21/02/2015

Oração pela conversão dos muçulmanos


Oração a Nossa Senhora de África pela conversão dos muçulmanos, composta pelo Bispo de Argel em 1858:

Ó Coração Santo e Imaculado de Maria, pleno de misericórdia, tão atingido pela cegueira e profunda miséria dos muçulmanos. Vós, a Mãe de Deus feito homem, dê-lhes o conhecimento da nossa Santa Religião, a graça da abraçar e praticar fielmente, a fim de, pela vossa poderosa intercepção, estejamos todos reunidos na mesma fé, na mesma esperança e no mesmo amor do vosso divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi crucificado e morreu para salvação de todos os homens, que ressuscitou cheio de glória, e reina na unidade do Pai e do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Ámen.

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós.
Nossa Senhora de África, rogai por nós, pelos muçulmanos, pelos judeus e todos os outros infiéis.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.

19/02/2015

Humberto Delgado e o Bando de Argel


No seguimento dos dois livros inconvenientes sobre a morte do general Humberto Delgado, passo a divulgar mais uma leitura inconveniente – "O Bando de Argel: Responsabilidades na Descolonização" – da autoria de Patrícia McGowan, uma antiga militante comunista e anti-salazarista.
O livro, editado em 1979 e reeditado em 1998 com o novo nome de "Misérias do Exílio: Os Últimos Meses de Humberto Delgado", pode ser lido livremente em versão on-line.
Da obra, destaco a seguinte passagem da página 82:

Contudo, o problema do general [Humberto Delgado] subsistia. Tornara-se definitivamente anti-comunista. Seria ainda mais perigoso para o partido fora da Argélia – em contacto com os núcleos de exilados em várias capitais. E terrivelmente mais perigoso se, porventura, entrasse clandestinamente em Portugal. Era uma testemunha viva da incompetência e corrupção moral de certos prestigiados «anti-fascistas». Preso em Portugal ou livre na clandestinidade constituiria uma ameaça terrível para os projectos do Partido Comunista.

18/02/2015

Quarta-feira de Cinzas

Vida, Morte, Tempo.

Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.
Lembra-te, ó homem, que és pó, e que em pó te hás-de tornar.

Génesis 3:19

16/02/2015

A decadência interna


O maior perigo para qualquer país é o da decadência interna, devida a uma rendição moral e espiritual. Arnold Toynbee na sua monumental História da Civilização mostra que de dezanove civilizações, não menos de dezasseis se afundaram internamente sem que qualquer força estranha lhes desse um golpe mortal.
Por vezes, na verdade, foram os violentos ataques externos que provocaram a morte de civilizações que já se encontravam agónicas.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar».

11/02/2015

Efeméride: 86 anos do Tratado de Latrão


A 11 de Fevereiro de 1929, dia de Nossa Senhora de Lurdes, foi assinado o Tratado de Latrão entre a Santa Sé e o Reino de Itália, pondo assim fim à Questão Romana que aprisionava a Igreja desde 1870, ano em que o governo maçónico do Risorgimento usurpou os Estados Pontifícios, doados por Pepino, o Breve, no ano de 754.
O Tratado reconhecia a soberania do Estado do Vaticano, declarava o Catolicismo como religião oficial do Estado Italiano, e garantia à Santa Sé o pagamento de uma determinada quantia de dinheiro por perdas territoriais.

09/02/2015

República e Democracia


A palavra república tem um sentido admissível. Mesmo depois do restabelecimento da Monarquia, poderá ser conservada com aquele significado antigo que designava o conjunto dos negócios públicos. Em compensação, democracia deve ser riscada, banida e esquecida, como puro sinónimo de degenerescência, expressão da desorganização e da pulverização, espécie de vestígio linguístico de quanto o regime republicano teve outrora de mais funesto.

Charles Maurras, citado por António Sardinha in «Ao Princípio era o Verbo», 1924.

08/02/2015

Liberalização das drogas?

