27/02/2014

Non possumus


Não nos é possível favorecer esse movimento [o Sionismo]. Nós não podemos impedir os Judeus de ir a Jerusalém, mas nunca poderíamos aprová-lo. O solo de Jerusalém, que nem sempre foi sagrado, foi santificado pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, eu não posso responder de outra maneira. Os Judeus não reconheceram Nosso Senhor, portanto, nós não podemos reconhecer o povo Judeu. Non possumus.

Papa São Pio X, audiência com Theodor Herzl, 26 de Janeiro de 1904.

24/02/2014

Pela Família, pela Nação


As Nações só valem pela firmeza moral que as leva à consciência da dignidade colectiva e de uma finalidade comum. Fortalecer e moralizar a Família, é fortalecer e moralizar a Nação. Só as famílias fortes e duradoiras fazem as fortes nações.
A Terra de Portugal é o sagrado património de avoenga da Família Portuguesa: – conservemo-lo inalienável, intangível e eterno, se quisermos que eterna seja também a nossa Pátria.

Adriano Xavier Cordeiro in «O Problema da Vinculação», 1917.

20/02/2014

O significado do Homem no mundo moderno


O Homem, hoje, nada mais vale. Para o industrial, ele é apenas a "máquina de consumir"; para o político, a peça na "máquina do Estado"; para o arquitecto, o "objecto acondicionável"; para o psicólogo e o pedagogo, um "barro plástico"; para o biólogo, uma "espécie animal"; para o fisiologista e o médico, um "campo de experiência"; para o filósofo, o "fenómeno da consciência". O Homem é a mercadoria mais desvalorizada nos dias de hoje.

Plínio Salgado in «Madrugada do Espírito», 1931.

12/02/2014

Poder secular e poder eclesiástico


Fechai vossos ouvidos a essas vozes de sedução e do erro e também as vozes da irreligião e consultando seus oráculos achareis – que dois poderes foram estabelecidos para governar os homens: autoridade sagrada dos Pontífices e dos Reis. Uma e outra vêm imediatamente de Deus, de quem emana todo o poder. Cada poder tem seu fim particular, ao qual se dirige. O poder secular tem por objecto a felicidade dos homens no século presente; o poder eclesiástico tem por objecto a vida futura: dois objectos preciosos à humanidade.
Eis, caríssimos irmãos, os princípios sólidos da moral e da natureza.

10/02/2014

As incríveis semelhanças entre a UE e a URSS


Atenção: Não aprovo o vídeo inteiramente, pela simples razão que a crítica feita à UE parte de uma perspectiva demoliberal. No entanto, pelas grandes evidências apresentadas e pelo bom paralelismo entre UE e URSS, creio que deve ser visto, mas com as devidas cautelas.

08/02/2014

A superioridade da Igreja Católica


A Igreja contém o que o mundo não contém. A própria vida não atende tão bem como a Igreja a todas as necessidades de viver. A Igreja pode orgulhar-se da sua superioridade sobre todas as religiões e sobre todas as filosofias.
Onde têm os estóicos e os adoradores do passado um Menino Jesus? Onde está a Nossa Senhora dos muçulmanos, a mulher que não foi feita para nenhum homem e que está sentada por cima de todos os anjos? Qual é o S. Miguel dos monges de Buda, cavaleiro e clarim que guarda para cada soldado a honra da espada? Quem poderia representar S. Tomás de Aquino na mitologia do bramanismo, ele que restabeleceu a ciência e o raciocínio da Cristandade?
E o mesmo nas filosofias ou heresias modernas. Como passaria Francisco, o Trovador, entre os calvinistas e, ainda, entre os utilitaristas da escola de Manchester? Como passaria Joana d'Arc, uma mulher, esgrimindo a espada que conduzia os homens à guerra, entre os Quakers ou a seita tolstoiana dos pacifistas? E, entretanto, homens como Bossuet e Pascal são tão lógicos e tão analistas como qualquer calvinista ou utilitarista, e inumeráveis santos católicos passaram suas vidas predicando a paz e evitando as guerras.

G. K. Chesterton in «The Everlasting Man», 1925.


Relembro: Falso Ecumenismo.

