Mostrar mensagens com a etiqueta Catolicismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Catolicismo. Mostrar todas as mensagens

26/05/2017

Da verdadeira caridade


Ora, a doutrina católica nos ensina que o primeiro dever da caridade não está na tolerância das convicções erróneas, por sinceras que sejam, nem na indiferença teórica e prática pelo erro ou o vício, em que vemos mergulhados nossos irmãos, mas no zelo pela sua restauração intelectual e moral, não menos que por seu bem-estar material.

Papa São Pio X in «Notre Charge Apostolique», 1910.

09/04/2017

Jesus Cristo e o sentido da História


Qual é pois o verdadeiro sentido da História? Há por acaso um sentido da História? Toda a História tem por centro uma pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo, porque como diz São Paulo: "Nele foram fundadas todas as coisas, as dos céus e as que estão sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, dominações, principados ou potestades. Tudo foi criado por Ele e n'Ele, e Ele é antes de todas as coisas e n'Ele todas subsistem. Ele é a cabeça do corpo da Igreja, sendo Ele mesmo o princípio (...) para que em tudo tenha o primeiro lugar. Deus quis que toda a plenitude habitasse n'Ele, e por meio d'Ele reconciliar todas as coisas tanto as da Terra como as do Céu, trazendo a Paz mediante o sangue de Sua Cruz".

Jesus Cristo é portanto o pólo da História. A História tem somente uma lei: "É necessário que Ele reine" (I Coríntios 15, 25). Se Ele reina, reinam também o verdadeiro progresso e a prosperidade, que são bens muito mais espirituais do que materiais. Se Ele não reina, vem a decadência, a caducidade, a escravidão em todas as formas, o reino do mal. É o que profetiza a Sagrada Escritura: "Porque a nação e o reino que não Te servem perecerão, estas nações serão completamente destruídas" (Isaías 60, 12). Há excelentes livros sobre a filosofia da História, mas que me deixam surpreso e impaciente ao comprovar que omitem este princípio absolutamente capital, ou não o põe no lugar que lhe é devido. Trata-se do princípio da filosofia da História, sendo também uma verdade de Fé, verdadeiro dogma revelado e confirmado centenas de vezes pelos factos!

Eis a resposta à pergunta: Qual é o sentido da História? A História não tem um sentido, uma direcção imanente. Não existe o sentido da História. O que há é um fim da História, um fim transcendente: a "recapitulação de todas as coisas em Cristo"; é a submissão de toda ordem temporal à Sua obra redentora; é o domínio da Igreja militante sobre a cidade temporal que se prepara para o reino eterno da Igreja triunfante no Céu. A Fé afirma e os factos o demonstram que a História tem um primeiro pólo: a Encarnação, a Cruz, Pentecostes; ela teve o seu completo desenvolvimento na cidade católica, quer seja em Carlos Magno ou em Garcia Moreno; e terminará, chegará ao seu pólo final quando o número dos eleitos se completar, depois do tempo da grande apostasia (II Tessalonicenses 2, 3); não estamos vivendo este tempo?

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

06/04/2017

História dos Milagres do Rosário (VII)

(continuação da parte VI)

Declara-se o fundamento da história e diálogo que é uma peregrinação, que três Teólogos pregadores do Colégio Real da Purificação da Universidade de Évora fizeram a Nossa Senhora de Guadalupe.

Entre outras muito magníficas e reais obras, que o Sereníssimo Rei Dom Henrique, de gloriosa memória, fez sendo Cardeal e Arcebispo de Évora, depois de haver fundado o Colégio da Companhia de Jesus e sua Universidade, com largueza e magnificência que convinha a sua pessoa Real, e zelo que tinha do acrescentamento da religião Cristã foi levantar de novo Colégio para Colegiais Teólogos, que chegassem a número de cento, e este com tanta grandeza e formosura de edifício, que bem parece obra digna de tal Rei. Nele se recebem os Colegiais por oposição e concurso, como se costuma em todas as outras Universidades, e recebidos se criam todos em letras e virtude, como convém ao fim para que são recebidos. E porque o que pretendeu seu fundador foi ajudar as almas de todo este Alentejo, e Reino de Portugal, sua ocupação (depois da que tem nas letras) e de exercícios muito acomodados à perfeição do Sacerdócio e pregação Evangélica a que todos vão encaminhados, sendo em tudo ajudados do Reitor do Colégio e Universidade da Companhia, a que está em tudo sujeito este da Purificação.