À Sra. Ministra da Justiça do desgoverno português, que se diz de "direita" e que defende a liberalização das drogas ditas leves, eis o testemunho de três viciados em cannabis, exemplo cabal dos "ganhos para os cidadãos" que essa liberalização traria:

04/02/2015

Opus Dei: pioneiro no Ecumenismo


A ideologia liberal-maçónica tem como princípios o indiferentismo, o sincretismo e a liberdade política e religiosa, princípios que sempre foram os do Opus Dei desde a sua fundação, em 1928. Para comprovar esta afirmação, vejamos o que diz uma autoridade do próprio Opus Dei (sublinhados meus):

As pessoas que participam das suas actividades sabem que o Opus Dei não faz política. A sua actuação tem outra dimensão: lembrar que todos, também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa santidade pode e deve ser procurada nas actividades da vida diária, realizando-as por amor a Deus e ao próximo.
Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma visão política diversa.
Em Roma, convivi com 'São' Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a 1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar, consiste em compreender.
'São' Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um "conservador". Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.
Quando passou uma temporada no Brasil, entre Maio e Junho de 1974, dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. (...)
'São' Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40, resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos...
Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo: houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por isso, alguns tiveram que se exilar.
Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente porque o Opus Dei não interfere nas actividades políticas dos seus membros, e cada um actua como lhe parece mais conveniente.
A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses riscos.

Mons. Vicente Ancona Lopez, vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil.

31/01/2015

Decreto de expulsão de judeus e mouros


Qui non sunt de Mauris, et de infidelibus Iudaeis, sed Portugalêses
Acta das Cortes de Lamego, 1139


Numa altura em que o governo ilegítimo da República aprova o decreto-lei que atribui a nacionalidade portuguesa aos descendentes de judeus sefarditas, é conveniente recordar a não revogada declaração de el-rei D. Manuel no édito de expulsão de 1496:

Que Judeus e Mouros se saiam destes Reynos, e nom morem, nem estem nelles. Porque todo fiel Christão sobre todas as cousas he obriguado fazer aquellas que sam serviço de Nosso Senhor, acrecentamento de sua Sancta Fee Catholica, e a estas nom soomente devem pospoer todos os guanhos e perdas deste mundo, mas ainda as próprias vidas, o que os Reys muito mais inteiramente fazer devem, e sam obriguados, porque per Jesu Christo Nosso Senhor sam, e regem, e delle recebem neste mundo maiores merces, que outra algua pessoa, polo qual sendo Nós muito certo, que os Judeus e Mouros obstinados no ódio da Nossa Sancta Fee Catholica de Christo Nosso Senhor, que por sua morte nos remio, tem cometido, e continuadamente contra Elle cometem grandes males, e blasfémias em estes Nossos Reynos, as quaes nom tam soomente a elles, que sam filhos de maldiçam, em quamto na dureza de seus corações esteverem, sam causa de mais condenaçam, mas ainda a muitos Christãos fazem apartar da verdadeira carreira que he a Sancta Fee Catholica; por estas, e outras mui grandes e necessarias razões, que Nos a esto movem, que a todo Christão sam notorias e manifestas, avida madura deliberaçam com os do Nosso Conselho, e Letrados, Determinamos, e Mandamos, que da pubricaçam desta Nossa Ley, e Determinaçam atá per todo o mez d'Outubro do anno do Nacimento de Nosso Senhor de mil e quatrocentos e noventa e sete, todos os Judeus, e Mouros forros, que em Nossos Reynos ouver, se saiam fóra delles, sob pena de morte natural, e perder as fazendas, pera quem os acusar. E qualquer pessoa que passado o dito tempo tever escondido alguu Judeu, ou Mouro forro, per este mesmo feito Queremos que perca toda sua fazenda, e bens, pera quem o acusar, e Roguamos, e Encomendamos, e Mandamos por nossa bençam, e sob pena de maldiçam aos Reys Nossos Socessores, que nunca em tempo aluu leixem morar, nem estar em estes Nossos Reynos, e Senhorios d'elles, ninhuu Judeu, nem Mouro forro, por ninhua cousa, nem razam que seja, os quaes Judeus, e Mouros Leixaremos hir livremente com todas suas fazendas, e lhe Mandaremos paguar quaesquer dividas, que lhe em Nossos Reynos forem devidas, e assi pera sua hida lhe Daremos todo aviamento, e despacho que comprir. E por quanto todas as rendas, e dereitos das Judarias, e Mourarias Temos dadas, Mandamos aas pessoas que as de Nós tem, que Nos venham requerer sobre ello, porque a Nós Praz de lhe mandar dar outro tanto, quanto as ditas Judarias, e Mourarias rendem.

El-Rei D. Manuel
Vila de Muge
5 de Dezembro de 1496

23/01/2015

A Hungria resiste!


