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| «Sinto que a minha vocação é a de ser Primeiro-Ministro de um Rei Absoluto» |
28/04/2014
25/04/2014
Oração Democrática
Há tantos judas vivos, que a minha ciência
não consegue explicar, de nenhuma maneira,
se os judas estão vivos por inconsciência
ou se por cada um não ter sua figueira.
Uni-vos! Proletários de herdades colectivas,
que entreteneis o ócio em meio de azinhais:
mandai a educação política às ortigas
e plantai, sem demora, cem mil figueirais.
Gil Roseira Cardoso Dias in «Leva de Abril».
22/04/2014
O 25 de Abril e o petróleo de Cabinda
Quanto mais o tempo passa, mais admiro Salazar. Conto-lhe uma história: numa altura em que Salazar estava doente com uma pneumonia, Supico Pinto disse-lhe que tinha uma excelente notícia: havia sido descoberto petróleo em Cabinda. Salazar, debaixo da sua pneumonia, disse: "Só nos faltava mais essa. Estamos tramados!" Já sabia que isso ia atrair os americanos e a CIA. Foi isso que derrubou o regime.
José Hermano Saraiva in jornal «O Diabo», edição de 8 de Junho de 2004.
20/04/2014
18/04/2014
Sic Deus dilexit mundum
Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16
17/04/2014
Quinta-Feira Santa, instituição da Eucaristia
Sendo hoje Quinta-Feira Santa, o dia em que se celebra a instituição da Santíssima Eucaristia, nada melhor do que recordar a todos os católicos que a chamada Missa Tridentina, codificada universalmente no Concílio de Trento, não prescreveu, nem prescreverá nunca. Pelo contrário, é a única Missa Romana legítima.
E a fim de que todos, e em todos os lugares, adoptem e observem as tradições da Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas.
Papa São Pio V in Quo Primum Tempore, 1570.
14/04/2014
Ficção
Se a democracia consiste no nivelamento pela base e na recusa de admitir as desigualdades naturais; se a democracia consiste em acreditar que o Poder encontra a sua origem na massa e que o Governo deve ser obra da massa e não do escol, então, efectivamente, eu considero a democracia uma ficção.
António de Oliveira Salazar in «Discursos e Notas Políticas».
12/04/2014
07/04/2014
Imaginem um mundo sem modernismo
A beleza fundamental do aspecto exterior de uma casa está nas suas proporções; estas, porém, não se estabelecem por meio de tabelas; é indispensável uma educação especial do sentido da vista para se poder proporcionar com harmonia e nobreza. No entanto, de um modo geral se pode afirmar que está actualmente incutido entre nós um gosto desnatural, uma noção falsa de elegância, a qual se julga ser exclusivamente atributo das coisas altas e estreitas; como se vãos, pilastras, painéis, esteios, – tudo tivesse para ser elegante.
É um vício de sentimento cuja origem facilmente se descobre.
É que desde que há decadência do sentimento artístico, todas as vezes que se pretende fazer obra imponente, antolha-se-nos grandeza das coisas passadas; quando há compreensão grosseira da arquitectura, julga-se ganhar imponência pelo simples aumento das dimensões.
Raul Lino in «A Nossa Casa», 1918.
06/04/2014
03/04/2014
31/03/2014
Léon Degrelle
Para Degrelle, o que estava em jogo não eram mais pequenas questões de política local, mas o nascimento de uma Europa de nações solidárias, readquirindo, sob a direcção militar alemã, a importância geopolítica que lhe pertencia de direito próprio. Na reordenação do continente, voltaria a ter lugar uma unificação entre a França e a Alemanha, segundo as linhas do estado medieval formado pelos duques da Borgonha no séc. XV, desaparecido numa conjunção de acidentes dinásticos e desastres militares; através da aspa vermelha em campo de prata dos seus estandartes, o sonho borgonhês esteve presente em todos os combates da brigada Wallonie.
O que teria sido a evolução política de uma Europa aglutinada sob as ideologias antidemocráticas da época, jamais saberemos, mas é talvez importante notar que, mais que o poder de atracção das mesmas, foi o combate anti-comunista que fez correr um grande número de voluntários à frente leste. Degrelle é um daqueles para quem ambas as motivações existiram, e as suas palavras não deixam dúvidas disso. O destino da Europa Central e Oriental, na sequência da vitória aliada, no entanto, deveria temperar a nossa tentação de culpabilizar excessivamente os que duvidaram do monopólio aliado da virtude...
