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02/10/2017

2 de Outubro: Dia dos Anjos da Guarda

Iluminura Manuelina

O nosso Santo Anjo da Guarda tem por missão proteger-nos e defender-nos, pôr-nos ao abrigo das ciladas do Demónio e dos inimigos da alma, para podermos alcançar a vida eterna. Este fiel companheiro merece o nosso reconhecimento e a veneração que convém a um santo que goza da visão de Deus no Céu. Por isso, roguemos ao nosso Anjo da Guarda:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, pois que a ti me confiou a piedade divina, hoje e sempre me governa, rege, guarda e ilumina. Ámen.

Também as famílias, os povos, os reinos, as dioceses, as igrejas, as comunidades religiosas, todos têm o seu Anjo da Guarda que as protege dos perigos e adversidades. Assim, roguemos também ao Santo Anjo Custódio de Portugal, que sempre defenda e dignifique a nossa Pátria:

Vinde, Anjo de Portugal, livrar a Pátria e os portugueses de todo o mal.

Vinde, Anjo de Portugal, afastar da Pátria a vós confiada os males espirituais assim como tudo o que puder perturbar a paz dos portugueses.

Anjo Custódio de Portugal, defendei a nossa Pátria!
Anjo Custódio de Portugal, salvai a nossa Pátria!
Anjo Custódio de Portugal, santificai a nossa Pátria!

10/06/2017

10 de Junho: Anjo de Portugal


A pedido de el-rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do Anjo Custódio do Reino, cujo culto era já antigo em Portugal.
Oficializada a celebração, Dom Manuel enviou alvarás aos municípios a determinar que as festas em honra do nosso Anjo da Guarda fossem comemoradas com a maior solenidade. Na festa do Anjo de Portugal deveriam participar todas as autoridades e instituições das cidades e vilas, além de todo o povo.
Esta celebração teve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII, quando Portugal também teve o seu apogeu, e decaiu no século XIX quando Portugal também decaiu pelo liberalismo, em 1834.
Por determinação das Ordenanças Manuelinas a festa do Anjo de Portugal era equiparada à festa do Corpo de Deus, a maior festa religiosa em Portugal, na qual toda a nação portuguesa afirma a sua Fé perante o Santíssimo Sacramento.
De acordo com o testemunho dos Pastorinhos de Fátima, em 1916 o Anjo de Portugal apareceu diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta sua Terra de Santa Maria, dando aos Pastorinhos a comunhão com "o preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo" como ele próprio declarou.
O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, e manteve-se na arquidiocese de Braga, onde se celebrava a 9 de Julho.
No papado de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada para todo o País e transladada para o dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal fosse também o Dia do Anjo de Portugal.
Da generalizada devoção ao Anjo de Portugal dão testemunho muitas representações, sendo especialmente notáveis as imagens do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e da Charola do Convento de Cristo, em Tomar, a pintura da Misericórdia de Évora e a iluminura do Livro de Horas de Dom Manuel.
O Anjo de Portugal é, até hoje, o único Anjo da Guarda de um país com culto público oficializado e foi o único Anjo da Guarda de uma nação que apareceu aos homens.

10/06/2016

Oração por Portugal


Majestade Divina, Senhor da vida e da morte, dos que Vos amam e dos que Vos perseguem!
Por intercessão da Santíssima Virgem de Fátima, Rainha da paz e nossa Mãe, dos Pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta e da Beata Alexandrina que tanto amou Portugal, pedimo-Vos que não deixeis que a nossa Pátria, onde Maria ergueu o seu Trono, venha a ser dominada e destruída por obra dos seus inimigos.
Enviai os Vossos Santos Anjos a todos os locais da nossa Terra e permiti que eles possam desenvolver as suas potências em todos os seus recantos para que o inimigo não venha a triunfar nesta Terra de Santa Maria.
Nós queremos formar um exército de almas que rezam para que Vós, Deus Uno e Trino, estendais a Vossa Mão poderosa sobre este povo que é de Maria, nossa Mãe.
Fazei, ó Deus, que as nuvens tempestuosas que pairam sobre a humanidade e tendem a espalhar-se e submergir a nossa Pátria, sejam afastadas.
Só Vós podeis salvar-nos! Vinde depressa socorrer-nos, Senhor!
Pela Vossa graça e especial protecção da nossa Padroeira Maria Imaculada e do Anjo Custódio de Portugal, fazei, ó Deus, que a nossa Terra nunca venha a ser aniquilada pelo inimigo.
Deus Santo, Deus Forte, Deus Todo-Poderoso: em união com todos os Santos Anjos pedimo-Vos auxílio e Bênção para a nossa Pátria. Ámen.

Irmã Lúcia, venerável serva de Deus.

10/06/2015

São Miguel Arcanjo, Custódio de Portugal


De entre as nações, que se sabe terem festejado liturgicamente o seu Anjo Tutelar, Portugal é a que mantém tal devoção, com culto oficializado, há mais tempo, sendo também a única a ter tido o privilégio da sua assistência epifânica (em Fátima, no ano de 1916).
Alguns autores estribados numa tradição, segundo a qual Afonso Henriques, após ter desbaratado Albaraque nos campos de Santarém, teria designado São Miguel como tutelar do Reino, crêem poder identificar esse Arcanjo com o Anjo Custódio de Portugal. Essa identificação, já anteriormente ensaiada por distintos memorialistas, havia de tornar-se quase consensual durante o consulado miguelista (1828-1834).
As aparições de Fátima têm, igualmente, servido para fundamentar a assunção, porquanto, alegam os proponentes dela, o Anjo da Paz é, na liturgia eclesial, o próprio São Miguel (Angelus pacis Michael).

Manuel J. Gandra in «O Anjo da Saudade».

§

Atenção: Este autor e esta obra não são inteiramente recomendáveis. A passagem aqui citada é divulgada apenas pela informação verídica que contém.

10/06/2014

Rosa de Armas


Deus a cada Nação um anjo deu.
Porque n'Ele as Nações serão eternas,
Mesmo que o tempo as desbarate e coma.

Anjo de Portugal! Te imploro! Imploro!
Defende Portugal, e continua-o!
Mesmo oculto e assombrado pelo mundo,
Como um corpo sem alma ou como alma
Penada a vaguear, ausente, ausente.
Mesmo que sendo só quase memória.
Defende Portugal! E, sob as asas,
Guarda-o, não vá ele enregelar.
Acende-lhe lá dentro uma candeia,
Que um dia voltará a ser archote
E fogueira a cantar no acampamento
E uma bola de fogo, um sol no empíreo,
Um coração nas ondas do Império.

Anjo de Portugal! No mais recesso
De nós mantem ainda esta semente,
Esta migalha, este ínfimo estilhaço,
Esta saudade, esta esperança e fé.
Este globo partido, Anjo! Recobra-o!
Retira-o do abismo, recompõe-o,
Altaneiro refá-lo, alto desvela-o,
Desfralda-o pela glória e pelos ventos,
De norte a sul, de leste a ocidente,
Que volte Portugal ressuscitado.

Goulart Nogueira