02/02/2014

Porque morreu D. Carlos


Porque morreu na guilhotina Luís XVI? Temerária pergunta, porque não é lícito a ninguém afirmar seguramente o que sucederia no futuro, uma vez alterados os factores que o determinaram no passado. A história, porém, mostrando-nos que o governo de Turgot poderia ter evitado a revolução francesa, permite-nos com alguma plausibilidade dizer: Luís XVI morreu porque demitiu Turgot, entregando assim a coroa à camarilha, que por seu turno a entregou ao Terror. Contradição flagrante na lógica das coisas: em circunstâncias análogas, Luís XVI morre por ter tido a fraqueza de demitir Turgot; D. Carlos morre por ter cumprido o arriscado mas patriótico dever de não demitir João Franco.

Ramalho Ortigão in «Rei D. Carlos: O Martirizado», 1908.

31/01/2014

Denunciar as consequências ruinosas do capitalismo


Outros, porém, mostram-se tímidos e incertos quanto ao sistema económico conhecido pelo nome de capitalismo, do qual a Igreja não tem cessado de denunciar as graves consequências. A Igreja, de facto, apontou não somente os abusos do capital e do próprio direito de propriedade que o mesmo sistema promove e defende, mas tem igualmente ensinado que o capital e a propriedade devem ser instrumentos da produção em proveito de toda a sociedade e meios de manutenção e de defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana. Os erros dos dois sistemas económicos [capitalismo e comunismo] e as ruinosas consequências que deles derivam devem a todos convencer, e especialmente aos sacerdotes, a manter-se fiéis à doutrina social da Igreja e a difundir-lhe o conhecimento e a aplicação prática. Essa doutrina é, realmente, a única que pode remediar os males denunciados e tão dolorosamente difundidos: ela une e aperfeiçoa as exigências da justiça e os deveres da caridade, promove tal ordem social que não oprima os cidadãos e não os isole num egoísmo seco, mas a todos una na harmonia das relações e nos vínculos da solidariedade fraternal.

Papa Pio XII in «Menti Nostrae».

30/01/2014

Inverno Português


São cheios de encanto em Portugal os dias claros de Inverno, quando a paisagem se apresenta, como através de cristal polido, mais nítida e toda ressunante de vernizes. Parece então que o azul do céu se derrama por cântaros de oiro na nossa alma, enquanto na atmosfera brilham chispas de luz e reflexos perdidos que a terra, embebida de sol, já não comporta. Despidas as árvores da sua verde cobertura, nenhum abrigo oferecem à sombra, opaca e lenta, que agora se refugia nos colos da serra aguardando o cair da tarde para logo se expandir no seu império nocturno… É nestas horas palpitantes, doiradas e calmas, em que nos sentimos imbuídos não sabemos de que sentimento de paz e conciliação, que essas simpáticas casinhas à beira da estrada, ou entre os campos, melhor nos revelam o seu português sentido.

Raul Lino in «Casas Portuguesas».

28/01/2014

Ave Pater Europae


Celebram-se hoje os 1200 anos da morte de Carlos Magno, Imperador dos Romanos, Rei dos Francos e "Pai da Europa". – Beato Carlos Magno, rogai por nós!

25/01/2014

Bem-vindos à Selva!


É-nos dito que a tradição é desnecessária, que a religião é inútil e que amar o nosso país conduz à guerra. É-nos dito que a globalização é uma lei natural e que a sociedade multicultural nos vai enriquecer. Mas nós não acreditamos nisso. Não estamos convencidos, porque a cada dia vemos a realidade.

Markus Willinger in «Generation Identity».

22/01/2014

A Monarquia cristã

Rei David

A Realeza antiga encarnava fundamentalmente o tipo patriarcal de sociedade. Ressurgido através da família, é esse tipo que persiste na formação das monarquias medievais. Com estas vinha, porém, fecundar-lhe a obra a lei moral que faltara às instituições do paganismo.
A consciência cristã, traçando limites ao poder, fazia dos Reis, não tiranos ao modo clássico, mas magistrados, conforme aos Juízes de Israel.

António Sardinha in «Ao Princípio era o Verbo».

