1º de Dezembro: Dia da Restauração


A guerra de Portugal com Castela é tão antiga, que começou juntamente com o mesmo Reino e seus primeiros Príncipes, e há mais de 500 anos que dura. Pelo que nem esta guerra se deve de ter por coisa nova, nem se deve de fazer da nossa parte por modo novo; mas termos por certo, que seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos contra Castela, que por tantos séculos tivemos.

Pe. Manuel Severim de Faria in «Notícias de Portugal», 1655.

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As palavras citadas são de um chantre e cónego da Sé de Évora, contemporâneo da Guerra da Restauração, na qual Portugal se defendeu da usurpação espanhola. E são também palavras que refutam a absurda e revolucionária tese da Aliança Peninsular... Em relação a Espanha, os nossos antepassados sempre mantiveram uma atitude de um prudencial afastamento, daí o famoso adágio popular: De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas foi preciso que viessem uns certos intelectuais no século XIX e XX, para nos ensinar o contrário daquilo que sempre fizemos... E se é por razão de ignorância que hoje também alguns caem nesse mesmo erro, pois que façam como indica o Padre Severim de Faria: "...seguindo-se os meios por onde se conservaram os nossos Reis, teremos na ocasião presente a mesma segurança e bons sucessos... que por tantos séculos tivemos". Que nos reportemos, pois, à nossa Tradição Portuguesa e às suas fontes originárias, e não a modernos autores com as suas subjectivas interpretações, por mais bem-intencionados que alguns possam ter sido.

6 comentários:

  1. Nem tanto ao mar. D. Carlota Joaquina (D. JOão VI), e D. Teresa de Gusmão (D. João IV) foram mulheres importantes no destino de Portugal, e para bem.

    Mas sim, somos outros que não eles; e as tentativas de fazerem de nós ele, ou como eles, ou deles, sempre por Deus se revelaram más. Um São Teotónio apoiou D. Afonso Henriques; um Santo Condestável apoiou D. João I; D. João IV teve a devolução do Trono ao legítimo anunciada em visões de uma Venerável. Que foi o desastre da "armada Invencível?

    Portugal deve ser ele mesmo, guiado por si e não por Espanha. Pois só assim ambos podem COLABORAR em coisas MAIORES.

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  2. De acordo com Pedro Oliveira. Só adicionaria o nome da Rainha Santa Isabel á lista da mulheres espanholas que contribuiram para o bem de Portugal. Sim a um Portugal independente a coloborar ao lado de Espanha, como uma nação de igual valor, em defesa de valores católicos e ibéricos. Não ao iberismo e a tudo que implique uma posição de servilismo em relação a Espanha.

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  3. Honra, lealdade, cavaleirismo, respeito a superiores, a Santa Fé, etc.

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  4. Mas isso não é específico da Península Ibérica. Enfim... está a querer dar um passo maior do que a perna. Mais valia que tivesse dito apenas: defesa da Igreja, da Tradição Católica e da Cristandade.

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  5. Graças a Deus tivemos excelentes rainhas vindas dos reinos que hoje se chama Espanha. Ainda assim, lembro as estrofes de Garcia de Resende na "Miscelânea":

    Vimos Portugal, Castela,
    quatro vezes ajuntados,
    por casamentos ligados
    Príncipe natural d'ela
    que herdava todos reinados.

    Todos vimos falecer
    em breve tempo morrer
    e nenhum durar três anos.
    Portugueses, Castelhanos,
    não os quer Deus juntos ver.

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