29/03/2014
24/03/2014
Resumo da história do Cisma do Oriente
O Cisma do Oriente nasceu da revolta do Patriarca de Constantinopla contra a autoridade do Papa. Isso quer dizer que o Cisma nasceu do orgulho.
Constantinopla foi fundada pelo Imperador Constantino, o Grande, aquele que deu liberdade aos cristãos, no ano 313, e transferiu o poder imperial para o Oriente, fundando então Constantinopla.
O título de Patriarca era dado apenas aos bispos das cidades que haviam recebido a pregação de um Apóstolo.
Assim eram reconhecidos como patriarcas o Bispo de Alexandria, onde pregara o evangelista São Marcos. O Bispo de Jerusalém, onde fora bispo o Apóstolo São Tiago. O Bispo de Antioquia, cidade em que viveu e foi bispo São Pedro. E, finalmente, Roma, que teve o mesmo São Pedro como seu primeiro Bispo.
É claro que Constantinopla, por ter sido fundada apenas no século IV, não poderia ter, normalmente, o título de Patriarca, pois nenhum Apóstolo pregara nessa cidade, que ainda não existia nos tempos apostólicos.
Entretanto, por ser a capital do Império do Oriente, os Arcebispos de Constantinopla reivindicavam essa honra, que Roma afinal lhe concedeu, a título honorário.
Cedo, alguns patriarcas orientais, especialmente o de Constantinopla, reivindicaram uma paridade com o Papa, querendo que a Igreja não fosse uma monarquia, e sim uma pentarquia. (Erro que está, hoje, em voga entre alguns orientais...).
Pretendia-se que o Papa fosse apenas um chefe honorífico da Igreja, um "primus inter pares", um superior em honra, entre os patriarcas, que seriam iguais em direito.
Ora, isto vai contra o Evangelho, que mostra Cristo ter fundado a Igreja sobre Pedro apenas. Cristo fez a Igreja monárquica e não pentárquica.
No século IX, o Arcebispo de Constantinopla, Fócio, revoltou-se contra o Papa São Nicolau I, que excomungou esse rebelde em 863.
Como resposta, Fócio auto-proclamou-se Patriarca Ecuménico de Constantinopla e "excomungou" o Papa São Nicolau I. Com a subida ao poder em Constantinopla do Imperador Basílio, o Macedónico, Fócio perdeu o poder que tinha.
A questão entre Roma e Constantinopla foi ainda mais envenenada pelo problema da processão do Espírito Santo, que os Orientais dizem proceder apenas do Pai, enquanto a Igreja ensina que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.
Fócio retomou o poder em Constantinopla, mesmo depois da sua solene condenação, no ano 870. De novo, o Papa João VIII renovou a condenação de Fócio. Com o advento ao trono do Imperador Leão, o Filósofo, Fócio é expulso pela segunda vez de Constantinopla, terminando o cisma pouco depois.
No século XI, Miguel Cerulário, Patriarca de Constantinopla, causou a separação definitiva da Igreja do Oriente, separando-a da obediência ao Papa, no tempo do Papa Leão IX. Miguel Cerulário foi excomungado pelo Papa em 1054.
Desde esse tempo, os Orientais estão separados de Roma, portanto em cisma. A esse mal, vieram acrescentar-se a negação dos dogmas proclamados pela Igreja, após a separação do Oriente. Os Orientais possuem sucessão apostólica, isto é, os seus bispos são legítimos, assim como os seus sacerdotes. Em consequência, os seus sacramentos são válidos, embora ilicitamente administrados, por causa da sua separação do Papa.
21/03/2014
14/03/2014
Obra de caridade
Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar: "Eis o lobo!", quando está entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado.
São Francisco de Sales in «Introdução à Vida Devota».
10/03/2014
Não há, neste País, quem realize
O senhor não vê a facilidade com que toda a gente discute nos jornais e pelos cafés, sem que, por assim dizer, surja ninguém com colaborações sérias e valiosas que tanto seriam de agradecer? Duma maneira geral, não há, neste País, quem realize. Pensa-se e divaga-se com abundância e facilidade impressionantes, mas, chegados à hora das realizações serenas, das provas reais, poucos são os que resistem à seriedade grave dos problemas que pesam sobre o País.