15/01/2014

Absolutismo não é Despotismo


Quando os povos proclamaram: Viva o nosso Rei Absoluto, não quiseram dizer outra coisa, senão um Rei como os que sempre tivemos, sem restrições que lhe limitassem o uso das suas Faculdades Reais. Absoluto vem como contraposto de constitucional; porém os revolucionários, que para fazerem os Reis odiosos os confundem sempre com os déspotas, e que na sua terminologia demagógica inventaram também a palavra absolutismo como um sinónimo de despotismo, interpretam Rei absoluto, como se se dissesse Rei despótico.

§

Mas que é o despotismo? Não confundamos ideias, que é necessário distinguir. O despotismo, segundo as noções dos Publicistas, é aquela monstruosa espécie de Governo, onde um só, sem lei e sem regra, move tudo pela sua vontade, e neste sentido as suas raias estão em contacto com as do Governo monárquico absoluto, onde o Príncipe reúne os três poderes: legislativo, executivo e judicial. No sentido vulgar porém o Governo despótico ou tirânico, que se toma pela mesma coisa, é todo aquele que não reconhece outro princípio senão a vontade de quem governa, ou seja um só, ou sejam muitos, porque o distintivo consiste na natureza do mesmo Governo, e não no número das pessoas que o exercitam. A Aristocracia Veneziana não era menos despótica com os seus procedimentos inquisitoriais, do que qualquer das Monarquias absolutas da Europa; e a Democracia Francesa imolou mais vítimas com o aparato legal, e sempre em nome da liberdade e dos direitos do homem, do que todos os Tiranos do Bósforo nos seus frenesins sanguinários.

José Acúrsio das Neves in «Cartas de um Português aos seus Concidadãos», 1822.

06/01/2014

Os Santos Reis


A noite é fria. A lua é fria. A aragem corta.
Gelam os poços... P'lo silêncio fundo

Calaram-se os ganhões, de porta em porta
Cantando, ensamarrados, as janeiras.

Os campos amortalham-se em geada.
Não sei o que será das sementeiras
Com essa peneirinha arrenegada!

Quem são os três cavaleiros
que fazem sombra no mar?
Quem são, quem é que procuram
de noite e dia a trotar?

São os três reis do Oriente,
juntaram-se em romaria.
Andam a ver o Menino,
filho da Virgem Maria.

E a noite é só...
Num ar de maravilha
O círculo da lua amaciou-se.
Entre os piornos a geada brilha
Com um fulgor mais doce.

E a terra dorme...
Sob céus pasmados,
florescem descampados,
a aragem, enternece a um bafo morno.
Um grande alvor dos longes se apodera
Toda a paisagem de Janeiro em torno
se alarga, se alumia, em Primavera!

António Sardinha

30/12/2013

A Cruz de Mérito


É sempre Cruz de Mérito, a cruz em Portugal:
Dilatou o Império, na vela ao vento vário,
Encimou, soberana, a coroa real
E dilatou a Fé, na mão do missionário.

Quem na trouxer ao peito, traz no peito, com glória,
Deus, Pátria e Rei – o lema que nos sagrou a História!

António Manuel Couto Viana

23/12/2013

A origem do Presépio


Foi São Francisco de Assis quem montou o primeiro presépio da história, na noite de Natal de 1223, na localidade de Greccio, na Itália. São Francisco de Assis quis celebrar o Natal da forma mais realista possível e, com a permissão do Papa, armou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José, juntamente com um boi e um burro. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal. O costume espalhou-se pela Europa e de lá para o Mundo. A Igreja Católica considera um bom costume cristão montar presépios no período do Natal em igrejas, casas e até em praças e locais públicos.

Adaptado de «Guia de Curiosidades Católicas» de Evaristo Eduardo de Miranda.

22/12/2013

A origem da Árvore de Natal


Em 723 São Bonifácio derrubou um enorme carvalho dedicado ao deus pagão Thor, perto da actual cidade de Fritzlar, na Alemanha. Para mostrar ao povo e aos druidas que a árvore não era sagrada, ele abateu-a. Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha. Na queda, o carvalho destruiu tudo que ali se encontrava, menos um pequeno pinheiro. Segundo a tradição, São Bonifácio interpretou esse facto como um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal, declarou: "Doravante, nós chamaremos esta árvore de Árvore do Menino Jesus". Assim começou o costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus, estendendo-se pela Alemanha e de lá para o Mundo.

