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09/11/2018

Patriotismo: um dever de caridade


Se o Catolicismo fosse um inimigo da Pátria, não seria uma religião divina. A Pátria é um nome que trás à nossa memória as recordações mais queridas, ou porque carregamos o mesmo sangue que os nascidos no nosso próprio solo, ou devido ainda à mais nobre semelhança de afectos e tradições, a nossa Pátria não é apenas digna de amor, mas de predilecção.

Papa São Pio X, discurso pronunciado a 20 de Abril de 1909.

12/12/2017

Da primeira encíclica de São Pio X


Em Outubro de 1903, o Papa São Pio X publicava a sua primeira encíclica, e nela falava dos males anunciados para o fim dos tempos. Mas hoje as coisas estão muito piores do que há 114 anos...

Além disto, e para passar em silêncio muitas outras razões, Nós experimentávamos uma espécie de terror em considerar as condições funestas da humanidade na hora presente. Pode-se ignorar a doença profunda e tão grave que, neste momento muito mais do que no passado, trabalha a sociedade humana, e que, agravando-se dia a dia e corroendo-a até à medula, arrasta-a à sua ruína? Essa doença, Veneráveis Irmãos, vós a conheceis, e é, para com Deus, o abandono e a apostasia; e, sem dúvida, nada há que leve mais seguramente à ruína, consoante essa palavra do profeta: Eis que os que se afastam de Vós perecerão (Sl. 72, 27).
(...)
Em nossos dias é sobejamente verdadeiro que as nações fremiram e os povos meditaram projectos insensatos (Sl. 2, 1) contra o Criador; e quase comum se tornou este grito dos Seus inimigos: Retirai-Vos de nós! (Job 21, 14). Daí, na maioria, uma rejeição completa de todo o respeito a Deus. Daí hábitos de vida, tanto privada quanto pública, que nenhuma conta fazem da soberania de Deus. Bem mais, não há esforço nem artifício que não se ponha em acção para abolir inteiramente a d'Ele, e até a Sua noção.
Quem pesa estas coisas tem direito de temer que uma tal perversão dos espíritos seja o começo dos males anunciados para o fim dos tempos, e como que a sua tomada de contacto com a terra, e que verdadeiramente o filho da perdição de que fala Apóstolo (2 Tess. 2, 3) já tenha feito o seu advento entre nós, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda a parte se lança o ataque à Religião, com que se investe contra os dogmas da Fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade! Em compensação, e é este, no dizer do mesmo Apóstolo, o carácter próprio do Anti-Cristo, com uma temeridade sem nome o homem usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus. E isso a tal ponto que, impotente para extinguir completamente em si a noção de Deus, ele sacode entretanto o jugo da Sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível, à guisa de templo onde pretende receber a adoração dos seus semelhantes. Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess. 2, 2).
Qual venha a ser o desfecho desse combate travado contra Deus por uns fracos mortais, nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida. Certamente, ao homem que quer abusar da sua liberdade lícito é violar os direitos e a autoridade suprema do Criador; mas ao Criador fica sempre a vitória. E ainda não é dizer o bastante: a ruína paira mais de perto sobre o homem justamente quando mais audacioso ele se ergue na esperança do triunfo. É o que o próprio Deus nos adverte nas Sagradas Escrituras. Dizem elas que Ele fecha os olhos sobre os pecados dos homens (Sab. 11, 24), como que esquecido do Seu poder e da Sua majestade; mas em breve, após essa aparência de recuo, acordando como um homem cuja força a embriaguez aumentou (Sl. 77, 65), Ele quebra a cabeça dos seus inimigos (Sl. 67, 22), a fim de que todos saibam que o Rei de toda a terra é Deus (Sl. 46, 8), e a fim de que os povos compreendam que não passam de homens (Sl. 9, 20).
Papa São Pio X in «E Supremi Apostolatus», 1903.

08/12/2017

8 de Dezembro: Nossa Senhora da Conceição


Oração:
Virgem Santíssima, que tanto agradastes ao Senhor e fostes Sua Mãe Imaculada, no corpo, na alma, na fé e no amor. Por piedade, volvei benigna os vossos olhos para nós, que imploramos o vosso poderoso amparo.
A serpente maligna, contra quem foi lançada a primeira maldição, teima em combater e tentar os filhos de Eva.
Eia, pois, santa Mãe, nossa Rainha e Advogada, que desde o primeiro instante da vossa Conceição esmagastes a cabeça do inimigo, acolhei as súplicas que, unidos a vós num só coração vos pedimos, apresenteis ante o trono do Altíssimo, para que nunca nos deixeis cair nas emboscadas que se nos preparam, e cheguemos todos ao porto da salvação; e, no meio de tantos perigos, a Igreja e as nações cantem de novo o hino do resgate, da vitória e da paz. Ámen.

Papa São Pio X

26/05/2017

Da verdadeira caridade


Ora, a doutrina católica nos ensina que o primeiro dever da caridade não está na tolerância das convicções erróneas, por sinceras que sejam, nem na indiferença teórica e prática pelo erro ou o vício, em que vemos mergulhados nossos irmãos, mas no zelo pela sua restauração intelectual e moral, não menos que por seu bem-estar material.

Papa São Pio X in «Notre Charge Apostolique», 1910.

02/01/2017

A deformação da figura de Jesus Cristo

Jesus Cristo é o bom pastor

Desde que se aborda a questão social, está na moda, em certos meios, afastar primeiro a divindade de Jesus Cristo, e depois só falar de Sua soberana mansidão, de Sua compaixão por todas as misérias humanas, de Suas instantes exortações ao amor do próximo e fraternidade. Certamente, Jesus nos amou com um amor imenso, infinito, e veio à Terra sofrer e morrer, a fim de que, reunidos em redor d'Ele na justiça e no amor, animados dos mesmos sentimentos de mútua caridade, todos os homens vivam na paz e na felicidade. Mas para a realização desta felicidade temporal e eterna, Ele impôs, com autoridade soberana, a condição de se fazer parte de Seu rebanho, de se aceitar Sua doutrina, de se praticar a virtude, e de se deixar ensinar e guiar por Pedro e seus sucessores. Além disso, se Jesus foi bom para os transviados e os pecadores, não respeitou suas convicções erróneas, por sinceras que parecessem; amou-os a todos para os instruir, converter e salvar. Se chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica. Se levantou os humildes, não foi para lhes inspirar o sentimento de uma dignidade independente e rebelde à obediência. Se Seu coração transbordava de mansidão pelas almas de boa vontade, soube igualmente armar-se de uma santa indignação contra os profanadores da casa de Deus, contra os miseráveis que escandalizam os pequenos, contra as autoridades que acabrunham o povo sob a carga de pesados fardos, sem aliviá-la sequer com o dedo. Foi tão forte quão doce; repreendeu, ameaçou, castigou, sabendo e nos ensinando que, muitas vezes, o temor é o começo da sabedoria, e que, às vezes, convém cortar um membro para salvar o corpo. Enfim, não anunciou para a sociedade futura o reinado de uma felicidade ideal, de onde o sofrimento fosse banido; mas, por lições e exemplos, traçou o caminho da felicidade possível na Terra e da felicidade perfeita no Céu: a estrada real da Cruz. Estes são ensinamentos que seria errado aplicar somente à vida individual em vista da salvação eterna; são ensinamentos eminentemente sociais, e nos mostram em Nosso Senhor Jesus Cristo outra coisa que não um humanitarismo sem consistência e sem autoridade.

Papa São Pio X in «Notre Charge Apostolique», 1910.

24/10/2016

Alfredo Pimenta e os erros políticos da Santa Sé


Desde 1925 – há vinte e quatro anos portanto, pelo menos, que eu ando incansavelmente a ensinar que a política da Cúria Romana entrara no caminho do erro. O último Papa eminente que viu o problema foi Pio X. A política de Pio XI foi a mais desastrada que se podia conceber. A sua atitude para com a Action Française, um desatino; a Acção Católica, um perigo fatal; a sua guerra ao Fascismo, um jogo ilógico. Esta política que o seu sucessor agravou, conduziu a Igreja a subserviências perante a Democracia que a transformaram em escrava dos mais tenebrosos inimigos de Deus.

Alfredo Pimenta in «Três Verdades Vencidas: Deus, Pátria, Rei», 1949.

§

É digno de nota que esta opinião de Alfredo Pimenta coincide grandemente com a opinião de Mons. Marcel Lefebvre. No entanto, importa também não esquecer que o primeiro acidente político da Santa Sé ocorreu no pontificado de Leão XIII, com o famoso Ralliement.

03/10/2016

A sociedade é naturalmente desigual


I. A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível; resultaria disso a destruição da própria sociedade humana.
II. A igualdade dos diversos membros da sociedade consiste somente no facto de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exacta dos seus méritos e deméritos, ser julgados por Deus e por Ele recompensados ou punidos.
III. Disto resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais, todos unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na Terra.

Papa São Pio X in «Fin Dalla Prima», 18 de Dezembro de 1903.

09/07/2015

A paz da Igreja não é a paz mundana


E sim, peçamos a paz, tal como é compreendida e desejada pelos filhos de Deus; uma paz digna deste nome, que a Sagrada Escritura de modo algum separa da Verdade, da Justiça e da Graça; esta é a paz da Igreja: o tranquilo cumprimento da lei cristã, o pacífico desenvolvimento das obras da Fé e Caridade, a afirmação pública da verdade e dos preceitos do Evangelho, a conformidade das leis e instituições humanas com a doutrina e o ensinamento moral de Jesus Cristo, a contínua resistência ao Príncipe das Trevas e a todos aqueles que propagam as suas perversas máximas.

Bispo de Mântua (futuro Papa São Pio X), alocução de 3 de Setembro de 1889.

30/05/2015

São Pio X sobre os padres modernistas

O "porreiro" Papa Francisco.

Procuram lisonjear os ouvintes "que são movidos pelo prurido da novidade", contanto que mantenham as igrejas cheias, embora as almas não sejam curadas por permanecerem vazias. Por isso não falam nunca do pecado, nunca dos novíssimos, nunca de outras verdades gravíssimas que poderiam abalar a salvação, mas falam somente "com palavras de bajulação"; e isso o fazem também com eloquência mais de tribunal do que de apóstolos, mais profana do que sagrada, atraindo para eles os aplausos; esses já haviam sido condenados por São Jerónimo, quando escreveu: "Quando tu ensinas em assembleia, seja suscitado não o aplauso do povo, mas o arrependimento; o teu louvor sejam as lágrimas dos ouvintes".

Papa São Pio X in «Sacrorum Antistitum», 1910.

27/02/2014

Non possumus


Não nos é possível favorecer esse movimento [o Sionismo]. Nós não podemos impedir os Judeus de ir a Jerusalém, mas nunca poderíamos aprová-lo. O solo de Jerusalém, que nem sempre foi sagrado, foi santificado pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, eu não posso responder de outra maneira. Os Judeus não reconheceram Nosso Senhor, portanto, nós não podemos reconhecer o povo Judeu. Non possumus.

Papa São Pio X, audiência com Theodor Herzl, 26 de Janeiro de 1904.

17/09/2013

Como resolver a crise na Igreja?


Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido.

Papa São Pio X in «Pascendi Dominici Gregis», 1907.