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02/04/2019

A escravatura dos tempos modernos


O que se deve antes salientar é que se houve alguma vez uma civilização de escravos em grande escala, foi exactamente a civilização moderna. Nenhuma civilização tradicional viu alguma vez massas tão numerosas serem condenadas a um trabalho obscuro, sem alma, automatizado, a uma escravatura que nem sequer tem como contrapartida a elevada estatura e a realidade tangível das figuras de senhores e de dominadores, mas que é imposta de maneira aparentemente inofensiva pela tirania do factor económico e pelas estruturas absurdas de uma sociedade mais ou menos colectivizada. E como a visão moderna da vida, no seu materialismo, retirou ao indivíduo todas as possibilidades de conferir ao seu próprio destino um elemento de transfiguração, de ver nele um sinal e um símbolo, assim a escravidão de hoje em dia é a mais tenebrosa e a mais desesperada de todas as que foram alguma vez conhecidas.

Julius Evola in «Rivolta Contro il Mondo Moderno», 1934.

08/03/2019

Feminismo


Certas mulheres têm teorias sobre como salvar o mundo, mas não são capazes de lavar uma chávena de café. Se lhes apontarmos isto mesmo, dir-nos-ão: "lavar chávenas de café não é importante". Infelizmente é. Sobretudo para um homem que empregou oito horas seguidas, mais duas extraordinárias, num torno-revólver. Começamos a salvar o mundo, salvando um homem de cada vez; tudo o mais é romantismo pomposo ou política.

Charles Bukowski in «Histórias de Loucura Normal», 1983.

15/12/2018

Do "provincianismo"

Coletes Amarelos.

A hipnose do estrangeiro é um dos característicos distintivos [dos provincianos]. A hipnose das cidades é outro sintoma de provincianismo. Tudo que se faz em Paris, por estúpido que seja, é motivo de gesto igual para os macacos da Europa.
Quando foi da guerra, como em França se constituísse uma coisa a que se chamou Union Sacrée, logo que os idiotas de cá simularam a mesma atitude não puderam deixar de simular também o mesmo nome – chamaram-lhe União Sagrada. Não tiveram invenção para mais. E, como houvesse uma La Croisade des Femmes Françaises, a idiotice correspondente passou a chamar-se Cruzada das Mulheres Portuguesas, como se não houvesse dicionário. Do mesmo modo, os parvos que arreatam a nossa proletariedade, como encontraram uma Confédération Générale du Travail já baptizada em França, não levaram a imaginação além de traduzir esse nome. Não queríamos que esses pseudo-homens buscassem conscientemente um nome português que para eles isto é a "região portuguesa" daquilo a que – com a ingenuidade natural em quem não sabe ler, mesmo não sendo analfabeto –, chamam a "humanidade". Mas gostávamos de ver o cérebro – até o cérebro deles – usado para mais que para equilibrar pelo peso o cabide natural do chapéu.

Fernando Pessoa in «Da República».

23/10/2018

Os humanistas


Como os modernos intelectuais desaprovam o patriotismo, uma estranha frieza e irrealidade paira sobre o seu amor pelos homens. Se lhes perguntar se amam a humanidade, eles responderão prontamente que sim. Mas se lhes perguntar a respeito das classes que compõem essa mesma humanidade, descobrirá que as odeiam todas. Odeiam reis, odeiam padres, odeiam soldados, odeiam marinheiros, desconfiam dos homens de ciência, denunciam as classes médias, desprezam os trabalhadores, mas adoram a humanidade. Eles falam sempre da humanidade como se fosse uma curiosa nação estrangeira. Eles estão a separar-se cada vez mais dos homens para exaltar a estranha raça da humanidade. Estão a deixar de ser humanos, num esforço para serem humanistas.

