09/05/2016

Temos de ser mente aberta?


Eu estou incuravelmente convencido que o objectivo de abrir a mente, como o de abrir a boca, é voltar a fechá-la perante algo sólido.

G. K. Chesterton in «Autobiografia».

07/05/2016

Rios de Sangue


Enoch Powell, no seu discurso de 1968 Rivers of Blood, avisou para os perigos de uma política de portas abertas à imigração. No entanto, muitos preferiram apelidá-lo de louco, extremista e exagerado. Mas eis agora os frutos da cegueira dos seus detractores:

06/05/2016

O ateísmo é ilógico


Testemunho de um ateu que se converteu ao Cristianismo:

O meu argumento contra Deus era o de que o universo parecia injusto e cruel. No entanto, de onde eu tirara essa ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha é torta se não souber o que é uma linha recta. Com o que eu comparava o universo quando o chamava de injusto? Se o espectáculo inteiro era mau do começo ao fim, como é que eu, fazendo parte dele, podia ter uma reacção assim tão violenta? Um homem sente o corpo molhado quando entra na água porque não é um animal aquático; um peixe não se sente assim. E claro que eu poderia ter desistido da minha ideia de justiça dizendo que ela não passava de uma ideia particular minha. Se procedesse assim, porém, o meu argumento contra Deus também desmoronaria – pois depende da premissa de que o mundo é realmente injusto, e não de que simplesmente não agrada aos meus caprichos pessoais. Assim, no próprio acto de tentar provar que Deus não existe – ou, por outra, que a realidade como um todo não tem sentido –, vi-me forçado a admitir que uma parte da realidade – a saber, a minha ideia de justiça – tem sentido, sim. Ou seja, o ateísmo é uma solução simplista. Se o universo inteiro não tivesse sentido, nunca perceberíamos que ele não tem sentido – do mesmo modo que, se não existisse luz no universo e as criaturas não tivessem olhos, nunca nos saberíamos imersos na escuridão. A própria palavra escuridão não teria significado.

C. S. Lewis in «Cristianismo Puro e Simples».

04/05/2016

Dívida pública e democracia


A dívida pública portuguesa aumentou para 233 mil milhões de euros (140,2% do PIB). E por mais que tentem escamotear, é evidente que o problema da dívida pública está intimamente ligado com a democracia. Sempre que Portugal esteve sujeito a regimes baseados no voto popular e nos aparelhos partidários (e na maçonaria que os domina), a dívida pública aumentou em termos absolutos. Porquê? Porque uma dívida pública elevada serve o propósito de tornar os Estados prisioneiros da Banca.

Pela análise do gráfico que relaciona a dívida pública em função do PIB no período 1850-2010, é possível constatar que só na Ditadura Militar/Estado Novo tivemos uma redução da dívida pública em termos absolutos, chegando a uns notáveis 13% do PIB. Já nos regimes demo-liberais, a dívida pública teve sempre tendência para aumentar ou estagnar em valores astronómicos.

30/04/2016

Para onde foi a riqueza acumulada no Estado Novo?


No dia 19 de Julho de 2011 o jornal "Público" divulgava a seguinte notícia:

Nas últimas três décadas, mais concretamente de 1974 a 2006, Portugal desfez-se de mais de metade das suas reservas de ouro, amealhadas durante o Estado Novo. Nesse período de tempo, o total de reservas passou de 865,9 toneladas, em 1974, para 382,5 toneladas em 2006.
As vendas iniciaram-se após o 25 de Abril, numa altura em que o primeiro recurso utilizado foi as divisas acumuladas, recorda o economista Silva Lopes. Em apenas três anos, foram vendidas mais de 100 toneladas. Seguiram-se cinco anos de alguma contenção, mas em 1983 o país não tinha quem lhe emprestasse dinheiro e, antes do apoio do Fundo Monetário Internacional, recorreu ao ouro como garantia de empréstimos bancários de curto prazo. A amortização desses empréstimos foi feita através da venda de ouro. Nos quatro anos entre 1983 e 1987 foram vendidas 63 toneladas.
As reservas mantiveram-se estáveis na década que passou entre 1987 e 1997, iniciando uma descida significativa a partir daí. Entre 1998 e 2006 Portugal vendeu 242 toneladas de ouro, reduzindo as reservas para as actuais 382,5 toneladas. O Banco de Portugal justificou essas vendas como gestão de activos, para aproveitar a subida do preço do ouro nos mercados internacionais. Entretanto, nos últimos cinco anos, Portugal não vendeu ouro.

28/04/2016

28 de Abril: aniversário de Salazar


Um moralista deixou escrito: Deus nos dê o sábio para nos ilustrar, o santo para nos edificar, o homem prudente para nos governar. O autor encontrara no seu bom senso a verdade política que a experiência humana tem inteiramente consagrado.