Introduzimos pois (imitando muitos e graves autores) o que realmente muitas vezes aconteceu em semelhantes colégios, três Colegiais sacerdotes e pregadores, todos de muitas letras e exemplo de virtudes, entre os quais havia particular amizade espiritual, todos muito zelosos da honra de Deus, e de aproveitar as almas, com pregar e confessar, o que muitas vezes tinham feito e por tempo. Um deles se chamava Anselmo, homem já de idade e que por muitos anos se tinha ocupado em pregar em diversas partes deste Reino. Marcelo era também pregador e muito inclinado a ouvir confissões, com que tinha feito grande fruto: e Eusébio era Diácono, que tinha acabado seus estudos de Teologia e dava esperanças de que havia de ser um grande sujeito e instrumento, de que os prelados se ajudassem de seu talento.

Depois que entraram naquele Colégio, se assinalaram em letras e virtude, e como tinham os mesmos intentos para os levar adiante, tratavam todos três muito particular amizade, ocupando-se sempre em santos exercícios, de modo que quem os via dizia que não lhes faltava nada para ser religiosos senão a profissão e hábito. Atava esta amizade uma particular propriedade que todos três tinham, a qual era serem muito devotos de Nossa Senhora, e muitas vezes quando se ajuntavam falavam dela e tratavam de suas devoções, e do modo com que fariam devoto a todo o mundo. Chegado o tempo das férias, que começa o primeiro de Agosto e acaba o último de Setembro, estando todos três em boa conversação, disse Anselmo: Temos chegado às férias, nas quais são muito diferentes as ocupações e exercícios, que os estudantes nelas tomam para suas recreações, eu desejo alguma que fosse de proveito para nossas almas e para as dos próximos. Certo, respondeu Marcelo, não se pode cuidar melhor coisa que ela, nem empregar o tempo em outra. Alegrou-se muito Eusébio e disse: Este mesmo pensamento tive esta manhã, desejando de não passar ocioso estes dois meses de férias, mas não me ocorreu até agora exercício em que os pudesse bem gastar, e aquela que apontou o senhor Anselmo, que seja proveitosa para nossas almas e para as dos próximos, me contenta sobre todas: mas ainda até agora não dou no particular dela. Muitas pode haver, acudiu Anselmo, muito próprias de sacerdotes e pregadores, como todos somos, e a mim se me oferece uma que cuido todos devem de aprovar, e é, que façamos todos três uma peregrinação a Nossa Senhora de Guadalupe, pregando no caminho a todos e em todos os lugares, vilas, e a imitação de Cristo, a devoção do santíssimo Rosário, e da Coroa e de seus milagres, e outras devoções, e com isto confessaremos a todos os que se quiserem confessar, e ensinaremos a doutrina aos que a quiserem ouvir. Ficaram estranhamente contentes Marcelo e Eusébio com o alvitre de tão boa e santa ocupação, e confirmou Marcelo o intento de Anselmo, com dizer assim se costumava antigamente, e que de Roma os Papas mandavam sacerdotes pregadores por toda a Itália, para que pregassem e confessassem, e o mesmo faziam os prelados que tinham zelo de aproveitar as suas ovelhas, e que havia poucos anos que o Cardeal Bartolomeu Arcebispo de Milão viera a pé, em forma de peregrino com alguns seus clérigos a Sabóia adorar o Santo Sudário, e naquela peregrinação fizeram tão grande fruto, assim com a doutrina, como com o exemplo: e se os Cardeais isto faziam em Itália, que também seria de muita edificação fazerem-no os sacerdotes em Portugal, e em Évora. Estando todos neste acordo, foram dar conta ao Reitor da Universidade deste seu conselho e peregrinação, o qual como homem muito espiritual e zeloso da honra de Deus, se alegrou grandemente de ver seus santos desejos, e abraçando-os a todos com muito amor, lhe deu sua bênção e os animou com muitos santos conselhos, louvando a boa obra em que se ocupavam, e que teria muito cuidado de os mandar encomendar a Deus, para que fosse muito servido nesta peregrinação. Eles despedidos de todos os Colegiais, se partiram caminho direito de Nossa Senhora de Guadalupe, no qual lhe aconteceram as coisas que a história nos irá descobrindo.

(continuação parte VIII)

01/04/2017

Dia das mentiras?


Que é a mentira?
A mentira é um pecado que consiste em afirmar como verdadeiro ou como falso, por meio de palavras ou de acções, o que se sabe não ser assim.

De quantas espécies é a mentira?
A mentira é de três espécies: jocosa, oficiosa e danosa.

Que é a mentira jocosa?
Mentira jocosa é aquela pela qual se mente por gracejo e sem prejuízo para ninguém.

Que é a mentira oficiosa?
Mentira oficiosa é a afirmação de uma falsidade para utilidade própria ou alheia, sem prejuízo para ninguém.

