Através desta homenagem prestada ao deus nunca vencido, abriu-se o caminho para o culto do Sol, também nunca vencido, astro venerado pelos povos do Oriente sob diferentes nomes; no ano 274 d.C., Aureliano erigiu em sua honra um templo no Campo de Marte. A festa do Sol ficou estabelecida para o 25 de Dezembro, data em que – segundo o calendário antigo – o astro voltava a empreender a sua ascensão.
Fonte: «História Universal», Publicações Alfa, Volume I, 1985.
25 de Dezembro de 274, ia a Igreja no seu 26º Papa quando o Imperador Aureliano estabeleceu a festa pagã do Sol Invicto. No entanto, difunde-se hoje a mentira que o Cristianismo usurpou esta data e a substituiu pelo Nascimento de Cristo. Mas a verdade é que desde sempre os cristãos celebraram o Natal a 25 de Dezembro, pois é Tradição antiga e constante da Igreja que o nascimento do Redentor do Género Humano seja coincidente com o Solstício de Inverno – ou não fosse Jesus Cristo a luz do mundo (cf. João VIII, 12) e o sol de justiça (cf. Malaquias IV, 2).
Igualmente, antes da instituição do Sol Invicto, Padres da Igreja, como São Teófilo de Antioquia (180 d.C.), Santo Irineu de Lião (202 d.C.) ou São Hipólito de Roma (204 d.C.), averiguaram e confirmaram que o nascimento de Cristo ocorreu a 25 de Dezembro.
São Telésforo, Papa que governou a Igreja entre 126 e 137 d.C., foi responsável pela introdução da Missa do Galo, celebrada à meia-noite de 25 de Dezembro, marcando a hora exacta do nascimento de Cristo.
Há ainda registos históricos de peregrinações à gruta de Belém no século II, lugar que mais tarde veio a ser a Basílica da Natividade.






