Na Era de 1639, um ano antes da Aclamação deste Reino, teve esta visão a Venerável Serva de Deus Leonor Rodrigues, na qual viu o Duque de Bragança sentado num Trono Real, e a Santa Teresa [de Ávila] que com a mão esquerda lhe metia um ceptro na mão; e deu-se a entender a esta Serva de Deus, que dali a um ano teriam os Portugueses Rei natural, por intercessão da Santa, e por estar a sua mão esquerda em Portugal; por isso com esta mão lhe punha o ceptro, e não com a direita. Assim se cumpriu no ano seguinte de 1640.
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01/12/2019
01/12/2018
Viva o 1º de Dezembro! Viva Portugal!
Episódios:
A – A morte do traidor Miguel de Vasconcelos.
B – A Restauração é proclamada entre a população de Lisboa.
C – D. João IV é jurado Rei de Portugal.
D – D. João IV é coroado Rei de Portugal.
01/12/2017
1º de Dezembro: Dia da Restauração
A guerra de Portugal com Castela é tão antiga, que começou juntamente com o mesmo Reino e seus primeiros Príncipes, e há mais de 500 anos que dura. Pelo que nem esta guerra se deve de ter por coisa nova, nem se deve de fazer da nossa parte por modo novo; mas termos por certo, que seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos contra Castela, que por tantos séculos tivemos.
Pe. Manuel Severim de Faria in «Notícias de Portugal», 1655.
§
As palavras citadas são de um chantre e cónego da Sé de Évora, contemporâneo da Guerra da Restauração, na qual Portugal se defendeu da usurpação espanhola. E são também palavras que refutam a absurda e revolucionária tese da Aliança Peninsular... Em relação a Espanha, os nossos antepassados sempre mantiveram uma atitude de um prudencial afastamento, daí o famoso adágio popular: De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas foi preciso que viessem uns certos intelectuais no século XIX e XX, para nos ensinar o contrário daquilo que sempre fizemos... E se é por razão de ignorância que hoje também alguns caem nesse mesmo erro, pois que façam como indica o Padre Severim de Faria: "...seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos... que por tantos séculos tivemos". Que nos reportemos, pois, à nossa Tradição Portuguesa e às suas fontes originárias, e não a modernos autores com as suas subjectivas interpretações, por mais bem-intencionados que alguns possam ter sido.
21/05/2017
Sobre Espanha e a Restauração de 1640
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| 1128 e 1640 |
Pela morte formosíssima de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, em 1578, o trono de Portugal ficou virtualmente vago, pois o Cardeal D. Henrique, pelo seu estado e pela sua idade, não podia assegurar a continuidade da dinastia. E pelo seu falecimento em 1580, a Corôa portuguesa, ocupada desde o seu início, em 1128, pelo Rei de Portugal, estava à mercê do mais forte: o mais forte era, nesse tempo, D. Filipe II de Castela. E o Estado português teve que suportar a afronta de passar a ser dirigido e governado pelo Rei castelhano.
Durou a afronta, que ainda hoje nos vexa e revolta, sessenta anos...
Em 1640, Portugueses leais, na Nobreza, no Clero e no Povo, agrupado à volta do Duque de Bragança, D. João, português de melhor têmpera, e diplomata da melhor escola, repetiram a façanha dos seus Antepassados de 1128.
Se estes repeliram e expulsaram da terra portuguesa, os galegos e leoneses seus inimigos, os portugueses de 1640 repeliram e expulsaram os castelhanos, tão seus inimigos, ou mais do que os outros.
«Que es esto, portugueses, onde está vuestra fidelidad?» – perguntava, pasmada, a Duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em 1 de Dezembro de 1640, aos Nobres que lhe tinham invadido o Palácio.
E os Nobres, muito serenos, pela boca de D. Carlos de Noronha, responderam-lhe que estivesse quietinha, para não terem de lhe faltar ao respeito.
