31/03/2015

O Fascismo não era agnóstico


O Estado fascista não é agnóstico... O Estado fascista tem a sua moral, a sua religião, a sua missão política no mundo, a sua função de justiça e, ainda, a sua tarefa económica. Portanto, o Estado fascista deve defender a moralidade do povo, deve professar e proteger a religião verdadeira, isto é, a religião católica, deve cumprir no mundo a missão de civilização destinada aos povos de alta cultura e grandes tradições, deve fazer justiça entre as classes, deve promover o aumento da produção e da riqueza, operando, quando convém, com a possante mola do interesse individual, mas intervindo com a própria iniciativa.

Alfredo Rocco in «La trasformazione dello Stato», 1927.

28/03/2015

A Hierarquia é celestial, a Igualdade é infernal


Porque na verdade, Aquele que criou e governa todas as coisas, dispôs com a Sua providência e sabedoria, que as coisas inferiores alcançassem o seu fim pelas médias e estas pelas superiores. Pois assim como no Reino dos Céus Ele quis que os coros angélicos fossem diferentes e uns subordinados aos outros, assim como na Igreja Ele instituiu vários graus de ordens e diversos ofícios para que "nem todos fossem apóstolos, nem todos doutores, nem todos pastores" (Rom. XIII, 1-7), assim também Ele dispôs que na sociedade civil houvesse várias ordens distintas em dignidade, direitos e poderes, ou seja, que o Estado, como a Igreja, fosse um só corpo com muitos membros, uns mais nobres do que outros, mas todos necessários e solícitos ao bem-comum.

Papa Leão XIII in «Quod Apostolici Muneris».

26/03/2015

A confissão de um democrata sincero


Se de facto obrigámos os trabalhadores livres a votar quando eles não tinham vontade nenhuma de o fazer, esse gesto foi absolutamente anti-democrático; e se somos democratas, temos a obrigação de nos retratar dele. O que nós queremos respeitar é a vontade do povo, e não os votos do povo; dar a um homem o direito de voto contra a sua vontade é fazer do direito de voto uma coisa mais valiosa do que a democracia que esse direito exprime.
(...)
Assim, um democrata não tem o direito de obrigar milhões de muçulmanos a votar com uma cruz quando eles têm um preconceito a favor do voto com um crescente. E, a não ser que reconheçamos este ponto de vista, a democracia é uma farsa que não deve ser mantida.

G. K. Chesterton in «Disparates do Mundo».

22/03/2015

Heróis de ontem, vilões de hoje


Noutros tempos, todo o indivíduo que defendia o território do seu país, que por ele se batia e morria, era um patriota digno e merecedor do respeito e da admiração do inimigo leal e valente. Hoje, porém, as coisas modificaram-se e assim, na China, os chineses que se defendem são "bandidos", na Palestina os árabes são "terroristas" e os nacionalistas espanhóis são "facciosos".

José Gonçalves de Andrade in «O Legionário», 1939.

20/03/2015

A felicidade pela renúncia


Dizem que hoje é o dia mundial da felicidade...

A felicidade é um estado de satisfação da alma, expressão de harmonia total entre as nossas aspirações e as realidades da vida. E por isso julgo mais simples atingir a felicidade pela renúncia do que pela procura e satisfação de necessidades sempre mais numerosas e intensas. A busca da felicidade exige, com efeito, supomos nós, um contínuo estado de insatisfação.

António de Oliveira Salazar, citado por Christine Garnier in «Férias com Salazar».

18/03/2015

Heresia da Acção

A idolatria do humanismo sem Deus

Não nos podemos abster de exprimir a nossa preocupação e a nossa ansiedade por aqueles que, por especiais circunstâncias do momento, se deixaram levar pelo vórtice da actividade exterior, assim como a negligenciar o principal dever do sacerdote, que é a santificação própria. Já dissemos em público documento que devem ser chamados a melhores sentimentos quantos presumam que se possa salvar o mundo por meio daquela que foi justamente designada como a "heresia da acção": daquela acção que não tem os seus fundamentos nos auxílios da graça, e não se serve constantemente dos meios necessários a obtenção da santidade, que Cristo nos proporciona.

Papa Pio XII in «Menti Nostrae».

