Mostrar mensagens com a etiqueta Feminismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Feminismo. Mostrar todas as mensagens

24/08/2019

As Amazonas


Segundo a mitologia grega, as Amazonas eram uma tribo de mulheres guerreiras que viviam nas margens do Mar Negro, governadas por uma rainha. Montavam a cavalo e combatiam com arco e flecha. Só permitiam que os homens se aproximassem delas uma vez por ano, para fins reprodutivos. Matavam os seus filhos varões à nascença e queimavam o seio direito das filhas, para que estas tivessem mais agilidade e força no tiro ao arco.
No Brasil, a existência de Amazonas foi registada pelos primeiros cronistas. Frei Gaspar de Carvajal declara tê-las encontrado, a 24 de Junho de 1541, na foz do rio Jamundá. Francisco de Orellana terá abatido sete ou oito dessas mulheres, que viviam sem maridos, na selva amazónica, e que se dedicavam à guerra, atacando as tribos vizinhas, matando os homens e as crianças do sexo masculino.

08/03/2019

Feminismo


Certas mulheres têm teorias sobre como salvar o mundo, mas não são capazes de lavar uma chávena de café. Se lhes apontarmos isto mesmo, dir-nos-ão: "lavar chávenas de café não é importante". Infelizmente é. Sobretudo para um homem que empregou oito horas seguidas, mais duas extraordinárias, num torno-revólver. Começamos a salvar o mundo, salvando um homem de cada vez; tudo o mais é romantismo pomposo ou política.

Charles Bukowski in «Histórias de Loucura Normal», 1983.

13/07/2018

URSS: feminismo, aborto, divórcio, amor livre


Adaptado da revista brasileira «Época», 16 de Maio de 2014:

Em 1920, a União Soviética tornou-se o primeiro país do mundo a garantir às mulheres o direito ao aborto legal. Dois anos antes, em 1918, o Código da Família, promulgado pelos bolcheviques, havia instituído o casamento civil em substituição do casamento religioso e estabelecido o divórcio a pedido de qualquer um dos cônjuges. O governo que emergiu da Revolução Comunista de 1917 também incentivou a educação feminina e encorajou as mulheres a assumirem os mesmos postos de trabalho que os homens pelos mesmos salários.

A ambição dos bolcheviques ia além de garantir às mulheres os mesmos direitos dos homens. Os revolucionários acreditavam que, na sociedade socialista, seria possível libertar a mulher das tarefas domésticas que, segundo Lenine, embruteciam a mulher e a impediam de participar da vida social e política.

Segundo a historiadora americana e professora da Carnegie Mellon University, Wendy Goldman, os ideais de emancipação da mulher e o amor livre que inspiraram o movimento feminista ocidental nos anos 60 e 70 já eram debatidos nos primeiros anos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), na década de 1920. Em «Mulher, Estado e Revolução: política familiar e vida social soviética entre 1917 e 1936», escrito em 1993, mas publicado agora no Brasil, Goldman reconta a história do "verão do amor" soviético.

As leis que garantiam os direitos das mulheres soviéticas eram tão avançadas que, segundo Goldman, até hoje algumas delas ainda não foram adoptadas por países ocidentais. A legislação soviética previa a igualdade entre homens e mulheres. «As legislações de muitos países não dizem que homens e mulheres serão tratados igualmente. Nos Estados Unidos, nos anos 70, nós tentamos aprovar uma emenda constitucional que afirmasse que a igualdade entre homens e mulheres, mas ela não foi aprovada», diz.

Para libertar as mulheres, foi proposta a socialização do trabalho doméstico. As tarefas realizadas em casa – e de graça – pelas mulheres passariam a ser feitas por profissionais assalariadas em creches, restaurantes comunitários e lavandarias públicas. O fim do trabalho doméstico era apenas um passo, o objectivo dos bolcheviques era o fim da família, pelo menos como figura jurídica. «Os revolucionários marxistas viam a família como uma organização que mudava com o passar do tempo. As famílias dos tempos das cavernas eram diferentes das famílias que viviam sob o feudalismo, que eram diferentes das famílias do capitalismo», afirma. Os bolcheviques acreditam que as condições do socialismo possibilitariam o desaparecimento da família como ela existe no capitalismo. «O que não significa que as pessoas deixariam de se amar, de se relacionar umas com as outras e de se relacionar com seus filhos. Mas a família baseada na dependência financeira e na coacção desapareceria.»

Na década de 1920, as mulheres soviéticas começaram a ocupar mais e mais postos de trabalho nas indústrias e creches e os restaurantes estatais se encarregavam das tarefas antes consideradas domésticas. As novas condições materiais somadas à facilidade para se casar e se divorciar e o acesso ao aborto permitiram o surgimento de novos arranjos familiares, baseados no amor livre, e não na dependência económica.

No entanto, «a experiência de liberdade foi muito dolorosa para as mulheres», afirma Goldman. A facilidade para divorciar levou muitos homens soviéticos a terem relacionamentos breves com mulheres, engravidá-las e abandoná-las. A irresponsabilidade masculina tornou as mulheres mais conservadoras. Elas passaram a exigir o fortalecimento da família e que os homens fossem obrigados a pagar pensão alimentícia, já que o Estado soviético não tinha recursos para cuidar de todos os filhos do amor livre.