António de Oliveira Salazar in «Discursos e Notas Políticas».

26/04/2016

Maré sem refluxo


O espírito do mundo, o "consenso" geral, o relativismo invasor, o sentimentalismo, a intolerância da "tolerância", assemelham-se a uma maré sem refluxo, que cresce sem cessar, que nos cobre, nos cala, nos afoga, até deixar-nos sem palavras.

Alberto Caturelli in revista «Gladius», nº 54, 2002.

25/04/2016

Memórias do 25 de Abril


Pela via aritmética, clamando que são eleitos pelo voto popular, vemos alçados ao poder analfabetos, traidores e desonestos que conhecemos de longa data. Alguns nem serviam para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, a deputados, a governadores civis e mesmo, quando não querem, a ministros. Quem pode governar bem um país se não tem competência nem preparação para isso? Mas os partidos ordenam que assim se proceda e o interesse nacional não reage em contrário.

Marcello Caetano, citado por Joaquim Veríssimo Serrão in «Marcello Caetano: Confidências no Exílio».

22/04/2016

As grandes linhas do mundialismo


Em linhas gerais, a Nova Ordem Mundial é um projecto de destruição a grande escala que visa:

– O governo mundial com centralização de poderes.
– A destruição da religião [católica], substituindo por uma falsa religião ecuménica mundial.
– A destruição da unidade familiar.
– A destruição das soberanias nacionais.
– A abolição do sentimento patriótico [patriotismo].
– A redução drástica da população mundial.
– O nivelamento social baixo das populações, através do dumping social.
– A destruição das tradições e das culturas.
– A dissolução das identidades.
– A miscigenação generalizada das populações, excepto do povo judeu.
– O controlo [ilegítimo] da informação.
– A abolição da propriedade privada.
– A restrição das liberdades individuais [legítimas].
– O empobrecimento da língua, que nos leva à famosa novilíngua descrita por George Orwell; linguagem SMS e erradicação progressiva da ortografia.
– A uniformização do indivíduo para conseguir um trabalhador dócil, flexível, mestiço, nómada e estúpido, porque embrutecido pela sociedade de consumo.

Estes são os pontos essenciais da mística mundialista, decidida em voltar-se contra a lei natural, a qual veremos ainda que ela junta fielmente certos escritos maiores e outras falsas religiões e espiritualidades.

Johan Livernette in «Le complot contre Dieu: Le mondialisme démasqué», 2014.

18/04/2016

Propaganda subversiva e ideologia oficial


O canal de televisão de Francisco Pinto Balsemão estreia hoje um programa que visa à alienação das inteligências e das almas. Trata-se de um caso claro de terrorismo ideológico.
Fora do arco ideológico autorizado, definido pelo território do velho humanismo igualitário e pelos dogmas da filosofia dos direitos humanos, nenhuma teoria política ou económica [ou religiosa] atrai a atenção dos meios de comunicação. Os mais brilhantes espíritos vêem-se obrigados a mutilar o seu pensamento para agradar, não à "opinião pública" que não existe, mas sim aos censores da ideologia ocidental oficial.
Guillaume Faye in «El Vacío Intelectual».

16/04/2016

Salazar e o sufrágio universal

 

Não creio no sufrágio universal, porque o voto individual não tem em conta a diferenciação humana. Não creio na igualdade, mas na hierarquia. Os homens, na minha opinião, devem ser iguais perante a lei, mas considero perigoso atribuir a todos os mesmos direitos políticos.

António de Oliveira Salazar, entrevista ao jornal «Le Figaro», Setembro de 1958.

10/04/2016

Contra o hedonismo


Precisamos combater, cerradamente, na escola, no lar, na sociedade, este preconceito erróneo e funesto de que viver é gozar. Acima do prazer, está o código do dever; acima do gozo, está a dignidade da honra; acima das sensações de prazer, estão os imperativos de consciência recta; fora do hedonismo, estão o dever conjugal, o direito dos filhos, o interesse nacional. Lutemos contra mais este entorpecente social, que é o inimigo da família e da pátria.

Marechal Philippe Pétain, citado por Frei Mansueto in «Pio XII: o Pastor Angelicus».

06/04/2016

O ideal humano da superclasse mundial


Para o sistema dominante, o homem é concebido como uma matéria-prima (dito "recurso humano"). Ele deve, antes de tudo, ser permutável para as necessidades da oligarquia mercantil. Deve portanto ter quatro características negativas:

– Não ter raízes (nem raça, nem nação, nem religião);
– Não ter um ideal: deve ser um consumidor e um produtor materialista e relativista, disposto a engolir todos os produtos lançados no mercado (incluindo os produtos bancários permitindo endividá-lo e, portanto, submetê-lo melhor);
– Não ter religião para além da do seu próprio ego, para ser mais facilmente isolado e, portanto, manipulável;
– Não ter personalidade a fim de se fundir na massa (deve por isso ser educado de forma puramente técnica e utilitária, sem cultura que lhe permita situar-se como homem livre do sistema dominante).

