A confissão de um democrata sincero


Se de facto obrigámos os trabalhadores livres a votar quando eles não tinham vontade nenhuma de o fazer, esse gesto foi absolutamente anti-democrático; e se somos democratas, temos a obrigação de nos retratar dele. O que nós queremos respeitar é a vontade do povo, e não os votos do povo; dar a um homem o direito de voto contra a sua vontade é fazer do direito de voto uma coisa mais valiosa do que a democracia que esse direito exprime.
(...)
Assim, um democrata não tem o direito de obrigar milhões de muçulmanos a votar com uma cruz quando eles têm um preconceito a favor do voto com um crescente. E, a não ser que reconheçamos este ponto de vista, a democracia é uma farsa que não deve ser mantida.

G. K. Chesterton in «Disparates do Mundo».

6 comentários:

  1. Nenhum democrata nos perguntou se queríamos a democracia, o que é um contra-senso.

    ResponderEliminar

  2. A Democracia não é apenas uma falácia. Ou apenas um regime politico utópico.

    É uma tragédia.

    Basta ir analisando os factos concretos e olhar á nossa volta sem as palas do politicamente correcto.


    ResponderEliminar
  3. Todos os regimes demo-liberais se instauraram na base da força.Não há um só caso onde a dita democracia se impôs por meio da vontade popular:todas o foram por meio de golpes.

    ResponderEliminar
  4. anónimo, alguns regimes democráticos até foram impostos literalmente à bomba.
    e à bomba contra civis...não contra 'opressores' monárquicos ou fascistas ou nazis.

    ResponderEliminar
  5. E nas eleições de ontem na Madeira, a abstenção voltou a ser a grande vencedora com 50,28%. A farsa continua.

    ResponderEliminar

Atenção: Desde 15/12/2020 que não são permitidos comentários anónimos, sendo porém permitido o uso de pseudónimos.