Mostrar mensagens com a etiqueta Laicismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Laicismo. Mostrar todas as mensagens

27/10/2019

Último Domingo de Outubro: Dia de Cristo-Rei


Na sua Encíclica de 11 de Dezembro de 1925, Pio XI declara que o laicismo é directamente oposto aos direitos de Deus e de Cristo, sobre as pessoas e os povos, porque esta heresia moderna recusa reconhecer a autoridade suprema do Ser divino e de Jesus sobre eles, organizando a vida individual e social como se Ele não existisse. O Papa mostra como, por consequência desastrosa, mas infelizmente de longa data, o próprio laicismo é a perda da sociedade que arruína. Esta apostasia geral produz, com efeito, frutos amargos de orgulho e egoísmo a substituírem o amor de Deus e do próximo. Gera o ciúme entre os indivíduos, o ódio entre as classes e a rivalidade entre as nações. E esses vícios, desenvolvendo-se, produzem as dilacerações fraternais, discórdias civis e guerras homicidas.
O laicismo, eis o inimigo: depois de haver produzido esses males, impede os indivíduos e as sociedades de se livrarem dele, pondo-os em rebelião contra Deus e Cristo, os únicos que lhe podem assegurar a paz e livrá-los de piores catástrofes.
Entre os meios de vencer esse adversário temível, Pio XI julga ser a liturgia o mais eficaz, porque é uma afirmação pública, social e oficial dos direitos divinos de Jesus sobre os homens. Por isso, instituiu no Ciclo uma nova festa em honra de Cristo-Rei. O mundo renega a Jesus porque ignora as Suas prerrogativas reais como Deus e como Homem, como Verbo encarnado e Redentor. É preciso instrui-lo a respeito e «uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves do magistério eclesiástico» (Encíclica). A festa de Cristo-Rei faz conhecer, de modo que se adapta perfeitamente à psicologia humana individual e social, os direitos reais de Deus e de Cristo; e ao mesmo tempo os faz reconhecer pelos homens e sociedades, por meio dos actos mais distintos do culto.
Entre esses actos devemos nomear, antes de tudo, a Santa Missa. Nela a Santa Igreja concentrará o ensinamento que nos quer dar sobre a realeza de Jesus e por ela prestará a este divino Rei as suas supremas homenagens, pois o Santo Sacrifício tem por fim o reconhecimento em Deus da mais alta soberania e em nós da mais profunda dependência.
E este acto realiza-se, não somente no Calvário, mas também no sacerdócio real que Jesus não cessa de exercer no Seu Reino que é o Céu. A grande realidade do Cristianismo não é um cadáver suspenso na cruz, mas sim o Cristo ressuscitado, reinando em todo o esplendor da Sua vitória, entre os Seus eleitos, conquista Sua. Eis porque a Missa começa por uma das mais belas visões do Apocalipse, onde o Cordeiro de Deus é aclamado pelos Anjos e os Santos.
O Santo Padre quis que esta festa fosse celebrada no fim do Ciclo litúrgico, no último Domingo de Outubro, como coroação de todos os mistérios pelos quais Jesus estabeleceu plenamente os seus poderes reais, e na véspera de Todos-os-Santos, em que os realiza já em parte, sendo «o Rei dos reis e a coroa de todos os Santos» enquanto espera ser também o de todos os que ainda estão nesta terra, e que salva, graças sobretudo à Santa Missa. Com efeito, é principalmente pela Eucaristia, Sacrifício e Sacramento, ao mesmo tempo, que Cristo, na glória, assegura os resultados do sacrifício conquistador do Calvário, tornando-se senhor das almas, pela aplicação que Ele próprio lhes faz dos méritos da Sua Paixão, e unindo-os a Si como membros à cabeça. O fim da Eucaristia, diz o Catecismo do Concilio de Trento, é «formar um só corpo místico de todos os fiéis» a fim de levá-los ao culto que Cristo, Rei adorador, como sacerdote e vítima, prestou de modo sangrento sobre a Cruz, e ainda o presta de modo incruento sobre o altar de pedra de nossas igrejas, e sobre o altar de ouro do Céu, a Cristo, Rei adorado como Filho de Deus, e a Seu Pai, ao qual oferece essas almas.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

28/10/2018

Dia de Cristo Rei

Santuário de Cristo Rei (Almada)

Instituindo a festa de Cristo Rei, o Papa Pio XI quis proclamar solenemente a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo. Rei das almas e das consciências, das inteligências e das vontades, Cristo é também o Rei das famílias e das cidades, dos povos e das nações, o Rei de todo o universo. Como Pio XI demonstrou na encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925, o laicismo é a negação radical desta realeza de Cristo; organizando a vida social como se Deus não existisse, leva à apostasia das massas e conduz a sociedade à ruína.
Toda a missa e o ofício da festa de Cristo Rei são uma proclamação solene da realeza universal de Cristo contra o laicismo do nosso tempo. A missa começa por uma das mais belas visões do Apocalipse, em que o Cordeiro de Deus, imolado, mas doravante na glória, é aclamado pela imensa legião dos anjos e dos santos. Fixada no último domingo de Outubro, no fim do ciclo litúrgico, e precisamente nas vésperas de Todos os Santos, a festa de Cristo Rei apresenta-se como a coroa de todos os mistérios de Cristo e como a antecipação no tempo, da realeza eterna por Ele exercida sobre todos os eleitos na glória do Céu. A grande realidade do Cristianismo é Cristo ressuscitado, reinando com todo o esplendor da Sua vitória, no meio dos eleitos que são a Sua conquista.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

§

Hino: Ó Cristo, nós vos proclamamos Príncipe dos séculos, Rei das nações, único árbitro dos espíritos e dos corações. Ámen.

16/08/2016

A República "Francesa" contra os bons costumes

Francesas na praia (início do século XX)

A República Francesa – como revolucionária e maçónica – rejeita a moral e os bons costumes dos seus antepassados católicos.
A República Francesa – como revolucionária e maçónica – tanto promove aquilo que o Islão tem de mau, como ataca aquilo que o Islão tem de bom, ou de potencialmente bom.
Perante isto, ninguém se pode admirar que grandes e graves castigos recaiam sobre a França.

Ao longo de milénios, na nossa Civilização católica e europeia, o pudor sempre foi visto como uma virtude a desejar e a manter. Porém, hoje querem nos fazer crer que o pudor é um vício de extremistas radicais, e que nada tem a ver com a nossa civilização e cultura.

30/04/2015

Concílio Vaticano II: pátria doutrinal do Opus Dei


Alguns católicos, enganados com a aparente atmosfera conservadora do Opus Dei, têm vindo a cair no erro de considerar esta prelatura como um braço da Tradição Católica. Nada mais errado! O Opus Dei é aquilo se pode chamar de modernismo conservador. O modernista conservador é aquele pseudo-católico que aceita todas as reformas conciliares e pós conciliares, mas sempre com calma e seriedade, sem radicalismos, nem exageros. Já o modernista progressista, ao contrário, ambiciona cada vez mais por mudanças e novidades. Neste sentido, considero o modernista conservador muito mais perigoso do que o progressista, porque o conservador, ao fazer o mal bem feito, leva à perdição de muitas almas bem-intencionadas que querem fugir dos progressistas. Como diria Chesterton: "O papel dos progressistas é cometer erros continuamente. O papel dos conservadores é evitar que os erros sejam corrigidos". Mas vejamos o que diz um bispo do Opus Dei:

Nos textos do Concílio, ouve-se o eco de muitas ideias pronunciadas pelo fundador do Opus Dei, Josemaria Escrivá, por volta dos anos trinta. Todos os Concílios [apenas os dogmáticos] formam uma unidade de magistério, onde não há contradição. Mas – se é que se pode falar assim – dir-lhe-ia que o Opus Dei tem, no Concílio Vaticano II, a sua pátria doutrinal, composta ao mesmo tempo de tradição e novidade.
D. Javier Echevarría in 40 anos do Concílio Vaticano II.

04/02/2015

Opus Dei: pioneiro no Ecumenismo


A ideologia liberal-maçónica tem como princípios o indiferentismo, o sincretismo e a liberdade política e religiosa, princípios que sempre foram os do Opus Dei desde a sua fundação, em 1928. Para comprovar esta afirmação, vejamos o que diz uma autoridade do próprio Opus Dei (sublinhados meus):

As pessoas que participam das suas actividades sabem que o Opus Dei não faz política. A sua actuação tem outra dimensão: lembrar que todos, também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa santidade pode e deve ser procurada nas actividades da vida diária, realizando-as por amor a Deus e ao próximo.
Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma visão política diversa.
Em Roma, convivi com 'São' Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a 1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar, consiste em compreender.
'São' Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um "conservador". Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.
Quando passou uma temporada no Brasil, entre Maio e Junho de 1974, dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. (...)
'São' Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40, resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos...
Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo: houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por isso, alguns tiveram que se exilar.
Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente porque o Opus Dei não interfere nas actividades políticas dos seus membros, e cada um actua como lhe parece mais conveniente.
A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses riscos.

Mons. Vicente Ancona Lopez, vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil.

26/10/2014

Festa de Cristo Rei


Instituindo a festa de Cristo Rei, o Papa Pio XI quis proclamar solenemente a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo. Rei das almas e das consciências, das inteligências e das vontades, Cristo é também o Rei das famílias e das cidades, dos povos e das nações, o Rei de todo o universo. Como Pio XI demonstrou na encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925, o laicismo é a negação radical desta realeza de Cristo; organizando a vida social como se Deus não existisse, leva à apostasia das massas e conduz a sociedade à ruína.
Toda a missa e o ofício da festa de Cristo Rei são uma proclamação solene da realeza universal de Cristo contra o laicismo do nosso tempo. (...) A grande realidade do cristianismo é Cristo ressuscitado, reinando com todo o esplendor da Sua vitória, no meio dos eleitos que são a Sua conquista.

Adaptado de «Missal Romano Quotidiano», 1963.