Jean-Yves Le Gallou in «Les convergences paradoxales de l’extrême gauche et de la superclasse mondiale».

03/04/2016

Contra o mito do absolutismo


Voltando ao tema do absolutismo, tomemos o exemplo de França:

Como bem o mostraram os trabalhos de Fustel de Coulanges, o poder de Clóvis e de todos os seus sucessores, era de facto tão absoluto como o dos reis depois de Luís XIV. Este rei, na pessoa do qual se encarna o absolutismo, não destruiu em parte alguma os estados provinciais, os quais a monarquia costumava respeitar, quando tinham bastante vitalidade.
José Pequito Rebelo in jornal «Monarquia», Junho de 1917.

Tal como hoje em dia a esquerda acusa de "fascismo" qualquer oposição à sua direita, os liberais do século XVIII e XIX acusavam os reis de "absolutismo" como forma de os tornar odiosos aos olhos de todos, para assim melhor passar a sua mensagem revolucionária (maçónica, democrática, republicana). Foram portanto os liberais quem inventou a tese do "absolutismo", segundo a qual a monarquia do período barroco seria uma degeneração totalitária da monarquia medieval, que segundo eles era democrática. Mas como demonstrou Fustel de Coulanges, entre outros autores, não existia diferenças no poder real entre o período medieval e barroco. Fica assim mais uma vez desfeita a teoria segundo a qual estávamos perante dois tipos diferentes de monarquia. Pelo contrário, a natureza e as leias da monarquia sempre foram as mesmas, até que vieram os revolucionários e introduziram o veneno do constitucionalismo, usurpando a soberania do Rei. Contudo, o pior disto tudo é verificar que existem alguns monárquicos que se auto-intitulam como tradicionalistas, mas que seguem a mesma tese maçónica. Ora, com esses pseudo-tradicionalistas há que ter muita cautela, para que o seu erro não leve os incautos. Que ninguém se engane, numa monarquia católica, seja em França ou Portugal, sempre a soberania residiu no Rei, responsável pela governação, e cujo poder e legitimidade vinha de Deus, não do povo por meio das Cortes.

29/03/2016

Europa acorda!


A hora de hoje é confusionista e adversa. Reinam os miasmas e as várias formas de opressão. Nós somos um reduto de fiéis, uma simples minoria contra a avalanche dos bárbaros e dos guzanos, hábeis, diabólicos, aliciadores. Mas quando a dissolução e o paganismo dominavam o Império Romano (o mundo de então), a minoria cristã soube resistir e criar prosélitos e expandir-se; quando a heresia dos arianos tomou conta dos povos europeus, a minoria ortodoxamente católica resistiu e jugulou-a; quando a Península caiu, de lés-a-lés, nas mãos dos mouros, a minoria cristã, confinada a um migalho das Astúrias, resistiu e desencadeou dali a Reconquista.
Na História, nenhum estádio é definitivo, nenhuma provação é inultrapassável. Os ventos da História são pretensiosa invenção e grosseiro determinismo de quem nos quer desarmar. «O mundo só tem o sentido que nós lhe dermos», proclamou Schiller.
Lúcidos, fiéis, ardorosos, combativos – acabaremos por vencer.

Goulart Nogueira in jornal «Agora», 9 de Setembro 1967.

27/03/2016

Cristo foi imolado como nossa Páscoa


Que os cristãos soltem louvores
Ao seu Cordeiro Pascal,

Que resgatou as ovelhas:
Cristo Jesus, inocente,
Vem pôr em paz com seu Pai
As almas dos pecadores!

Um duelo singular
Travou a morte com a vida:
O Autor da vida morreu,
Mas reina agora imortal!

Podes dizer-nos, Maria,
O que viste no caminho?

– Vi o sepulcro de Cristo,
Já vivo e ressuscitado!

Vi testemunhas angélicas,
Mais o sudário e a mortalha!

Ele ressurgiu – minha esperança! –
E aguarda na Galileia.

Sabemos bem que Jesus
Já ressuscitou dos mortos:
Vós, ó Rei vitorioso,
Compadecei-Vos de nós! Ámen. Aleluia.

Sequência de Páscoa (século XI)

23/03/2016

A imigração massiva é efeito e não causa

Decadentes

É bem evidente que não resolveremos os problemas do Terceiro Mundo convidando as suas populações a vir em massa instalar-se nos países ocidentais! Ao mesmo tempo, temos que ter uma visão mais global dos problemas. Crer que é a imigração que atenta principalmente contra a identidade colectiva dos países de acolhimento é um erro. O que atenta contra as identidades colectivas é, em primeiro lugar, a forma de existência que prevalece hoje em dia nos países ocidentais e que ameaça estender-se progressivamente ao mundo inteiro. Os imigrantes não têm culpa que a maioria dos europeus já não seja capaz de dar ao mundo o exemplo de um modo de vida que lhes seja próprio! A imigração, deste ponto de vista, é uma consequência antes de ser uma causa: ela constitui um problema porque, face aos imigrantes que normalmente conservam as suas tradições, os ocidentais já decidiram renunciar às suas.