Que é a mentira danosa?
Mentira danosa é a afirmação de uma falsidade com prejuízo do próximo.

É lícito alguma vez mentir?
Nunca é lícito mentir, nem por gracejo, nem para proveito próprio ou alheio, porque é coisa má por si mesma.

Que pecado é a mentira?
A mentira, quando é jocosa ou oficiosa, é pecado venial; mas, quando é danosa, é pecado mortal, se o prejuízo que causa é grave.

Retirado do «Catecismo Maior de São Pio X» (que é uma simplificação por meio de perguntas e respostas do Catecismo Romano de 1566, o catecismo católico propriamente dito).

30/03/2017

História dos Milagres do Rosário (IV)

(continuação da parte III)

Quanto crédito se deve dar aos milagres do Rosário, que aqui se escrevem.

Quanto a autoridade que tem estes milagres do Santo Rosário para se lhes haver de dar crédito, e outros que se escrevem dos santos, tratámos muito largamente no livro da vida e coroa de Nossa Senhora, o que por não ser largo, não repito aqui, somente avisamos ao leitor, que entre todos os milagres a que convém todas as condições para serem tidos por verdadeiros e certos, e a que se deve dar crédito, são estes do Santo Rosário que aqui se escrevem, e não haverá algum por mais porfiado que seja, que contra eles possa trazer algo aparente rezam, porque todos são de matérias aprovadas pela Sagrada Escritura, e autoridade da Igreja, nenhum deles é contra a divina Escritura, nem a doutrina da Igreja, nem dos santos. Todos são de matérias com que Deus ordinariamente mostra o Seu divino poder, havendo feito outros semelhantes. Pois a autoridade dos que o escreveram é também grande, que padres muito religiosos da ordem de S. Domingos, muitos deles escritos por seus companheiros e outros que depois aconteceram, pelos que naquele tempo viviam, outros vão autenticados com a autoridade do ordinário, de modo que não tem o leitor em que duvidar, mas sem tropeçar pode livre e seguramente correr na lição deles, debaixo de todo o grau que se pode imaginar de probabilidade uma há, como no discurso de verá.

(continuação, parte V)

29/03/2017

Livro de divulgação do Rosário


É com grande apreço e satisfação que recebo o convite do blogue ASCENDENS para colaborar na iniciativa lançada pelo FIDELISSIMUS, à qual também já se juntou o SANTO ZELO. Nada mais oportuno neste ano do centenário das Aparições de Fátima, do que a promoção da oração diária do Terço, assim como das graças por ele alcançadas. Muitas conversões e muitas vitórias se devem ao Rosário. Relembro as palavras de Nossa Senhora de Fátima: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o Inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas". Lancemos então mãos à obra!

24/03/2017

Os castigos sociais


Os indivíduos que cometeram faltas podem expiá-las neste mundo. Se não as expiarem neste mundo, expiá-las-ão no outro. Os indivíduos serão portanto castigados em proporção dos pecados cometidos, quer no Purgatório, expiando-os, quer no Inferno, sofrendo os suplícios eternamente. As sociedades, como tal, não entram na eternidade. Se se tornarem culpadas, apenas podem ser castigadas neste mundo. Ora, o seu crime é um pecado contra a Justiça, que exige reparação. Então, os países que abandonaram Nosso Senhor devem expiar e reparar neste mundo, e compete à Sabedoria de Deus infligir aos povos os castigos conforme os Seus desígnios eternos.
(...)
Por castigo social, Deus quer tocar as almas e atraí-las até Ele. É por isso que não é fácil sondar os desígnios eternos nos castigos com que Deus fere os países. O que devemos considerar é que Deus pode castigar, que castiga efectivamente, e que para evitar estes castigos, é necessário que toda a ordem social se submeta a Ele.
(...)
Todas as calamidades que podem levar os povos à reflexão servem os desígnios de Deus. As guerras, as doenças, as catástrofes de toda a espécie, e acima de tudo as calamidades de ordem intelectual e moral podem atingi-los e levá-los a corrigir-se.
Nosso Senhor fala-nos de todos estes flagelos, fala sobretudo da grande desventura da cegueira. Dirigindo-se aos judeus: "Este povo não entenderá, porque não pode compreender, e não pode compreender, porque não quer compreender". É no sentido de um castigo social que é necessário entender estas palavras. Nada de mais terrível que ser para si mesmo a causa da sua própria infelicidade em consequência de incompreensão. (...) Assim é também nas sociedades modernas de hoje. Para salvar a ordem social e os povos, estes devem começar por entender que só Jesus Cristo é a salvação. Ora, não querem entender que assim seja. Deus então conforma-se à sua vontade obstinada. Não compreendem, não vêem, e já não podem ver em Jesus Cristo unicamente a sua salvação: é o seu castigo.
A este ponto de vista geral, juntam-se muitos outros de ordem mais especial. Não compreendem que é necessário suprimir da ordem social os princípios do direito moderno, as grandes liberdades modernas. Não querem entender que é preciso recusar a cada um a sua liberdade de opinião. Não compreendem que é mister, apesar de tudo, opor-se à invasão dos princípios perversos e que é preciso favorecer a única verdade católica. Há uma quantidade de coisas que não entendem. Tudo isso leva o carácter e a marca do castigo que fere os países e os leva à ruína.

