Fundada em Londres em 1884, a Sociedade Fabiana é uma associação político-cultural que propõe a implementação do socialismo no mundo de uma forma gradual, não-revolucionária, não-violenta, democrática, através de pequenas reformas, "gota a gota". Herdou o seu nome do general romano Fábio Máximo, que derrotou Aníbal Barca evitando uma confrontação directa e aberta, adoptando uma estratégia de atrito e desgaste. A Sociedade Fabiana influenciou a social-democracia, os comunistas moderados (mencheviques) e os marxistas culturais. O seu símbolo original era um lobo com pele de cordeiro.
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26/11/2018
22/11/2018
Islamofilia e Lusofobia
Em 2015 a Câmara Municipal de Lisboa, liderada pelo socialista Fernando Medina, iniciou o projecto de construir uma mesquita no bairro da Mouraria. A obra, participada pela Câmara em 3 milhões de euros, irá ser construída no lugar de edifícios classificados. Moradores indignados protestaram, mas a Câmara já avançou com a desclassificação e com a expropriação dos edifícios.
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| Praça do Martim Moniz |
Entretanto, surgiu um novo projecto que visa "requalificar" a Praça do Martim Moniz, igualmente no bairro da Mouraria. O projecto, a cargo da empresa Moon Brigade (Brigada da Lua), também já foi alvo da crítica dos moradores, e visa, entre outras coisas, "reabilitar" dois pequenos lagos já existentes na praça. Um dos lagos é em formato de Rub el Hizb, uma estrela de oito pontas que é usada no Alcorão para marcar o fim de cada capítulo e que também foi usada como bandeira de Marrocos dos séculos XIII a XVII. O outro lago é em formato de meia-lua, famoso símbolo islâmico. Vale a pena lembrar que Martim Moniz, cavaleiro da corte de D. Afonso Henriques, foi herói mártir e é um dos maiores símbolos da reconquista de Lisboa.
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| Sheik Munir e Fernando Medina |
Maquiavélico? Pois... parece que existe uma agenda oculta que visa promover o anti-Portugal dentro de Portugal.
23/07/2018
Não são humanos, são humanistas
Tendo repugnância por todos os soldados, por todos os padres, pelos mercadores, reis e príncipes, pelos legisladores, sentindo irritação pela gente do povo, desdenhando da classe média, tendo sido sempre ensinados que os camponeses são imobilistas e supersticiosos, estando aptos a aceitar que os operários não servem como material adequado ao verdadeiro Estado Científico ou Utopia dos Intelectuais – tendo rejeitado todas as tradições humanas para cada uma das suas versões do progresso, são deixados com uma humanidade que apenas pode amar o abstracto mas dificilmente o concreto.
Não sobra muito de humanidade quando se eliminam todas as pessoas tidas como obstáculo ao progresso da humanidade. O esboço que eles traçam de um mundo sem guerra é curiosamente um esboço difícil e em branco. Eles podem fazer mapas e diagramas sobre como evitar a morte, mas não conseguem pintar quadros; isto é, quadros de pessoas alegres que aproveitam a vida.
G. K. Chesterton in «The Illustrated London News», 9 de Outubro de 1926.
05/05/2018
O Comunismo morreu?
Há umas semanas, um tradicionalista dizia-me que o Comunismo já não representa uma grande ameaça porque está praticamente morto, acabado... Aparentemente sim, o Muro de Berlim caiu e os partidos comunistas estão a perder peso e apoio. Contudo, nunca o mundo foi tão comunista como hoje. Actualmente o Comunismo não se limita a um grupo político definido, está amplamente difundido nas inteligências, nas mentalidades, na cultura, nas ciências e na moral. Na verdade o Comunismo não morreu, apenas se simplificou e vulgarizou. O Marxismo-Leninismo deu lugar ao Marxismo Cultural.
Analogamente, relembro a opinião do maçon e ocultista Oswald Wirth (1912):
«A Franco-Maçonaria pode tornar-se uma vastíssima associação, sobretudo se ela se espiritualiza, divulgando os seus princípios, sem exigir aos que os aceitam que venham tomar parte nos mistérios das lojas. Os mações sem avental são muitas vezes os melhores. Por que não favorecer a sua auto-formação?»