Alain de Benoist in «C'est-à-dire», 2006.

21/03/2016

Poema: Conta e Tempo


Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Frei António das Chagas (século XVII)

19/03/2016

As monarquias modernas

Constitucionalistas pseudo-monárquicos.

Dizem-se constitucionais as monarquias hodiernas. Porque comportam consigo um princípio contrário à sua índole, terminam sempre numa balbúrdia inglória da rua, depois da insignificância de meia dúzia de tiros. É que o poder sobe-lhes de baixo para cima, derivado dessa heresia social e religiosa que é a concepção materialista da soberania do povo. São por isso a negação da verdadeira Realeza, que depõe na fé e na legitimidade do direito a inspiração segura do seu carácter providencial.

António Sardinha in «Ao Ritmo da Ampulheta».

16/03/2016

Não precisamos de pragmáticos


Surgiu no nosso tempo uma moda muito peculiar: a ideia de que, quando as coisas estão a correr muito mal, do que nós precisamos é de um homem pragmático. Ora, é bastante mais correcto afirmar que, quando as coisas estão a correr muito mal, do que nós precisamos é de um homem que não seja pragmático; precisamos, pelo menos, de um teórico. Um homem pragmático é um homem que só conhece a prática do dia-a-dia, o modo como as coisas habitualmente funcionam. Quando as coisas não funcionam, temos de recorrer ao pensador, ao homem que tem algum conhecimento da razão pela qual elas funcionam. É má ideia tocar harpa enquanto Roma está a arder; mas é uma excelente ideia estudar hidráulica enquanto Roma está a arder.

G. K. Chesterton in «Disparates do Mundo».

13/03/2016

Todos têm opinião sobre tudo


Hoje, pelo contrário, o homem médio tem as "ideias" mais taxativas sobre quanto acontece e deve acontecer no universo. Por isso perdeu o uso da audição. Para quê ouvir, se já tem dentro de si o que necessita? Já não é época de ouvir, mas, pelo contrário, de julgar, de sentenciar, de decidir. Não há questão da vida pública em que não intervenha, cego e surdo como é, impondo a sua "opinião".
Mas não é isto uma vantagem? Não representa um progresso enorme que as massas tenham "ideias", quer dizer, que sejam cultas? De maneira nenhuma. As "ideias" deste homem médio não são autenticamente ideias, nem a sua posse é cultura. A ideia é um xeque-mate à verdade. Quem queira ter ideias necessita antes de dispor-se a querer a verdade, e aceitar as regras do jogo que ela imponha. Não vale falar de ideias ou opiniões onde não se admite uma instância que as regula, uma série de normas às quais na discussão cabe apelar. Estas normas são os princípios da cultura.

José Ortega y Gasset in «A Rebelião das Massas».

11/03/2016

Poema para sexta-feira de Quaresma


Se sois Riqueza, como estais despido?
Se Omnipotente, como desprezado?
Se Rei, como de espinhos coroado?
Se Forte, como estais enfraquecido?

Se Luz, como a luz tendes perdida?
Se Sol Divino, como eclipsado?
Se Verbo, como é que estais calado?
Se Vida, como estais amortecido?

Se Deus, como estais como homem nessa Cruz?
Se Homem, como dais a um ladrão,
Com tão grande poder, posse dos Céus?

Ah, que sois Deus e Homem, bom Jesus!
Morrendo por Adão enquanto Adão,
E redimindo Adão enquanto Deus.

Frei António das Chagas (século XVII)

08/03/2016

Como homossexuais entraram para os seminários


As dioceses têm que ter cuidado para rejeitar aqueles que demonstram tendências para as perversões sexuais. As evidências, contudo, mostram que muitos dos psicólogos contratados para fazer a selecção [dos seminaristas] para a diocese, recusam-se a recomendar homens que se atenham ao Magistério da Igreja em matérias sexuais, especialmente em relação ao celibato do sacerdócio e à homossexualidade. Tais candidatos são chamados de sexualmente imaturos ou sexualmente disfuncionais. Assim, aqueles que abraçam o celibato sacerdotal como proposto pela Igreja e que dão evidências que não aceitam relações homossexuais como normais e aceitáveis do ponto de vista comportamental, são tratados como os que mostram sinais de perversões sexuais.

Michael S. Rose in «Goodbye, Good Men», 2002.

