Mostrar mensagens com a etiqueta Efeméride. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Efeméride. Mostrar todas as mensagens

14/08/2019

14 de Agosto


14 de Agosto – Vigília da Assunção da Virgem Maria.



14 de Agosto de 1385 – Batalha de Aljubarrota.



14 de Agosto de 1433 – Morte de D. João I (vencedor em Aljubarrota).

25/07/2019

25 de Julho


25 de Julho – Dia do Apóstolo São Tiago Maior (também chamado de Mata-Mouros).



25 de Julho de 1109 – Nascimento do Venerável D. Afonso Henriques (910º aniversário).



25 de Julho de 1139 – Milagre e Batalha de Ourique (880º aniversário).

28/05/2019

Viva o 28 de Maio! Abaixo a República!


Somos antiparlamentares, antidemocratas, antiliberais e queremos construir um Estado corporativo. Tais afirmações são capazes de fazer tremer certos povos – e até mesmo de causar horror a alguns –, mais habituados a corrigir pelas virtudes da sua formação social os defeitos do seu sistema político, do que a vislumbrar os danos causados por estas mesmas instituições nos países que têm uma formação diferente.

António de Oliveira Salazar in «Como se levanta um Estado», 1936.

28/04/2019

130º aniversário de nascimento de Salazar


Algumas citações do último grande Estadista português:

«Não tem que agradecer-me ter aceitado o encargo, porque representa para mim tão grande sacrifício que por favor ou amabilidade o não faria a ninguém. Faço-o ao meu País como dever de consciência, friamente, serenamente cumprido.
Não tomaria, apesar de tudo, sobre mim esta pesada tarefa, se não tivesse a certeza de que ao menos poderia ser útil a minha acção, e de que estavam asseguradas as condições de um trabalho eficiente.» [27 de Abril de 1928]

«Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos grandiosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.
Advoguei sempre uma política de administração, tão clara e tão simples como a pode fazer qualquer boa dona de casa – política comezinha e modesta que consiste em se gastar bem o que se possui e não se despender mais do que os próprios recursos.» [9 de Junho de 1928]

«Num sistema de administração em que predomina a falta de sinceridade e de luz, afirmei, desde a primeira hora, que se impunha uma política de verdade. Num sistema de vida social em que só direitos competiam, sem contrapartidas de deveres, em que comodismos e facilidades se apresentavam como a melhor regra de vida, anunciei, como condição necessária de salvamento, uma política de sacrifício. Num Estado que nós dividimos, ou deixámos dividir, em irredutibilidades e em grupos, ameaçando o sentido e a força da unidade da Nação, tenho defendido, sobre os destroços e os perigos que dali derivaram, a necessidade de uma política nacional[21 de Outubro de 1929]

«Temos de olhar com calma, mas com firmeza, para a desorientação do momento, e pôr na defesa do interesse de toda a colectividade, pelo menos a energia e a decisão com que outros pretendem impor-nos o interesse do seu grupo, do seu partido, da sua classe, ou simplesmente os triunfos das suas ideologias desvairadas.» [30 de Dezembro de 1930]

«Esforcei-me, tanto quanto pude, para eliminar da vida nacional as preocupações mesquinhas, as coisas insignificantes, sem valor real, e dar-lhe horizontes amplos, dignidade, elevação, nobreza. Lutei para substituir a tristeza da decadência e o espírito das lutas internas, pelo amor pela terra e pelos homens, com a alegria da vida saudável, com o vigor português, com a grandeza da Nação.» [29 de Julho de 1933]

«Professor estrangeirado na política, fiz do Governo zelo de magistério, fazendo sempre apelo, sobretudo e apesar de tudo, à força e à nobreza do espírito.» [28 de Janeiro de 1934]

«Um moralista deixou escrito: Deus nos dê o sábio para nos ilustrar, o santo para nos edificar, o homem prudente para nos governar. O autor encontrara no seu bom senso a verdade política que a experiência humana tem inteiramente consagrado.» [10 de Fevereiro de 1935]