30/04/2018
O vazio intelectual
Fora do arco ideológico autorizado, definido pelo território do velho humanismo igualitário e pelos dogmas da filosofia dos direitos humanos, nenhuma teoria política ou económica atrai a atenção dos meios de comunicação. Os mais brilhantes espíritos vêem-se obrigados a mutilar o seu pensamento para agradar, não à "opinião pública" que não existe, mas sim aos censores da ideologia ocidental oficial.
Guillaume Faye in «El Vacío Intelectual».
23/03/2018
O assalto à cultura pelos marxistas culturais
Ora, o que Gramsci faz é inovar no leninismo, ao introduzir a possibilidade de controlar o Estado a partir da cultura. No reducionismo marxista, cultura é uma superestrutura gerada pela infra‑estrutura económica. As relações de produção, de exploração, isto é, o sistema económico, determinam um super-sistema de justificação, que está ao serviço do explorador e serve para dominar intelectualmente o explorado. A esse sistema, integrado pela religião, educação, arte, meios de comunicação, etc., chamam os marxistas de cultura.
Na tradição leninista derrubava‑se o Estado a partir da Economia, e assim se punha fim à Cultura, que não passava de um gigantesco sistema de justificação ideológica. Com Gramsci altera‑se o esquema revolucionário. Para ele é fundamental dominar primeiro a "cultura burguesa" e substituí-la progressivamente por uma "cultura proletária". As transformações e substituições operadas, assim, na "cultura burguesa", irão influenciar a infra‑estrutura económica, as relações de produção, o sistema social, mudando a mentalidade dos cidadãos. Só depois desta operação é que se deve conquistar politicamente o Estado, visto que este se encontra desarmado. A resistência, sempre baseada nas estruturas culturais de valores, nos conceitos internos da cultura, sem esse suporte, nem sequer poderia existir. Daqui que o caminho para o poder nos Estados burgueses, desde há muito, seja este: assalto à cultura, abastardamento de todas as características positivas do carácter e imagem nacionais, substituição de padrões nacionais por elementos culturais importados, enfraquecimento e eliminação da resistência dos intelectuais patriotas e, finalmente, domínio das principais alavancas da cultura: meios de comunicação, universidades, institutos e instituições, editoras, escolas, arte, etc.
António Marques Bessa in «A Cultura na Luta Política».
06/10/2017
Infiltração esquerdista nos bairros problemáticos
Notícia de 16 de Janeiro de 2009, recuperada agora:
Novopress.info – A PJ, o SIS e a PSP estão atentos à aproximação que grupos de extrema-esquerda (anarquistas e anti-globalização) estão a efectuar a populações de bairros "problemáticos" da periferia de Lisboa.
De acordo com as forças policiais os extremistas de esquerda estarão a fomentar a revolta contra a polícia, que acusam de "assassinar" negros em "execuções sumárias", com a conivência do Governo e da comunicação social "racistas".
As polícias sabem, por exemplo, que a morte de um rapaz de 14 anos na Amadora está a ser aproveitada para algumas acusações destes movimentos. Um deles, a Plataforma Gueto, está a promover uma manifestação de solidariedade com a família do jovem Kuku, marcada para o próximo Sábado, no Casal da Boba (Amadora), em frente à esquadra da PSP, como já anunciou a Novopress.
Para a PJ, que está a acompanhar intensamente estas movimentações, é notória a facilidade com que elementos das organizações anarquistas têm entrado nos bairros e encontrado adeptos. "Estes bairros vivem em permanente tensão, agudizada pela crise económica. A pobreza e as dificuldades são grandes e, por isso, são 'presa' fácil para abordagens anti-Governo e anti-Polícia. Foram registadas aproximações em bairros da Amadora e Loures, precisamente onde os problemas sociais são maiores". As polícias admitem que a concentração de Sábado possa atrair militantes extremistas de outros países.
