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19/08/2019

Traços do carácter português


Aquelas qualidades que se revelaram, e fixaram, e fazem de nós o que somos e não outros; aquela doçura de sentimentos, aquela modéstia, aquele espírito de humanidade, tão raro hoje no mundo; aquela parte de espiritualidade que, mau grado tudo que a combate, inspira ainda a vida portuguesa; o ânimo sofredor; a valentia sem alardes; a facilidade de adaptação e ao mesmo tempo a capacidade de imprimir no meio exterior os traços do modo de ser próprio; o apreço dos valores morais; a fé no direito, na justiça...; tudo isso, que não é material nem lucrativo, constitui traços do carácter nacional.

António de Oliveira Salazar, discurso de 27 de Abril de 1943.

16/08/2019

Máximas de um Rei católico


Num memorial de sua letra, que fez antes de tomar o governo do Reino, El-Rei D. Sebastião escreveu as máximas que devia observar, e são as seguintes:

– Terei a Deus por fim de todas as minhas obras, e em todas elas me lembrarei d'Ele.
– Em me deitando, e levantando, conto com Ele muito particular. – Cuidar à noite, em que falei naquele dia.
– Trabalharei muito por dilatar a Fé. – Favorecerei muito as coisas da Igreja. – Armar todo o Reino. – Defender alfaias e delícias. – Fazer mercê a bons, castigar a maus. – Não crer levemente, e ouvir sempre ambas as partes. – Fazer justiça ao grande, e ao pequeno, sem excepção de pessoa. – Tirar as onzenas. – Conquistar e povoar a Índia, Brasil, Angola e Mina. – Todo o que me falar desonestidades, castigá-lo rijamente.
– Quando houver de fazer alguma coisa, comunicá-la primeiro com Deus. – Reformar os costumes, começando por mim no vestir e comer. – Em negócios, ter primeiro conta com o bem comum, e depois com os particulares. – Tirar alguns tributos e buscar modo com que Lisboa seja abastada. – As leis que fizer, mostrá-las primeiro a homens de virtude e letras, para que me apontem os inconvenientes que tiverem.
– Levar os súbditos por amor, enquanto puder. – Ser inteiro aos grandes, humano aos pequenos.
– As comendas sirvam em África.
– Não ter junto de mim senão homens tementes a Deus.
– Devassar dos ofícios de justiça, e fazenda, cada ano.
– Escrever a todos os Prelados que façam dizer Missas e Orações por mim, e pedir jubileu ao Papa.
– Terei nos postos do mar homens de confiança, e os que entram, que não sejam suspeitos na Fé.
– As coisas que não entender bem, comunicá-las primeiro com quem me possa dar parecer desenganado.
– Não dar, nem prometer nada, sem saber se é injustiça ou mal feita. – Mostrar bom rosto e agasalhado a todos. – Prover os cargos e ofícios em quem faz para isso, e não por outros respeitos. – Não desmaiar nas dificuldades, antes ter maior fé e confiança em Deus. – Tirar a cobiça. – Mostrar sempre ânimo liberal e não acanhado. – Gabar os homens, e cavaleiros, que tiverem bons procedimentos, diante de gente, e os que tiverem préstimo para a República, e mostrar aborrecimento às coisas a ela prejudiciais. – Não dizer palavras que escandalizem, mormente quando estiver agastado. – Os meus Embaixadores andarão sempre vestidos à portuguesa.
– Em todas as coisas que fizer, terei primeiro conta com a honra de Deus. – Serei pai dos pobres e de quem não tem quem faça por eles.

06/08/2019

Portugal é sem exemplo


A História de Portugal está cheia de "impossíveis". Eis um testemunho insuspeito:

Que homens seriam, então, os Portugueses, e que esforços extraordinários teria feito este povo de heróis? Tinha-se visto, porventura, até então, uma nação de tão limitado poderio desenvolver uma acção tão ampla? Os Portugueses em armas não eram mais de quarenta mil. Todavia, faziam tremer o império de Marrocos e todos os bárbaros de África, os Mamelucos, os Árabes e todo o Oriente, desde a ilha de Ormuz até à China.

Guillaume-Thomas Raynal (1713-1796).


20/07/2019

Santo Rei Wamba


Português, natural da Egitânia, Wamba foi o 31º rei dos Visigodos, sucedendo a Recesvinto após a sua morte, a 1 de Setembro de 672. Reinou com grande virtude durante 8 anos, um mês e 14 dias, tempo após o qual depôs a Coroa para se retirar para a vida monástica. Morreu no dia do mártir São Sebastião, a 20 de Janeiro de 688, com fama de grande santidade.

Castelo do Rei Wamba em Vila Velha de Ródão:

25/06/2019

Portugal vai do Acre a Timor?


