tal modo que, mudado o contexto, a doutrina pode mudar".

Não será necessário dizer o quanto este relativismo e este evolucionismo doutrinal é contrário à estabilidade da Rocha de Pedro no meio das flutuações humanas, e o quão contrário é à Verdade imutável que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estes teólogos, de facto, não são teólogos, nem bons historiadores, pois não têm qualquer noção da Verdade ou de uma doutrina permanente da Igreja, principalmente em matéria social e política; extraviam-se na sua erudição e são prisioneiros dos seus próprios sistemas de interpretação; são pensadores cheios de ideias, mas não são bons pensadores. Razão teve Pio XII ao condenar a sua teologia cambiante, sob o nome de Historicismo:
A isto se soma um falso historicismo que, aferrando-se unicamente aos acontecimentos da vida humana, subverte os fundamentos de toda a Verdade e de toda a Lei Absoluta, tanto no que se refere à filosofia como no que se refere aos dogmas cristãos. (Encíclica «Humani Generis»)

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

15/12/2017

Rei de Jerusalém


Acaba de ser publicado no amigo blogue FIDELISSIMUS o brasão que a Cristandade reconhece como sendo do católico Rei de Jerusalém. É muito apropriado para o momento, na esperança de católicas pessoas enganadas abdicarem do erro judaizante e sionista, lugares por onde já infelizmente andam lançados.

13/12/2017

700 anos da Marinha Portuguesa


Mais um centenário importante para Portugal:

A 1 de Fevereiro de 1317, a Real Armada Portuguesa (Marinha Portuguesa) foi formalmente constituída por carta régia de el-Rei Dom Dinis. Esse documento, conhecido como "Contrato de Vassalagem de Manuel Pessanha", estabelece pela primeira vez a organização permanente da Armada, e nomeia Manuel Pessanha como Almirante-Mor do Reino de Portugal.
A Marinha Portuguesa é o ramo das Forças Armadas mais antigo do mundo, conforme bula papal.

12/12/2017

Da primeira encíclica de São Pio X


Em Outubro de 1903, o Papa São Pio X publicava a sua primeira encíclica, e nela falava dos males anunciados para o fim dos tempos. Mas hoje as coisas estão muito piores do que há 114 anos...

Além disto, e para passar em silêncio muitas outras razões, Nós experimentávamos uma espécie de terror em considerar as condições funestas da humanidade na hora presente. Pode-se ignorar a doença profunda e tão grave que, neste momento muito mais do que no passado, trabalha a sociedade humana, e que, agravando-se dia a dia e corroendo-a até à medula, arrasta-a à sua ruína? Essa doença, Veneráveis Irmãos, vós a conheceis, e é, para com Deus, o abandono e a apostasia; e, sem dúvida, nada há que leve mais seguramente à ruína, consoante essa palavra do profeta: Eis que os que se afastam de Vós perecerão (Sl. 72, 27).
(...)
Em nossos dias é sobejamente verdadeiro que as nações fremiram e os povos meditaram projectos insensatos (Sl. 2, 1) contra o Criador; e quase comum se tornou este grito dos Seus inimigos: Retirai-Vos de nós! (Job 21, 14). Daí, na maioria, uma rejeição completa de todo o respeito a Deus. Daí hábitos de vida, tanto privada quanto pública, que nenhuma conta fazem da soberania de Deus. Bem mais, não há esforço nem artifício que não se ponha em acção para abolir inteiramente a d'Ele, e até a Sua noção.
Quem pesa estas coisas tem direito de temer que uma tal perversão dos espíritos seja o começo dos males anunciados para o fim dos tempos, e como que a sua tomada de contacto com a terra, e que verdadeiramente o filho da perdição de que fala Apóstolo (2 Tess. 2, 3) já tenha feito o seu advento entre nós, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda a parte se lança o ataque à Religião, com que se investe contra os dogmas da Fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade! Em compensação, e é este, no dizer do mesmo Apóstolo, o carácter próprio do Anti-Cristo, com uma temeridade sem nome o homem usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus. E isso a tal ponto que, impotente para extinguir completamente em si a noção de Deus, ele sacode entretanto o jugo da Sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível, à guisa de templo onde pretende receber a adoração dos seus semelhantes. Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess. 2, 2).
Qual venha a ser o desfecho desse combate travado contra Deus por uns fracos mortais, nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida. Certamente, ao homem que quer abusar da sua liberdade lícito é violar os direitos e a autoridade suprema do Criador; mas ao Criador fica sempre a vitória. E ainda não é dizer o bastante: a ruína paira mais de perto sobre o homem justamente quando mais audacioso ele se ergue na esperança do triunfo. É o que o próprio Deus nos adverte nas Sagradas Escrituras. Dizem elas que Ele fecha os olhos sobre os pecados dos homens (Sab. 11, 24), como que esquecido do Seu poder e da Sua majestade; mas em breve, após essa aparência de recuo, acordando como um homem cuja força a embriaguez aumentou (Sl. 77, 65), Ele quebra a cabeça dos seus inimigos (Sl. 67, 22), a fim de que todos saibam que o Rei de toda a terra é Deus (Sl. 46, 8), e a fim de que os povos compreendam que não passam de homens (Sl. 9, 20).
Papa São Pio X in «E Supremi Apostolatus», 1903.

08/12/2017

8 de Dezembro: Nossa Senhora da Conceição


Oração:
Virgem Santíssima, que tanto agradastes ao Senhor e fostes Sua Mãe Imaculada, no corpo, na alma, na fé e no amor. Por piedade, volvei benigna os vossos olhos para nós, que imploramos o vosso poderoso amparo.
A serpente maligna, contra quem foi lançada a primeira maldição, teima em combater e tentar os filhos de Eva.
Eia, pois, santa Mãe, nossa Rainha e Advogada, que desde o primeiro instante da vossa Conceição esmagastes a cabeça do inimigo, acolhei as súplicas que, unidos a vós num só coração vos pedimos, apresenteis ante o trono do Altíssimo, para que nunca nos deixeis cair nas emboscadas que se nos preparam, e cheguemos todos ao porto da salvação; e, no meio de tantos perigos, a Igreja e as nações cantem de novo o hino do resgate, da vitória e da paz. Ámen.

Papa São Pio X

01/12/2017

1º de Dezembro: Dia da Restauração


A guerra de Portugal com Castela é tão antiga, que começou juntamente com o mesmo Reino e seus primeiros Príncipes, e há mais de 500 anos que dura. Pelo que nem esta guerra se deve de ter por coisa nova, nem se deve de fazer da nossa parte por modo novo; mas termos por certo, que seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos contra Castela, que por tantos séculos tivemos.

Pe. Manuel Severim de Faria in «Notícias de Portugal», 1655.

§

As palavras citadas são de um chantre e cónego da Sé de Évora, contemporâneo da Guerra da Restauração, na qual Portugal se defendeu da usurpação espanhola. E são também palavras que refutam a absurda e revolucionária tese da Aliança Peninsular... Em relação a Espanha, os nossos antepassados sempre mantiveram uma atitude de um prudencial afastamento, daí o famoso adágio popular: De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas foi preciso que viessem uns certos intelectuais no século XIX e XX, para nos ensinar o contrário daquilo que sempre fizemos... E se é por razão de ignorância que hoje também alguns caem nesse mesmo erro, pois que façam como indica o Padre Severim de Faria: "...seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos... que por tantos séculos tivemos". Que nos reportemos, pois, à nossa Tradição Portuguesa e às suas fontes originárias, e não a modernos autores com as suas subjectivas interpretações, por mais bem-intencionados que alguns possam ter sido.