Pe. Philippe C.SS.R. in «Catecismo dos Direitos Divinos na Ordem Social».

07/03/2017

Verdades que o cristão deve recordar diariamente


VERDADES DE QUE O CRISTÃO SE DEVE RECORDAR TODAS AS MANHÃS

Cristão, lembra-te que tens hoje:
Deus a glorificar,
Jesus a imitar,
A Santíssima Virgem a invocar,
Os Santos a imitar,
Os Santos Anjos a honrar,
Uma alma a salvar,
Um corpo a mortificar,
Virtudes a pedir e praticar,
Pecados a expiar,
Um paraíso a ganhar,
Um inferno a evitar,
Uma eternidade a meditar,
Tempo a aproveitar,
Próximo a edificar,
Um mundo a temer,
Demónios a combater,
Paixões a subjugar,
Talvez a morte a sofrer,
E o juízo a suportar!

OH! ETERNIDADE!

Retirado de «Manual de Orações», aprovado pelo Arcebispo de Porto Alegre, 10 de Novembro de 1926.

01/03/2017

Quarta-feira de Cinzas


Lembra-te ó homem que és pó, e que em pó te hás-de tornar. (Génesis 3, 19)

É certíssimo que todos devemos morrer, mas não sabemos quando. "Nada há mais certo do que a morte – diz Idiota – porém nada mais incerto do que a hora da morte".
Meu irmão, estão fixados ano, mês, dia, hora e momento em que terás que deixar este mundo e entrar na eternidade; porém nós o ignoramos. Nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de estarmos sempre bem preparados, disse que a morte virá como um ladrão, oculto e de noite (I Tessalonicenses 5, 2). Outras vezes exortou a que estejamos vigilantes, porque, quando menos esperarmos, virá Ele a julgar-nos (Lucas 12, 40). Disse São Gregório que Deus nos oculta, para nosso bem, a hora da morte, a fim de que estejamos sempre preparados para morrer. Disse São Bernardo: A morte pode levar-nos em qualquer momento e em qualquer lugar; por isso, se queremos morrer bem e salvar-nos, é preciso que a estejamos à espera em qualquer tempo ou lugar.
Ninguém ignora que deve morrer; mas o mal está em que muitos vêem a morte a tamanha distância que a perdem de vista. Mesmo os anciãos mais decrépitos e as pessoas mais enfermas não deixam de alimentar a ilusão de que hão-de viver mais três ou quatro anos. Eu, porém, digo o contrário: Devemos considerar quantas mortes repentinas vemos em nossos dias. Uns morrem caminhando, outros sentados, outros dormindo em seu leito. É certo que nenhum deles julgava morrer tão subitamente, no dia em que morreu. Afirmo, ademais, que de quantos no decorrer deste ano morreram na sua própria cama, e não de repente, nenhum deles imaginava que devia acabar sua vida neste ano. São poucas as mortes que não chegam inesperadas.
Assim, pois, cristão, quando o demónio te provoca a pecar, sob o pretexto de que amanhã te confessarás, diz-lhe: Quem sabe se não será hoje o último dia da minha vida? Se esta hora, se este momento, em que me apartasse de Deus, fosse o último para mim, de modo que já não restasse tempo para reparar a falta, que seria de mim na eternidade? Quantos pobres pecadores tiveram a infelicidade de ser surpreendidos pela morte ao recrearem-se com manjares intoxicados e foram precipitados no inferno? "Assim como os peixes caem no anzol, assim são colhidos os homens pela morte num momento mau" (Eclesiastes 9, 12). O momento mau é exactamente aquele em que o pecador ofende a Deus.
Diz o demónio que tal desgraça não nos há-de suceder; mas é preciso responder-lhe: E se suceder, que será de mim por toda a eternidade?

Santo Afonso Maria de Ligório in «Preparação para a Morte».