21/08/2017
O fenómeno da "espiral do silêncio"
O termo "espiral do silêncio" foi cunhado pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann para explicar a razão pela qual as pessoas tendem a permanecer silenciosas quando têm a sensação, por vezes falsa, de que as suas opiniões e mundividências estão em minoria. O modelo do conceito de "espiral do silêncio" baseia-se em três características:
1. As pessoas têm uma percepção que lhes permite saber qual a tendência da opinião pública, mesmo sem ter acesso a sondagens;
2. As pessoas têm medo de ser isoladas socialmente ou ostracizadas, e sabem qual o tipo de comportamento que poderá contribuir para esse isolamento social;
3. As pessoas apresentam receio em expressar as suas opiniões minoritárias, por medo de sofrer isolamento da sociedade ou do círculo social próximo.
Quanto mais uma pessoa acredita que a sua opinião está mais próxima da opinião pública maioritária, maior probabilidade existe que essa pessoa expresse a sua opinião em público. E se a opinião pública entretanto mudar, essa pessoa passará a reconhecer que a sua opinião já não coincide com a opinião da maioria, e terá menos vontade de a expressar publicamente. À medida que a distância entre a opinião da pessoa e a opinião pública aumenta, também aumenta a probabilidade de essa pessoa se calar publicamente.
Os meios de comunicação social são um factor essencial no estabelecimento da "espiral do silêncio", na medida em que formatam a opinião pública. Perante uma opinião pública formatada, as pessoas que não concordam com a mundividência emanada da comunicação social, tendem a entrar em "espiral do silêncio" – muitas vezes constituindo uma "maioria silenciosa".
Adaptado de «Sofos: Expressões Filosóficas».
15/07/2017
Um rebanho... de ovelhas negras
No Ocidente, sem censura, as correntes de pensamento e ideias politicamente correctas são cuidadosamente separadas daquelas que não o são; nada é proibido, mas o que não é politicamente correcto dificilmente encontrará forma de se expressar nos jornais, livros ou nas faculdades. Por lei os vossos investigadores são livres, mas na realidade estão condicionados pelo que está na moda. Não há uma violência aberta como no Leste, contudo, uma selecção ditada pelo que é politicamente correcto e a necessidade de corresponder a critérios de massa impede frequentemente as pessoas intelectualmente livres de darem a sua contribuição à vida pública. Há uma tendência perigosa para formar um rebanho...
Aleksandr Solzhenitsyn in «O Declínio da Coragem», 1978.
§
25/06/2017
Televisão: veículo de abominação
A título de exemplo, eis a descrição de uma telenovela transmitida na televisão:
Homem comete adultério e tem filho ilegítimo da secretária. O filho cresce e vira transsexual. Transsexual começa namoro com o sobrinho. O sobrinho descobre que a "namorada" o enganou e é afinal um homem e também tio. Sobrinho agride transsexual. Médico preto apaixona-se por transsexual e agride o sobrinho homofóbico. O sobrinho, que também é racista, é julgado e condenado em tribunal. Transsexual namora agora com o médico preto. Homem adúltero casa com a amante secretária. O casamento é celebrado por um sacerdote preto e "dos tempos modernos". Etc.
Com já dizia Mons. Lefebvre: "A televisão é o tabernáculo de Satanás". Quem quiser manter algum equilíbrio moral e mental, deve abolir esse engenho de sua casa, dedicando mais tempo à família, à oração, às boas leituras, à boa música, ao são convívio, aos divertimentos honestos.
04/03/2017
O esquerdismo e a paranóia
Tal como existe um complexo de culpa na Nova Esquerda, também existe uma frequência de delírios paranóicos. Este tipo de comportamento, muito comum entre os chamados "activistas sociais", tende à criação de males imaginários e agressões imaginárias.