Adaptado de «Guia de Curiosidades Católicas» de Evaristo Eduardo de Miranda.

19/12/2013

Sabedoria afonsina


Queimai velhos madeiros
Bebei velhos vinhos
Lede velhos livros
Tende velhos amigos.

Afonso X, o Sábio.

14/12/2013

A perseguição dos cristãos na Coreia do Norte


Nota: A associação Portas Abertas é protestante. Portanto, peço que tenham em conta os eventuais erros doutrinários presentes no vídeo.

13/12/2013

Nova Ordem Social


Os lobos, descontentes da vida que levavam, resolveram reconstruir a sua ordem social.
– Imitemos as abelhas! – Propôs um.
– Melhor, as térmitas! – Propôs outro.
Depois de muitos debates, a maioria convenceu-se que a ordem estabelecida pelas abelhas seria a que melhor se coadunaria aos lobos.
Antes de pôr em votação, um velho lobo, pedindo a palavra, disse:
– As razões da proposta são inegavelmente interessantes e ponderadas. Que tenha servido para abelhas e térmitas, compreendo. Que venha a servir para lobos é o que duvido, pela simples razão de lobos serem lobos, e não abelhas nem térmitas. E por outro lado, deixai-me ao menos pôr uma pequena dose de pessimismo lupino: depois de milénios e milénios, os lobos volvem para os insectos em busca de construções sociais. Será que a isso chamam progresso?

Mário Ferreira dos Santos in «Assim Deus Falou aos Homens».

05/12/2013

Mandela: A queda de um Mito


Em 1964 o governo do Apartheid sentenciou Nelson Mandela a 30 anos de prisão. O julgamento de Mandela foi conduzido por um judiciário independente e testemunhado por muitos observadores internacionais. As acusações contra Mandela incluíam: "A preparação, manufactura e uso de explosivos, incluindo 210 mil granadas de mão, 48 mil minas antipessoais, 1.500 bombas-relógio, 144 toneladas de nitrato de amónio, 21,6 toneladas de pó de alumínio e uma tonelada de pólvora negra. São 193 acusações relativas a actos de terrorismo cometidos entre 1961 e 1963".
"O julgamento (de Mandela) foi conduzido de maneira legal", escreveu Anthony Sampson, correspondente do London Observer (jornalista que depois escreveu a biografia autorizada de Mandela). "O juiz, o Sr. Quartus de Wet, foi escrupulosamente justo."

04/12/2013

A Grande Mentira


A micro-elite tem, acima de tudo, uma ideologia pragmática e de vocação prioritariamente económica e financeira. Tudo aquilo que for contra esta prioridade deve ser desguarnecido para ser apagado a breve prazo. E assim devem morrer as religiões de vocação missionária mais intervencionista e inquieta (...) devem desaparecer os nacionalismos e os regionalismos mais teimosos e emancipalistas (...) O sistema deve criar serventuários eficientes e acéfalos. É preciso investir em tecnologia e em técnicos e fugir da formação de críticos ou inconformistas. Nos jovens, é preciso criar subliminarmente a impressão da fatalidade gerada pelos novos dias: ou se integram no sistema e o servem, podendo, se conformados, vir a beneficiar razoavelmente daquilo que este pode conceder em termos materiais, ou se é considerado disfuncional, e portanto um marginal, descartável como aliás os objectos de consumo que o próprio candidato vê e compra sistematicamente.

António de Sousa Lara in «A Grande Mentira».

01/12/2013

Restauração


Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.
A Fé dos Campos d'Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.
P'rá frente! P'rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.
Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal!

Hino da Restauração (Versão Resumida)

24/11/2013

Os moderados


Os que advogam a moderação em matéria política são quase sempre moderadamente inteligentes, moderadamente sensatos, moderadamente corajosos, moderadamente honestos, moderadamente virtuosos. Às vezes, até moderadamente moderados.

Bruno Oliveira Santos in blogue «Nova Frente», Julho de 2006.