05/03/2016

"Fascismo" em todo o lado


Por razões de estratégia política, o marxismo militante divulgou a tese que confundia todos os movimentos políticos ou atitudes de direita, que a ele se opusessem, debaixo da mesma designação – Fascismo – até porque esta ideologia fora estrondosamente derrotada na II Guerra Mundial pelos aliados, gerando assim uma reacção primária contra os visados. Se bem que se possa entender tal atitude numa perspectiva de combate político, ela é inaceitável do ponto de vista histórico e politológico. A ciência existe para distinguir e classificar e não para baralhar e confundir.

António de Sousa Lara in «Da História das Ideias Políticas à Teoria das Ideologias».

03/03/2016

Da abdicação do papel de Pai


Arriscar-me-ia a dizer que há uma correlação directa entre um pai dominante e as animosidades dos filhos. É claro que a dominação não necessita ser brutal. Na família da minha mulher eram cinco crianças e nunca houve rivalidades odientas. O pai era um animal alfa – imbatível e incontestável chefe. Os seus avisos eram do mais moderado que se pode imaginar: "Estou realmente surpreendido que tenhas podido fazer isso". E era terrível. A hostilidade que se vê hoje entre irmãos é um fenómeno novo, particularmente observável nos Estados Unidos.

Konrad Lorenz, entrevista in «Etologia - Colectivo Nova Geração».

28/02/2016

Os actores principais da História


Tradução: «Sem os chefes, sem os santos, sem os heróis, sem os reis, a História é ininteligível.»

26/02/2016

Porque se desenvolveu a ciência no Ocidente?


A ciência desenvolveu-se no mundo ocidental por três razões:
1. Porque a natureza se desviou da significação mitológica, tal como existe no Oriente, onde se mistura o animismo com o politeísmo e o panteísmo. E a ciência só pode desenvolver-se apenas quando a Natureza é estudada como Natureza.
2. Porque o pensamento ocidental aplica à Natureza dois princípios básicos da razão: a causalidade e a uniformidade. Estas constituem a base de toda a ciência.
3. O Cristianismo, acentuando a disciplina, a razão e o valor da Natureza, como tal, tornou-se a rocha em que a ciência empírica se fundamenta. A ciência nasceu e pode desenvolver-se apenas numa civilização cristã. O Oriente, sem este fundamento, nunca se tornará científico. O pensamento oriental dá pouca importância à causalidade e está muito mais relacionado com a sensação, as emoções, a consciência e a inconsciência [exemplo: Budismo e Hinduísmo], em que tudo principia a aglutinar-se e a fundir-se numa unidade.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar».

25/02/2016

B'nai B'rith e o Vaticano II


Vocês sabem, e é um facto histórico publicado na ocasião pelos jornais de Nova Iorque, que o Cardeal Bea, na véspera do Concílio, foi visitar os B'nai B'rith, os "filhos da Aliança", uma seita maçónica reservada aos judeus de grande influência no mundo. Na qualidade de secretário do Secretariado para a Unidade dos Cristãos, fundado por João XXIII, ele perguntou-lhes: – Maçons, o que vós quereis? Eles responderam-lhe: – A liberdade religiosa, proclamem a liberdade religiosa e cessarão as hostilidades entre a Maçonaria e a Igreja Católica! E eles ganharam a liberdade religiosa; ela é pois uma vitória [judaico-]maçónica!

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».

21/02/2016

Marxismo e Ateísmo


Marx não foi primeiro um comunista e depois um ateísta. Foi primeiro um ateísta e depois um comunista. O comunismo era uma mera expressão do seu ateísmo. Assim como odiava Deus, odiava também aqueles que possuíam propriedades. Eis o que ele escreveu: "O que o Ateísmo é para o pensamento, o Comunismo é-o para a acção social". A sua relação intrínseca explica-se deste modo: "O Comunismo principia onde principia o Ateísmo". Quando uma pessoa é desenraizada espiritualmente pelo ateísmo, fica preparada para economicamente ser desenraizada pela destruição da propriedade privada. O comunismo não nasceu do pensamento: nasceu do ódio, o ódio pelo que o homem é, um filho de Deus; e o ódio pelo que o homem possui, em especial a propriedade, garantia da sua liberdade económica. Fundi estes dois ódios e fazei com eles uma teoria, e aí tereis a filosofia comunista.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar».

18/02/2016

O Rei como Pai da Nação


Sendo a Nação, no seu melhor conceito, uma família extensa e permanente, na impossibilidade de a manter sob o governo do mesmo chefe, recorre-se ao benefício da hereditariedade para que o poder não sofra interrupção. Por isso o Rei representa tanto a Nação, como cada um de nós os seus antepassados. Ninguém escolhe o Rei, como ninguém escolhe o próprio Pai para lhe obedecer.

Adaptado de «Cartilha Monárquica», 1916.

14/02/2016

Quem está a mais?


A resposta para quem fala em excesso de população, é perguntar se essa pessoa faz parte do excesso de população; e se não faz parte, como é que sabe disso?