«A garantia suprema da estabilidade da obra realizada está precisamente na reforma moral, intelectual e política, sem a qual as melhorias materiais, o equilíbrio financeiro e a ordem administrativa, ou não se podem realizar, ou não podem durar.» [27 de Abril de 1935]

«Às almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo do século, procurámos restituir o conforto das grandes certezas. Não discutimos Deus e a Virtude; não discutimos a Pátria e a sua história; não discutimos a Autoridade e o seu prestígio; não discutimos a Família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho e o seu dever. Assim se assentaram os grandes pilares do Edifício, e se construiu a paz, a ordem, a união dos portugueses, o Estado forte, a autoridade prestigiada, a administração honesta, o revigoramento da economia, o sentimento patriótico, a organização corporativa e o império colonial.» [28 de Maio de 1936]

«Temos passado anos a pregar, pela palavra e pelo exemplo, persistentemente, teimosamente, que todos não somos demais para continuar Portugal. Com o alto nível da nossa tradição histórica e as exigências de uma herança de pesados deveres para com a nossa gente e para com os outros povos, seria louca tentativa – louca e vã – construir sobre lutas de partidos, ódios de classes, antagonismos de fortuna ou profissão, divisões em nós mesmos. Nós o havemos compreendido e, sem abdicar do sentido da hierarquia necessária à vida social, revelamo-nos como membros solidários de uma comunidade que se funda no mesmo sangue, se alimenta dos mesmos frutos do trabalho e vive do mesmo espírito. No trabalho ou nos sacrifícios, no sofrimento ou na caridade, nas alegrias ou nas preocupações da vida individual e colectiva, fomos guiados – e salvos – pelo amor pátrio a reencontrar o elo de solidariedade que devia prender-nos como as pedras de um edifício – a sermos finalmente perante o Mundo todos como um só.
É por um lado nesta já agora indestrutível unidade nacional, e por outro no valor dos princípios informadores da nossa vida material e moral, e na consciência desse valor, que deve repousar a nossa maior confiança.» [28 de Abril de 1941]

06/04/2019

6 de Abril: Batalha dos Atoleiros


«– Amigos, bem creio que já todos sabeis como o Mestre, meu senhor, me mandou a esta terra para com a ajuda de Deus e vossa, a defendermos de algum mal ou dano que os Castelhanos queiram praticar. E porque tenho recado certo de que o Prior do Hospital, meu irmão, o Mestre de Alcântara, e Martim Anes de Barundo, que contra direito se intitula Mestre de Avis, e Pêro Gonçalves de Sevilha e outros senhores com muita gente estão no Crato, que daqui é mui cerca, prontos a entrar nesta terra e destruí-la, minha vontade é de ir em vossa companhia buscá-los antes que se movam, e pelejar com eles. Espero na mercê de Deus ter deles vencimento, o que será para o Mestre, meu senhor, extremado serviço, e para vós honra e grande bem, pois defendeis a vossa terra, o que direitamente vos pertence».
Tanto que Nun'Álvares acabou estas palavras, todos à uma disseram que a coisa era pesada e muito de cuidar, pedindo, lhes desse espaço para nisso pensarem; e após responderiam. Não foi Nun'Álvares mui satisfeito, mas sofreu-se, porque não podia fazer mais. Ao dia seguinte, feito seu acordo, responderam por esta forma:
«– Nun'Álvares senhor, bem entendido temos o que ontem nos dissestes: e achamos que é coisa muito duvidosa irmos em vossa companhia pelejar com aquela gente pelas razões que vamos dar. A primeira por serem grandes senhores e com muita gente; a segunda porque vêm com eles o Prior, vosso irmão, que é um dos principais, e outros vossos irmãos, e é dura coisa pelejardes vós com eles; a terceira porque tendes muito pouca gente, comparada com a deles. Concluindo: não temos intenção de irmos convosco a tal peleja».
Quando Nun'Álvares tal resposta ouviu teve ainda maior pena que da primeira vez; e com a grande dor e aflição em que ficou, lembrou-se de lhes falar assim. Corria em frente deles uma pequena regueira com uma pouca de água e Nun'Álvares foi para eles e exclamou:
«– Amigos, de mim não sei que vos diga mais do que já disse; mas enfim vou responder às razões que me destes, uma por uma. A primeira, dos Castelhanos serem grandes senhores, tanto maior honra e louvor vos será de os vencerdes. Quanto à dúvida que tendes por ali virem meus irmãos, eu vos digo e prometo de verdade que ainda que lá viesse meu pai, eu seria contra ele, por servir o Mestre, meu senhor, e defender a terra que nos criou. E para verdes que assim é, se quiserdes ser comigo nesta obra, eu vos juro que serei o primeiro que a comece, para verdes a vontade que tenho neste feito contra eles. E enfim, pela parte de sermos poucos e eles muitos, não duvideis por isso de irdes a tal obra, pois muitas vezes aconteceu os poucos vencerem os muitos, que o vencimento está em Deus e não nos homens. Mas já que assim é, rogo-vos que aqueles que quiserem ir comigo a esta obra se passem da parte d'além deste regato, os que não quiserem fiquem de cá».
E isto dizendo passou ele; e os outros, quando o viram fazer, todos disseram que queriam ir com ele e passaram também.

