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15/07/2019

15 de Julho: Beatos Inácio de Azevedo e Companheiros


Português de nobre linhagem, Inácio de Azevedo entrou na Companhia de Jesus, na qual ocupou cargos importantes. As suas insignes virtudes atraíram-lhe as atenções do provincial S. Francisco de Borja, que o mandou ao Brasil como visitador geral. Dois anos depois voltava à Pátria, para daí a pouco voltar como superior de uma leva de missionários.
Atacado no alto mar por corsários franceses [huguenotes], foram imediatamente condenados à morte. O primeiro foi o superior, que se tinha ido colocar diante dos hereges ostentando uma imagem da Virgem que recebera das mãos do Papa S. Pio V. A sua mansidão era uma exprobração para a impiedade dos hereges. Trespassado por uma lança e degolado, entregou a alma a Deus. Do mesmo modo, 39 dos seus companheiros foram atormentados com atrozes suplícios, e os seus corpos lançados ao mar. Apenas foi poupado um irmão cozinheiro, de cujos serviços os piratas contavam utilizar-se. Mas o seu lugar foi logo tomado por um generoso adolescente, sobrinho do capitão do navio, que tinha solicitado a sua admissão na Companhia. As suas almas foram vistas subir ao Céu por Sta. Teresa de Ávila.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

05/07/2019

Sobre a supressão dos Jesuítas em 1759


Alguns difamadores de Portugal costumam apresentar a supressão dos Jesuítas como a grande prova de como Portugal estava totalmente dominado pela Maçonaria e era a maior desgraça do mundo. No entanto, longe de ser caso único, a Companhia de Jesus foi igualmente expulsa da católica França, da católica Espanha, da católica Áustria, da católica Nápoles, da católica Parma e da católica Malta, tendo sido universalmente extinta pelo Papa Clemente XIV, em 1773. À bula de extinção papal, resistiram os Jesuítas da protestante Prússia, da cismática Rússia e da liberal América do Norte. Mas vejamos a opinião do Padre José Agostinho de Macedo:
Foi legal a extinção dos Jesuítas pela repugnância com que obedeciam ao seu Soberano, muito bem provada na teima arrogante com que o seu Prelado se atreveu a instar ao Marquês de Pombal, para não ter efeito o Real Decreto que mandou passar revista da fazenda que lhes vinha das conquistas e Reinos estrangeiros, ameaçando ao dito Marquês com estas palavras: «Advirta Vossa Excelência que a Companhia é uma bola». Ao que tornou aquele Ministro: «Entendo perfeitamente a vossa Reverendíssima e convenho em que a Companhia é uma bola, mas desfalcada não anda, amesenda». 
Ainda instava aquele Reverendíssimo para se lhe restituir o privilégio exclusivo: mas aquele imortal Ministro o despediu bruscamente, dizendo-lhe que era contra o serviço de Sua Majestade continuar a ouvi-lo. Este erro indesculpável e muitas opiniões suspeitosas de alguns membros daquela sociedade: e mais que tudo as cartas que ditou o grande génio de Mr. Pascal, aprovadas por toda a Europa: assim como a ilustração e Santidade de Clemente XIV, são o processo justo e irresistível daquela sociedade. 
Mas como os bens da mesma sociedade haviam sido doados para o culto Divino, não aproveitaram aos possuidores, nem aos que lhe sucederam: tal é a natureza daquele sagrado depósito, que sempre envenena aos que indignamente o comem; à imitação do pomo proibido, cujo apetite e uso corrompeu todo o género humano: é vulgar e muito antigo o dito que os bens alheios não chegam a terceiro possuidor.
Pe. José Agostinho de Macedo in jornal «O Escudo», Nº 4, 1823.

31/07/2018

31 de Julho: Santo Inácio de Loiola


Sto. Inácio nasceu em Loiola, Espanha, na região Basca, em 1491. De temperamento ardente e belicoso, seguiu a carreira das armas; mas foi ferido em Pamplona, o que veio dar ocasião a uma prolongada convalescença, durante a qual a graça divina deu à sua vida um novo rumo. Privado dos livros de cavalaria, descobriu na vida de Cristo e dos santos, horizontes novos, compreendendo que também a Igreja devia ter a sua milícia. Partiu para a abadia beneditina de Monserrate, depôs a espada aos pés da Virgem, disposto a só servir a Cristo. Alguns anos mais tarde, a 13 de Agosto de 1534, Sto. Inácio e os seus seis primeiros companheiros emitiram os votos de religião em Paris, na capela de S. Dinis em Montmartre; foi assim que nasceu a Companhia de Jesus, que havia de ser para a Igreja um poderoso auxiliar na luta contra as heresias e na expansão da fé até aos confins do mundo. Sto. Inácio morreu em Roma em 31 de Julho de 1556. Pio XI proclamou-o patrono de todos aqueles que seguem os exercícios espirituais.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.