20/11/2013

Livros e Salvação


Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.

José de Almada Negreiros in «A Invenção do Dia Claro».

16/11/2013

(Lar)eira


Enquanto houver sobre a terra homens, matéria combustível e maneira de a inflamar – nunca deixará o elemento fogo de exercer, pelo mágico bailado da labareda, eterna fascinação nas almas inquietas e sonhadoras. A lareira, enraizada no conceito ancestral da casa-mãe; o fogo caseiro, origem da palavra átrio – início e centro da habitação; – elementos venerandos que perdurarão no seu significado simbólico e no encantamento dos seus aspectos decorativos.

Raul Lino in «Casas Portuguesas».

11/11/2013

Santo do dia


Filho de pais pagãos, Martinho nasceu na Panónia (actual Hungria) no ano de 316. Por imposição legal, tornou-se soldado imperial romano aos 15 anos de idade. Já como soldado, foi baptizado e tornou-se discípulo de Santo Hilário de Poitiers. Como Bispo de Tours (França), a sua actividade pastoral foi incansável e fecunda, sendo por isso considerado como apóstolo das Gálias. Morreu em Candes, perto de Tours, em 397.

08/11/2013

Monsenhor Jozef Tiso


Sob o espírito do sacrifício que está para consumar-se, ofereço à Nação Eslovaca o meu desejo de a ver viver na concórdia e na unidade, sob o lema por Deus e pela Nação. Isto não é somente um imperativo patente da História Eslovaca, mas também um imperativo explícito de Deus, imposto como lei natural aos membros de uma Nação. Durante toda a minha vida tenho seguido esta lei e, por consequência, considero-me, em primeiro lugar, vítima da minha fidelidade a Deus. Em segundo lugar, caio como mártir da defesa do Cristianismo contra o Bolchevismo, que a Nação deve evitar, não somente porque ela é cristã, mas também no interesse do seu porvir. Peço-vos que penseis em mim nas vossas orações e prometo-vos orar para que o Todo-Poderoso salve a Nação Eslovaca e lhe assista na sua luta por Deus e pela Nação. Que a Nação Eslovaca seja sempre crente e sujeita à Igreja de Cristo.

Mons. Jozef Tiso in jornal «Política», 15 de Agosto de 1970.

06/11/2013

Tudo não passa de um pouco de vento


Não tenhais medo por serem muitos, nem pelas ameaças que fazem com os seus gestos e alaridos, pois tudo não passa de um pouco de vento, que dentro em breves momentos terminará. Deveis ser fortes e esforçados, recebendo a grande ajuda de Deus, por cujo serviço ali estavam, defendendo a justa causa do Reino de Portugal.

D. Nuno Álvares Pereira in «Crónicas» de Fernão Lopes.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

01/11/2013

Omnium Sanctorum


Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. E clamavam em alta voz: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro».
Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos. Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra, e adoraram a Deus, dizendo: «Ámen! A bênção e a glória, a sabedoria e a acção de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Ámen!».
Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?».
Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis».
Ele disse-me: «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro».

Apocalipse 7: 9-14

30/10/2013

Revoluções de Outubro


Tal foi, em ponto pequeno, a nossa Revolução de 5 de Outubro; tal foi, em ponto grande, a Revolução Bolchevista. Em ambos os casos, a maioria do país era monárquica, sendo apenas, republicana num caso, comunista no outro, a minoria mais bem organizada; tendo a primeira como espinha dorsal a Ordem Maçónica, a segunda por principal esteio as organizações secretas judaicas.

Fernando Pessoa in «Da República».

23/10/2013

A Igreja e os Regimes Políticos


Conclua-se.

1.º – Deve-se obediência à Autoridade ou ao Poder – mas à Autoridade legítima ou ao Poder legítimo.

2.º – Todo o Poder vem de Deus – mas subentenda-se o Poder legítimo, o que é verdadeiramente theou diákonós.

3.º – Os homens inventaram um princípio oposto a este – e segundo o qual, todo o Poder reside na multidão nacional.

4.º – Estes dois princípios antagónicos deram duas formas de governo antagónicas: respectivamente a Monarquia e a República: a Monarquia é-o, pela graça de Deus; a República, pela vontade soberana do Povo.