António Oliveira Salazar in «Citações» de Fernando de Castro Brandão.
05/03/2014
28/02/2014
A economia moderna é uma pseudo-ciência
A economia [pós-1945] é uma pseudo-ciência projectada pelas preocupações materialistas. No início, a economia contentava-se em estimar os volumes de produções e de trocas; a medida destes movimentos forneciam índices válidos sobre a actividade de uma época ou de uma região. Mas com o tempo, os índices tornaram-se mais importantes que a actividade que deviam medir; a natureza das trocas e das produções deu lugar à escala dos valores, ao seu volume. É aí que estamos actualmente. A inquietação gera a estagnação da economia quando a taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) aumenta menos de dois por cento por ano; ora este número não indica mais que o volume das actividades e nada diz sobre a sua qualidade ou distribuição. Se mais pessoas adoecerem e comprarem mais medicamentos, se mais casais se divorciarem e recorrerem a advogados para conduzir os processos judiciais, se mais maçãs forem produzidas, se a água dos aquedutos se tornar mais poluída, tudo isso contribui para o aumento do PIB.
Serge Mongeau in «La simplicité volontaire», 1985.
27/02/2014
Non possumus
Não nos é possível favorecer esse movimento [o Sionismo]. Nós não podemos impedir os Judeus de ir a Jerusalém, mas nunca poderíamos aprová-lo. O solo de Jerusalém, que nem sempre foi sagrado, foi santificado pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, eu não posso responder de outra maneira. Os Judeus não reconheceram Nosso Senhor, portanto, nós não podemos reconhecer o povo Judeu. Non possumus.
Papa São Pio X, audiência com Theodor Herzl, 26 de Janeiro de 1904.
24/02/2014
Pela Família, pela Nação
As Nações só valem pela firmeza moral que as leva à consciência da dignidade colectiva e de uma finalidade comum. Fortalecer e moralizar a Família, é fortalecer e moralizar a Nação. Só as famílias fortes e duradoiras fazem as fortes nações.
A Terra de Portugal é o sagrado património de avoenga da Família Portuguesa: – conservemo-lo inalienável, intangível e eterno, se quisermos que eterna seja também a nossa Pátria.
Adriano Xavier Cordeiro in «O Problema da Vinculação», 1917.
22/02/2014
20/02/2014
O significado do Homem no mundo moderno
O Homem, hoje, nada mais vale. Para o industrial, ele é apenas a "máquina de consumir"; para o político, a peça na "máquina do Estado"; para o arquitecto, o "objecto acondicionável"; para o psicólogo e o pedagogo, um "barro plástico"; para o biólogo, uma "espécie animal"; para o fisiologista e o médico, um "campo de experiência"; para o filósofo, o "fenómeno da consciência". O Homem é a mercadoria mais desvalorizada nos dias de hoje.
Plínio Salgado in «Madrugada do Espírito», 1931.
12/02/2014
Poder secular e poder eclesiástico
Fechai vossos ouvidos a essas vozes de sedução e do erro e também as vozes da irreligião e consultando seus oráculos achareis – que dois poderes foram estabelecidos para governar os homens: autoridade sagrada dos Pontífices e dos Reis. Uma e outra vêm imediatamente de Deus, de quem emana todo o poder. Cada poder tem seu fim particular, ao qual se dirige. O poder secular tem por objecto a felicidade dos homens no século presente; o poder eclesiástico tem por objecto a vida futura: dois objectos preciosos à humanidade.
Eis, caríssimos irmãos, os princípios sólidos da moral e da natureza.
10/02/2014
As incríveis semelhanças entre a UE e a URSS
Atenção: Não aprovo o vídeo inteiramente, pela simples razão que a crítica feita à UE parte de uma perspectiva demoliberal. No entanto, pelas grandes evidências apresentadas e pelo bom paralelismo entre UE e URSS, creio que deve ser visto, mas com as devidas cautelas.
08/02/2014
A superioridade da Igreja Católica
A Igreja contém o que o mundo não contém. A própria vida não atende tão bem como a Igreja a todas as necessidades de viver. A Igreja pode orgulhar-se da sua superioridade sobre todas as religiões e sobre todas as filosofias.