E se o justo a custo se salva, o que virá a ser do ímpio e do pecador? (I Pedro 4,18)

04/01/2017

Verdadeiro e Falso Tradicionalismo


Grande número de modernos, seguindo as pegadas daqueles que, no século passado, se deram o nome de filósofos ["seita dos filósofos" = maçonaria], declaram que todo o poder vem do povo; que em consequência aqueles que exercem o poder na sociedade não a exercem como sua própria autoridade, mas como uma autoridade a eles delegada pelo povo e sob a condição de poder ser revogada pela vontade do povo, de quem eles a têm. Inteiramente contrário é o pensamento dos católicos, que fazem derivar de Deus o direito de mandar, como de seu princípio natural e necessário.

Papa Leão XIII in «Diuturnum Illud», 1881.

§

Esta citação de Leão XIII não é uma opinião. Ela representa aquilo que é, sempre foi, e sempre será o pensamento tradicional católico, é Magistério Ordinário da Igreja. Contudo, em dado grupo recente auto-intitulado "tradicionalista" estão a ser difundidas ideias contra-tradicionalistas... Nem todos os seus membros pensam assim, mas alguns deles, mais bem colocados no grupo, tinham sido já confrontados com a correcção a este e outros erros. Porém a "democratice" volta sempre à tona. Eles avançam e teimam... Tal como já referi noutra ocasião: parece até haver nisto uma mão escura, que promove a criação de "meios-termos", infunde-os de activismo e visibilidade, e assim intercepta e capta aquelas almas que se iriam dirigir a um tradicionalismo autêntico.

Clicar nas fotos:


02/01/2017

A deformação da figura de Jesus Cristo

Jesus Cristo é o bom pastor.

Desde que se aborda a questão social, está na moda, em certos meios, afastar primeiro a divindade de Jesus Cristo, e depois só falar de Sua soberana mansidão, de Sua compaixão por todas as misérias humanas, de Suas instantes exortações ao amor do próximo e fraternidade. Certamente, Jesus nos amou com um amor imenso, infinito, e veio à Terra sofrer e morrer, a fim de que, reunidos em redor d'Ele na justiça e no amor, animados dos mesmos sentimentos de mútua caridade, todos os homens vivam na paz e na felicidade. Mas para a realização desta felicidade temporal e eterna, Ele impôs, com autoridade soberana, a condição de se fazer parte de Seu rebanho, de se aceitar Sua doutrina, de se praticar a virtude, e de se deixar ensinar e guiar por Pedro e seus sucessores. Além disso, se Jesus foi bom para os transviados e os pecadores, não respeitou suas convicções erróneas, por sinceras que parecessem; amou-os a todos para os instruir, converter e salvar. Se chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica. Se levantou os humildes, não foi para lhes inspirar o sentimento de uma dignidade independente e rebelde à obediência. Se Seu coração transbordava de mansidão pelas almas de boa vontade, soube igualmente armar-se de uma santa indignação contra os profanadores da casa de Deus, contra os miseráveis que escandalizam os pequenos, contra as autoridades que acabrunham o povo sob a carga de pesados fardos, sem aliviá-la sequer com o dedo. Foi tão forte quão doce; repreendeu, ameaçou, castigou, sabendo e nos ensinando que, muitas vezes, o temor é o começo da sabedoria, e que, às vezes, convém cortar um membro para salvar o corpo. Enfim, não anunciou para a sociedade futura o reinado de uma felicidade ideal, de onde o sofrimento fosse banido; mas, por lições e exemplos, traçou o caminho da felicidade possível na Terra e da felicidade perfeita no Céu: a estrada real da Cruz. Estes são ensinamentos que seria errado aplicar somente à vida individual em vista da salvação eterna; são ensinamentos eminentemente sociais, e nos mostram em Nosso Senhor Jesus Cristo outra coisa que não um humanitarismo sem consistência e sem autoridade.

Papa São Pio X in «Notre Charge Apostolique», 1910.

