Mostrar mensagens com a etiqueta Intelectualismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Intelectualismo. Mostrar todas as mensagens

26/10/2017

Contra a vã curiosidade


Não procures saber o que excede a tua capacidade, e não especules o que ultrapassa as tuas forças (intelectuais), mas pensa sempre no que Deus te mandou, e nas muitas obras Suas não sejas curioso. Porque não te é necessário ver com os teus olhos o que está escondido.
Não te apliques a esquadrinhar com ânsia as coisas supérfluas, e não indagues com curiosidade as diversas coisas de Deus. Porque muitas coisas te foram reveladas, que excedem a inteligência humana. A muitos enganou a falsa opinião que formavam delas, e as suas conjecturas sobre tais coisas conservaram-nos no erro.

Eclesiástico III, 22-26

19/05/2017

Um ensino laico?


Foi dito que o aperfeiçoamento da instrução, tornando mais culto e esclarecido o povo, tê-lo-ia prevenido suficientemente contra as más tendências e o conservado nos limites da honestidade e da rectidão. Entretanto, a dura realidade torna evidentes os resultados da instrução destituída de uma sólida educação religiosa e moral. As inteligências jovens, na sua inexperiência e no arrebatamento das paixões, deixam-se fascinar pelas máximas perversas, particularmente pelas que o jornalismo indisciplinado não hesita em semear com largueza, e que, pervertendo a mente e a vontade, alimentam o espírito de orgulho e insubordinação, que perturba frequentemente a paz da família e da sociedade.

Papa Leão XIII in «Parvenu à la vingt-cinquième année», 1902.


26/12/2016

O intelectualismo leva ao irrealismo


Por essas e por outras é que sempre aconselho aos jovens intelectuais a prática de trabalhos manuais. Aprendam a consertar torneiras, a descobrir curto-circuitos e assim terão um exercício de docilidade ao real. Não é só com a cabeça que o homem pensa, é também com as mãos. É preciso nunca ter mudado um fusível ou nunca ter pregado um botão nas calças para chegar ao irrealismo profundo dos "intelectuais" que trazem seus brilhantes talentos para pronunciamentos que deveriam versar sobre coisas simples como o pão e a água, e por excesso de categorias mentais deixam de ver o elefante, o piano e outras coisas mais volumosas.

Gustavo Corção in jornal «O Globo», 29 de Agosto de 1970.