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É essencial ter os conceitos certos e bem definidos


Se atrasados ou adiantados em relação aos conceitos actuais, o tempo o dirá. O que ambicionamos é ser autênticos na nossa modéstia: nada se há-de prometer que não se cumpra; nada se há-de afirmar que não corresponda ao conceito exacto que formamos dos problemas. A nossa época está cheia de palavras sem sentido e infelizmente é com essas palavras que se pretende conduzir do nosso lado os negócios do mundo. Por isso somos batidos, tendo razão, e nos arriscamos a perder, estando a justiça por nós.

António de Oliveira Salazar em entrevista ao jornal «Corriere della Sera», 30 de Março de 1960.

Imitação de Cristo (Livro I, Capítulo III)


Capítulo III – Da Doutrina da Verdade

Bem-aventurado aquele a quem a verdade ensina, não por figuras e vozes que passam, mas por si mesma e como em si é. A nossa opinião e os nossos sentidos muitas vezes nos enganam, e é pouco o que por eles se conhece. De que aproveita a subtil especulação de coisas ocultas e escuras, de cuja ignorância não seremos repreendidos no dia do Juízo? Grande loucura é, que deixando as coisas úteis e necessárias, nos apliquemos com gosto às curiosas e nocivas. Ah! temos olhos e não vemos.

Que cuidado nos merecem os Géneros e as Espécies sobre que disputam os Filósofos? Quem ouve a Palavra Eterna não trata de questões inúteis. Esta Palavra Divina fez tudo, e tudo confessa ser feito por Ela, e Ela é aquele soberano princípio que fala aos nossos corações. Sem Ela ninguém entende, nem julga rectamente. Aquele que acha tudo na Unidade Soberana, que refere tudo a esta Unidade, e que vê tudo nesta Unidade, pode ter o coração firme, e permanecer em paz no seio do seu Deus. Ó Deus da verdade, fazei-me uma mesma coisa convosco em caridade perpétua! Já me enfastio de ler e ouvir tantas coisas! Em Vós acho quanto desejo e quanto quero! Calem-se todos os Doutores e emudeçam todas as criaturas na Vossa presença: falai-me Vós só!

Quanto cada um for mais recolhido e sincero, tanto mais entende sem trabalho as coisas mais sublimes e elevadas; porque do alto recebe o dom da inteligência. O espírito puro, simples e constante, não se dissipa pela multiplicidade de acções, porque todas faz para honra de Deus, e em nenhuma procura a si próprio. Quem mais te impede e perturba, que a afeição de teu coração não mortificada? Quem é bom e fiel a Deus, regula no seu interior o que deve fazer no exterior. Assim não se deixa em suas acções arrastar de alguma inclinação viciosa; mas ele as produz pelo influxo da recta razão.

Quem tem maior combate, que aquele que trabalha por se vencer a si mesmo? Todo o nosso empenho devia ser vencer-se cada um a si mesmo, fazendo-se cada dia mais forte e mais aproveitado na virtude.

Toda a perfeição nesta vida é misturada de imperfeição, como todas as nossas luzes são mescladas de sombras. O humilde conhecimento de ti mesmo é caminho mais seguro para ir a Deus, que o esquadrinhar a profundidade da ciência. Nem a ciência, nem a simples notícia das coisas são repreensíveis. Elas consideradas em si mesmas são boas e ordenadas por Deus; mas é necessário preferir-lhes sempre a pureza da consciência e o regulamento da vida. Porque muitos, mais estudam para ser sábios que para ser virtuosos; por isso erram a cada passo, e pouco ou nenhum fruto colhem dos seus estudos.

Ó se eles pusessem tanto cuidado em arrancar os vícios e plantar as virtudes, quanto põem em formar questões, não se veriam tantos males no povo, nem tantas relaxações nos Mosteiros. No dia do Juízo não se nos perguntará pelo que lemos, mas sim pelo que obrámos; não se nos perguntará se os nossos discursos foram eloquentes, mas se a nossa vida foi religiosa. Diz-me, onde estão tantos Doutores e Sábios Eclesiásticos, que conheceste, quando viviam e floresciam nos estudos? Já outros ocupam os seus cargos, e não sei se há quem deles se lembre. Em sua vida pareciam alguma coisa, e hoje não há deles memória.