Fonte: «Crónica do Condestável de Portugal», século XV.

25/03/2019

25 de Março


25 de Março – Anunciação do Anjo a Maria.


25 de Março de 1646 – Coroação da Imaculada Conceição como Rainha de Portugal.


25 de Março de 1991 – Falecimento de Mons. Marcel Lefebvre.


25 de Março de 1996 – Nascimento do Príncipe Real, D. Afonso.

15/03/2019

700º aniversário da Ordem de Cristo


Em Março de 1319, por bula do Papa João XXII é fundada a Ordem Militar de Jesus Cristo, a qual viria a incorporar os bens e os privilégios da Ordem do Templo em Portugal, extinta em 1312 pelo Papa Clemente V.
Como os Templários, a Ordem de Cristo segue a regra de Cister e o hábito dos cavaleiros é branco com uma cruz vermelha. O seu primeiro Mestre foi D. Gil Martins da Ordem de São Bento de Avis.
A sede da Ordem foi no Castelo de Castro Marim até 1357, ano em que mudou em definitivo para o Castelo de Tomar.

01/12/2018

Viva o 1º de Dezembro! Viva Portugal!


Episódios:
A – A morte do traidor Miguel de Vasconcelos.
B – A Restauração é proclamada entre a população de Lisboa.
C – D. João IV é jurado Rei de Portugal.
D – D. João IV é coroado Rei de Portugal.

29/11/2018

113º aniversário de Monsenhor Marcel Lefebvre


No entanto, o nosso dever consiste em tudo fazer para conservar o respeito à Hierarquia na medida em que os seus membros formam parte dela, e saber fazer a distinção entre a instituição divina à qual devemos estar muito aferrados, e os erros que podem professar alguns maus pastores. Devemos fazer o que for possível para iluminá-los e convertê-los com as nossas orações e o nosso exemplo de mansidão e firmeza.
À medida que se fundam os nossos priorados teremos esta preocupação de inserir-nos nas dioceses mediante o nosso verdadeiro apostolado sacerdotal submetido ao sucessor de Pedro, como sucessor de Pedro, não como sucessor de Lutero ou de Lamennais. Teremos respeito e inclusive afecto sacerdotal por todos os sacerdotes, esforçando-nos por lhes dar a verdadeira noção do Sacerdócio e do Sacrifício, por acolhê-los para retiros, por pregar missões nas paróquias como São Luís Maria Grignion de Montfort, pregando a Cruz de Jesus e o verdadeiro Sacrifício da Missa.
Assim, pela graça da Verdade, da Tradição, se desvanecerão os prejuízos a nosso respeito, ao menos por parte dos espíritos ainda bem dispostos, e a nossa futura inserção oficial ver-se-á, por isso, grandemente facilitada.
Evitemos os anátemas, as injúrias, as torpezas, evitemos as polémicas estéreis, rezemos, santifiquemo-nos, santifiquemos as almas que virão a nós cada vez mais numerosas, na medida em que encontrem em nós aquilo do qual têm sede: a graça de um verdadeiro sacerdote, de um pastor de almas, zeloso, forte na sua Fé, paciente, misericordioso, sedento da salvação das almas e da glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mons. Marcel Lefebvre in «O golpe mestre de Satanás», 1977.