17/03/2015

Pela via da honra


Caminha somente pela via da honra. Luta e nunca sejas vil. Deixa aos outros as vias da infâmia. Antes que vencer por meio de uma infâmia, melhor cair lutando sobre o caminho da honra.

Corneliu Zelea Codreanu in «Guarda de Ferro».

13/03/2015

Renascença Carolíngia


Para desmistificar a ideia de que a Idade Média era uma idade de trevas:

Se muitos se deixarem contagiar por essa aspiração, criar-se-á na França uma nova Atenas, uma Atenas mais refinada que a antiga, porque, enobrecida pelos ensinamentos de Cristo, superará toda a sabedoria da Academia. Os antigos tiveram por mestres apenas as disciplinas de Platão, que, inspiradas nas sete artes liberais, ainda brilham com esplendor: mas os nossos estarão dotados também dos sete dons do Espírito Santo e superarão em brilho toda a dignidade da sabedoria secular.

Santo Alcuíno em carta a Carlos Magno, citado por Thomas E. Woods Jr. in «O que a Civilização Ocidental deve à Igreja Católica».

08/03/2015

Confissão


Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes: "O que ligardes e desligardes na Terra será ligado e desligado no Céu". Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em baptizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo.

São João Crisóstomo in «Tratado sobre os Sacerdotes».

05/03/2015

O modelo político de Salazar


Não aspirar ao poder como a um direito, mas aceitá-lo e exercê-lo como um dever; considerar o Estado enquanto representante de Deus para o bem-comum e obedecer, de todo o coração, àquele que foi investido com autoridade; não se esquecer, quando alguém manda, em nome de qual justiça está a fazê-lo e não se esquecer, quando alguém obedece, a virtude sacra daquele que manda. É o poder, livre de qualquer ambição, de obstáculos inoportunos, de revoluções perigosas; é a livre autoridade e o respeito daqueles sobre os quais ela é exercida; é a lei humana enobrecida pela justiça, pelo poder limitado pela lei de Deus e pelos direitos da consciência; é a ordem assegurada pela obediência das almas.

António de Oliveira Salazar, conferência proferida no 1º Congresso Eucarístico Nacional, 4 de Julho de 1924.

01/03/2015

Que fazer perante um Papa liberal?


A psicologia de um Papa liberal é facilmente compreensível, mas difícil de suportar! Com efeito, põe-nos numa situação muito delicada em relação a tal chefe, seja Paulo VI, seja João Paulo II... Na prática, a nossa atitude deve-se fundar num discernimento prévio, necessário para a circunstância extraordinária que significa um Papa conquistado pelo liberalismo. Eis aqui este discernimento: quando o Papa diz alguma coisa de acordo com a Tradição, seguimo-lo; quando diz alguma coisa contrária à nossa Fé, ou quando sustenta ou deixa fazer algo que põe em perigo a nossa Fé, então não podemos segui-lo! Isto pela razão fundamental de que a Igreja, o Papa e a hierarquia, estão ao serviço da nossa Fé. Não são eles que fazem a Fé, devem servi-la. A Fé não se faz, é imutável, a Fé se transmite.
Por este motivo, não podemos seguir os actos destes Papas, feitos com a finalidade de confirmar uma acção que vai contra a Tradição. Seria colaborar com a auto-demolição da Igreja, com a destruição da nossa Fé!

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».

21/02/2015

Oração pela conversão dos muçulmanos


Oração a Nossa Senhora de África pela conversão dos muçulmanos, composta pelo Bispo de Argel em 1858:

Ó Coração Santo e Imaculado de Maria, pleno de misericórdia, tão atingido pela cegueira e profunda miséria dos muçulmanos. Vós, a Mãe de Deus feito homem, dê-lhes o conhecimento da nossa Santa Religião, a graça da abraçar e praticar fielmente, a fim de, pela vossa poderosa intercepção, estejamos todos reunidos na mesma fé, na mesma esperança e no mesmo amor do vosso divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi crucificado e morreu para salvação de todos os homens, que ressuscitou cheio de glória, e reina na unidade do Pai e do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Ámen.

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós.
Nossa Senhora de África, rogai por nós, pelos muçulmanos, pelos judeus e todos os outros infiéis.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.