PARANÓIA – substantivo feminino (do grego paranóia, loucura). 1. Psicose crónica caracterizada pela organização lógica de temas delirantes. 2. Comportamento de pessoa, ou grupo, com tendência a crer-se perseguida ou agredida. Enciclopédia. A personalidade paranóide é uma anomalia psíquica que se traduz por comportamentos delirantes e compreende a supervalorização de si próprio, a desconfiança sistemática, a rigidez mental, o raciocínio correcto mas baseado num ponto de partida falso. O delírio paranóide (ou psicose paranóide, ou paranóia) surge num doente que tinha anteriormente personalidade paranóide. O delírio é uma ideia falsa, anormal e obsessiva que arrasta consigo a convicção do paciente e que este não é capaz de criticar (visão acrítica). O indivíduo interpreta erradamente as informações ou tem intuições falsas, o que leva a acreditar-se perseguido. Pode também experimentar uma paixão devoradora ou reivindicar de modo exagerado (fanatismo, processos judiciais).
Adaptado de «Nova Enciclopédia Larousse».
Recentemente, o fadista João Braga foi alvo do delírio paranóide de activistas "anti-racistas" e "anti-homofóbicos". Porém, olhando objectivamente, o que o fadista disse não constitui insulto a ninguém. João Braga apenas fez um comentário banal acerca da hegemonia do marxismo cultural em Hollywood, que premeia os filmes, não pela sua qualidade, mas pelo seu carácter propagandístico. Ora, esta crítica só incomoda, ou quem está comprometido, ou quem está intelectualmente formatado e fanatizado pelo sistema educativo e mediático.
Por outro lado, os ataques de que o fadista foi vítima, e que eu testemunhei pessoalmente, são espelho daquela opinião de Louis Veuillot: Não há ninguém mais sectário do que um liberal. De facto, o paradoxo
dos "tolerantes" é que eles só toleram as suas próprias opiniões e ideias. Quem pensa diferente é ameaçado, ofendido e socialmente ostracizado. Ou em linguagem "tolerante": é vítima de bullying. Ser "tolerante" torna-se assim também sinónimo de ser hipócrita.
25/02/2017
O esquerdismo e o complexo de culpa
O norueguês da notícia, que foi violado por um migrante somali, é membro do Partido de Esquerda Socialista, assumindo-se ainda como feminista e anti-racista.
CULPABILIDADE. Estado daquele que cometeu uma falta. A par da culpa real e objectiva que consiste na violação grave de uma regra, encontra-se em numerosos indivíduos um sentimento, mais ou menos claro, de falta subjectiva, que se exprime no comportamento ou suscita na pessoa uma angústia de perseguição, devida a um crime imaginário. Quando esse sentimento de culpa se torna intenso, poderá desencadear uma situação de neurose [doença mental] ou mesmo de psicose [doença mental com perda de noção do real]. Certos delirantes, auto-acusam-se de todos os males do mundo, vivem num estado de culpabilidade dolorosa e procuram punir-se a si próprios, mutilar-se, ou até mesmo matar-se. Segundo alguns psicólogos, na base de qualquer psicose existe uma culpabilidade irreal que o doente tenta desesperadamente anular, porque constitui uma terrível ameaça para a sua auto-estima.
Adaptado de «Dicionário de Psicologia Larousse».
Ora muitas das ideologias modernas, sobretudo da chamada Nova Esquerda, que preconizam, entre outras coisas, "a culpa da Europa e do Homem Branco", têm por base enfermidades mentais. Sendo que muitos destes enfermos oscilam entre comportamentos extremos, desde sentir-se culpado de tudo a desculpar tudo nos outros. Mas o que é mais preocupante, é que se deixou de tratar estes casos como patológicos e se passou a aceitá-los como meras opiniões políticas. Um caso bem conhecido é o do psicanalista Wilhelm Reich, que chegou a estar internado num manicómio, mas cujo papel de ideólogo freudo-marxista está na origem da chamada Revolução Sexual.
02/02/2017
Marxismo Cultural
Antonio Gramsci estabeleceu um modelo revolucionário
segundo o qual a hegemonia cultural é a base da revolução comunista,
significando com isso que esta depende da capacidade que as forças
revolucionárias adquiram para controlar os meios que permitem dirigir a
consciência e a conduta social. Uma revolução assim entendida consiste em
modificar de maneira imperceptível o modo de pensar e sentir das pessoas para,
por extensão, terminar por modificar decisiva e totalmente o sistema social e
político.