21/11/2016

Os católicos e a fase de infiltração


Talvez porque num dia me afastei da Igreja e respirei os ares que fora da Igreja se respiram, e bebi em todas as fontes da incredulidade e da heresia, a água corruptora da Negação, – e depois, na mais sincera das humildades, sem coragem para erguer os olhos, desejando ser a última das criaturas humanas, mas sentido sinceramente que o era, bati à porta que por minhas próprias mãos fechara – fazendo isso, sem espalhafatos e sessões solenes, na singeleza da minha consciência, – talvez por tudo isso, eu, hoje, me admiro de certos espectáculos, de certas atitudes, de certas transigências, e da fraca consistência dos sentimentos religiosos do meu País. E a decadência de Portugal é obra da sua incredulidade.
Certo que os templos às vezes se enchem. Certo. Mas ao menos certo de que há muitas conversas, muita distracção, muita falta de consciência, nos templos cheios de gente.
Talvez porque fui um dia incrédulo, tudo isto seja para mim estranho, e me cause assombro o ar mundanal com que se assiste à Missa – o acto mais importante da liturgia católica, três vezes santo – e a naturalidade, o à vontade com que se passa diante do altar do Santíssimo.
E observando isto, pergunto muitas vezes a mim próprio, se aquela gente que enche os templos sabe onde está, e Quem está na Hóstia que o Padre ergue, ou que o Sacrário esconde. E lendo jornais católicos e ouvindo discursos e sermões católicos, e assistindo a controvérsias católicas – pergunto ainda a mim próprio se os jornalistas e os oradores e os polemistas sabem o que dizem e o que devem dizer.
Tenho a impressão de que se toda a gente que se diz católica, desde aqueles que enchem os templos, aos jornalistas, aos oradores e aos polemistas, soubessem o que estão fazendo, o que devem fazer – o nosso País era outro, muito outro. Há a incredulidade brava, descarada; essa é pequena, ou melhor, é de poucos. O nosso maior mal é a incredulidade mansa, aquela que nos leva a conciliar os deveres para com Deus, com os nossos caprichos, as nossas paixões, as nossa fraquezas, quando não é sujeitá-las aos mesmos caprichos, às mesmas paixões, às mesmas fraquezas!
Confesso que prefiro a incredulidade brava, descarada, atrevida, mesmo agressiva, porque, pelo menos, leva-me à defesa. Mas a incredulidade brava é o ataque brusco, violento; perante ele, deito a mão a todos os meios de defesa. A incredulidade mansa é a infiltração. Na nossa história contemporânea temos duas fases da táctica demoníaca. Primeiro, a agressividade brutal: o Estado republicano é como o vento de fúria. A Nação concentra-se, e defende-se. É a fase dos desterros dos Bispos, das prisões dos párocos, dos encerramentos dos templos, das proibições do culto – e as apóstrofes dos homens do Poder. Essa fase passou. Estamos hoje na fase da infiltração.

Alfredo Pimenta in «Nas Vésperas do Estado Novo», 1937.

26/10/2016

A homossexualidade é incompatível com o Catolicismo


Que ninguém se deixe enganar por sacerdotes apóstatas! As Sagradas Escrituras, a par do Catecismo, são bem claras quanto à homossexualidade:
Não sabeis que os injustos não possuirão o Reino de Deus? Não vos enganeis: Nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem maldizentes, nem os que se dão à embriaguez, nem salteadores possuirão o Reino de Deus. E tais éreis alguns de vós! Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.
I Coríntios 6: 9, 11

08/09/2016

Céu e Inferno


Dois frades descalços, às seis da manhã, em pleno Inverno e nevando copiosamente, saíam de uma igreja de Paris. Tinham estado a noite inteira em adoração ao Santíssimo Sacramento. Descalços, em pleno Inverno, nevando... E eis que, naquele mesmo momento, de um cabaret situado na rua da frente, saíam dois jovens pervertidos, que tinham passado ali uma noite de crápula e luxúria. Saíam meio mortos de sono, vestidos com os seus magníficos casacões, e ao cruzar-se com os dois frades descalços que saíam da igreja, encarando um dos jovens com um deles, disse-lhe em tom irónico: "Irmãozinho, que grande choque vais ter se resulta que não há Céu". E o frade, que tinha grande agilidade mental, respondeu-lhe de imediato: "E tu que grande choque vais ter se resulta que há Inferno".

Pe. Antonio Royo Marín in «El Misterio del Más Allá», 1957.

31/07/2016

Sem combate não há vitória


Aparelha-te, pois, para o combate, se queres a vitória. Sem peleja não podes chegar à coroa da vitória. Se não queres sofrer, renuncia à coroa; mas, se desejas ser coroado, luta varonilmente e sofre com paciência. Sem trabalho não se consegue o descanso e sem combate não se alcança a vitória.

Tomás de Kempis in «Imitação de Cristo».