Mais uma vez o governo de Viktor Orbán está de parabéns. Depois da aprovação da nova Constituição em 2012, a Hungria volta a dar provas de resistência ao secularismo mundial: A partir de 1 de Março de 2015 entrará em vigor a nova lei que proíbe a abertura do comércio aos Domingos. Uma medida excelente e que vai de encontro ao 3º Mandamento da Lei de Deus que obriga à santificação dos Domingos e festas de guarda.

21/01/2015

Monsenhor Lefebvre e a Monarquia Francesa

D. Luís XVI de França

Vocês compreenderão assim que o meu pensamento político pessoal sobre o regime que melhor convém, por exemplo para a França, não tem muita importância. Os factos falam por si mesmos: a monarquia francesa nunca conseguiu realizar o que conseguiu a democracia: cinco revoluções sangrentas (1789, 1830, 1848, 1870, 1945), quatro invasões estrangeiras (1815, 1870, 1914, 1940), duas desapropriações dos bens da Igreja, expulsões de ordens religiosas, supressão de escolas católicas, laicizações de instituições (1789, 1901), etc. No entanto, dirão alguns, o Papa Leão XIII pediu o "ralliement" dos católicos franceses ao regime republicano (que provocou uma catástrofe política e religiosa). Outros criticam esta atitude de Leão XIII, classificando-a e ao seu autor, de liberal. Não creio que ele fosse um liberal e muito menos um democrata. Acreditou apenas suscitar uma boa combinação para o bem da Religião em França; mas vê-se claramente que esquecia a origem da constituição irremediavelmente liberal, maçónica e anti-católica da democracia francesa.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».

18/01/2015

D. Duarte: "Charlie Hebdo é um pasquim nojento"


Para que não pensem que só aponto os defeitos de D. Duarte de Bragança, é com grande satisfação que informo que o Herdeiro da Coroa considera o Charlie Hebdo um jornal nojento. Diz "ser completamente inaceitável o que esse jornal fazia". E acrescenta: "Se eu me colocar na rua com um altifalante a insultar a sua mãe, o seu pai ou os seus avós, obviamente que isso tem as suas consequências". E ainda considera "não fazerem sentido nenhum, essas homenagens aos jornalistas".

16/01/2015

Pode um católico pertencer ao Rotary Club?


Segundo os próprios rotários, o Papa Francisco é membro honorário do Rotary Club de Buenos Aires desde 1999. Mas impõe-se a questão: Pode um católico pertencer ao Rotary Club? Vejamos o que diz o Santo Ofício:

Foi perguntado a esta Suprema Sagrada Congregação se é lícito aos católicos darem o seu nome à associação vulgarmente chamada Rotary Club.
Os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais que estão à frente das coisas relativas à Fé e velam pela conservação dos costumes, tendo ouvido o voto dos Reverendíssimos Senhores Consultores, na sessão plenária havida na terça-feira, 20 de Dezembro de 1950, determinaram responder:
Não é lícito aos clérigos darem o seu nome à associação Rotary Club ou assistirem às suas reuniões; os seculares são exortados a cumprirem o que se ordena no cânone 684 do Código de Direito Canónico.
No dia 26 do mesmo mês e ano, o Sumo Pontífice Pio, pela Divina Providência Papa XII, na audiência concedida ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Assessor do Santo Ofício, aprovou a resolução dos Eminentíssimos Padres e mandou publicá-la.

Dado em Roma, no Palácio do Santo Ofício, a 11 de Fevereiro de 1951.
Mário Mariani, notário da Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício.

O referido cânone 684 diz: São dignos de louvor os fiéis que dão o seu nome às associações que a Igreja promove ou que, pelo menos, têm a sua aprovação; porém, acautelem-se das sociedades secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procurem subtrair-se à legítima vigilância da Igreja.

14/01/2015

O poder e a manipulação dos Média

Deixo à consideração dos meus leitores, as diferentes perspectivas fotográficas de duas manifestações ocorridas em França. A primeira é da Frente de Esquerda em Dezembro de 2013; a segunda é a Marcha Republicana em Janeiro de 2015. Para ajudar à reflexão, relembro também o seguinte postal: O que a imprensa quer torna-se verdade.

Frente de Esquerda:


Marcha Republicana:

13/01/2015

Contra o Liberalismo


Não aceitamos o mito do progresso contínuo. Não aceitamos liberalizações. Fujamos às tentações e aos caminhos escorregadios abertos pelo deslumbramento do "pluralismo". Não façamos desvairadas corridas a autonomias. Procedamos com firmeza e consciência, cultivando as minorias valiosas e sabendo ver onde elas estão. Sem medo ao extremismo, porque existe um extremismo indispensável: o do bem, da verdade, da justiça, que não tem acomodações, nem meias-tintas, nem hibridismo.