Onde têm os estóicos e os adoradores do passado um Menino Jesus? Onde está a Nossa Senhora dos muçulmanos, a mulher que não foi feita para nenhum homem e que está sentada por cima de todos os anjos? Qual é o S. Miguel dos monges de Buda, cavaleiro e clarim que guarda para cada soldado a honra da espada? Quem poderia representar S. Tomás de Aquino na mitologia do bramanismo, ele que restabeleceu a ciência e o raciocínio da Cristandade?
E o mesmo nas filosofias ou heresias modernas. Como passaria Francisco, o Trovador, entre os calvinistas e, ainda, entre os utilitaristas da escola de Manchester? Como passaria Joana d'Arc, uma mulher, esgrimindo a espada que conduzia os homens à guerra, entre os Quakers ou a seita tolstoiana dos pacifistas? E, entretanto, homens como Bossuet e Pascal são tão lógicos e tão analistas como qualquer calvinista ou utilitarista, e inumeráveis santos católicos passaram suas vidas predicando a paz e evitando as guerras.
G. K. Chesterton in «The Everlasting Man», 1925.
Relembro: Falso Ecumenismo.
02/02/2014
Porque morreu D. Carlos
Porque morreu na guilhotina Luís XVI? Temerária pergunta, porque não é lícito a ninguém afirmar seguramente o que sucederia no futuro, uma vez alterados os factores que o determinaram no passado. A história, porém, mostrando-nos que o governo de Turgot poderia ter evitado a revolução francesa, permite-nos com alguma plausibilidade dizer: Luís XVI morreu porque demitiu Turgot, entregando assim a coroa à camarilha, que por seu turno a entregou ao Terror. Contradição flagrante na lógica das coisas: em circunstâncias análogas, Luís XVI morre por ter tido a fraqueza de demitir Turgot; D. Carlos morre por ter cumprido o arriscado mas patriótico dever de não demitir João Franco.
Ramalho Ortigão in «Rei D. Carlos: O Martirizado», 1908.
31/01/2014
Denunciar as consequências ruinosas do capitalismo
Outros, porém, mostram-se tímidos e incertos quanto ao
sistema económico conhecido pelo nome de capitalismo, do qual a Igreja não tem
cessado de denunciar as graves consequências. A Igreja, de facto, apontou não
somente os abusos do capital e do próprio direito de propriedade que o mesmo
sistema promove e defende, mas tem igualmente ensinado que o capital e a
propriedade devem ser instrumentos da produção em proveito de toda a sociedade
e meios de manutenção e de defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana.
Os erros dos dois sistemas económicos [capitalismo e comunismo] e as ruinosas consequências
que deles derivam devem a todos convencer, e especialmente aos sacerdotes, a
manter-se fiéis à doutrina social da Igreja e a difundir-lhe o conhecimento e a
aplicação prática. Essa doutrina é, realmente, a única que pode remediar os
males denunciados e tão dolorosamente difundidos: ela une e aperfeiçoa as
exigências da justiça e os deveres da caridade, promove tal ordem social que
não oprima os cidadãos e não os isole num egoísmo seco, mas a todos una na
harmonia das relações e nos vínculos da solidariedade fraternal.
Papa Pio XII in «Menti Nostrae».
30/01/2014
Inverno Português
São cheios de encanto em Portugal os dias claros de Inverno,
quando a paisagem se apresenta, como através de cristal polido, mais nítida e
toda ressunante de vernizes. Parece então que o azul do céu se derrama por
cântaros de oiro na nossa alma, enquanto na atmosfera brilham chispas de luz e
reflexos perdidos que a terra, embebida de sol, já não comporta. Despidas as
árvores da sua verde cobertura, nenhum abrigo oferecem à sombra, opaca e lenta,
que agora se refugia nos colos da serra aguardando o cair da tarde para logo se
expandir no seu império nocturno… É nestas horas palpitantes, doiradas e
calmas, em que nos sentimos imbuídos não sabemos de que sentimento de paz e
conciliação, que essas simpáticas casinhas à beira da estrada, ou entre os
campos, melhor nos revelam o seu português sentido.
Raul Lino in «Casas Portuguesas».