A estratégia gramsciana estava desenhada do seguinte
modo:
1. Para impor uma transformação ideológica era necessário
começar por lograr a modificação do modo de pensar da sociedade civil através
de pequenas transformações realizadas ao tempo no campo da cultura. Havia que
construir um novo pensamento, entendido como o modo comum de pensar que
historicamente prevalece entre os membros da sociedade. Para Gramsci isto era
mais importante e prioritário do que alcançar o domínio da sociedade política
(conjunto de organismos que exercem o poder desde os campos jurídico, político
e militar).
2. Para lograr este objectivo era necessário apoderar-se
dos organismos e instituições donde se difundem os valores e parâmetros
culturais: meios de comunicação, universidades, escolas... Depois de cumprido
este processo a conquista do poder político cairia pelo seu próprio peso, sem
revoluções armadas, sem resistências nem contra-revoluções, sem necessidade de
impor a nova ordem pela força, já que esta teria consenso geral.
Um modelo histórico de actuação de acordo com estes
princípios seria a mentalidade iluminista que preparou o terreno para o que
logo seria a Revolução Francesa e o liberalismo, estendido por toda a Europa e
América graças à mudança de pensamento hegemónico promovido desde o século
anterior.
3. Para ter êxito havia que superar dois obstáculos: a
Igreja Católica e a Família.
A estratégia determinada por Gramsci foi projectada pela
chamada Escola de Frankfurt, originalmente fundada em 1923 como Instituto para
o Novo Marxismo e rapidamente denominado Instituto para a Investigação Social,
para encobrir o seu objectivo sentido político.
Através de autores como Georg Lukács, Max Horkheimer, Theodor
Adorno, Wilhelm Reich, Erich Fromm, Jean-Paul Sartre, Herbert Marcuse, Jürgen
Habermas, etc., formula-se a doutrina do neo-marxismo e a partir dele a
esquerda elabora um programa concreto de acção estruturalista que logra uma
decisiva influência em distintos campos do pensamento, na psicologia (Lacan),
na educação (Piaget) e na etnologia (Lévi-Strauss), entre outros.
Foram basicamente estas elaborações ideológicas que
activaram e sustentaram o processo revolucionário dos anos 60 do século XX,
sendo particularmente eficientes entre os estudantes das universidades de
França e Alemanha. Ainda assim, estas ideias também seriam a base tanto do
chamado euro-comunismo como do neo-socialismo desenvolvido em distintas
latitudes durante os anos 80 e 90.
Estas raízes norte-americanas da actual esquerda europeia
foram expostas detalhadamente por Paul Edward Gottfried (The Strange Death of
Marxism) e é uma das circunstâncias que explicam a escassa repercussão que teve
a queda da União soviética nos comunistas e nos socialistas: ideologicamente
estavam mais vinculados aos EUA do que à URSS e, provavelmente, um regime "duro" que se apresentava como paradigma da ortodoxia comunista resultava para eles
mais como um obstáculo do que uma referência.
O princípio constitutivo desta crença radica num materialismo
que nega a existência de um princípio anterior e superior ao homem. Nega-se
explicitamente a existência de um Deus criador, a existência da alma humana e,
portanto, de toda a essência e toda a transcendência do ser. Impõe-se um
sistema teórico multiculturalista baseado no relativismo absoluto, o qual
implica a negação da existência de verdades de validade universal.
Assumindo tais premissas, como se manifesta concretamente
este novo tipo de acção revolucionária?
A aplicação deste sistema procura gerar um ânimo hostil
contra todo o tipo de autoridade, contra toda a forma de hierarquia e ordem,
seja no terreno religioso ou no civil. A autoridade degrada-se sistematicamente
na Igreja, no Estado, na família ou no ensino. Esta quebra da ordem natural
conduz a uma completa perda de princípios e uma radical decadência moral.
