Ser de Direita significa, em primeiro lugar, reconhecer o carácter subversivo dos movimentos nascidos da Revolução Francesa, sejam eles o Liberalismo, a Democracia ou o Socialismo.
Ser de Direita significa, em segundo lugar, compreender a natureza decadente dos mitos racionalistas, progressistas e materialistas que preparam a chegada da civilização plebeia, o reino da quantidade e a tirania das massas anónimas e monstruosas.
Ser de Direita significa, em terceiro lugar, conceber o Estado como um todo orgânico onde os valores políticos dominam sobre as estruturas económicas e onde o dito «a cada um segundo o seu valor» não significa igualdade, mas uma justa desigualdade qualitativa.
Por fim, ser de Direita significa aceitar como própria aquela espiritualidade aristocrática, religiosa e guerreira que tem caracterizado em si a Civilização Europeia e aceitar, em nome desta espiritualidade e seus valores, a luta contra a decadência da Europa.
Adriano Romualdi in Por que não existe uma cultura de Direita?