Em 1936, o governo de Josef Estaline decretou um conjunto de leis cujo objectivo era valorizar a família, dificultar o divórcio e proibir o aborto. A proibição, que só vigorou até 1955, não resultou na diminuição do número de abortos. «Em 1938, o número de abortos era tão alto quanto em 1935, quando ainda era legal», afirma Goldman.

08/03/2017

A mulher, o trabalho e a família


Quem diz família diz lar; quem diz lar diz atmosfera moral e economia própria – economia mista de consumo e de produção. O trabalho da mulher fora do lar desagrega este, separa os membros da família, torna-os estranhos uns aos outros. Desaparece a vida em comum, sofre a obra educativa das crianças, diminui o número destas; e com o mau ou impossível funcionamento da economia doméstica, no arranjo da casa, no preparo da alimentação e do vestuário, verifica-se uma perda importante, raro materialmente compensada pelo salário recebido. Por vezes perde-se de vista a importância dos factores morais no rendimento do trabalho. O excesso da mecânica que aproveita o braço leva a desinteressar-se da disposição interior. Em todo o caso continua exacto ainda hoje, na maior parte da produção, que a alegria, a boa disposição, a felicidade de viver, constituem energias que elevam a qualidade e a quantidade do trabalho produzido. A família é a mais pura fonte dos factores morais da produção.

António de Oliveira Salazar, discurso de 16 de Março de 1933.

03/03/2016

Da abdicação do papel de Pai


Arriscar-me-ia a dizer que há uma correlação directa entre um pai dominante e as animosidades dos filhos. É claro que a dominação não necessita ser brutal. Na família da minha mulher eram cinco crianças e nunca houve rivalidades odientas. O pai era um animal alfa – imbatível e incontestável chefe. Os seus avisos eram do mais moderado que se pode imaginar: "Estou realmente surpreendido que tenhas podido fazer isso". E era terrível. A hostilidade que se vê hoje entre irmãos é um fenómeno novo, particularmente observável nos Estados Unidos.

Konrad Lorenz, entrevista in «Etologia - Colectivo Nova Geração».

17/06/2015

A ideologia do género explicada em 2 minutos


Transcrição:

Um menino e uma menina. São o mesmo? À primeira vista, sabemos que não são. Meninos e meninas não são o mesmo. São diferentes. São diferentes quando são bebés. São diferentes quando crescem. E, sobretudo, são diferentes por dentro. Mas, para alguns, eles são diferentes, não por terem corpos diferentes. E sim, porque os pais, a família, a sociedade, a escola, o mundo inteiro os obriga a serem diferentes. Uma menina é menina, porque foi obrigada a ser menina. Um menino é menino, porque foi obrigado a ser menino. E como são diferentes, não são iguais. Mas, segundo alguns, isto gera um problema. A desigualdade entre meninos e meninas, que mais tarde se converterá em desigualdade entre homens e mulheres. Como resolvem este problema? Eliminando toda a diferença entre meninos e meninas, e actuando como se fossem o mesmo. Assim tiveram que encontrar uma forma para que os pais, a família, a sociedade e a escola, deixem de obrigar os meninos a serem meninos e as meninas a serem meninas. Mas como os pais, a família e a sociedade não aceitam isto, alguns chegaram à conclusão de que a escola é a melhor forma de alcançarem os seus objectivos. Porque na escola, longe dos pais e da família, podem reprogramar o que é ser um menino e uma menina. Sim, o papá pode usar vestidos femininos e batom nos lábios. Sim, uma mulher pode conduzir camiões. Sim, um bebé pode ter "duas mamãs" ou "dois papás". A escola deve, segundo alguns, desaparecer com as diferenças naturais entre o masculino e o feminino. Deste modo, criando uma confusão, meninos e meninas são idênticos e a desigualdade já não é mais um problema. Em seguida, como um menino sabe se é um menino?! Vamos lá... Depois de misturar tudo, e dizer que todos são idênticos, um menino já não sabe se é um menino e uma menina já não sabe se é uma menina. Solucionámos o problema da igualdade? Não. Somente criámos outro problema. O problema da identidade. Não queremos uma escola que confunda as crianças. Queremos que as crianças aprendam a ler, a escrever e a fazer contas na escola. Queremos escolas que formem cidadãos críticos por meio da cultura. Deixem as meninas serem meninas! Deixem os meninos serem meninos!

28/12/2012

Um simulacro da virilidade


Depois de acusarmos a decadência da mulher moderna, não podemos esquecer que o homem é o primeiro responsável por essa decadência. Tal como a plebe nunca teria podido irromper em todos os domínios da vida social e da civilização se tivessem existido verdadeiros reis e verdadeiros aristocratas, igualmente numa sociedade dirigida por homens verdadeiros nunca a mulher teria querido e podido tomar o caminho por que hoje está a avançar. Os períodos em que a mulher alcançou autonomia e predominância têm quase sempre coincidido com épocas de evidente decadência de civilizações mais antigas. Assim, a verdadeira reacção contra o feminismo e contra todos os outros desvios femininos não é contra a mulher, mas sim contra o homem que se deveria orientar. Não se pode exigir que a mulher volte a ser mulher a ponto de se restabeleceram as condições interiores e exteriores necessárias à integração de uma raça superior, quando o homem já não conhece mais que um simulacro da virilidade.

Julius Evola in «Revolta Contra o Mundo Moderno».