Adaptado de «Dominar as Ondas», nº2, II Série, 16-30 Junho 1972.

10/01/2015

Intransigência, intolerância e fanatismo


A intransigência, o fanatismo, a intolerância são símbolos de fé, são as alavancas mais poderosas da Acção. Os transigentes, os tolerantes, os indiferentes são lesmas e cobardes, destinados ao desprezo ou às piores violências dos adversários fanáticos, intolerantes e intransigentes.
Intransigência, intolerância e fanatismo são termos pejorativos dum sentimento sagrado que se chama – a fé.
Há o fanatismo, a intolerância, a intransigência da Virtude e da Verdade, como há o fanatismo, a intolerância, a intransigência do Crime e da Mentira.
Só é fanático, intolerante e intransigente quem está convencido que é portador de verdade. A tolerância, a transigência, a indiferença são estados próprios de quem duvida, hesita e não se sente muito seguro da posição que ocupa.
Na luta entre o Bem e o Mal, entre a Santidade e o Pecado, entre Deus e Satã, não pode haver tolerância, transigência e indiferença, porque a sua presença só traz prejuízos para o Bem, para a Santidade e para Deus e vantagens para o Mal, o Pecado e Satã.
Porque foi fanática, intolerante, intransigente a Revolução conquistou o Mundo depois de ter mergulhado a França em Atlânticos de sangue. Porque é fanático, intolerante, intransigente o Comunismo está aí a governar o Mundo...
Porque foram fanáticas, intolerantes, intransigentes as Democracias ganharam a guerra. Porque não foi suficientemente fanático, intransigente e intolerante o Eixo, poupando a França, poupando os países ocupados – perdeu a guerra. Porque se não têm revelado fanáticas, intransigentes e intolerantes as Democracias ocidentais estão a ser vencidas pela Democracia oriental russa.
O fanatismo, a intolerância e a intransigência postas ao serviço da Verdade, da Virtude, do Bem e da Honra levam ao Heroísmo; postas ao serviço da Mentira, do Pecado, do Mal e da Cobardia levam ao Crime. Jeanne d'Arc e Robespierre; D. Sebastião e Marat; S. João de Brito e Estaline; Silva Porto e Buiça...
Têm-me acusado muitas vezes de fanático, intolerante e intransigente. Sou-o quanto pode sê-lo quem vive num século desvirilizado, essencialmente burguês, materialista e céptico, e percorreu as sete partidas do mundo da cultura à procura da verdade nova, para só encontrar verdades falsas, à busca desinteressada do Sol e só encontrou crepúsculos frios. Quando voltei, desiludido, à minha tenda levantada no meio do tumulto, verifiquei que a única solução acessível às minhas inquietações e angústias era a tradição. E regressei à secular tradição portuguesa – a Deus, à Pátria e ao Rei.
E sou fanático, intransigente e intolerante em defesa de Deus, da Pátria e do Rei, até mesmo contra os que falam em Deus desservindo-o, ou falam na Pátria traindo-a, ou falam no Rei deformando-o.

Alfredo Pimenta in jornal «A Nação», 24 de Janeiro de 1948.

07/01/2015

Liberdade de expressão?

Charlie Hebdo escarnece da Santíssima Trindade

Continuemos agora estas considerações a respeito da liberdade de exprimir pela palavra ou pela imprensa tudo o que se quiser. Se esta liberdade não for justamente temperada, se ultrapassar os devidos limites e medidas, desnecessário é dizer que tal liberdade não é seguramente um direito. Pois o direito é uma faculdade moral, e, como dissemos e como não se pode deixar de repetir, seria absurdo crer que esta faculdade cabe naturalmente e sem distinção nem discernimento, à verdade e à mentira, ao bem e ao mal. À verdade e ao bem, há o direito de os propagar no Estado com liberdade prudente, a fim de que possam aproveitar um maior número; mas as doutrinas falsas, que são para o espírito a peste mais fatal, assim como os vícios que corrompem o coração e os costumes, é justo que a autoridade pública empregue toda a sua solicitude para os reprimir, a fim de impedir que o mal alastre para ruína da sociedade.

Papa Leão XIII in encíclica «Libertas Praestantissimum».