«A mi? Como?!» – retorquiu, irada, a Duquesa. E, sereno, D. Carlos de Noronha, a tranquilizá-la, e em linguagem de hoje: «Como? Baldeando V. A. por uma dessas janelas fora...»
É das páginas mais bonitas da nossa história, essa que se escreveu em 1 de Dezembro de 1640, – com valentia, com elegância, com habilidade, com um desprezo soberano pela morte.
À frente de todos, e a destacar-se pela acção prudente e firme, a figura varonil, bem desenhada, bem personalizada, do Duque de Bragança que uma História ignóbil, apostada a desvirilizar Portugal, a envergonhar Portugal de si mesmo, a desacreditar Portugal, nos ensinou a ter como figurino de poltrões.
Que fez o Duque de Bragança?
Responda, por mim, um homem insuspeito – insuspeito porque despido de toda a espécie de ambições; insuspeito, porque superiormente culto; insuspeito, porque de feitio avesso a lisonjas, antes acusado de excessivamente azedo nos seus juízos – Joaquim de Vasconcelos, erudito notável:
«Restaurar o reino em todo o sentido, reorganizar a administração, restabelecer as finanças, criar os complicados elementos de defesa, reconquistar quase todas as possessões de África e todo o Brasil, criar a Junta Geral do Comércio, negociar alianças valiosas, tudo isto em dezasseis anos... parece-nos uma obra digna de admiração e do nosso respeito, ainda que não fossem conhecidas as circunstâncias dificílimas em que estes trabalhos foram executados».
É este o D. João IV que os factos, as realidades, autorizam e levam a criar, e não o que formam as calúnias e misérias que aquela História anti-portuguesa tem forjado a seu respeito.
Foi D. João IV vítima dessa História infame. E com ele, a nobre Dinastia de Bragança, que, a despeito do desventurado D. Afonso VI, personagem ainda insuficientemente definida e, portanto, deformadamente julgada, se mostrou digna continuadora da acção admirável das dinastias suas predecessoras.
A Restauração começou em 1 de Dezembro de 1640. Mas foi uma rude e longa campanha que durou vinte e sete anos – desde aquela data até 13 de Fevereiro de 1668, e ocupou três reinados, os de D. João IV, D. Afonso VI e os três primeiros tempos de D. Pedro II.
Portugal aureolou-se de glória militar, – pelas notáveis vitórias alcançadas nos campos de batalha; de glória cívica, – pela tenacidade que revelou, pelo espírito de sacrifício de que deu exemplo constante; e de glória diplomática – pela posição que conquistou nas chancelarias europeias.
Como em 1128, como em 1383, como em 1580 – o inimigo está na fronteira de leste. Use ele as máscaras que usar; seja ele o arauto de que ideologias quiser; revista ele a forma política que revestir, o vizinho de leste é sempre o inimigo.
D. Afonso I sujeitou-o à sua espada, obrigando-o a reconhecer o nosso direito e a respeitar-nos; D. João I e o Condestável obrigaram-no a beijar o pó de Aljubarrota e a fugir desvairado para além das fronteiras; os generais da Restauração – naqueles campos famosos das linhas de Elvas, do Canal, de Montes Claros, derrotaram-no em sucessivos combates. Inimigo vencido – mas não convencido.
Pode, às vezes, dar-nos a impressão de adormecido ou desinteressado, com as unhas encolhidas, quase inofensivo. Não nos iludamos! O inimigo está vencido, mas não está convencido. E a toda a hora, seja qual fôr a sua posição no quadro dos acontecimentos do mundo, – ele vive da saudade indominada de 1580 a 1640, e da esperança de recomeçar 1580.
Desgraçadamente, cá dentro, há quem lhe alimente essa saudade, e lhe fortaleça essa esperança, sob o disfarce traiçoeiro da Aliança Peninsular ou da Hispanidade.
Devemos aos Humanistas – espíritos internacionalizados, isto é, desnacionalizados, cidadãos do mundo e não das suas pátrias, devemos, aos Humanistas do século XVI, esse conceito perigoso e falso do Hispanismo. Até o nosso Camões se deixou seduzir pelo canto da sereia maldita.