28/01/2014
Ave Pater Europae
Celebram-se hoje os 1200 anos da morte de Carlos Magno, Imperador dos Romanos, Rei dos Francos e "Pai da Europa". – Beato Carlos Magno, rogai por nós!
25/01/2014
Bem-vindos à Selva!
É-nos dito que a tradição é desnecessária, que a religião é inútil e que amar o nosso país conduz à guerra. É-nos dito que a globalização é uma lei natural e que a sociedade multicultural nos vai enriquecer. Mas nós não acreditamos nisso. Não estamos convencidos, porque a cada dia vemos a realidade.
Markus Willinger in «Generation Identity».
22/01/2014
A Monarquia cristã
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Rei David
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A Realeza antiga encarnava fundamentalmente o tipo patriarcal de sociedade. Ressurgido através da família, é esse tipo que persiste na formação das monarquias medievais. Com estas vinha, porém, fecundar-lhe a obra a lei moral que faltara às instituições do paganismo.
A consciência cristã, traçando limites ao poder, fazia dos Reis, não tiranos ao modo clássico, mas magistrados, conforme aos Juízes de Israel.
António Sardinha in «Ao Princípio era o Verbo».
19/01/2014
Homossexualidade, adopção e mass media
Nota: Considero desnecessárias as referências a Malcolm X e Martin Luther King.
17/01/2014
15/01/2014
Absolutismo não é Despotismo
Quando os povos proclamaram: Viva o nosso Rei Absoluto, não quiseram dizer outra coisa, senão um Rei como os que sempre tivemos, sem restrições que lhe limitassem o uso das suas Faculdades Reais. Absoluto vem como contraposto de constitucional; porém os revolucionários, que para fazerem os Reis odiosos os confundem sempre com os déspotas, e que na sua terminologia demagógica inventaram também a palavra absolutismo como um sinónimo de despotismo, interpretam Rei absoluto, como se se dissesse Rei despótico.
§
Mas que é o despotismo? Não confundamos ideias, que é necessário distinguir. O despotismo, segundo as noções dos Publicistas, é aquela monstruosa espécie de Governo, onde um só, sem lei e sem regra, move tudo pela sua vontade, e neste sentido as suas raias estão em contacto com as do Governo monárquico absoluto, onde o Príncipe reúne os três poderes: legislativo, executivo e judicial. No sentido vulgar porém o Governo despótico ou tirânico, que se toma pela mesma coisa, é todo aquele que não reconhece outro princípio senão a vontade de quem governa, ou seja um só, ou sejam muitos, porque o distintivo consiste na natureza do mesmo Governo, e não no número das pessoas que o exercitam. A Aristocracia Veneziana não era menos despótica com os seus procedimentos inquisitoriais, do que qualquer das Monarquias absolutas da Europa; e a Democracia Francesa imolou mais vítimas com o aparato legal, e sempre em nome da liberdade e dos direitos do homem, do que todos os Tiranos do Bósforo nos seus frenesins sanguinários.
José Acúrsio das Neves in «Cartas de um Português aos seus Concidadãos», 1822.
09/01/2014
06/01/2014
Os Santos Reis
A noite é fria. A lua é fria. A aragem corta.
Gelam os poços... P'lo silêncio fundo
Calaram-se os ganhões, de porta em porta
Cantando, ensamarrados, as janeiras.
Os campos amortalham-se em geada.
Não sei o que será das sementeiras
Com essa peneirinha arrenegada!
Quem são os três cavaleiros
que fazem sombra no mar?
Quem são, quem é que procuram
de noite e dia a trotar?
São os três reis do Oriente,
juntaram-se em romaria.
Andam a ver o Menino,
filho da Virgem Maria.
E a noite é só...
Num ar de maravilha
O círculo da lua amaciou-se.
Entre os piornos a geada brilha
Com um fulgor mais doce.
E a terra dorme...
Sob céus pasmados,
florescem descampados,
a aragem, enternece a um bafo morno.
Um grande alvor dos longes se apodera
Toda a paisagem de Janeiro em torno
se alarga, se alumia, em Primavera!
António Sardinha
30/12/2013
A Cruz de Mérito
É sempre Cruz de Mérito, a cruz em Portugal:
Dilatou o Império, na vela ao vento vário,
Encimou, soberana, a coroa real
E dilatou a Fé, na mão do missionário.