G. K. Chesterton in «The Patriotic Idea», 1904.

04/03/2017

O esquerdismo e a paranóia


Tal como existe um complexo de culpa na Nova Esquerda, também existe uma frequência de delírios paranóicos. Este tipo de comportamento, muito comum entre os chamados "activistas sociais", tende à criação de males imaginários e agressões imaginárias.

PARANÓIA – substantivo feminino (do grego paranóia, loucura). 1. Psicose crónica caracterizada pela organização lógica de temas delirantes. 2. Comportamento de pessoa, ou grupo, com tendência a crer-se perseguida ou agredida. Enciclopédia. A personalidade paranóide é uma anomalia psíquica que se traduz por comportamentos delirantes e compreende a supervalorização de si próprio, a desconfiança sistemática, a rigidez mental, o raciocínio correcto mas baseado num ponto de partida falso. O delírio paranóide (ou psicose paranóide, ou paranóia) surge num doente que tinha anteriormente personalidade paranóide. O delírio é uma ideia falsa, anormal e obsessiva que arrasta consigo a convicção do paciente e que este não é capaz de criticar (visão acrítica). O indivíduo interpreta erradamente as informações ou tem intuições falsas, o que leva a acreditar-se perseguido. Pode também experimentar uma paixão devoradora ou reivindicar de modo exagerado (fanatismo, processos judiciais).
Adaptado de «Nova Enciclopédia Larousse».

Recentemente, o fadista João Braga foi alvo do delírio paranóide de activistas "anti-racistas" e "anti-homofóbicos". Porém, olhando objectivamente, o que o fadista disse não constitui insulto a ninguém. João Braga apenas fez um comentário banal acerca da hegemonia do marxismo cultural em Hollywood, que premeia os filmes, não pela sua qualidade, mas pelo seu carácter propagandístico. Ora, esta crítica só incomoda, ou quem está comprometido, ou quem está intelectualmente formatado e fanatizado pelo sistema educativo e mediático.
Por outro lado, os ataques de que o fadista foi vítima, e que eu testemunhei pessoalmente, são espelho daquela opinião de Louis Veuillot: Não há ninguém mais sectário do que um liberal. De facto, o paradoxo dos "tolerantes" é que eles só toleram as suas próprias opiniões e ideias. Quem pensa diferente é ameaçado, ofendido e socialmente ostracizado. Ou em linguagem "tolerante": é vítima de bullying. Ser "tolerante" torna-se assim também sinónimo de ser hipócrita.

25/02/2017

O esquerdismo e o complexo de culpa


O norueguês da notícia, que foi violado por um migrante somali, é membro do Partido de Esquerda Socialista, assumindo-se ainda como feminista e anti-racista.

CULPABILIDADE. Estado daquele que cometeu uma falta. A par da culpa real e objectiva que consiste na violação grave de uma regra, encontra-se em numerosos indivíduos um sentimento, mais ou menos claro, de falta subjectiva, que se exprime no comportamento ou suscita na pessoa uma angústia de perseguição, devida a um crime imaginário. Quando esse sentimento de culpa se torna intenso, poderá desencadear uma situação de neurose [doença mental] ou mesmo de psicose [doença mental com perda de noção do real]. Certos delirantes, auto-acusam-se de todos os males do mundo, vivem num estado de culpabilidade dolorosa e procuram punir-se a si próprios, mutilar-se, ou até mesmo matar-se. Segundo alguns psicólogos, na base de qualquer psicose existe uma culpabilidade irreal que o doente tenta desesperadamente anular, porque constitui uma terrível ameaça para a sua auto-estima.
Adaptado de «Dicionário de Psicologia Larousse».

Ora muitas das ideologias modernas, sobretudo da chamada Nova Esquerda, que preconizam, entre outras coisas, "a culpa da Europa e do Homem Branco", têm por base enfermidades mentais. Sendo que muitos destes enfermos oscilam entre comportamentos extremos, desde sentir-se culpado de tudo a desculpar tudo nos outros. Mas o que é mais preocupante, é que se deixou de tratar estes casos como patológicos e se passou a aceitá-los como meras opiniões políticas. Um caso bem conhecido é o do psicanalista Wilhelm Reich, que chegou a estar internado num manicómio, mas cujo papel de ideólogo freudo-marxista está na origem da chamada Revolução Sexual.

