05/03/2014
28/02/2014
A economia moderna é uma pseudo-ciência
A economia [pós-1945] é uma pseudo-ciência projectada pelas preocupações materialistas. No início, a economia contentava-se em estimar os volumes de produções e de trocas; a medida destes movimentos forneciam índices válidos sobre a actividade de uma época ou de uma região. Mas com o tempo, os índices tornaram-se mais importantes que a actividade que deviam medir; a natureza das trocas e das produções deu lugar à escala dos valores, ao seu volume. É aí que estamos actualmente. A inquietação gera a estagnação da economia quando a taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) aumenta menos de dois por cento por ano; ora este número não indica mais que o volume das actividades e nada diz sobre a sua qualidade ou distribuição. Se mais pessoas adoecerem e comprarem mais medicamentos, se mais casais se divorciarem e recorrerem a advogados para conduzir os processos judiciais, se mais maçãs forem produzidas, se a água dos aquedutos se tornar mais poluída, tudo isso contribui para o aumento do PIB.
Serge Mongeau in «La simplicité volontaire», 1985.
27/02/2014
Non possumus
Não nos é possível favorecer esse movimento [o Sionismo]. Nós não podemos impedir os Judeus de ir a Jerusalém, mas nunca poderíamos aprová-lo. O solo de Jerusalém, que nem sempre foi sagrado, foi santificado pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, eu não posso responder de outra maneira. Os Judeus não reconheceram Nosso Senhor, portanto, nós não podemos reconhecer o povo Judeu. Non possumus.
Papa São Pio X, audiência com Theodor Herzl, 26 de Janeiro de 1904.
24/02/2014
Pela Família, pela Nação
As Nações só valem pela firmeza moral que as leva à consciência da dignidade colectiva e de uma finalidade comum. Fortalecer e moralizar a Família, é fortalecer e moralizar a Nação. Só as famílias fortes e duradoiras fazem as fortes nações.
A Terra de Portugal é o sagrado património de avoenga da Família Portuguesa: – conservemo-lo inalienável, intangível e eterno, se quisermos que eterna seja também a nossa Pátria.
Adriano Xavier Cordeiro in «O Problema da Vinculação», 1917.
22/02/2014
20/02/2014
O significado do Homem no mundo moderno
O Homem, hoje, nada mais vale. Para o industrial, ele é apenas a "máquina de consumir"; para o político, a peça na "máquina do Estado"; para o arquitecto, o "objecto acondicionável"; para o psicólogo e o pedagogo, um "barro plástico"; para o biólogo, uma "espécie animal"; para o fisiologista e o médico, um "campo de experiência"; para o filósofo, o "fenómeno da consciência". O Homem é a mercadoria mais desvalorizada nos dias de hoje.
Plínio Salgado in «Madrugada do Espírito», 1931.
12/02/2014
Poder secular e poder eclesiástico
Fechai vossos ouvidos a essas vozes de sedução e do erro e também as vozes da irreligião e consultando seus oráculos achareis – que dois poderes foram estabelecidos para governar os homens: autoridade sagrada dos Pontífices e dos Reis. Uma e outra vêm imediatamente de Deus, de quem emana todo o poder. Cada poder tem seu fim particular, ao qual se dirige. O poder secular tem por objecto a felicidade dos homens no século presente; o poder eclesiástico tem por objecto a vida futura: dois objectos preciosos à humanidade.
Eis, caríssimos irmãos, os princípios sólidos da moral e da natureza.
10/02/2014
As incríveis semelhanças entre a UE e a URSS
Atenção: Não aprovo o vídeo inteiramente, pela simples razão que a crítica feita à UE parte de uma perspectiva demoliberal. No entanto, pelas grandes evidências apresentadas e pelo bom paralelismo entre UE e URSS, creio que deve ser visto, mas com as devidas cautelas.
08/02/2014
A superioridade da Igreja Católica
A Igreja contém o que o mundo não contém. A própria vida não atende tão bem como a Igreja a todas as necessidades de viver. A Igreja pode orgulhar-se da sua superioridade sobre todas as religiões e sobre todas as filosofias.
