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30/08/2017

A espanholização económica de Portugal


Segundo o estudo "Participação Estrangeira no Capital das Empresas Portuguesas", realizado pela consultora Informa D&B em 2016, o capital espanhol é o mais presente na economia portuguesa, com os espanhóis a controlarem 1843 empresas no valor de 90,3 mil milhões de euros (dois terços deste valor está na Banca).

Para se ter uma ideia do domínio espanhol na economia portuguesa, os quatro países estrangeiros que se lhe seguem (França, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha), todos juntos, não chegam ao volume que Espanha representa.

Tudo somado, o valor destas participações estrangeiras ascende a 170 mil milhões de euros, praticamente 95% do PIB português.

O estudo foi divulgado no dia em que o banco espanhol CaixaBank lançou uma oferta pública de aquisição sobre o BPI.

A consultora Informa D&B é detida pela CESCE, sociedade anónima participada maioritariamente pelo Estado Espanhol.

14/01/2012

Da contaminação maçónica

O internacionalismo maçónico contaminara-nos já desde atrás, com os soldados que serviram a fortuna de Napoleão e que no regresso nos empurravam francamente para a União Ibérica, saudada e propagada nas Lojas Peninsulares como o triunfo maior da causa da Liberdade. Só numa história escrita ao contrário, como a nossa anda, é que Gomes Freire pode figurar de mártir da Pátria. O militar valente, mas desnacionalizado, da epopeia napoleónica não era o único, porém. Os seus irmãos do triângulo simbólico enraizaram-se farta e fortemente no solo português, mal o senhor Intendente deixou de farejar por toda a Lisboa do começo do século findo os agentes perniciosos da grande conspiração universal que foi, na verdade, a Revolução. Pois da Maçonaria descende o nosso Liberalismo, como da Maçonaria surgiu esta República, já adivinhada e procurada com entusiasmo de sentimento e oratória pelos homens de 1820. (António Sardinha in «Na Feira dos Mitos»)

Ontem o Liberalismo, agora a Democracia, não são senão as fachadas dum poder oculto que, no subsolo da política, a manobra a seu bel-prazer. Tal poder é o da Maçonaria, inimiga desde sempre de tudo quanto seja para Portugal o renascimento das suas velhas qualidades de fé e de disciplina. (António Sardinha in «Ao Ritmo da Ampulheta»)

A desnacionalização começa pelo desenvolvimento progressivo do Liberalismo, que é uma forma espiritual do Semitismo, como criação directa da Maçonaria. Perdido o sentido tradicional da nossa antiga vocação, a calúnia da nossa história completa a sua obra, desenraizando-se e desfibrando toda aquela forte autoctonia-lusitana, que, com raiz nos nossos municípios, escrevera a epopeia admirável de Quatrocentos. (António Sardinha in «Durante a Fogueira»)