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14/07/2016

Ainda há heróis?


Quem conhece um mínimo de História, sabe que, durante milénios, tanto os mais elevados espíritos pagãos como os cristãos – no Ocidente e no Oriente – chegaram à certeza de que a autêntica felicidade só podia encontrar-se na virtude, no bem, na realização do ideal divino sobre o homem.
Os homens e as mulheres falhavam, pecavam, cometiam crimes, eram muitas vezes mesquinhos; mas em nenhum momento se apregoou ou se pensou que o mal residisse no sofrimento ou no sacrifício; o mal estava, sim, na falta de virtude, na falta de valores, na mentira, no desregramento, na escravidão da alma às paixões baixas, em suma, no mal moral, no pecado.
Todos os heróis admirados e propostos como modelo à juventude eram homens e mulheres capazes de grandes sacrifícios, de generosas renúncias, de heróicos sofrimentos por uma causa, por um ideal que se identificava sempre com a verdade e o bem, e nunca com a auto-satisfação hedonista ou o interesse egoísta. Este era o comum denominador dos grandes personagens bíblicos – Moisés, David, Judite, Ester... –, dos heróis pagãos – Aquiles, Penélope, Eneias, Dido... – e dos heróis cristãos, quer se tratasse de mártires, de virgens enamoradas de Deus, de grandes servidores dos pobres; quer de modelos de cavaleiro cristão, como o rei São Luís da França ou El-Rei Dom Sebastião; ou os heróis lendários como Sir Lancelot, Tirant lo Blanc e o louco e genial Dom Quixote de la Mancha. O espelho da grandeza era a virtude. E a virtude não só tolerava, mas exigia o sofrimento heróico, paciente, e o sacrifício desinteressado, até chegar à entrega – sem um arrepio – da própria vida.

Pe. Francisco Faus in «A Sabedoria da Cruz».

02/09/2015

A Cavalaria: excertos


Quando os cavaleiros assistiam à Missa e chegava a leitura do Evangelho, em silêncio, eles desembainhavam as espadas e as mantinham nuas e erectas diante do rosto, enquanto durasse a leitura sagrada. Esta altiva atitude queria dizer: se for preciso defender o Evangelho, nós estamos aqui! Neste gesto estava todo o espírito da Cavalaria. (página 30)

Recebe esta espada, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, serve-te dela para a tua defesa, para a defesa da Santa Igreja de Deus e para a confusão dos inimigos da Cruz de Cristo. Vai e lembra-te que os santos não conquistaram os reinos pelo gládio, mas pela fé. (página 47)

Cavaleiros, não esqueçais que Deus vos fez para serdes a muralha da Igreja. (página 49)

Diante dos pobres é preciso que te humilhes, é preciso que te faças pequeno. Tu lhes deves ajuda e conselho. (página 53)

Oh Deus, Vós só permitis aqui na terra o uso da espada para combater a malícia dos maus e para defender a justiça. Fazei, pois, que o vosso cavaleiro jamais utilize do gládio para lesar injustamente quem quer que seja; mas que se sirva dele, para defender, aqui na terra, o que é justo e recto. (página 86)

Toma esta espada. Exerce com ela o vigor de justiça; abate com ela o poder da injustiça. Defende com ela a Igreja de Deus e seus fiéis. Dispersa com ela os inimigos de Cristo. O que está por terra, levanta-o. O que levantastes, conserva-o. O que é injusto aqui na terra, abate-o. O que é conforme a ordem, fortifica-o. É assim que, glorioso e altivo, unicamente pelo triunfo das virtudes, justitiae cultor egregius, chegarás ao Reino dos Céus, onde com Jesus Cristo, de que trazes a marca, reinarás eternamente. (página 304)

Léon Gautier in «La Chevalerie», 1884.

17/03/2015

Pela via da honra


Caminha somente pela via da honra. Luta e nunca sejas vil. Deixa aos outros as vias da infâmia. Antes que vencer por meio de uma infâmia, melhor cair lutando sobre o caminho da honra.

Corneliu Zelea Codreanu in «Guarda de Ferro».