5.º – Sobre as excelências ou virtudes da Monarquia, e sobre os malefícios ou vícios da República, nunca a Igreja, como a Igreja, se manifestou directamente, nem tinha que se manifestar.

6.º – Mas mantendo o princípio da origem divina do Poder e do seu destino legítimo, colocou-nos no caminho da solução do problema.

7.º – Por outro lado, se a Igreja se não pronunciou, pronunciaram-se, na Igreja, vozes oportunas e autorizadas, proclamando que a Realeza era o melhor (praestantior) de todos os governos, e que o Sufrágio universal era chaga destruidora da ordem social.

8.º – Porque parte dum princípio que exclui a origem divina do Poder, e porque tem como base essencial e seu animador integral, o Sufrágio universal, cuja destruição merece a bênção dum Pontífice – e dos maiores da Igreja –, não é possível encontrar-se ou defender-se a compatibilidade da Igreja com a República.

Alfredo Pimenta in «A Igreja e os Regimes Políticos», 1942.

21/10/2013

A colonização da Europa


Esta nova esquerda, convertida ao capitalismo, defende com garra um socialismo virtual e uma imigração real. Neste cocktail é difícil adivinhar que parte é imbecilidade, altruísmo alucinado, snobismo anti-racista, etnomasoquismo e (o pior todavia) estratégia política. O sentimento que domina entre os colaboradores imigracionistas é o mesmo que dominou as elites decadentes de Roma no séc. III: a mediocridade e a cobardia, (...) e um egoísmo indiferente ao seu próprio povo e às suas gerações futuras. A história dirá que os europeus e concretamente as suas burguesias decadentes foram os primeiros responsáveis da colonização da Europa e da sua submersão demográfica. Para resolver o problema, problema do qual resultará o caos, não há outra solução, por um meio ou outro, que reduzir ao silêncio os colaboradores, os lobbies imigracionistas, que são a primeira causa desde há 30 anos da nossa colonização. O inimigo colonizador é um inimigo estimável, que joga o seu jogo, mas os colaboradores que atentam contra o seu próprio lado, não merecem, como dizia De Gaulle e o imperador Diocleciano, condescendência alguma.

Guillaume Faye in «La Colonisation de l'Europe».

17/10/2013

A dignidade que lhe é devida!


A Bandeira Nacional, no seu uso, deverá ser apresentada de acordo com o padrão oficial e em bom estado, de modo a ser preservada a dignidade que lhe é devida.

Artigo 2.º, n.º 2, Decreto-Lei n.º 150/87 de 30 de Março.

05/10/2013

O que foi (é) a República


A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos.

Fernando Pessoa in «Da República».

01/10/2013

O problema das elites


O nosso grande problema é o da formação das elites que eduquem e dirijam a Nação. A sua fraqueza ou deficiência é a mais grave crise nacional. Só as gerações em marcha, se devidamente aproveitadas, nos fornecerão os dirigentes – governantes, técnicos, professores, sacerdotes, chefes do trabalho, operários especializados – indispensáveis à nossa completa renovação. Considero até mais urgente a constituição de vastas elites do que ensinar toda a gente a ler. É que os grandes problemas nacionais têm de ser resolvidos, não pelo povo, mas pelas elites enquadrando as massas.

António de Oliveira Salazar in «Homens e Multidões» de António Ferro.

21/09/2013

António José de Brito – Presente!


António José Aguiar Alves de Brito
(22 de Novembro de 1927 – 21 de Setembro de 2013)

Requiescat in pace.

17/09/2013

Como resolver a crise na Igreja?


Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido.

Papa São Pio X in «Pascendi Dominici Gregis», 1907.

10/09/2013

07/09/2013

Soluções de compromisso


Antigamente, uma solução de compromisso significava que meio pão era preferível a pão nenhum; para o estadista moderno, uma solução de compromisso significa que, no fundo, meio pão é preferível ao pão todo.

G. K. Chesterton in «Disparates do Mundo».

30/08/2013

Acabemos com isto!


