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22/06/2019

O erro do Personalismo


A argumentação conciliar apoia-se num falso conceito personalista do bem comum, reduzido à soma dos interesses particulares, ou como se costuma dizer, ao respeito das pessoas em detrimento da obra comum, que se deve cumprir para maior glória de Deus e o bem de todos. Já João XXIII, em Pacem in Terris, tende a adoptar este ponto de vista parcial, e por conseguinte, falso. Ele escreve:
"Para o pensamento contemporâneo, o bem comum reside sobretudo na salvaguarda dos direitos e dos deveres da pessoa humana"
Certamente, Pio XII, enfrentando os totalitarismos contemporâneos, opôs-lhes legitimamente os direitos fundamentais da pessoa humana, o que não significa que a doutrina católica se limite a isto. Ao forçar a verdade num sentido personalista, acaba-se por entrar no jogo do individualismo que os liberais lograram introduzir na Igreja. Como destacaram Charles De Koninck (De la primauté du bien commun contre les personnalistes) e Jean Madiran (Le principe de totalité), não se luta contra o totalitarismo exaltando o indivíduo, mas recordando que o verdadeiro bem comum temporal está ordenado positivamente, mesmo se indirectamente, ao bem da Cidade de Deus, na Terra e no Céu. Não nos façamos cúmplices dos personalistas na sua secularização do Direito!

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

30/11/2014

Mons. Marcel Lefebvre sobre o Concílio Vaticano II


O Vaticano II foi igualmente uma mistificação, com a diferença de que os Papas (João XXIII e Paulo VI) apesar de estar presentes, não opuseram resistência nem ao menos à manipulação dos liberais, mas até a favoreceram. Como foi isto possível? Declarando este Concílio pastoral e não-dogmático, insistindo no "aggiornamento" e no ecumenismo, estes Papas privaram a si mesmos e ao próprio Concílio da intervenção do carisma da infalibilidade, que o haveria preservado de qualquer erro.
(...)
Quantos enganos e orientações heterodoxas poderiam ter sido evitados, se o Vaticano II tivesse sido um concílio dogmático e não um concílio que se chamou pastoral!
(...)
Não digo que neste Concílio tudo seja mau, e que não haja alguns belos textos que mereçam ser meditados; mas afirmo, com as provas na mão, que há documentos perigosos e inclusive erróneos, que apresentam tendências liberais modernistas, que inspiraram as reformas, que agora deitam a Igreja por terra.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».

§

Para conhecer em pormenor os erros do Concílio: Sinopse dos erros imputados ao Concílio Vaticano II.

29/05/2014

Do processo de canonização

Falsos Canonizados

O Papa não pode canonizar a quem quiser, mas somente a quem estiver nas três condições aqui indicadas:
Ter uma doutrina recta.
Ter praticado as virtudes de modo heróico.
Ter feito, pelo menos, três milagres, depois da morte, e tudo isso deve ser averiguado e provado autenticamente, por testemunhas, escritos, ou outros documentos.
O Papa é, pois, o instrumento da canonização, proclamando uma santidade já manifestada por Deus, pelos milagres.

Pe. Júlio Maria de Lombaerde in «O Cristo, o Papa e a Igreja».