Não, Portugal é um Reino que começa no Minho e termina no Reino do Algarve. O Reino de Portugal não se confunde com o Império ultramarino por ele criado. E por serem coisas diferentes, é que os nossos Reis não eram somente Reis de Portugal. Dom João VI, por exemplo, era Rei do Reino Unido de Portugal, do Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.

15/03/2019

700º aniversário da Ordem de Cristo


Em Março de 1319, por bula do Papa João XXII é fundada a Ordem Militar de Jesus Cristo, a qual viria a incorporar os bens e os privilégios da Ordem do Templo em Portugal, extinta em 1312 pelo Papa Clemente V.
Como os Templários, a Ordem de Cristo segue a regra de Cister e o hábito dos cavaleiros é branco com uma cruz vermelha. O seu primeiro Mestre foi D. Gil Martins da Ordem de São Bento de Avis.
A sede da Ordem foi no Castelo de Castro Marim até 1357, ano em que mudou em definitivo para o Castelo de Tomar.

13/02/2019

13 de Fevereiro: Cinco Chagas de Cristo


Vede-o no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas, e deixou
As que Ele para Si na Cruz tomou.
Camões

O culto das Cinco Chagas de Cristo remonta à fundação de Portugal e à visão milagrosa do Venerável D. Afonso Henriques antes da Batalha de Ourique, na qual Nosso Senhor deu ao Brasão de Portugal as Suas Cinco Chagas. Por este episódio, Portugal tem inegavelmente fundação divina.
No século XVIII, o Papa Bento XIV, que concedeu ao Rei de Portugal o título de Sua Majestade Fidelíssima, deu igualmente a festa particular das Cinco Chagas, fixada a 13 de Fevereiro.

Oração Colecta da Missa:
Ó Deus, que reparastes a natureza humana, arruinada pelo pecado, com a Paixão do Vosso Unigénito Filho e com o Seu Sangue derramado das Cinco Chagas, concedei-nos, Vos pedimos, que mereçamos alcançar no Céu o fruto preciosíssimo do Sangue d'Aquele cujas Chagas veneramos na Terra. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que sendo Deus, con'Vosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

05/01/2019

Cantar das Janeiras


Aqui mora alguma santa,
Pois nos deu as Janeirinhas;
Tantos anos ela conte
Como a casa de pedrinhas.

Deitemos-lhe a despedida
Por cima do laranjal:
Viva a dona desta casa,
Vivam todos em geral.

Viva a dona desta casa,
Viva os anos que deseja;
Depois deles acabados,
No Reino dos Céus esteja.

Também viva, para que viva,
Viva a flor do codesso
Vivam todos em geral,
Que por nome não conheço.

Despedida, despedida,
Despedida quero dar:
Os senhores desta casa
Bem nos podem desculpar.

Despedida, despedida,
Despedida bela-luz:
Os senhores desta casa
Amanheçam com Jesus.

Fonte: «Cantares de todo o Ano», 1956.

24/11/2018

Aldeia de Idanha-a-Velha

Situada na Beira Baixa, nas margens do Rio Ponsul, a aldeia de Idanha-a-Velha foi fundada pelos Romanos no século I a.C. com o nome de Civitas Igaeditanorum (Cidade dos Igeditanos). Com o nome de Egitânia, foi elevada a sede episcopal pelos Suevos, seguindo-se um período de grande esplendor, que se manteve com os Visigodos. Após a Reconquista, D. Afonso Henriques doou-a aos Templários. D. Sancho II concedeu-lhe foral em 1229.

15/11/2018

É Portugal que revive


A charrua penetra o solo mais que o ferro da espada; o suor fertiliza a terra mais que o sangue das veias; o espírito afeiçoa e transforma os homens e a natureza mais profundamente que a força material dos dominadores. As fundas pegadas e traços que ficaram de nós na terra e nas almas, por muita parte onde não é hoje nosso domínio político, e têm maravilhado os observadores desde as costas de Marrocos à Etiópia e do Mar Vermelho aos Estreitos e ao Mar da China, vêm exactamente de que a nossa obra não é a do caminheiro que olha e passa, do explorador que busca à pressa as riquezas fáceis e levantou a tenda e seguiu, mas a do que, levando em seu coração a imagem da Pátria, se ocupa amorosamente em gravá-la fundo onde adrega de levar a vida, ao mesmo tempo que lhe desabrocha espontâneo da alma o sentido da missão civilizadora. Não é a terra que se explora: é Portugal que revive.

António de Oliveira Salazar in discurso de 9 de Outubro de 1939.

19/09/2018

Aldeia de Monsanto

Comemorando o 80º aniversário da eleição de Monsanto como a aldeia mais portuguesa de Portugal, publico algumas belíssimas pinturas da autoria do artista José Manuel Soares.