Diante de uma casa a arder, não se discutem teorias: apaga-se o fogo, a bem ou a mal. A sociedade portuguesa está a arder. Acudam-lhe enquanto é tempo. Arrumem para o lado os incendiários ou os coniventes, encontrem-se eles onde se encontrarem, – no Parlamento, nos jornais, nas Secretarias, nas ruas e nas alfurjas – e salvem isto da derrocada!

Alfredo Pimenta in jornal «A Época», 1 de Junho de 1924.

25/08/2013

Plus ultra


Para testemunhar a verdade da sua Terra, mandou Deus a geração nova. Para testemunhar a mesma verdade, praticando o acto de Inteligência que eu peço à geração nova para praticar, é que eu me confesso católico e monárquico. Confessando-me católico e monárquico, confesso o património civilizador da minha Raça e a parte que me cabe, dentro dele para o prolongar e enriquecer ainda mais. Preparemos os corações, saindo pela noite funda ao encontro da madrugada!

António Sardinha in «O Integralismo Lusitano» de Leão Ramos Ascensão.

14/08/2013

Aljubarrota


Festa popular e festa de mocidade. Nuno Álvares tinha vinte e três anos quando da revolução em Lisboa, e 25 em Aljubarrota; D. João I, 25 ao ser proclamado defensor do reino e 27 na segunda daquelas datas. O estado maior do Condestável eram rapazes de pouca idade, com o espírito aventuroso e irrequieto dos jovens, insofridos nas pelejas, mas obedecendo cegamente ao chefe. Com estes se fez a campanha e se assegurou a independência de Portugal.
Hoje como então se exige espírito novo para fazer a revolução nacional. O espírito novo é mais fácil encontrá-lo em novos que em velhos, ainda que haja velhos com mocidade de espírito e moços gastos por interesses e preocupações que não costumam ser da sua idade. É, porém, essencial que o espírito da mocidade seja por nós formado no sentido da vocação histórica de Portugal, com os exemplos de que é fecunda a História, exemplos de sacrifício, patriotismo, desinteresse, abnegação, valentia, sentimento da dignidade própria, respeito absoluto pela alheia.
Facto cheio de ensinamentos é o comemorado hoje: homens que sirvam de exemplo para a nossa formação esses que, à volta de D. João I e do Condestável, batalharam e serviram e foram de tamanha estatura que futuros séculos de maravilha não lhes tocaram nem os puderam diminuir. Sobretudo esse Condestável D. Nuno, depois Frei Nuno de Santa Maria, guerreiro e monge, chefe de exércitos e edificador de conventos, vencedor de castelhanos e distribuindo em maus anos seus bens pelos mesmos que derrotara em batalhas para que não mandassem na sua terra, erguendo sua valentia no altar da Pátria como a Igreja o havia de erguer pelas suas virtudes nos altares da fé, cheio de honras e riquezas e enterrado em vida no Convento do Carmo, na dura estamenha de frade, quando depois de Ceuta lhe pareceu já não ser necessária a espada para defesa da Pátria, mas disposto de novo a vestir as armas se el-Rei de Castela mais alguma vez se tentasse a invadir Portugal.

António de Oliveira Salazar in «A Voz», n.º 3048, 15 de Agosto de 1935.

10/08/2013

A Olivença, a perdida


Fiel ao sangue, nossa irmã germana,
chora Olivença as suas horas más
junto do rio que tornou atrás,
quando soou a trompa castelhana.

Ó Casa de Antre Tejo-e-Guadiana,
lembra-te dela que entre ferros jaz!
Não a dobrou a guerra nem a paz,
– fiel ao sangue, o sangue a ti a irmana!

E todo aquele em quem ainda viva
o ardor da Raça e a voz que nele anseia,
se for p'ra além da raia alguma vez,

é Olivença, nossa irmã cativa
lá onde com surpresa a gente alheia
oiça dizer adeus em português!

António Sardinha in «Epopeia da Planície».