01/10/2018

70º aniversário da morte do "Santinho" Padre Cruz


Perto das nove horas da manhã do dia 1 de Outubro, primeira sexta-feira do mês consagrado à devoção do Santo Rosário, desprendeu-se dos laços da terra, inesperadamente, o grande homem de Deus e grande apóstolo de Portugal, o venerando Dr. Francisco Rodrigues da Cruz, o popularíssimo Padre Cruz.
Completara, em Julho, 89 anos de idade e tinha enchido Portugal inteiro com a fama dos seus milagres e o esplendor das suas virtudes durante mais de meio século.
Bons e maus, crentes e descrentes, todos o veneravam. Corriam para ele a toda a hora e de toda a parte os que sofriam do corpo ou da alma, e também muitos que pretendiam favores avantajados de ordem sobrenatural.
A sua bênção era ambicionada e recebida como penhor seguro de graças. Ele a ninguém a recusava, para a cura e bom despacho ou para resignação e conformidade com a vontade de Deus.
Pediam-lha até os que governavam na Igreja ou no Estado. Tal era o prestígio da sua virtude e o crédito da eficácia da sua oração!
Quando morreu, choraram-no as lágrimas de muitos e a saudade de todos. Mas ele é imortal.
Como os santos – únicos no gozo deste privilégio – nem a memória da sua santidade se extinguirá da lembrança dos vivos até ao fim dos séculos, nem há-de desaparecer jamais a sensação viva da sua presença, no meio de nós, pela comunicação incessante e perpétua dos favores que sempre lhe iremos pedindo em súplicas de necessitado, e que ele, ainda mais agora no Céu do que anteriormente na Terra, será pronto em alcançar para todos.
Desde a hora em que o seu corpo entrou no jazigo do Cemitério de Benfica, nunca mais cessou a peregrinação dos que vão pedir-lhe graças, ofertar-lhe flores e tocar objectos nas tábuas do seu ataúde. Sacerdotes e leigos ajoelham diariamente diante daquele caixão de morto, quando voltam de acompanhar outros à sepultura.
Fala-se já de grandes curas operadas por sua intercessão. Parece certa a de uma senhora francesa, residente em Lisboa, e curada instantaneamente de tuberculose óssea na espinha dorsal. A ciência e a Igreja ajuizarão do carácter miraculoso deste e de outros casos.
O Secretariado do Monumento de Cristo Rei, dedicando boa parte deste número de «O Monumento» à memória da pessoa e benemerências do Padre Cruz, cumpre um dever de gratidão para com ele, que tão grande amigo e intercessor era deste empreendimento da glorificação monumental de Cristo Rei.

Simão de Xavier in jornal «O Monumento», 24 de Dezembro de 1948.

19/09/2018

Aldeia de Monsanto

Comemorando o 80º aniversário da eleição de Monsanto como a aldeia mais portuguesa de Portugal, publico algumas belíssimas pinturas da autoria do artista José Manuel Soares.

15/07/2018

O primeiro triunfo naval português

Testemunho de Gratidão a D. Fuas Roupinho

A 15 de Julho de 1180, D. Fuas Roupinho, cavaleiro templário da Corte de D. Afonso Henriques, parte de Lisboa com nove galés, em perseguição a uma esquadra mourisca que vinha de São Martinho do Porto em direcção a Sesimbra. D. Fuas Roupinho encontra o inimigo ao largo do Cabo Espichel e toma os seus navios um a um. A esquadra portuguesa, embora em menor número, acaba por sair vitoriosa do confronto. Triunfante, D. Fuas Roupinho regressa a Lisboa com os navios e as guarnições capturadas. Pelo grandioso feito, D. Afonso Henriques atribui-lhe o título de Almirante, o primeiro da Real Marinha Portuguesa.

