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11/11/2019

São Francisco de Assis e o Sultão do Egipto


Há exactamente oito séculos, em 1219, São Francisco de Assis reunia-se com o Sultão do Egipto na cidade de Damieta. Desse encontro, recordo este singular episódio:

O Sultão apresentou também outra questão: «Vosso Senhor ensina no Evangelho que vós não podeis retribuir o mal com o mal, e que não podeis recusar o manto a quem vos quiser tirar a túnica, etc. Então, vós cristãos não podeis invadir as nossas terras, etc.».
Respondeu São Francisco: «Parece-me que não haveis lido todo o Evangelho. Noutra parte, de facto, é dito: Se o teu olho é para ti ocasião de escândalo, arranca-o e lança-o para longe. E com isto, Ele quer-nos ensinar que, mesmo que um homem seja amigo ou parente, ou até tão caro quanto a pupila dos olhos, devemos estar dispostos a separá-lo, a removê-lo, a arrancá-lo de nós, se ele nos tentar afastar da fé e do amor de Nosso Senhor. E precisamente por este motivo, os cristãos agem conforme a justiça quando invadem as vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais o nome de Cristo e trabalhais para afastar o maior número possível de homens da Sua Religião. Mas se em vez disso, vós quisésseis conhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo, então eles vos amariam como a si mesmos».
Todos os que assistiam ficaram admirados com as suas respostas.

Fonte: «Fonti Francescane», 2011.

21/09/2016

Lenine e São Francisco de Assis

 

Lenine, por exemplo, foi uma antítese de São Francisco de Assis, tal qual São Francisco de Assis havia sido uma antítese de Lenine. Foi a ideia de violência o ponto de partida e o critério de ambos, com a diferença de que Lenine acreditava e desejava a reforma social mediante o uso da violência contra uma classe, e São Francisco de Assis acreditou e ambicionava a reforma social mediante o uso da violência contra ele próprio e de cada homem contra si próprio.
Tinham ambos razão quanto ao ponto de partida: a violência. «O Reino dos Céus conquista-se pela força, e alcançam-no os que empregam a força» (Evangelho de São Mateus, 11, 12). A diferença, porém, entre Lenine e São Francisco de Assis estava na direcção em que essa violência se devia empregar.
O amor e o ódio provêm da mesma paixão, assim como a alegria e a dor da mesma fonte de lágrimas: a diferença também provém do motivo e do objecto do amor ou do ódio, do riso ou da tristeza.

Mons. Fulton Sheen in «As Sete Palavras da Cruz», 1953.

23/12/2013

A origem do Presépio


Foi São Francisco de Assis quem montou o primeiro presépio da história, na noite de Natal de 1223, na localidade de Greccio, na Itália. São Francisco de Assis quis celebrar o Natal da forma mais realista possível e, com a permissão do Papa, armou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José, juntamente com um boi e um burro. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal. O costume espalhou-se pela Europa e de lá para o Mundo. A Igreja Católica considera um bom costume cristão montar presépios no período do Natal em igrejas, casas e até em praças e locais públicos.

Adaptado de «Guia de Curiosidades Católicas» de Evaristo Eduardo de Miranda.