27/07/2016

Sermão da Primeira Cruzada


Povo dos Francos, povo de além Alpes, povo – como reluz em muitas de vossas acções – eleito e amado por Deus, distinguido entre todas as nações pela posição do vosso país, pela observância da fé católica e pela honra que presta à Santa Igreja, a vós se dirige o nosso discurso e a nossa exortação.
Queremos que vós saibais do lúgubre motivo que nos conduziu até às vossas terras; da necessidade – para vós e para todos os fiéis – de conhecerem o motivo que nos impeliu até aqui.
Desde Jerusalém e desde Constantinopla chegou até nós, mais de uma vez, uma dolorosa notícia: os turcos, povo muito diverso do nosso, povo de facto afastado de Deus, estirpe de coração inconstante e cujo espírito não foi fiel ao Senhor, invadiu as terras daqueles cristãos, as devastou com o ferro, a rapina e o fogo.
Levou parte dos habitantes como prisioneiros até ao seu país, outra parte matou com infames estragos, e as igrejas de Deus, ou as destruiu até aos fundamentos, ou as entregou ao culto da religião deles.
Derrubam os altares após profaná-los imundamente, circuncidam os cristãos e espalham o sangue da circuncisão sobre os altares ou jogam-no nas pias baptismais; e àqueles que querem condenar a uma morte vergonhosa, perfuram o umbigo, arrancam os genitais, os amarram a um pau e, chicoteando-os, levam-nos pelas ruas, para que com as vísceras de fora, acabem caindo mortos prostrados por terra.
Outros se servem deles como alvo de flechas após amarrá-los a um pelourinho; a outros, após obrigá-los a dobrar a cabeça, atacam-nos com espadas e tentam decapitá-los de um só golpe.
O que dizer da violência nefanda praticada com as mulheres, sobre a qual é pior falar do que calar?
O reino dos gregos já foi atingido tão gravemente por eles e tão perturbado na sua vida diária, que não pode ser atravessado sequer numa viagem de dois meses.
A quem, pois, cabe o ónus de vingá-lo e de reconquistá-lo se não a vós a quem Deus, mais de que aos outros povos, concedeu a insigne glória das armas, grandeza de alma, agilidade de corpo, força para humilhar a fundo aqueles que a vós resistem?
Que a gesta dos vossos antepassados vos mova, que excite as vossas almas a actos dignos dela, a probidade e a grandeza do vosso rei Carlos Magno e de Luís, seu filho, e de outros soberanos vossos que destruíram o reino dos pagãos e até eles estenderam os confins da Igreja.
Sobretudo que vos incite o Santo Sepulcro do Senhor, nosso Salvador, que está nas mãos de gentes imundas, e os lugares santos, que agora estão por eles vergonhosamente possuídos e irreverentemente profanados com a sua imundície.
Ó soldados fortíssimos, filhos de pais invictos, não vos mostreis decadentes, mas lembrai-vos da coragem dos vossos predecessores; e se vos segura o doce afecto dos filhos, dos pais e das consortes, atentai para o que diz o Senhor no Evangelho: "Quem ama o pai ou a mãe mais que a Mim, não é digno de Mim. Todo aquele que deixar seu pai ou sua mãe, ou a mulher ou os filhos ou as terras por amor de Meu Nome receberá o cêntuplo nesta terra e terá a vida eterna".
Não vos detenha o pensamento de alguma propriedade, nenhuma preocupação pelas coisas domésticas, pois esta terra que vós habitais, circundada por todo lado pelo mar ou pelas montanhas, ficou estreita para a vossa multidão, não é exuberante de riquezas e apenas fornece do que viver a quem a cultiva.
Por isso vós vos ofendeis e vos hostilizais reciprocamente, vós vos fazeis guerra e com frequência vos matais entre vós mesmos.
Cessem, pois os ódios intestinos, apaguem-se os contenciosos, aplaquem-se as guerras e sossegue toda a discórdia e inimizade.
Empreendei o caminho do Santo Sepulcro, arrancai aquela terra àquele povo celerado e submetei-la a vós: ela foi dada por Deus em propriedade aos filhos de Israel [=cristãos]; como diz a Escritura, nela correm rios de leite e de mel.
Jerusalém é o centro do mundo, terra feraz por cima de qualquer outra quase como um paraíso de delícias; o Redentor do género humano a tornou ilustre com a Sua vinda, a honrou com a Sua passagem, a consagrou com a Sua Paixão, a redimiu com a Sua morte, e a tornou insigne com a Sua sepultura.
Exactamente esta cidade real posta no centro do mundo, agora é tida em sujeição pelos próprios inimigos e pelos infiéis, feita serva do rito pagão.
Ela eleva a sua lamentação e deseja ser libertada, e não cessa de implorar que vós andeis no seu socorro.
De vós mais do que qualquer outro povo ela exige ajuda, pois vos tem sido concedida por Deus, por sobre todas as estirpes, a glória das armas.
Empreendei, pois, este caminho em remissão dos vossos pecados, certos da imarcescível glória do reino dos Céus.
Ó irmãos amadíssimos, hoje em nós manifestou-se o que o Senhor diz no Evangelho: "Onde dois ou três estarão reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles".
Se o Senhor Deus não tivesse inspirado os vossos pensamentos, a vossa voz não teria sido unânime; e ainda que tenha ressoado com timbres diversos, foi única, entretanto a sua origem: foi Deus que a suscitou, foi Deus que a inspirou em vossos corações.
Seja, pois, esta vossa voz, o vosso grito de guerra, posto que ele vem de Deus.
Quando fores ao ataque dos bélicos inimigos, seja este o grito unânime de todos os soldados de Deus: "Deus o quer! Deus o quer!"
Nós não convidamos a empreender este caminho aos velhos ou àqueles que não são aptos para portar armas, nem às mulheres; que as mulheres não partam sem os seus maridos, ou sem irmãos, ou sem representantes legítimos: todos estes são mais um impedimento do que uma ajuda, mais um peso do que uma vantagem.
Que os ricos sustentem os pobres e levem a seu custo homens prestes para combater.
Aos sacerdotes e clérigos de qualquer ordem não seja lícito partir sem licença do seu bispo, porque esta viagem lhes seria inútil sem esse assentimento; e nem sequer aos leigos seja permitido partir sem a bênção do seu sacerdote.
Todo aquele que queira cumprir esta santa peregrinação e que faça promessa a Deus e a Ele se tenha consagrado como vítima viva, santa e aceitável, leve sobre o seu peito o sinal da Cruz do Senhor.
Aquele que, após ter cumprido o seu voto, queira retornar, dê meia-volta.
Cumprirão assim o preceito que o Senhor dá no Evangelho: "Quem não carrega sua cruz e não vem detrás de Mim, não é digno de Mim".