Desencadeiam-se as paixões nas crianças e adolescentes através de uma educação
estatal ou dos meios de comunicação que criam um ambiente de impureza
omnipresente. A fim de romper a estrutura do sistema social, introduz-se um
igualitarismo radical projectado na ideologia de género que proclama a
superação do actual modelo de sociedade mediante a transformação da
diferenciação sexual em meras categorias culturais e, por conseguinte, opcionais
e elegíveis.
Uma vez destruído o universo de valores até então
vigentes, o seu lugar foi ocupado por uma nova hegemonia: a dessa mentalidade,
hoje dominante, substrato permanente de uma prática política que é, ao mesmo
tempo, a consequência e o principal motor do processo.
Ao serviço desta estratégia colocam-se meios tão díspares
como a democracia, a demolição do Estado nacional, a imigração, a infiltração e
auto-demolição da Igreja, a memória histórica, a educação para a cidadania ou a
cultura da dependência promovida por uma gestão económica dos recursos dirigida
pelo Estado.
Há alternativa? Sim, existe, mas só será possível na
medida em que tenha lugar a recuperação da hegemonia na sociedade civil. Algo
que implica a luta pela Verdade, que não se impõe por si mesma, e a capacidade
de gerar instrumentos coercivos que, ao abrigo da lei, actuem como travão das
tendências desagregadoras.
Pe. Ángel David Martín Rubio in revista «Altar Mayor», Janeiro de 2008.
19/09/2016
Uma confissão do pai do Marxismo Cultural
Lutar contra os católicos integristas numa frente orgânica, é muito mais difícil do que lutar contra os modernistas.
Antonio Gramsci in «Note sul Machiavelli, sulla Politica e sullo Stato Moderno».
21/06/2016
A extrema-esquerda ao serviço do mundialismo
A extrema-esquerda desempenha, em toda a Europa, o mesmo
papel: denunciar e atacar as forças identitárias e nacionais. Constitui-se em
polícia do pensamento por conta da Nova Ordem Mundial. Por toda a parte a
extrema-esquerda é um instrumento de pressão sobre os poderes: umas vezes para
parar os movimentos de "direitização" dos partidos tradicionais (anos 80) e
outras para lutar contra o surgimento do populismo (anos 90).
Adoptando um ascendente moral em nome da luta contra as "fobias" – xenofobia, homofobia, islamofobia – a extrema-esquerda utiliza uma retórica
incapacitante contra os valores familiares e nacionais susceptíveis de pararem
o desenvolvimento do capitalismo globalizado. Não hesitando em utilizar leis
repressivas ("as fobias não são uma questão de opinião, são um crime"), a
extrema-esquerda é uma alavanca do poder mediático e judicial, frequentemente
executante das baixas obras da superclasse mundial. A intimidação e a sideração
são os seus meios de acção privilegiados.
A vitimização das "minorias" sexuais serve de máscara ao
velho projecto revolucionário de dissolução da instituição familiar, obstáculo
ao império do mercado; e, a coberto de pôr fim a pretensas discriminações ou
reprimir intenções homofóbicas, conseguem impedir a expressão dos valores
tradicionais. E foi assim que foi expulso da Comissão Europeia o pouco
politicamente correcto e muito católico Rocco Buttiglione. Simetricamente, foi
assim que foi protegido Frédéric Mitterand, esse "magnífico símbolo de
abertura", segundo as palavras de Nicolas Sarkozy, que escreveu no seu livro La
Mauvaise Vie: "sexo e dinheiro, estou no centro do meu sistema".
A extrema-esquerda joga também no registo da provocação: por
todo o lado na Europa onde movimentos nacionais, identitários ou populistas se
desenvolveram, a extrema-esquerda apelou a contra-manifestações, frequentemente
violentas, com dois objectivos:
– Conseguir a interdição das reuniões dos movimentos que
ameaçam a ideologia da superclasse mundial;
– Conduzir esses movimentos dissidentes a defenderem-se para
assegurarem a sua liberdade, com o risco de darem às televisões imagens de
violência.
Na revista Contretemps, de Setembro de 2003, Anne Tristan,
antiga responsável da associação de extrema-esquerda Ras L'Front explica o
funcionamento dessa organização: utilizar iniciativas espectaculares e
contra-manifestações para evitar a banalização do Front National – uma
estratégia com benefícios, utilizada também na Alemanha ou Grã-Bretanha, por
exemplo.