Quem na trouxer ao peito, traz no peito, com glória,
Deus, Pátria e Rei – o lema que nos sagrou a História!
António Manuel Couto Viana
25/12/2013
23/12/2013
A origem do Presépio
Foi São Francisco de Assis quem montou o primeiro presépio da história, na noite de Natal de 1223, na localidade de Greccio, na Itália. São Francisco de Assis quis celebrar o Natal da forma mais realista possível e, com a permissão do Papa, armou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José, juntamente com um boi e um burro. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal. O costume espalhou-se pela Europa e de lá para o Mundo. A Igreja Católica considera um bom costume cristão montar presépios no período do Natal em igrejas, casas e até em praças e locais públicos.
Adaptado de «Guia de Curiosidades Católicas» de Evaristo Eduardo de Miranda.
22/12/2013
A origem da Árvore de Natal
Em 723 São Bonifácio derrubou um enorme carvalho dedicado ao deus pagão Thor, perto da actual cidade de Fritzlar, na Alemanha. Para mostrar ao povo e aos druidas que a árvore não era sagrada, ele abateu-a. Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha. Na queda, o carvalho destruiu tudo que ali se encontrava, menos um pequeno pinheiro. Segundo a tradição, São Bonifácio interpretou esse facto como um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal, declarou: "Doravante, nós chamaremos esta árvore de Árvore do Menino Jesus". Assim começou o costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus, estendendo-se pela Alemanha e de lá para o Mundo.
Adaptado de «Guia de Curiosidades Católicas» de Evaristo Eduardo de Miranda.
19/12/2013
Sabedoria afonsina
Queimai velhos madeiros
Bebei velhos vinhos
Lede velhos livros
Tende velhos amigos.
Afonso X, o Sábio.
14/12/2013
A perseguição dos cristãos na Coreia do Norte
Nota: A associação Portas Abertas é protestante. Portanto, peço que tenham em conta os eventuais erros doutrinários presentes no vídeo.
13/12/2013
Nova Ordem Social
Os lobos, descontentes da vida que levavam, resolveram
reconstruir a sua ordem social.
– Imitemos as abelhas! – Propôs um.
– Melhor, as térmitas! – Propôs outro.
Depois de muitos debates, a maioria convenceu-se que a ordem
estabelecida pelas abelhas seria a que melhor se coadunaria aos lobos.
Antes de pôr em votação, um velho lobo, pedindo a palavra,
disse:
– As razões da proposta são inegavelmente interessantes e
ponderadas. Que tenha servido para abelhas e térmitas, compreendo. Que venha a
servir para lobos é o que duvido, pela simples razão de lobos serem lobos, e
não abelhas nem térmitas. E por outro lado, deixai-me ao menos pôr uma pequena
dose de pessimismo lupino: depois de milénios e milénios, os lobos volvem para
os insectos em busca de construções sociais. Será que a isso chamam progresso?
Mário Ferreira dos Santos in «Assim Deus Falou aos Homens».
08/12/2013
05/12/2013
Mandela: A queda de um Mito
Em 1964 o governo do Apartheid sentenciou Nelson Mandela a 30 anos de prisão. O julgamento de Mandela foi conduzido por um judiciário independente e testemunhado por muitos observadores internacionais. As acusações contra Mandela incluíam: "A preparação, manufactura e uso de explosivos, incluindo 210 mil granadas de mão, 48 mil minas antipessoais, 1.500 bombas-relógio, 144 toneladas de nitrato de amónio, 21,6 toneladas de pó de alumínio e uma tonelada de pólvora negra. São 193 acusações relativas a actos de terrorismo cometidos entre 1961 e 1963".
"O julgamento (de Mandela) foi conduzido de maneira legal", escreveu Anthony Sampson, correspondente do London Observer (jornalista que depois escreveu a biografia autorizada de Mandela). "O juiz, o Sr. Quartus de Wet, foi escrupulosamente justo."