Perdão! Portugal nunca foi Espanha; foi sempre Portugal!
Quando D. Afonso VII se proclamou Imperador, em Toledo, em Junho de 1135, passou a designar-se nos diplomas da sua Chancelaria, «totius Hispanie Imperator», ou «Imperator hispaniorum», ou «hispaniarum Imperator»; e este título que Afonso VIII transformou em «Ispanorum rex», mostra claramente que Portugal não fazia parte das Espanhas, nem da Espanha, e os portugueses não pertenciam à grei dos espanhóis.
De resto, o termo Hispania, tão simples, à primeira vista, é muito mais complicado do que se supõe. Em muitos documentos dessa época, denomina-se Hispania tudo o que na Península está ainda em poder dos mouros. São vulgares as expressões de Hispania ou venire de Hispania ou ire de Hispania, como referindo-se a terras da Península ainda não conquistadas por cristãos. E Petter Rassow que isto nos revela, acrescenta que «Valencia, Murcia, Cordoba, y Malaga son las partes o terras de Hispania».
Seja como fôr, o que é indiscutível é que Portugal era Portugal, e nunca, ninguém, na Idade Média, concebeu a Espanha como abrangendo também Portugal, nem os Reis desse tempo, dizendo-se «de Hespanha», se supunham de Portugal.
Foi preciso que viessem os Humanistas do século XVI, com as suas invencionices, para que se criasse um conceito colectivo de Hispanidade, que prendesse no mesmo elo, ou fundisse no mesmo sangue, a Espanha e Portugal, como se entre uma e outro não houvesse um abismo que ninguém pode transpôr.
Esse conceito colectivo despertou ultimamente, na pena de António Sardinha, e na acção proselítica do desventurado Ramiro de Maeztu, assassinado canibalescamente pelas hordas vermelhas de Madrid, mas é preciso fazer-lhe frente, e negar-lhe passaporte de trânsito em terras de Portugal.
Compreendo que ele seduza o inimigo tradicional de Portugal; espíritos portugueses não pode seduzi-los, uma vez que não estejam doentes.
Não! A leste o inimigo – contra quem devemos ter sempre preparadas as nossas forças, as nossas energias, as nossas vontades, e as nossas vidas. Isto não significa que lhe queremos mal: quer dizer, sim, que nos queremos bem a nós próprios...
E o que acabo de dizer não se opõe a que possamos observar certos momentos de entendimento ou colaboração, como durante a última guerra de Espanha, ou como na hora que passa. Esses momentos são filhos de tendências pessoais deste ou daquele governante: não reflectem sentimentos colectivos. Tivemos desses momentos, depois de 1128 – o que não impediu 1385; voltamos a tê-los posteriormente, e nem por isso escapamos a 1580. É que acima das atitudes pessoais deste ou daquele homem de Estado – estão as condições psicológicas e as tradições históricas dos Povos, que nos impõem a verificação permanente das realidades, e nos defendem dos perigos das ilusões ocasionais.
Alfredo Pimenta in «A Fundação e a Restauração de Portugal», 1940.
01/12/2016
A Restauração na visão da Venerável Leonor Rodrigues
Gravura do século XVII ou XVIII de Santa Teresa de Ávila (espanhola) e de Dom João IV, onde se lê a seguinte descrição a respeito de uma visão da Venerável Leonor Rodrigues:
Na Era de 1639, um ano antes da Aclamação deste Reino, teve esta visão a Venerável Serva de Deus Leonor Rodrigues, na qual viu o Duque de Bragança sentado num Trono Real, e a Santa Teresa que com a mão esquerda lhe metia um ceptro na mão; e deu-se a entender a esta Serva de Deus, que dali a um ano teriam os Portugueses Rei natural, por intercessão da Santa, e por estar a sua mão esquerda [relíquia] em Portugal; por isso com esta mão lhe punha o ceptro, e não com a direita. Assim se cumpriu no ano seguinte de 1640.