Cabo Espichel

25/04/2018

O 25 de Abril dos bons


25 de Abril – Dia de São Marcos evangelista


25 de Abril de 1775 – Nascimento da Rainha D. Carlota (Joaquina)


25 de Abril de 1828 – D. Miguel é proclamado Rei de Portugal

13/12/2017

700 anos da Marinha Portuguesa


Mais um centenário importante para Portugal:

A 1 de Fevereiro de 1317, a Real Armada Portuguesa (Marinha Portuguesa) foi formalmente constituída por carta régia de el-Rei Dom Dinis. Esse documento, conhecido como "Contrato de Vassalagem de Manuel Pessanha", estabelece pela primeira vez a organização permanente da Armada, e nomeia Manuel Pessanha como Almirante-Mor do Reino de Portugal.
A Marinha Portuguesa é o ramo das Forças Armadas mais antigo do mundo, conforme bula papal.

01/12/2017

1º de Dezembro: Dia da Restauração


A guerra de Portugal com Castela é tão antiga, que começou juntamente com o mesmo Reino e seus primeiros Príncipes, e há mais de 500 anos que dura. Pelo que nem esta guerra se deve de ter por coisa nova, nem se deve de fazer da nossa parte por modo novo; mas termos por certo, que seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos contra Castela, que por tantos séculos tivemos.

Pe. Manuel Severim de Faria in «Notícias de Portugal», 1655.

§

As palavras citadas são de um chantre e cónego da Sé de Évora, contemporâneo da Guerra da Restauração, na qual Portugal se defendeu da usurpação espanhola. E são também palavras que refutam a absurda e revolucionária tese da Aliança Peninsular... Em relação a Espanha, os nossos antepassados sempre mantiveram uma atitude de um prudencial afastamento, daí o famoso adágio popular: De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas foi preciso que viessem uns certos intelectuais no século XIX e XX, para nos ensinar o contrário daquilo que sempre fizemos... E se é por razão de ignorância que hoje também alguns caem nesse mesmo erro, pois que façam como indica o Padre Severim de Faria: "...seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos... que por tantos séculos tivemos". Que nos reportemos, pois, à nossa Tradição Portuguesa e às suas fontes originárias, e não a modernos autores com as suas subjectivas interpretações, por mais bem-intencionados que alguns possam ter sido.

25/10/2017

Reconquista de Lisboa


A 25 de Outubro de 1147, e depois de três meses de cerco, os invasores mouros rendem-se e D. Afonso Henriques entra triunfal na cidade de Lisboa, agora reconquistada para a Cristandade.
A vitória é atribuída a São Jorge, pela promessa e devoção de D. Afonso Henriques, que rebaptizou o Castelo com o nome do mártir, que é também patrono de Portugal e das Cruzadas.