04/12/2013
A Grande Mentira
A micro-elite tem, acima de tudo, uma ideologia pragmática e
de vocação prioritariamente económica e financeira. Tudo aquilo que for contra
esta prioridade deve ser desguarnecido para ser apagado a breve prazo. E assim
devem morrer as religiões de vocação missionária mais intervencionista e
inquieta (...) devem desaparecer os nacionalismos e os regionalismos mais
teimosos e emancipalistas (...) O sistema deve criar serventuários eficientes e
acéfalos. É preciso investir em tecnologia e em técnicos e fugir da formação de
críticos ou inconformistas. Nos jovens, é preciso criar subliminarmente a
impressão da fatalidade gerada pelos novos dias: ou se integram no sistema e o
servem, podendo, se conformados, vir a beneficiar razoavelmente daquilo que
este pode conceder em termos materiais, ou se é considerado disfuncional, e
portanto um marginal, descartável como aliás os objectos de consumo que o
próprio candidato vê e compra sistematicamente.
António de Sousa Lara in «A Grande Mentira».
01/12/2013
Restauração
Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.
A Fé dos Campos d'Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.
P'rá frente! P'rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.
Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal!
Hino da Restauração (Versão Resumida)
30/11/2013
28/11/2013
25/11/2013
2 anos de Acção
A Acção Integral celebrou ontem 2 anos de
existência. Como não podia deixar de ser, é altura de fazer a revisão da matéria do último ano:
24/11/2013
Os moderados
Os que advogam a moderação em matéria política são quase sempre moderadamente inteligentes, moderadamente sensatos, moderadamente corajosos, moderadamente honestos, moderadamente virtuosos. Às vezes, até moderadamente moderados.
Bruno Oliveira Santos in blogue «Nova Frente», Julho de 2006.
20/11/2013
Livros e Salvação
Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.
José de Almada Negreiros in «A Invenção do Dia Claro».
17/11/2013
16/11/2013
(Lar)eira
Enquanto houver sobre a terra homens, matéria combustível e maneira de a inflamar – nunca deixará o elemento fogo de exercer, pelo mágico bailado da labareda, eterna fascinação nas almas inquietas e sonhadoras. A lareira, enraizada no conceito ancestral da casa-mãe; o fogo caseiro, origem da palavra átrio – início e centro da habitação; – elementos venerandos que perdurarão no seu significado simbólico e no encantamento dos seus aspectos decorativos.
Raul Lino in «Casas Portuguesas».
11/11/2013
Santo do dia
Filho de pais pagãos, Martinho nasceu na Panónia (actual Hungria) no ano de 316. Por imposição legal, tornou-se soldado imperial romano aos 15 anos de idade. Já como soldado, foi baptizado e tornou-se discípulo de Santo Hilário de Poitiers. Como Bispo de Tours (França), a sua actividade pastoral foi incansável e fecunda, sendo por isso considerado como apóstolo das Gálias. Morreu em Candes, perto de Tours, em 397.
08/11/2013
Monsenhor Jozef Tiso
Sob o espírito do sacrifício que está para consumar-se, ofereço à Nação Eslovaca o meu desejo de a ver viver na concórdia e na unidade, sob o lema por Deus e pela Nação. Isto não é somente um imperativo patente da História Eslovaca, mas também um imperativo explícito de Deus, imposto como lei natural aos membros de uma Nação. Durante toda a minha vida tenho seguido esta lei e, por consequência, considero-me, em primeiro lugar, vítima da minha fidelidade a Deus. Em segundo lugar, caio como mártir da defesa do Cristianismo contra o Bolchevismo, que a Nação deve evitar, não somente porque ela é cristã, mas também no interesse do seu porvir. Peço-vos que penseis em mim nas vossas orações e prometo-vos orar para que o Todo-Poderoso salve a Nação Eslovaca e lhe assista na sua luta por Deus e pela Nação. Que a Nação Eslovaca seja sempre crente e sujeita à Igreja de Cristo.
Mons. Jozef Tiso in jornal «Política», 15 de Agosto de 1970.
06/11/2013
Tudo não passa de um pouco de vento
Não tenhais medo por serem muitos, nem pelas ameaças que fazem com os seus gestos e alaridos, pois tudo não passa de um pouco de vento, que dentro em breves momentos terminará. Deveis ser fortes e esforçados, recebendo a grande ajuda de Deus, por cujo serviço ali estavam, defendendo a justa causa do Reino de Portugal.
D. Nuno Álvares Pereira in «Crónicas» de Fernão Lopes.
São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!
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