12/09/2012

Portugal


Esta,
é uma ideia a dormir a sesta.
A viver,
nas palavras que ficam por dizer.
A sangrar,
das balas que ninguém foi capaz de disparar.
A morrer,
das coisas que se deixaram por fazer.

À espera,
no nevoeiro ancestral
da eterna Quimera.

Ó terra amada,
pátria amortalhada pelo sistema!
Quanta raiva de lágrimas roxas de Portugal
enquanto eu escrevo este poema.

Jorge Nogueira

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