G. K. Chesterton in «Introduction to a Christmas Carol».

11/02/2016

Detalhes sobre Humberto Delgado

O (des)governo da República decidiu atribuir ao Aeroporto de Lisboa o nome do General Humberto Delgado, militar conhecido por ter traído e feito oposição ao Estado Novo, tornado herói pelos democratas de Abril.
Sobre a traição propriamente dita, nada direi de momento. Retomo apenas dois panfletos das eleições de 1958, que dão conta da baixa moral do General sem medo.


08/02/2016

A tirania do politicamente correcto


3ª Tese: A ideologia politicamente correcta não é apenas dominante, tornou-se também a única ideologia.
Diz-se que "o maior truque do Diabo é fazer crer que não existe". A força da ideologia politicamente correcta consiste em ter imposto a ideia que os debates ideológicos estavam ultrapassados. Mas como observou oportunamente Dominique Venner em "O Século de 1914", não vivemos numa sociedade a-ideológica, mas numa sociedade saturada de ideologia, de uma ideologia única [e falsa].
É por isso que não há mais debate ideológico nos grandes meios de comunicação social, já que os únicos que podem exprimir-se – incluindo nas páginas de "opinião" dos jornais – são aqueles que respeitam os cânones da [falsa] ideologia única.

Jean-Yves Le Gallou in «Douze thèses pour un gramscisme technologique», 2008.

05/02/2016

A inversão do espírito missionário católico


É também este falso pensamento que foi sugerido aos missionários: inicialmente não falem de Jesus Cristo a estes pobres indígenas que morrem de fome! Dai primeiro de comer, depois ferramentas, depois ensinai a trabalhar, o alfabeto, a higiene... e, porque não, o controlo de natalidade?! Mas não falem em Deus, pois eles têm o estômago vazio! Eu porém diria: precisamente porque são pobres e desprovidos de bens terrenos, eles são extraordinariamente acessíveis ao Reino dos Céus, a este "procurai primeiro o Reino dos Céus", ao Deus que os ama e sofreu por eles, para que eles participem por suas misérias, do Seu sofrimento Redentor. Se, ao contrário, vocês pretendem pôr-se no nível deles, farão eles gritar contra a injustiça e acender neles o ódio. Mas se levam Deus até eles, os levantarão, os elevarão, e eles serão verdadeiramente enriquecidos.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

02/02/2016

Os tíbios


Por cobardia ou por estupidez, levam a cabo a política dos nossos inimigos. É o inimigo que os define. E eles permitem-no. Conformam-se à imagem desenhada pelo inimigo. Acusam-nos de etnicismo, e eles desculpam-se. Acusam-nos de xenofobia, de racismo, de anti-semitismo, e eles desculpam-se. Passam a vida a desculpar-se, quais colonizados. A desculpar-se de pensar, de existir, de ser.

Pierre Falardeau in jornal «Le Québécois», Novembro de 2001.

30/01/2016

O que é o Liberalismo?


O que é o Liberalismo? Na ordem das ideias é um conjunto de ideias falsas; na ordem dos factos é um conjunto de factos criminosos, consequência prática daquelas ideias.
Na ordem das ideias o Liberalismo é o conjunto do que chamam princípios liberais com as consequências lógicas que deles se derivam. Princípios liberais são: a absoluta soberania do indivíduo com inteira independência de Deus e da sua autoridade; soberania da sociedade com absoluta independência do que não provenha dela mesma; soberania nacional, isto é, o direito do povo para legislar e governar-se com absoluta independência de todo o critério que não seja o da sua própria vontade expressa primeiro pelo sufrágio e depois pela maioria parlamentar; liberdade de pensamento sem limitação alguma em política, em moral ou em religião; liberdade de imprensa, igualmente absoluta ou insuficientemente limitada; liberdade de associação com igual latitude. Estes são os chamados princípios liberais no seu mais cru radicalismo.
O fundo comum de todos eles é o racionalismo individual, ou racionalismo político, e o racionalismo social. Derivam-se deles a liberdade de cultos mais ou menos limitada; a supremacia do Estado em suas relações com a Igreja; o ensino laico ou independente sem nenhum laço com a religião; o matrimónio legalizado e sancionado pela intervenção exclusiva do Estado; a sua última palavra, a que abarca tudo e tudo sintetiza, é a palavra secularização, quer dizer, a não intervenção da religião em nenhum acto de vida pública, verdadeiro ateísmo social, que é a última consequência do Liberalismo.
Na ordem dos factos o Liberalismo é um conjunto de obras inspiradas por aqueles princípios e reguladas por eles. Como, por exemplo, as leis de desamortização, a expulsão das ordens religiosas; os atentados de todo o género oficiais e extra-oficiais, contra a liberdade da Igreja; a corrupção e o erro publicamente autorizado na tribuna, na imprensa, nas diversões, nos costumes; a guerra sistemática ao catolicismo, que apodam com os nomes de clericalismo, teocracia, ultramontanismo, etc.
É impossível enumerar e classificar os factos que constituem o proceder prático liberal, pois compreendem desde o ministro e o diplomata, que legislam ou intrigam, até ao demagogo, que perora no clube ou assassina na rua; desde o tratado internacional ou a guerra iníqua que usurpa ao Papa e o seu principado temporal, até a mão cobiçosa que rouba o dote da religiosa, ou se apodera da lâmpada do altar; desde o livro profundo e sabichão que se dá como texto na Universidade ou no instituto, até à vil caricatura que regozija os frequentadores de taberna. O Liberalismo prático é um mundo completo de máximas, modas, artes, literatura, diplomacia, leis, maquinações e atropelamentos completamente seus. É o mundo de Lúcifer, hoje disfarçado com aquele nome, e em radical oposição e luta com a sociedade dos filhos de Deus, que é a Igreja de Jesus Cristo.
Eis aqui, pois, retratado, como doutrina e como prática, o Liberalismo.