Ó que apressadamente passa a glória do mundo! Provera a Deus, que a sua vida concordara com a sua ciência! Então teriam lido bem e estudado bem. Quantos por sua vã ciência se perdem no mundo, tratando pouco do serviço de Deus? Porque escolhem antes ser grandes que humildes, se desvanecem nos seus pensamentos. O verdadeiro Grande é aquele que possui um grande amor de Deus. O verdadeiro Grande é aquele que olhando para si, considera por um nada a maior glória. O verdadeiro Sábio é aquele que, para lucrar a Jesus Cristo, tem por imundícia todas as coisas da Terra. O verdadeiro Sábio é aquele que faz a vontade de Deus e não a sua.

Frei Tomás de Kempis in «Imitação de Cristo», Livro I, 1427 (reedição de 1819).


Quando a História não está ao serviço da Verdade


Os nossos historiadores, de há cinquenta anos para cá, têm sido homens de partido. Por sinceros que eles fossem, por imparciais que julgassem sê-lo, obedeciam apenas a uma ou a outra das opiniões políticas que nos dividem. Investigadores ardentes, pensadores vigorosos, punham o seu ardor e o seu talento ao serviço de uma causa. A nossa história parecia-se com as nossas assembleias políticas: distinguia-se nela uma direita, uma esquerda e até situações intermédias. Era um campo fechado onde as opiniões se debatiam. Escrever a história de França representava uma maneira de trabalhar por um partido e de combater um adversário. A história tornou-se assim entre nós uma espécie de guerra civil em permanência. O que ela nos ensinou, sobretudo, foi a odiar-nos uns aos outros.

Fustel de Coulanges in «De la manière d'écrire l'histoire en France et en Allemagne depuis cinquante ans», 1872.

A "verdade" enquanto fabricação mediática


O que é a verdade? Para a multidão é aquilo que continuadamente lê e ouve. Uma pequena gota perdida pode cair algures e reunir terreno para determinar "a verdade" – mas o que obtém é apenas a sua verdade. A outra, a verdade pública do momento, que é a única que interessa para resultados e sucessos no mundo dos factos, é, hoje em dia, um produto da Imprensa. O que a Imprensa quer torna-se verdade. Os seus dirigentes evocam, transformam, permutam verdades. Três semanas de trabalho jornalístico e a verdade passa a ser conhecida por toda a gente. As suas bases são irrefutáveis, enquanto houver dinheiro disponível para as manter intactas.

Oswald Spengler in «Der Untergang des Abendlandes», 1922.

Só a verdade liberta


Tenham paciência, mas acho que é muito mais útil uma verdade, ainda que amarga e agressiva, do que um engano saboroso e consolador, e se as pessoas estão verdadeiramente interessadas neste processo de libertação, um dia verão que só a verdade o pode servir.

António Alçada Baptista in «Peregrinação Interior: Reflexões sobre Deus», 1971.

Nem tudo o que reluz é ouro


Mas a verdade é que um conceito que não é justo, nem fundado sobre a natureza das coisas, não pode ser belo; porque o fundamento de todo o conceito engenhoso é a verdade; nem se deve estimar algum, quando não se reconheça nele vestígio de bom juízo. E como os Antigos observaram muito isto, por isso neles se observa certa maneira natural de escrever, e certa simplicidade nobre, que tanto os faz admiráveis. Pelo contrário, os que não têm engenho para fazer que um conceito brilhe com a sua própria luz, sem a pedir emprestada, vêm-se obrigados a procurar toda a sorte de ornamentos e a apegar-se a quaisquer agudezas boas ou más, para com elas fazerem figura e parecerem engenhosos. Nas obras dos Antigos não distinguem o bom, nem o mau: abraçam os mesmos erros como se fossem maravilhas, sem advertirem que, ainda que fossem nossos mestres, não os devemos seguir com os olhos fechados, mas abraçar neles o que não repugna à boa razão.

Pe. Luís António Verney in «Verdadeiro método de estudar para ser útil à República e à Igreja: proporcionado ao estilo e necessidade de Portugal», 1746.

Anda a mentira em pés de verdade


Muito tempo há que a mentira se tem posto em pés de verdade, ficando a verdade sem pés e com dobradas forças a mentira; e é força que, sustentando-se em pés alheios, ande no mundo a mentira muito de cavalo; e se houve filósofo que, com uma tocha numa mão, buscava na luz do meio-dia um sábio, hoje, por mais que se multipliquem luzes às do Sol, não se descobrirá um afecto verdadeiro. Buscava-se então a ciência com uma vela, hoje pode-se buscar a verdade com a candeia na mão, que apenas se acha nos últimos paroxismos da vida.

Fonte: «Sete Propriedades da Alma aplicadas às obrigações de um valido em Carta do Padre António Vieira dirigida ao Conde de Castelo Melhor, escrivão da puridade de El-Rei D. Afonso VI de Portugal», 1656/1667.

Muitas opiniões, mas poucas verdadeiras


Hoje, pelo contrário, o homem médio tem as "ideias" mais taxativas sobre quanto acontece e deve acontecer no universo. Por isso perdeu o uso da audição. Para quê ouvir, se já tem dentro de si o que necessita? Já não é época de ouvir, mas, pelo contrário, de julgar, de sentenciar, de decidir. Não há questão da vida pública em que não intervenha, cego e surdo como é, impondo a sua "opinião".
Mas não é isto uma vantagem? Não representa um progresso enorme que as massas tenham "ideias", quer dizer, que sejam cultas? De maneira nenhuma. As "ideias" deste homem médio não são autenticamente ideias, nem a sua posse é cultura. A "ideia" é um xeque-mate à verdade. Quem queira ter ideias necessita antes de dispor-se a querer a verdade, e aceitar as regras do jogo que ela imponha. Não vale falar de ideias, ou opiniões, onde não se admite uma instância que as regula, uma série de normas às quais na discussão cabe apelar. Estas normas são os princípios da cultura.

José Ortega y Gasset in «A Rebelião das Massas», 1929.

Abandonada a verdade, só sobra a propaganda


Tens noção que o passado foi, desde ontem, realmente abolido? Se ele sobreviver nalgum lugar, será em poucos objectos sólidos, sem qualquer palavra inerente, como aquele pedaço de vidro além. Literalmente, já não sabemos quase nada sobre a Revolução e os anos anteriores à Revolução. Todo o registo foi destruído ou falsificado, todo o livro foi reescrito, toda a imagem foi retocada, toda a estátua e edifício público foi renomeado, toda a data foi alterada. E esse processo continua, dia após dia, minuto após minuto. A História parou. Nada existe, excepto um presente sem fim, no qual o Partido está sempre certo. Eu sei, logicamente, que o passado é falsificado, mas ser-me-ia impossível prová-lo, mesmo quando eu próprio fiz a falsificação. Depois de que a coisa é feita, mais nenhuma prova subsiste. A única prova está na minha própria cabeça, e eu não tenho a certeza que outra pessoa partilhe das mesmas memórias.

George Orwell in «Nineteen Eighty-Four», 1948.


O que é a Verdade?


Verdade é o objecto da inteligência; é por sua natureza um bem; o maior bem da inteligência, o melhor guia da vontade. Muitos homens têm perante a verdade religiosa uma atitude desconcertante. Se ela não os incomoda ficam indiferentes; se os incomoda, reagem ou opõem-lhe os erros mais evidentes e procuram fazer calar, ou mesmo suprimir, quem a ensina. Não têm outra origem as perseguições religiosas, quer gerais quer pessoais. O Evangelista S. João diz que a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo que disse: «Eu sou a verdade. Se vós permanecerdes na Minha palavra sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará» (Ev. S. João XIV, 6; VIII, 31).
Os homens vivem escravizados às suas paixões, que os levam por caminhos errados, porque não aceitam a verdade ensinada pela Religião de Jesus Cristo. A verdade de Jesus eleva os homens e os povos; os que depois caem, são os que a desprezam, pois é sempre verdade que só Jesus Cristo é a Luz do mundo e o Sal da Terra.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Tudo pela Verdade


O filosofismo começara abalando nas inteligências a adesão às verdades eternas e corroendo nos espíritos as grandes certezas. A certa altura da obra destruidora, viu-se, com pânico, que nada se havia substituído a estes marcos miliários de que as almas se servem para se guiarem na vida. Negou-se Deus, a certeza, a verdade, a justiça, a moral, em nome do materialismo, do cepticismo, do pragmatismo, do epicurismo, de mil sistemas confusos, em que o vácuo foi preenchido com dificuldades. Mas a negação, a indiferença, a dúvida não podem ser fontes de acção e a vida é feita de acção.

António de Oliveira Salazar in discurso «A Escola, a Vida e a Nação», 28 de Janeiro de 1934.


O mundo contra a Verdade


As opiniões do mundo prontamente concordam com outras opiniões que sejam da sua espécie. Se essas opiniões se contradizem ou não, elas estão bem juntas; porque algo as une: um ódio profundo e indiferente contra o inimigo comum, isto é, a Verdade.
As opiniões do mundo, mesmo quando duas delas lutam entre si, estão coligadas contra a Verdade. Essa coligação é a paródia da união.
Todos os deuses foram aceites no Panteão romano, excepto Jesus Cristo. Todas as opiniões são aceites no Panteão do mundo; somente a Verdade é deixada à porta.

Ernest Hello in «L'Homme», 1872.

Em defesa da verdade


Actualmente gostam de dizer que a verdade faz o seu caminho somente com a sua força intrínseca, e que para ela triunfar não necessita da protecção intempestiva e molesta do Estado e das suas leis. Se o Estado favorece a verdade, grita-se logo à injustiça, como se a justiça consistisse em manter equilibrada a balança entre o verdadeiro e o falso, entre a virtude e o vício... Errado! A justiça primeira consiste em favorecer o acesso das inteligências à verdade e preservá-las do erro. É também a caridade primeira: veritatem facientes in caritate. Na caridade façamos a verdade. O equilíbrio entre todas as opiniões, a tolerância de todos os comportamentos, o pluralismo moral ou religioso, são as características de uma sociedade em decomposição, que é a sociedade liberal pretendida pela maçonaria. Ora, foi contra o estabelecimento de uma tal sociedade que os Papas que citamos reagiram sem cessar, afirmando o contrário, que o Estado, o Estado católico em primeiro lugar, não tem o direito de dar tais liberdades, como a liberdade religiosa, a liberdade de imprensa ou a liberdade de ensino.

D. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

Ideologias contra a Verdade


No tempo de Estaline, os grandes biólogos russos, que descobriram o gene como núcleo invariável da herança humana, foram condenados por Lisenko e enviados a morrer na Sibéria. De facto, o gene, invariável, estabilizado, passando a mesma herança cromossómica de pais para filhos, não se acomodava à dialéctica marxista, e era, segundo a óptica dos funcionários do partido, uma heresia idealista. Mas mais recentemente, nos Estados Unidos, vários professores universitários foram banidos e caluniados por terem descoberto uma sensível diferença entre a inteligência de negros, brancos e mestiços. Além disso, puseram a claro uma correlação entre a herança genética e o grau de inteligência. Tais descobertas iam contra a ideologia reinante que afirmava ser a inteligência um factor igual para todos e só dependente da educação e do meio familiar. Toda a investigação foi paralisada e os cientistas foram condenados como racistas e nazis.
Estes dois exemplos demonstram que embora a ciência contrarie as teses fundamentais das ideologias mais divulgadas, estas conservam a sua dinâmica e poder de proselitismo, porque o seu impacto nas massas não se baseia na verdade, ou falsidade, dos seus dogmas e explicações. Antes repousa nos mitos, nas emoções que desencadeiam e nos interesses que cobrem.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Pecados contra o Espírito Santo

