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04/12/2019

O que é a Natureza?


Natureza, considerada genericamente, significa o princípio universal espalhado por todas as coisas, que opera em todos os corpos, que os move, que lhes dá certas propriedades, tudo por virtude do seu Agente eterno, que é Deus. Ou, é o princípio intrínseco e essencial do que se faz e do que se recebe. No homem, a natureza é simultaneamente o corpo e a alma, porque o corpo e a alma são os princípios intrínsecos de tudo o que o homem faz ou recebe.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

18/11/2019

Paganismo


Paganismo é o estado religioso em que vivem os povos que não conhecem o verdadeiro Deus. Adoram falsas divindades e seguem uma moral de harmonia com os erros grosseiros que às suas paixões agradam. Os homens tiveram sempre a ideia de um Deus; como não O conheciam, prestavam culto ao que eles julgavam ser Deus. Antes de Jesus Cristo, só os Israelitas adoravam o verdadeiro Deus, porque só a eles Deus se tinha revelado. Os povos que não conhecem Jesus Cristo continuam a viver no paganismo.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

21/09/2019

Talmude


Talmude é o nome dado aos comentários do Antigo Testamento, que desenvolvem e completam os mais antigos comentários feitos pelos Rabinos e que são fundados sobre tradições orais. Há o Talmude de Jerusalém (3º e 4º séculos) e o de Babilónia (5º e 6º séculos). É a base da teologia judaica actual e contém odiosas calúnias contra Jesus Cristo e Sua Mãe, e contra os cristãos em geral. É o grande livro dos judeus, contém todas as suas tradições, é o seu compêndio de teologia moral. Dois grandes centros da influência judaica – Jerusalém e Babilónia – deram origem a duas redacções diferentes do Talmude.
Nos séculos III e IV os doutores judeus da Palestina, de um modo particular os de Tiberíades, acrescentaram novos comentários jurídicos e casuísticos aos mais antigos comentários da Lei, formando assim o chamado Talmude de Jerusalém, que está redigido em arameu, mas, no entanto, as citações dos doutores mais antigos estão em hebreu.
Outra redacção do Talmude é a escrita em Babilónia, no século V e VI, em arameu babilónico, conservando também em hebreu as citações dos antigos doutores.
O Talmude é uma obra de escassíssimo valor, quer na sua forma literária, quer no pensamento; é uma obra obscura e cheia de incoerências, carecendo, em suas páginas intermináveis, de estilo, de ordem e de talento. No Talmude é pouco o que se encontra útil para a boa compreensão da Sagrada Escritura.
A respeito das passagens do Talmude que contêm calúnias contra Jesus Cristo, Maria Santíssima e os cristãos, um Sínodo judeu celebrado na Polónia em 1631, para não excitar a indignação dos cristãos, ordenou que tais passagens fossem suprimidas na impressão, indicando-as apenas por um sinal que chamaria a atenção dos doutores judeus que as deviam explicar oralmente.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

12/09/2019

Pompas do Demónio


Pompas do Demónio. Dá-se este nome às vaidades criminosas do mundo, às quais todo o cristão se obrigou a renunciar quando recebeu o Sacramento do Baptismo. Vaidades do mundo, ou pompas do demónio, são: a ambição, a arrogância, a vanglória, as superfluidades que trazem consigo a soberba, o luxo, a sensualidade.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

28/08/2019

Escândalo


Escândalo é o que se diz, se faz, ou se omite menos rectamente, embora licitamente, dando a outrem ocasião de cair em pecado, ou causando-lhe alguma ruína espiritual. O escândalo pode ser dado directamente, se há intenção de levar outrem ao pecado; ou indirectamente, se somente se prevê que outrem cairá em pecado.
É severamente condenado por Jesus Cristo, quando diz: «Aquele que escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor é que se lhe pendure ao pescoço uma mó de atafona e seja lançado ao fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos» (Ev. S. Mat. XVIII, 6).
Quem escandaliza fica obrigado a reparar o escândalo dado, umas vezes por caridade, outras vezes por motivo de justiça. Devemos, pois, abster-nos de toda a palavra, acção ou omissão de que possa resultar escândalo para alguém.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

22/08/2019

Da Pobreza


Pobreza. Ser pobre, segundo o senso cristão, não é uma desgraça, não é uma infelicidade; é não ter o espírito apegado aos bens do mundo e não ter a ambição de os possuir.
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus», disse Jesus Cristo (Ev. S. Mat. V, 3). Pobres em espírito, são aqueles que, não possuindo bens, não os ambicionam, e também aqueles que, possuindo-os, só fazem bom uso da sua riqueza e distribuem o supérfluo pelos que não possuem. O pobre em espírito não tem afecto aos bens que possui ou que são do seu uso, nem se entristece por nada possuir, nem apetece o que não é necessário à sua sustentação, nem desperdiça o que é aproveitável, nem gasta do que é supérfluo, nem se deleita do que lhe é dado, nem se desgosta do que lhe é negado. Espera, porém, que a pobreza, sofrida neste mundo, seja substituída pela bem-aventurança que Jesus lhe prometeu que gozaria no Céu.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.