Jean-Yves Le Gallou in «Les convergences paradoxales de l’extrême gauche et de la superclasse mondiale».
26/04/2016
Maré sem refluxo
O espírito do mundo, o "consenso" geral, o relativismo invasor, o sentimentalismo, a intolerância da "tolerância", assemelham-se a uma maré sem refluxo, que cresce sem cessar, que nos cobre, nos cala, nos afoga, até deixar-nos sem palavras.
Alberto Caturelli in revista «Gladius», nº 54, 2002.
18/04/2016
Propaganda subversiva e ideologia oficial
O canal de televisão de Francisco Pinto Balsemão estreia hoje um
programa que visa à alienação das inteligências e das almas. Trata-se de um caso claro de terrorismo ideológico.
Fora do arco ideológico autorizado, definido pelo território do velho humanismo igualitário e pelos dogmas da filosofia dos direitos humanos, nenhuma teoria política ou económica [ou religiosa] atrai a atenção dos meios de comunicação. Os mais brilhantes espíritos vêem-se obrigados a mutilar o seu pensamento para agradar, não à "opinião pública" que não existe, mas sim aos censores da ideologia ocidental oficial.
Guillaume Faye in «El Vacío Intelectual».
05/03/2016
"Fascismo" em todo o lado
Por razões de estratégia política, o marxismo militante divulgou a tese que confundia todos os movimentos políticos ou atitudes de direita, que a ele se opusessem, debaixo da mesma designação – Fascismo – até porque esta ideologia fora estrondosamente derrotada na II Guerra Mundial pelos aliados, gerando assim uma reacção primária contra os visados. Se bem que se possa entender tal atitude numa perspectiva de combate político, ela é inaceitável do ponto de vista histórico e politológico. A ciência existe para distinguir e classificar e não para baralhar e confundir.
António de Sousa Lara in «Da História das Ideias Políticas à Teoria das Ideologias», 1994.
08/02/2016
A tirania do politicamente correcto
3ª Tese: A ideologia politicamente correcta não é apenas dominante, tornou-se também a única ideologia.
Diz-se que "o maior truque do Diabo é fazer crer que não existe". A força da ideologia politicamente correcta consiste em ter imposto a ideia que os debates ideológicos estavam ultrapassados. Mas como observou oportunamente Dominique Venner em "O Século de 1914", não vivemos numa sociedade a-ideológica, mas numa sociedade saturada de ideologia, de uma ideologia única [e falsa].
É por isso que não há mais debate ideológico nos grandes meios de comunicação social, já que os únicos que podem exprimir-se – incluindo nas páginas de "opinião" dos jornais – são aqueles que respeitam os cânones da [falsa] ideologia única.
Jean-Yves Le Gallou in «Douze thèses pour un gramscisme technologique», 2008.
18/01/2016
A tirania ideológica das elites dominantes
2ª Tese: Os meios de influência são utilizados pelas elites dominantes para impor uma ideologia de ruptura com as tradições do passado.
No início do século XX, foram vários os autores que se inquietaram com a Rebelião das Massas (Ortega y Gasset). No entanto, é à Rebelião das Elites que assistimos nos últimos quarenta anos. Para Christopher Lasch, são as elites económicas, mediáticas e políticas, que impõem aos povos uma ideologia de ruptura com o passado.
Para nós, a "tirania mediática" impõe um cárcere de ideologia dominante assente em quatro dogmas:
– Os benefícios da mundialização;
– A ruptura com a tradição;
– A Esquerda apresentada como ontologicamente superior à Direita;
– O anti-racismo e a culpabilização dos povos.
Jean-Yves Le Gallou in «Douze thèses pour un gramscisme technologique», 2008.
§
Aos "dogmas" enunciados por Le Gallou, estão subjacentes alguns falsos princípios, que são:
– A igualdade universal;
– O relativismo ético-moral;
– O progresso indefinido;
– A religião (sobretudo a católica) como sinónimo de superstição anacrónica.
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