19/02/2015

Humberto Delgado e o Bando de Argel


No seguimento dos dois livros inconvenientes sobre a morte do general Humberto Delgado, passo a divulgar mais uma leitura inconveniente – "O Bando de Argel: Responsabilidades na Descolonização" – da autoria de Patrícia McGowan, uma antiga militante comunista e anti-salazarista.
O livro, editado em 1979 e reeditado em 1998 com o novo nome de "Misérias do Exílio: Os Últimos Meses de Humberto Delgado", pode ser lido livremente em versão on-line.
Da obra, destaco a seguinte passagem da página 82:

Contudo, o problema do general [Humberto Delgado] subsistia. Tornara-se definitivamente anti-comunista. Seria ainda mais perigoso para o partido fora da Argélia – em contacto com os núcleos de exilados em várias capitais. E terrivelmente mais perigoso se, porventura, entrasse clandestinamente em Portugal. Era uma testemunha viva da incompetência e corrupção moral de certos prestigiados «anti-fascistas». Preso em Portugal ou livre na clandestinidade constituiria uma ameaça terrível para os projectos do Partido Comunista.

18/02/2015

Quarta-feira de Cinzas

Vida, Morte, Tempo.

Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.
Lembra-te, ó homem, que és pó, e que em pó te hás-de tornar.

Génesis 3:19

16/02/2015

A decadência interna


O maior perigo para qualquer país é o da decadência interna, devida a uma rendição moral e espiritual. Arnold Toynbee na sua monumental História da Civilização mostra que de dezanove civilizações, não menos de dezasseis se afundaram internamente sem que qualquer força estranha lhes desse um golpe mortal.
Por vezes, na verdade, foram os violentos ataques externos que provocaram a morte de civilizações que já se encontravam agónicas.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar».

11/02/2015

Efeméride: 86 anos do Tratado de Latrão


A 11 de Fevereiro de 1929, dia de Nossa Senhora de Lurdes, foi assinado o Tratado de Latrão entre a Santa Sé e o Reino de Itália, pondo assim fim à Questão Romana que aprisionava a Igreja desde 1870, ano em que o governo maçónico do Risorgimento usurpou os Estados Pontifícios, doados por Pepino, o Breve, no ano de 754.
O Tratado reconhecia a soberania do Estado do Vaticano, declarava o Catolicismo como religião oficial do Estado Italiano, e garantia à Santa Sé o pagamento de uma determinada quantia de dinheiro por perdas territoriais.

09/02/2015

República e Democracia


A palavra república tem um sentido admissível. Mesmo depois do restabelecimento da Monarquia, poderá ser conservada com aquele significado antigo que designava o conjunto dos negócios públicos. Em compensação, democracia deve ser riscada, banida e esquecida, como puro sinónimo de degenerescência, expressão da desorganização e da pulverização, espécie de vestígio linguístico de quanto o regime republicano teve outrora de mais funesto.

Charles Maurras, citado por António Sardinha in «Ao Princípio era o Verbo», 1924.

08/02/2015

Liberalização das drogas?

À Sra. Ministra da Justiça do desgoverno português, que se diz de "direita" e que defende a liberalização das drogas ditas leves, eis o testemunho de três viciados em cannabis, exemplo cabal dos "ganhos para os cidadãos" que essa liberalização traria:

04/02/2015

Opus Dei: pioneiro no Ecumenismo


A ideologia liberal-maçónica tem como princípios o indiferentismo, o sincretismo e a liberdade política e religiosa, princípios que sempre foram os do Opus Dei desde a sua fundação, em 1928. Para comprovar esta afirmação, vejamos o que diz uma autoridade do próprio Opus Dei (sublinhados meus):

As pessoas que participam das suas actividades sabem que o Opus Dei não faz política. A sua actuação tem outra dimensão: lembrar que todos, também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa santidade pode e deve ser procurada nas actividades da vida diária, realizando-as por amor a Deus e ao próximo.
Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma visão política diversa.
Em Roma, convivi com 'São' Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a 1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar, consiste em compreender.
'São' Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um "conservador". Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.
Quando passou uma temporada no Brasil, entre Maio e Junho de 1974, dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. (...)
'São' Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40, resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos...
Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo: houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por isso, alguns tiveram que se exilar.
Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente porque o Opus Dei não interfere nas actividades políticas dos seus membros, e cada um actua como lhe parece mais conveniente.
A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses riscos.

Mons. Vicente Ancona Lopez, vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil.