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25/04/2016

Memórias do 25 de Abril


Pela via aritmética, clamando que são eleitos pelo voto popular, vemos alçados ao poder analfabetos, traidores e desonestos que conhecemos de longa data. Alguns nem serviam para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, a deputados, a governadores civis e mesmo, quando não querem, a ministros. Quem pode governar bem um país se não tem competência nem preparação para isso? Mas os partidos ordenam que assim se proceda e o interesse nacional não reage em contrário.

Marcello Caetano, citado por Joaquim Veríssimo Serrão in «Marcello Caetano: Confidências no Exílio».

19/02/2015

Humberto Delgado e o Bando de Argel


No seguimento dos dois livros inconvenientes sobre a morte do general Humberto Delgado, passo a divulgar mais uma leitura inconveniente – "O Bando de Argel: Responsabilidades na Descolonização" – da autoria de Patrícia McGowan, uma antiga militante comunista e anti-salazarista.
O livro, editado em 1979 e reeditado em 1998 com o novo nome de "Misérias do Exílio: Os Últimos Meses de Humberto Delgado", pode ser lido livremente em versão on-line.
Da obra, destaco a seguinte passagem da página 82:

Contudo, o problema do general [Humberto Delgado] subsistia. Tornara-se definitivamente anti-comunista. Seria ainda mais perigoso para o partido fora da Argélia – em contacto com os núcleos de exilados em várias capitais. E terrivelmente mais perigoso se, porventura, entrasse clandestinamente em Portugal. Era uma testemunha viva da incompetência e corrupção moral de certos prestigiados «anti-fascistas». Preso em Portugal ou livre na clandestinidade constituiria uma ameaça terrível para os projectos do Partido Comunista.