06/08/2013

Memorial para governo do Reino


Num memorial de sua letra, que fez antes de tomar o governo do Reino, El-Rei D. Sebastião escreveu as máximas que devia observar, e são as seguintes:

– Terei a Deus por fim de todas as minhas obras, e em todas elas me lembrarei d'Ele.
– Em me deitando, e levantando, conto com Ele muito particular. – Cuidar à noite, em que falei naquele dia.
– Trabalharei muito por dilatar a Fé. – Favorecerei muito as coisas da Igreja. – Armar todo o Reino. – Defender alfaias e delícias. – Fazer mercê a bons, castigar a maus. – Não crer levemente, e ouvir sempre ambas as partes. – Fazer justiça ao grande, e ao pequeno, sem excepção de pessoa. – Tirar as onzenas. – Conquistar e povoar a Índia, Brasil, Angola e Mina. – Todo o que me falar desonestidades, castigá-lo rijamente.
– Quando houver de fazer alguma coisa, comunicá-la primeiro com Deus. – Reformar os costumes, começando por mim no vestir e comer. – Em negócios, ter primeiro conta com o bem comum, e depois com os particulares. – Tirar alguns tributos e buscar modo com que Lisboa seja abastada. – As leis que fizer, mostrá-las primeiro a homens de virtude e letras, para que me apontem os inconvenientes que tiverem.
– Levar os súbditos por amor, enquanto puder. – Ser inteiro aos grandes, humano aos pequenos.
– As comendas sirvam em África.
– Não ter junto de mim senão homens tementes a Deus.
– Devassar dos ofícios de justiça, e fazenda, cada ano.
– Escrever a todos os Prelados que façam dizer Missas e Orações por mim, e pedir jubileu ao Papa.
– Terei nos postos do mar homens de confiança, e os que entram, que não sejam suspeitos na Fé.
– As coisas que não entender bem, comunicá-las primeiro com quem me possa dar parecer desenganado.
– Não dar, nem prometer nada, sem saber se é injustiça ou mal feita. – Mostrar bom rosto e agasalhado a todos. – Prover os cargos e ofícios em quem faz para isso, e não por outros respeitos. – Não desmaiar nas dificuldades, antes ter maior fé e confiança em Deus. – Tirar a cobiça. – Mostrar sempre ânimo liberal e não acanhado. – Gabar os homens, e cavaleiros, que tiverem bons procedimentos, diante de gente, e os que tiverem préstimo para a República, e mostrar aborrecimento às coisas a ela prejudiciais. – Não dizer palavras que escandalizem, mormente quando estiver agastado. – Os meus Embaixadores andarão sempre vestidos à portuguesa.
– Em todas as coisas que fizer, terei primeiro conta com a honra de Deus. – Serei pai dos pobres e de quem não tem quem faça por eles.

04/08/2013

D. Sebastião, o rei casto


Sua alma cada vez mais se esmaltava de intenções formosas, e seu corpo vestia-se de castidade. Não deixava que nenhuma dama lhe tocasse, e quando passeava a cavalo pela Rua Nova, ou pelas betesgas da velha e mourisca Lisboa, jamais levantava os olhos para as donzelas que chegavam às ventanas ou curiosamente espreitavam por detrás das verdes adufas árabes.
Era que seu espírito, vivendo exclusivamente para o catolicismo e para a guerra, queria servir estas ideias com alma pura e corpo casto.
Uma manhã, na igreja de São Roque, confessado e comungado, recolheu-se todo em si, cabeça inclinada para o peito, em profunda absorção. Esteve assim muito tempo. Depois, ergueu a fronte, pôs firme os olhos num crucifixo alto e, entre grossas lágrimas, rogou com a alma inteira:
– Senhor, Vós que a tantos príncipes haveis concedido impérios e monarquias, concedei-me ser vosso capitão!
Eram três as suas orações diárias: – Que Deus o inflamasse no zelo da fé, que ele queria propagar pelo mundo; – que Deus o tornasse um ardido guerreiro; – que Deus o conservasse casto.
Ser casto! Para ele a castidade era uma graça física que o tornava forte, uma fortaleza que o fazia ledo. A castidade dilatava-lhe a alma, amando a todos – ao reino, à grei. Era uma pureza que, vivendo em si, marcava conceito nobre em todos os seus propósitos, lhe punha frescor no olhar e lhe brunia as faces com sorrisos brancos. Ser casto era vestir um arnês de candura.

Antero de Figueiredo in «D. Sebastião: Rei de Portugal», 1924.