D. Félix Sardá y Salvani in «O Liberalismo é pecado».

27/01/2016

Homossexualismo não é norma, é desvio


Transcrição das legendas:
Eles não dizem que os gays perdem a vida 20-30 anos antes das pessoas normais. Eles ocupam-se activamente com a propaganda do seu estilo de vida. Aumentam as suas fileiras às custas de adolescentes ingénuos. Eles não falam sobre a velhice solitária dos gays. Ninguém precisa de um gay envelhecido. Eles falam de "liberdade", mas retiram das nossas crianças a liberdade de escolha, igualando a perversão à norma! Tolerância, liberdade... como nos falam dessas palavras! Mas onde estão os limites da liberdade? Dizem-nos que os pais podem ser do mesmo sexo. E se as pessoas preferem o sexo homossexual, porque não deixar que adoptem crianças? Eles também são pessoas, e isso não importa para as crianças.
E o que dizem os cientistas? O professor da Universidade do Texas, Mark Regnerus, iniciou as suas pesquisas ainda em 2010. E estes são os resultados: Uma em cada quatro crianças criadas por homossexuais tendem ao suicídio, doenças venéreas, e 60% enfrentam dificuldades na identificação da sua preferência sexual. Além disso, uma em cada três crianças criadas por duplas homossexuais foram sexualmente aliciadas. E é exactamente por isso que os gays querem que as crianças aceitem casais homossexuais. Eles precisam de crianças para saciar a sua sede! Estas são as estatísticas: 50% dos pedófilos são gays. Nos EUA, existe a associação de luta NAMBLA, ela milita a favor da legalização da pedofilia. Nesse país, os gays, como no resto do mundo, são 3%, mas eles cometem 30% dos crimes contra as crianças.
Na opinião dos cientistas, a região do cérebro responsável pela orientação sexual pode ser curada mais facilmente do que a responsável pelo alcoolismo. Mas eles não querem ser curados! Eles mentem ao dizer que são incuráveis. Eles mentem ao dizer que são normais! Pense bem sobre como eles estão em toda a parte nos média e nas profissões públicas. Tão grande que é a sua influência! Eles dizem que violam os seus direitos, mas essas são algumas publicações que propagandeiam o homossexualismo mensalmente. A primeira foi a revista Bolshoi Gorod, que anunciava uma "semana gay" nas suas páginas. A revista AFISHA trouxe até uma capa com a bandeira da comunidade gay. Trinta gays de Moscovo falam sobre como isso é importante e está na moda! A revista New Times chama uma vida pervertida entre homens de "amor".
Aqui mais alguns dados: Os gays representam quase 50% dos infectados com HIV. A probabilidade dos gays contraírem HIV é 4500 vezes superior às pessoas normais.
Antes de cantar a velha canção de que a tolerância à perversão é a nova moda, pense duas vezes. Você quer que o seu filho caia sobre a influência deles? Você quer que o nosso mundo se torne "tão civilizado" que pare de se reproduzir? O homossexualismo exalta a sua marcha, fazendo dela um sentido de vida. Aquilo que a natureza nos deu para continuar a espécie, agora apenas estimula fantasias de pervertidos? Estes valores coroarão a nossa civilização? Pense bem, enquanto não é tarde! Homossexualismo não é norma, é desvio!

25/01/2016

A República tem um novo Presidente (Parte 2)


O novo Presidente da República prova que também domina a arte de passar a ferro.
Está visto que é o homem certo, para o lugar certo!

21/01/2016

Pecado contra a verdade

Destruição de Sodoma.

A comunidade ou a nação que peca contra a verdade, que perde a reverência pela verdade e o ódio pela mentira, está perdida. Abandonada pela mão de Deus. E que maior castigo que este... A Verdade não pode impor-se por si mesma pela força. Se não a aceitam, retira-se. Temei a Verdade que se retira!