Onde têm os estóicos e os adoradores do passado um Menino Jesus? Onde está a Nossa Senhora dos muçulmanos, a mulher que não foi feita para nenhum homem e que está sentada por cima de todos os anjos? Qual é o S. Miguel dos monges de Buda, cavaleiro e clarim que guarda para cada soldado a honra da espada? Quem poderia representar S. Tomás de Aquino na mitologia do bramanismo, ele que restabeleceu a ciência e o raciocínio da Cristandade?
E o mesmo nas filosofias ou heresias modernas. Como passaria Francisco, o Trovador, entre os calvinistas e, ainda, entre os utilitaristas da escola de Manchester? Como passaria Joana d'Arc, uma mulher, esgrimindo a espada que conduzia os homens à guerra, entre os Quakers ou a seita tolstoiana dos pacifistas? E, entretanto, homens como Bossuet e Pascal são tão lógicos e tão analistas como qualquer calvinista ou utilitarista, e inumeráveis santos católicos passaram suas vidas predicando a paz e evitando as guerras.
G. K. Chesterton in «The Everlasting Man», 1925.
Relembro: Falso Ecumenismo.
02/02/2014
Porque morreu D. Carlos
Porque morreu na guilhotina Luís XVI? Temerária pergunta, porque não é lícito a ninguém afirmar seguramente o que sucederia no futuro, uma vez alterados os factores que o determinaram no passado. A história, porém, mostrando-nos que o governo de Turgot poderia ter evitado a revolução francesa, permite-nos com alguma plausibilidade dizer: Luís XVI morreu porque demitiu Turgot, entregando assim a coroa à camarilha, que por seu turno a entregou ao Terror. Contradição flagrante na lógica das coisas: em circunstâncias análogas, Luís XVI morre por ter tido a fraqueza de demitir Turgot; D. Carlos morre por ter cumprido o arriscado mas patriótico dever de não demitir João Franco.
Ramalho Ortigão in «Rei D. Carlos: O Martirizado», 1908.
31/01/2014
Denunciar as consequências ruinosas do capitalismo
Outros, porém, mostram-se tímidos e incertos quanto ao
sistema económico conhecido pelo nome de capitalismo, do qual a Igreja não tem
cessado de denunciar as graves consequências. A Igreja, de facto, apontou não
somente os abusos do capital e do próprio direito de propriedade que o mesmo
sistema promove e defende, mas tem igualmente ensinado que o capital e a
propriedade devem ser instrumentos da produção em proveito de toda a sociedade
e meios de manutenção e de defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana.
Os erros dos dois sistemas económicos [capitalismo e comunismo] e as ruinosas consequências
que deles derivam devem a todos convencer, e especialmente aos sacerdotes, a
manter-se fiéis à doutrina social da Igreja e a difundir-lhe o conhecimento e a
aplicação prática. Essa doutrina é, realmente, a única que pode remediar os
males denunciados e tão dolorosamente difundidos: ela une e aperfeiçoa as
exigências da justiça e os deveres da caridade, promove tal ordem social que
não oprima os cidadãos e não os isole num egoísmo seco, mas a todos una na
harmonia das relações e nos vínculos da solidariedade fraternal.
Papa Pio XII in «Menti Nostrae».
30/01/2014
Inverno Português
São cheios de encanto em Portugal os dias claros de Inverno,
quando a paisagem se apresenta, como através de cristal polido, mais nítida e
toda ressunante de vernizes. Parece então que o azul do céu se derrama por
cântaros de oiro na nossa alma, enquanto na atmosfera brilham chispas de luz e
reflexos perdidos que a terra, embebida de sol, já não comporta. Despidas as
árvores da sua verde cobertura, nenhum abrigo oferecem à sombra, opaca e lenta,
que agora se refugia nos colos da serra aguardando o cair da tarde para logo se
expandir no seu império nocturno… É nestas horas palpitantes, doiradas e
calmas, em que nos sentimos imbuídos não sabemos de que sentimento de paz e
conciliação, que essas simpáticas casinhas à beira da estrada, ou entre os
campos, melhor nos revelam o seu português sentido.
Raul Lino in «Casas Portuguesas».