Sobre a Venerável Leonor Rodrigues, pode ler-se no Ano Histórico:
A Venerável Leonor Rodrigues foi natural da Vila de Mourão da Província de Alentejo. Na Cidade de Évora tomou o hábito de Terceira Carmelita Descalça, e por grandes mestres espirituais desta Religião foi dirigida por espaço de cinquenta anos contínuos. Era dotada de muitas virtudes. Teve espírito penitente, extático, milagroso, e profético. Depois da preciosa morte que teve neste dia [11 de Abril], ano de 1639, ficou como se estivera viva, tratável e flexível. Toda a Cidade a venerou sempre, e acompanhou o seu enterro até à sepultura, que se lhe deu na Igreja do Convento dos Remédios de Carmelitas Descalços.
01/12/2015
Sobre o 1º de Dezembro de 1640
Quem negará ser o melhor dia de Portugal o primeiro de
Dezembro, em que se viu sujeito a Vossa Majestade, e livre do governo d'el-Rei
D. Filipe IV de Castela? Não digo que se viu livre Portugal então de um mau
Príncipe, porque o decoro que se deve às Majestades, o não permite, nem as
excelências pessoais d'el-Rei católico poderão nunca ser menoscabadas. De um
mau governo digo, que se livrou justamente, e nesta parte não fica ofendida a
católica Majestade, a quem sempre veneraremos, pelo que foi enquanto tolerado
Rei deste Reino... Nunca da nação Portuguesa, observantíssima veneradora dos Príncipes
que teve, emanarão indecências descorteses, contra a imunidade de Príncipe tão
grande. (...)
Nas Crónicas de São Francisco se conta que estando o
Seráfico Patriarca em Portugal, vaticinara que nunca este Reino havia de ser
unido a Castela. Muitos, que, sem considerar as coisas as desestimam, negavam
esta predicação vendo que entrou Filipe Segundo na herança do Reino: mas ainda
assim sustentava o doutíssimo Padre Frei Lucas Wandingo, cronista da mesma
Ordem, ser verdadeira a profecia do Santo, porque ainda que unidos os Reinos de
Portugal e Castela num herdeiro, entre si eram distintos, tanto que os naturais
de um Reino se reputavam por estrangeiros no outro; a moeda era diferente e as
provisões se passavam em diferentes línguas, em forma que se não podiam chamar
Reinos unidos. Intentou nos dois anos passados a soberba Castelhana apertar
mais o ponto, e fazer que esta união de Reinos, que havia na pessoa do injusto possuidor,
estivesse também entre os mesmos Reinos. Aqui acudiu São Francisco, e mostrou
com efeito o entendimento de sua profecia, que era não ser Portugal nunca unido
a Castela, e assim quando naquele Reino pretendiam a união de ambos, executámos
nós a total separação...
Frei Francisco Brandão in «Discurso gratulatório sobre o dia da feliz restituição e aclamação da Majestade d'el-Rei D. João», 1642.
01/12/2014
A el-rei D. João IV
Que logras Portugal? Um rei perfeito.
Quem o constituiu? Sacra piedade.
Que alcançaste com ele? A liberdade.
Que liberdade tens? Ser-lhe sujeito.
Que tens na sujeição? Honra e proveito.
Que é o novo rei? Quase deidade.
Que ostenta nas acções? Felicidade.
E que tem de feliz? Ser por Deus feito.
Que eras antes dele? Um labirinto.
Que te julgas agora? Um firmamento.
Temes alguém? Não temo a mesma Parca.
Sentes alguma pena? Uma só sinto.
Qual é? Não ser um mundo, ou não ser cento.
Para ser mais capaz de tal Monarca.
Violante do Céu
01/12/2013
Restauração
Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.
A Fé dos Campos d'Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.
P'rá frente! P'rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.
Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal!
Hino da Restauração (Versão Resumida)
01/12/2012
A Restauração em imagens
A conspiração dos Conjurados
A defenestração de Miguel de Vasconcelos
A aclamação de D. João IV
Quadros da autoria de Carlos Alberto Santos.
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