25/07/2017

25 de Julho de 1139: Batalha de Ourique


A 25 de Julho na festa de S. Tiago Apóstolo, no undécimo ano do seu reinado, o mesmo rei D. Afonso travou uma grande batalha com o rei dos Sarracenos, de nome Esmar, num lugar que se chama Ourique. Efectivamente aquele rei dos Sarracenos, conhecendo a coragem e a audácia do rei D. Afonso, e vendo que ele frequentemente entrava na terra dos Sarracenos fazendo grandes depredações e vexava grandemente os seus domínios, quis; se fazê-lo pudesse, travar batalha com ele e encontrá-lo incauto e despercebido em qualquer parte. Por isso uma vez, quando o rei D. Afonso com o seu exército entrava por terra dos Sarracenos e estava no coração das suas terras, o rei sarraceno Esmar, tendo congregado grande número de Mouros de além-mar, que trouxera consigo e daqueles que moravam aquém-mar, no termo de Sevilha, de Badajoz, de Elvas, de Évora, de Beja e de todos os castelos até Santarém, veio ao encontro dele para o atacar, confiando no seu valor e no grande número do seu exército, pois mais numerosos era ainda pela presença aí das mulheres que combatiam à laia de amazonas, como depois se provou por aquelas que no fim se encontraram mortas. Como o rei D. Afonso estivesse com alguns dos seus acampado num promontório foi cercado e bloqueado de todos os lados pelos Sarracenos de manhã até à noite. Como estes quisessem atacar e invadir o acampamento dos Cristãos, alguns soldados escolhidos destes investiram com eles (Sarracenos), combatendo valorosamente, expulsaram-nos do acampamento, fizeram neles grande carnificina e separaram-nos. Como o rei Esmar visse isto, isto é, o valor dos Cristãos, e porque estes estavam preparados mais para vencer ou morrer do que para fugir, ele próprio se pôs em fuga e todos os que estavam com ele, e toda aquela multidão de infiéis foi aniquilada e dispersa quer pela matança quer pela fuga. Também o rei deles fugiu vencido, tendo sido preso ali um seu sobrinho e neto do rei Ali, de nome Omar Atagor.
Com muitos homens mortos também da sua parte, D. Afonso, com a ajuda da graça de Deus, alcançou um grande triunfo dos seus inimigos, e, desde aquela ocasião, a força e a audácia dos Sarracenos enfraqueceu muitíssimo.

Fonte: «Annales Portucalenses Veteres».


Relembro ainda: Juramento de Ourique.

13/05/2017

Nossa Senhora de Fátima - 100 anos


A treze de Maio
Na Cova da Iria,
Apareceu brilhando
A Virgem Maria.

Avé, Avé, Avé Maria!
Avé, Avé, Avé Maria!

A Virgem Maria
Cercada de luz,
Nossa Mãe bendita
E Mãe de Jesus.

(Refrão)

Com os males da guerra
O mundo sofria;
Portugal, ferido,
Sangrava e gemia.

(Refrão)

Foi aos Pastorinhos,
Que a Virgem falou,
Desde então nas almas,
Nova luz brilhou.

(Refrão)

Com doces palavras,
Mandou-nos rezar,
A Virgem Maria,
Para nos salvar.

(Refrão)

Achou logo a Pátria
Remédio ao seu mal,
E a Virgem bendita
Salvou Portugal.

(Refrão)

Mas jamais esqueçam,
Nossos corações,
Que nos fez a Virgem,
Determinações.

(Refrão)

Falou contra o luxo,
Contra o impudor,
De imodestas modas,
De uso pecador.

(Refrão)

Disse que a pureza,
Agrada a Jesus,
Disse que a luxúria,
Ao fogo conduz.

(Refrão)

A treze de Outubro,
Foi o seu adeus,
E a Virgem Maria,
Voltou para os Céus.

(Refrão)

À Pátria que é vossa,
Senhora dos Céus,
Dai honra, alegria
E a graça de Deus.

(Refrão)

À Virgem bendita,
Cante seu louvor,
Toda a nossa terra,
Um hino de amor.

(Refrão)

Todo o mundo A louve,
Para se salvar,
Desde o vale ao monte,
Desde o monte ao mar.

(Refrão)

Já por todo o mundo,
Se ama o nome Seu,
Portugal a Cristo,
Tantas almas deu.

(Refrão)

Oh! Demos-Lhe graças,
Por nos dar seu bem,
À Virgem Maria,
Nossa querida Mãe!

(Refrão)

E para pagarmos,
Tal graça e favor,
Tenham nossas almas,
Só bondade e amor.

(Refrão)

Avé, Virgem Santa,
Estrela que nos guia,
Avé, Mãe Pátria.
Oh! Virgem Maria!

(Refrão)

Este é o hino Avé de Fátima, escrito pelo poeta Afonso Lopes de Vieira em 1929, e musicado pelo maestro Ruy Coelho em 1931. Actualmente, algumas destas estrofes são omitidas do cântico.