17/11/2016

Metropolitanos e Provincianos


A civilização [moderna] é a metrópole. Cada vez cresce mais a separação entre os metropolitanos e os provincianos. Enquanto estes [os provincianos] continuam a ser os guardiões das culturas, aqueles [os metropolitanos] aniquilam-se na morte das ideias, que substituem por brilhos de moeda falsa. Estamos numa época de decadência, porque se instaura definitivamente no mundo, o predomínio inconteste das metrópoles.
São elas que falam em nome dos povos. Paris é a França; Berlim é a Alemanha; Londres, a Inglaterra; e Nova Iorque, os Estados Unidos.
São essas cidades os oráculos dos povos e apontam os destinos das nações. No entanto, nelas existe a depressão de todos os valores do Homem. E é por isso que elas são o primeiro capítulo da decadência.

Mário Ferreira dos Santos in «Páginas Várias», 1966.

10/11/2016

Um muro entre os EUA e o México é uma loucura?

Sim?! Ora então vejam três casos de loucura bem conhecidos em todo o mundo:


Grande Muralha da China – Construída por chineses xenófobos que não queriam ser culturalmente enriquecidos pelos mongóis.


Muralha de Adriano – Construída por romanos xenófobos que não queriam ser culturalmente enriquecidos pelos pictos.


Muralha Leonina do Vaticano – Construída por católicos xenófobos que não queriam ser culturalmente enriquecidos pelos muçulmanos.

Aos defensores da abolição de fronteiras entre Estados, proponho que sejam coerentes e apliquem a mesma ideia à vossa própria casa, abolindo todas as fronteiras (portas, janelas, etc.) que vos impeçam de ser culturalmente enriquecidos.

Enfim... Tal como disse Chesterton: "Chegará o dia em que teremos de provar ao mundo que a erva é verde."

24/08/2016

O triunfo dos porcos



Hoje não há uma só blasfémia ou imoralidade que seja proibida... Uma obra moderna pode consistir numa dança desenfreada de todos os demónios e de todos os porcos. Pode incluir qualquer coisa e qualquer pessoa, excepto alguém capaz de exorcizar os demónios e espantar os porcos.

G. K. Chesterton in «On Lying in Bed and Others Essays».

03/06/2016

Declaração de um historiador agnóstico

Marcha de tarados sexuais nos EUA.

Sempre e por toda a parte, desde há mil e oitocentos anos, quando o Cristianismo desfalece, os costumes públicos e privados degradam-se. Na Itália, durante a Renascença, na Inglaterra, sob a Restauração, em França, durante a Convenção e o Directório, viu-se o homem tornar-se pagão como nos primeiros séculos. Achava-se como no tempo de Augusto ou de Tibério, voluptuoso e duro. Abusava dos outros e de si próprio. O egoísmo brutal e calculista tomara o ascendente. Faziam estendal a crueldade e a sensualidade. A sociedade convertia-se numa Falperra e em lugar suspeito.

Hippolyte Taine, citado por Jacques Ploncard d'Assac in «Três Estudos Políticos».

30/05/2016

O embrutecimento artístico


Quando começamos a substituir os Salmos de David pelos conselhos de auto-ajuda, e os trágicos gregos e Dante, por biografias de celebridades, já não conseguimos exigir muita coisa da inteligência. E com o consequente embotamento da sensibilidade, os nossos olhos e os nossos ouvidos perdem a antiga capacidade de captar imagens e sons que dantes faziam parte do registo poderoso de uma cultura da qual ficámos, em poucas décadas, completamente órfãos.

Ângelo Monteiro in «Arte ou Desastre», 2011.