28/01/2014
Ave Pater Europae
Celebram-se hoje os 1200 anos da morte de Carlos Magno, Imperador dos Romanos, Rei dos Francos e "Pai da Europa". – Beato Carlos Magno, rogai por nós!
25/01/2014
Bem-vindos à Selva!
É-nos dito que a tradição é desnecessária, que a religião é inútil e que amar o nosso país conduz à guerra. É-nos dito que a globalização é uma lei natural e que a sociedade multicultural nos vai enriquecer. Mas nós não acreditamos nisso. Não estamos convencidos, porque a cada dia vemos a realidade.
Markus Willinger in «Generation Identity».
22/01/2014
A Monarquia cristã
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Rei David
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A Realeza antiga encarnava fundamentalmente o tipo patriarcal de sociedade. Ressurgido através da família, é esse tipo que persiste na formação das monarquias medievais. Com estas vinha, porém, fecundar-lhe a obra a lei moral que faltara às instituições do paganismo.
A consciência cristã, traçando limites ao poder, fazia dos Reis, não tiranos ao modo clássico, mas magistrados, conforme aos Juízes de Israel.
António Sardinha in «Ao Princípio era o Verbo».
19/01/2014
Homossexualidade, adopção e mass media
Nota: Considero desnecessárias as referências a Malcolm X e Martin Luther King.
17/01/2014
15/01/2014
Absolutismo não é Despotismo
Quando os povos proclamaram: Viva o nosso Rei Absoluto, não quiseram dizer outra coisa, senão um Rei como os que sempre tivemos, sem restrições que lhe limitassem o uso das suas Faculdades Reais. Absoluto vem como contraposto de constitucional; porém os revolucionários, que para fazerem os Reis odiosos os confundem sempre com os déspotas, e que na sua terminologia demagógica inventaram também a palavra absolutismo como um sinónimo de despotismo, interpretam Rei absoluto, como se se dissesse Rei despótico.
§
Mas que é o despotismo? Não confundamos ideias, que é necessário distinguir. O despotismo, segundo as noções dos Publicistas, é aquela monstruosa espécie de Governo, onde um só, sem lei e sem regra, move tudo pela sua vontade, e neste sentido as suas raias estão em contacto com as do Governo monárquico absoluto, onde o Príncipe reúne os três poderes: legislativo, executivo e judicial. No sentido vulgar porém o Governo despótico ou tirânico, que se toma pela mesma coisa, é todo aquele que não reconhece outro princípio senão a vontade de quem governa, ou seja um só, ou sejam muitos, porque o distintivo consiste na natureza do mesmo Governo, e não no número das pessoas que o exercitam. A Aristocracia Veneziana não era menos despótica com os seus procedimentos inquisitoriais, do que qualquer das Monarquias absolutas da Europa; e a Democracia Francesa imolou mais vítimas com o aparato legal, e sempre em nome da liberdade e dos direitos do homem, do que todos os Tiranos do Bósforo nos seus frenesins sanguinários.
José Acúrsio das Neves in «Cartas de um Português aos seus Concidadãos», 1822.
09/01/2014
06/01/2014
Os Santos Reis
A noite é fria. A lua é fria. A aragem corta.
Gelam os poços... P'lo silêncio fundo
Calaram-se os ganhões, de porta em porta
Cantando, ensamarrados, as janeiras.
Os campos amortalham-se em geada.
Não sei o que será das sementeiras
Com essa peneirinha arrenegada!
Quem são os três cavaleiros
que fazem sombra no mar?
Quem são, quem é que procuram
de noite e dia a trotar?
São os três reis do Oriente,
juntaram-se em romaria.
Andam a ver o Menino,
filho da Virgem Maria.
E a noite é só...
Num ar de maravilha
O círculo da lua amaciou-se.
Entre os piornos a geada brilha
Com um fulgor mais doce.
E a terra dorme...
Sob céus pasmados,
florescem descampados,
a aragem, enternece a um bafo morno.
Um grande alvor dos longes se apodera
Toda a paisagem de Janeiro em torno
se alarga, se alumia, em Primavera!
António Sardinha
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