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23/07/2019

Falácia da falsa analogia


Chama-se falácia da falsa analogia ao erro que consiste em concluir de um objecto para outro, sem ter em conta a diferença que existe entre eles, atendendo apenas a algumas semelhanças. Esquema:

Objecto A apresenta característica X.
Objecto B apresenta característica X.
– Logo, A é o mesmo que B.

As falácias podem errar pela matéria ou pela forma. A falácia da falsa analogia erra pela matéria, porque apesar de seguir as regras formais do raciocínio lógico, não tem em conta a matéria do mesmo. É por isso uma falácia do tipo material.

03/07/2019

Falácia ad hominem


Ad hominem significa contra o homem. Esta falácia ocorre sempre que se tenta invalidar um argumento através da desqualificação de quem o pronuncia. Esquema:

Pessoa A afirma assunto X.
Pessoa A possui uma característica considerada negativa.
– Logo, assunto X é falso.

As falácias ad hominem são as mais conhecidas e também as mais usadas. Este recurso falacioso desvia o foco da mensagem para o mensageiro e usa alguma característica negativa do mensageiro (real ou imaginária) para "invalidar" o seu argumento.

18/06/2019

Falácia de apelo à emoção


A falácia de apelo à emoção ocorre quando alguém manipula as emoções alheias como forma de levar os outros a aceitar algo como bom e verdadeiro. Esquema:

Pessoa A associa emoção favorável à posição X.
– Logo, posição X é verdadeira.

Aquilo que o interlocutor faz é associar um bom sentimento a uma posição e em seguida desloca o foco da posição para o sentimento inculcado, de forma a "validar" a posição. Este tipo recurso falacioso é muito comum nos dias de hoje, sobretudo na política e na publicidade, em que se procura influenciar o comportamento do público através da emoção e do sentimento, afastando a razão.

Exemplo: Miguel Duarte: Salvar vidas não é um crime. O sujeito diz que foi constituído arguido por "salvar vidas", quando na verdade foi constituído arguido por crime de auxílio à imigração ilegal.

02/06/2019

Falácia de apelo à autoridade


Chama-se falácia de apelo à autoridade ao erro lógico que invoca a autoridade de alguém, ou própria, a fim de validar um argumento. Esquema:

Pessoa A é, ou alega ser, uma autoridade no assunto X.
Pessoa A faz uma afirmação sobre assunto X.
– Logo, a afirmação de Pessoa A é verdadeira.

Este raciocínio é falacioso, uma vez que a autoridade da pessoa é independente da validade das suas afirmações, que tanto podem ser verdadeiras como falsas.

Logicamente exceptua-se aqui o caso da Revelação Divina e do Magistério Infalível, pois Deus não se engana nem pode enganar (ou não seria Deus), ao que a Sua Palavra é suficiente para validar uma afirmação.

01/06/2019

Falácia genética


Chama-se falácia genética ao erro lógico que consiste em aprovar, ou desaprovar, algo, baseando-se unicamente na sua origem. Esquema:

Pessoa A apresenta argumento X.
Pessoa B diz que argumento X é falso porque teve origem em Y.

Este tipo de raciocínio é falacioso, uma vez que não avalia a verdade ou a falsidade do que é apresentado, mas rejeita, ou aprova, apenas por algo que é acidental ao argumento.

16/09/2017

Falácia de inversão do ónus da prova


Esta falácia consiste em exigir o ónus da prova de inocência ao acusado sem prova. Esquema:

Pessoa A acusa de X a Pessoa B.
Pessoa B não aceita a acusação.
Pessoa A exige-lhe prova de inocência.

Este tipo de raciocínio é falso e pode até ser um caso grave de injustiça. A presunção de inocência até ser provado o contrário, tem um princípio justo. Segundo a falácia da inversão do ónus da prova, a prova caberia ao acusado e não a quem acusa.

07/07/2017

A falácia do envenenamento do poço


Na sequência da falácia do espantalho parece útil apresentar outras; quem sabe uma pequena colecção delas. Estas falácias são muito usadas, mas pouco conhecidas como tal.

A "falácia do envenenamento do poço" é o errado recurso retórico que consiste na comunicação adversa (ou condicionante) a respeito de pessoa-alvo (declarada ou encoberta), de forma a descredibilizar ou ridicularizar a(s) intervenção(ões) que esta pessoa-alvo venha a fazer. Assim, por meio de falácias, e perante o público, coloca-se a pessoa-alvo limitada na sua apresentação, ou mesmo impossibilitada de intervir. É uma variante do argumento ad hominem.

Esquema:
Pessoa A comunica ao público mentiras ou verdades prejudiciais a Pessoa B (ou a pessoa incógnita).
Pessoa B ao falar ao público é identificada como a pessoa incógnita, ou mesmo como a Pessoa B.
Pessoa B fica vista com descrédito, e qualquer afirmação que faça será apenas vista no quadro de descredibilidade que lhe tinha sido previamente preparado por Pessoa A.

Quem usa este tipo de falácia espera que a informação prejudicial contamine os ouvintes, de modo que, quanto mais a pessoa-alvo afirme, mais se agrava. Como sabemos, a mera apresentação de informações negativas sobre alguém (mesmo que sejam verídicas) não têm poder para tornar uma declaração falsa, nem um testemunho inválido. Qualquer declaração ou testemunho tem o seu valor objectivo, que não depende da pessoa que pronuncia.

27/06/2017

A falácia do espantalho


A chamada falácia do espantalho ocorre quando alguém, para atacar uma determinada ideia, cria uma falsa ideia, coloca-a no lugar da original, e depois ataca essa ideia falsa como se ela fosse a original.
Esta falácia descreve o seguinte padrão:

Pessoa A tem posição X.
Pessoa B apresenta a posição X mas corrompida (chamemos-lhe Y).
Pessoa B disserta contra a posição Y rebatendo-a, mas sempre fazendo parecer que rebateu X.

Este tipo de raciocínio é obviamente falacioso, porque atacar uma versão falsificada de uma posição, não constitui um ataque à posição.