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22/06/2019

O erro do Personalismo


A argumentação conciliar apoia-se num falso conceito personalista do bem comum, reduzido à soma dos interesses particulares, ou como se costuma dizer, ao respeito das pessoas em detrimento da obra comum, que se deve cumprir para maior glória de Deus e o bem de todos. Já João XXIII, em Pacem in Terris, tende a adoptar este ponto de vista parcial, e por conseguinte, falso. Ele escreve:
"Para o pensamento contemporâneo, o bem comum reside sobretudo na salvaguarda dos direitos e dos deveres da pessoa humana"
Certamente, Pio XII, enfrentando os totalitarismos contemporâneos, opôs-lhes legitimamente os direitos fundamentais da pessoa humana, o que não significa que a doutrina católica se limite a isto. Ao forçar a verdade num sentido personalista, acaba-se por entrar no jogo do individualismo que os liberais lograram introduzir na Igreja. Como destacaram Charles De Koninck (De la primauté du bien commun contre les personnalistes) e Jean Madiran (Le principe de totalité), não se luta contra o totalitarismo exaltando o indivíduo, mas recordando que o verdadeiro bem comum temporal está ordenado positivamente, mesmo se indirectamente, ao bem da Cidade de Deus, na Terra e no Céu. Não nos façamos cúmplices dos personalistas na sua secularização do Direito!

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

03/08/2018

Individualismo


O Individualismo é a crença falsa em que o indivíduo não depende da verdade; é a superstição que faz do indivíduo humano a mais importante realidade, princípio e fim, base e fundamento de toda a ordem moral, política, social e jurídica.
Como descreveu o Padre Augustin Roussel: «O liberal é um fanático da independência, proclama-a em tudo e para tudo, chegando às raias do absurdo». E como filho do Liberalismo, o Individualismo caracteriza-se como o fanatismo da independência individual.
O Individualismo opõe-se, logicamente, à noção católica e clássica de que o menor se ordena ao maior, que o todo é maior do que a soma das partes, e que o bem comum é superior ao bem individual. Conforme expôs São Tomás de Aquino: «Pois a parte ordena-se ao todo, como o imperfeito ao perfeito, e, por isso, cada parte existe naturalmente para o todo.»