Pe. Leonardo Castellani in «San Agustín y Nosotros».

18/01/2016

A tirania ideológica das elites dominantes


2ª Tese: Os meios de influência são utilizados pelas elites dominantes para impor uma ideologia de ruptura com as tradições do passado.
No início do século XX, foram vários os autores que se inquietaram com a Rebelião das Massas (Ortega y Gasset). No entanto, é à Rebelião das Elites que assistimos nos últimos quarenta anos. Para Christopher Lasch, são as elites económicas, mediáticas e políticas, que impõem aos povos uma ideologia de ruptura com o passado.
Para nós, a "tirania mediática" impõe um cárcere de ideologia dominante assente em quatro dogmas:
– Os benefícios da mundialização;
– A ruptura com a tradição;
– A Esquerda apresentada como ontologicamente superior à Direita;
– O anti-racismo e a culpabilização dos povos.

Jean-Yves Le Gallou in «Douze thèses pour un gramscisme technologique», 2008.

§

Aos "dogmas" enunciados por Le Gallou, estão subjacentes alguns falsos princípios, que são:
– A igualdade universal;
– O relativismo ético-moral;
– O progresso indefinido;
– A religião (sobretudo a católica) como sinónimo de superstição anacrónica.

15/01/2016

Suécia: a nova utopia marxista


Sublinho a informação de que, segundo um relatório da ONU, a Suécia será um país de terceiro mundo dentro de 15 anos, caso mantenha o mesmo modelo político-social.

12/01/2016

Um só Deus, uma só Fé, uma só Igreja


Assim como há um só Deus, um só Cristo e um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só fé divina que é o princípio da salvação do Homem e o fundamento de toda a justificação, a fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão de Seus filhos. Há uma só Igreja, una, verdadeira, santa e católica, que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada, confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil, a harmonia do povo de Deus.

Papa Pio IX in «Singulari Quidem», 1856.

§

Com base na autoridade da Tradição e na autoridade do Magistério infalível da Igreja, digo convictamente que este vídeo promocional é herético.

10/01/2016

Solenidade da Sagrada Família


A Casa de Nazaré

Casinha branca, asseada,
Ó casa de Nazaré,
Louvada sejas, louvada,
Por quem no Lar tenha fé.

Era a família sagrada,
Jesus, Maria e José.
A nossa casa, coitada,
Já foi o que hoje não é.

Tu, na costura, entretida,
Eu trabalhando na vida,
E ele entre mimos ao pé...

Sem ser a tanto elevada,
Lembrava a nossa morada,
A casa da Nazaré.

António Sardinha

07/01/2016

Capitalismo e Comunismo


Tanto na vida individual, como na colectiva, o factor económico é hoje o mais importante, real e decisivo. Uma era económica é fundamentalmente anárquica e anti-hierárquica, representa uma subversão da ordem natural. Este carácter subversivo está presente tanto no marxismo como no seu aparente antagonista: o capitalismo moderno. O maior absurdo é aqueles que hoje dizem representar uma direita política permanecerem no círculo escuro e nebuloso desenhado pelo demoníaco poder da economia – um círculo habitado tanto pelo marxismo como pelo capitalismo, juntamente com uma série de fases intermédias. Hoje, aqueles que se alinham contra as forças da esquerda deveriam insistir nisto. Não há nada mais evidente do que o facto de o capitalismo ser tão subversivo quanto o marxismo. A visão materialista da vida, que é a base dos dois sistemas, é idêntica.

Julius Evola in «Men Among the Ruins».

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Atenção: Este autor e esta obra não são inteiramente recomendáveis. A passagem aqui citada é divulgada apenas pela informação verídica que contém.

04/01/2016

Da tirania mediática


1ª Tese: Os instrumentos utilizados para influenciar a opinião nunca foram tão potentes.
Primeiro, porque o tempo passado em frente à televisão representa hoje em França quase 20% da vida dos nossos compatriotas (40% do tempo total em transportes e trabalho), e os produtores televisivos servem-se da informação para fazer passar as suas opiniões, e do entretenimento para promover os seus valores (ou anti-valores).
Em seguida, porque o capital consagrado à comunicação e à publicidade nunca foi tão importante, representando actualmente uma percentagem importante do produto interno bruto (PIB). Ora, tanto a publicidade como a comunicação social não se limitam a promover os seus produtos comerciais ou políticos, eles veiculam também as imagens e os valores. Televisão, publicidade e comunicação são de resto mais eficazes para influenciar opinião porque agem através da emoção em vez da razão.
Por último, para completar o dispositivo do suave totalitarismo, a escola e a empresa são também mobilizadas ao serviço do conformismo dominante.

Jean-Yves Le Gallou in «Douze thèses pour un gramscisme technologique», 2008.