Beato Papa Urbano II, 27 de Novembro de 1095.

21/07/2016

Os cristãos nasceram para o combate


É uma ilusão supor que a guerra é sempre um erro e que o mundo se poderá ver livre dela. Isto é falso. A guerra deve existir sempre; mas não a guerra exterior: a interna. Quando travamos guerra, contra o mal em nós, diminuem ao mesmo tempo as guerras exteriores. A razão por que vivemos num século de guerras exteriores é a de nos descurarmos no travar da batalha interior contra as forças que destroem a mente e a alma. Aquele que não descobrir o inimigo dentro de si, encontrá-lo-á, sem dúvida alguma, fora. O que se passar na mente, passar-se-á em seguida no mundo. Se a mente estiver no erro, então o mundo será uma loucura.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar».

08/07/2016

Carta do assassino de uma santa

Alessandro Serenelli

Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias.
Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína.
Através das revistas, dos espectáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa.
Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida.
Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram.
Se eu não fosse menor de idade, pela lei italiana eu teria sido condenado a prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia.
Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha protecção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos. Agora eu olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta.
Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias da vida, mesmo nas mais dolorosas.
Paz e bem.

Alessandro Serenelli
Macerata, Itália
5 de Maio de 1961

22/05/2016

Doutrina católica sobre o ensino público


Que lugar deixa a doutrina da Igreja ao Estado, no ensino e na educação? A resposta é simples: tirando certas escolas preparatórias aos serviços públicos, como por exemplo as escolas militares, o Estado não é educador nem docente. A sua função, de acordo com o princípio de subsidiariedade aplicado por Pio XI na citação acima [encíclica Divini Illius Magistri], é promover a fundação de escolas particulares pelos pais e pela Igreja, e não substituí-los. A escola pública, o princípio de um "grande projecto nacional educativo", inclusive se não é laico e se o Estado não reivindica o monopólio da educação, é um princípio contrário à doutrina da Igreja.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».

27/03/2016

Cristo foi imolado como nossa Páscoa


Que os cristãos soltem louvores
Ao seu Cordeiro Pascal,

Que resgatou as ovelhas:
Cristo Jesus, inocente,
Vem pôr em paz com seu Pai
As almas dos pecadores!

Um duelo singular
Travou a morte com a vida:
O Autor da vida morreu,
Mas reina agora imortal!

Podes dizer-nos, Maria,
O que viste no caminho?

– Vi o sepulcro de Cristo,
Já vivo e ressuscitado!

Vi testemunhas angélicas,
Mais o sudário e a mortalha!

Ele ressurgiu – minha esperança! –
E aguarda na Galileia.

Sabemos bem que Jesus
Já ressuscitou dos mortos:
Vós, ó Rei vitorioso,
Compadecei-Vos de nós! Ámen. Aleluia.

Sequência de Páscoa (século XI)