Santíssima Trindade

Quantos são os pecados contra o Espírito Santo?
Os pecados contra o Espírito Santo são seis:
1. Desesperação de Salvação;
2. Presunção de se salvar sem merecimentos;
3. Contradizer a Verdade conhecida como tal;
4. Ter inveja das mercês que Deus fez a outrem;
5. Obstinação no pecado;
6. Impenitência final.

Porque é que estes pecados se chamam particularmente: pecados contra o Espírito Santo?
Estes pecados chamam-se particularmente contra o Espírito Santo, porque se cometem por pura malícia, a qual é contrária à Bondade que se atribui ao Espírito Santo.

Fonte: «Catecismo Maior de São Pio X», 1908.

Do amor à verdade


Quem ama a verdade detesta o erro. Isto está tão próximo da ingenuidade como do paradoxo. Mas essa detestação do erro é a pedra de toque à qual se reconhece o amor à verdade. Se você não ama a verdade, pode até certo ponto dizer que a ama e até mesmo fazer crer que sim: mas tenha a certeza de que nesse caso não terá horror pelo que é falso, e por esse sinal se reconhecerá que não ama a verdade.
Quando um homem, que amava a verdade, cessa de amá-la, não começa por declarar a sua defecção, começa por detestar menos o erro. É aqui que ele se trai.
As secretas complacências formam uma das partes mais ignoradas da história do mundo.
Quando um homem perde o amor pela doutrina, boa ou má, que professou, ele geralmente mantém o símbolo dessa doutrina: somente sente morrer em si toda a aversão pelas doutrinas contrárias.

Ernest Hello in «L'Homme», 1872.

A Verdade primeiro e sempre


O patriota deve viver no plano ético ou no plano religioso; o liberal pode habitar no plano estético. Nesse plano, no plano da política pura (ou seja, impura), das "tácticas", das "combinações", do mal menor, dos maquiavelismos baratos e das mentiras estratégicas, o patriota encontra-se numa posição muito mais débil que os seus adversários, e é o mais infeliz de todos os homens; porque não terá êxito nem neste mundo nem no outro.

Pe. Leonardo Castellani in «El mal menor», 1958.

Cristo é Deus da Verdade


Uma vez que tenhamos uma razão moral para acreditar em Cristo, então esta certeza torna-se mais forte do que todas as razões. Assim como uma criança acredita na sua mãe e um aluno no seu professor, assim a mais alta forma de crença se torna possível, especialmente porque acreditamos o que Deus revelou por intermédio do Seu Divino Filho; pois Deus não se engana, não pode ser enganado, nem pode enganar. Sobre este assunto não há que escolher. Rejeitar uma verdade é rejeitar a autoridade de Quem oferece estas verdades.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar», 1957.

A Verdade e a "verdade" do Partido


Perguntaram a um missionário na China: «O que é a verdade?». Depois de a explicar, o juiz comunista respondeu: «Não! A verdade é o que diz o Partido!». Daqui, o que hoje dizemos, ser "verdadeiro" para hoje. O que dissermos amanhã, embora seja ao contrário do que se disse ontem, será o "verdadeiro" da altura. A táctica segue a situação histórica de dado período. Como disse Lenine: «Para conseguirmos a revolução no mundo devemos empregar todos os estratagemas, manobras, métodos ilegais, mentiras e subterfúgios».

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar», 1957.

O mal menor


O princípio moral de que é lícito escolher um mal menor só vale em determinados casos, por exemplo o da legítima defesa, servato moderamine inculpatae tutelae, como dizem. Não vale sempre. No caso de consciência proposto pelo filme Seven Waves Away, por exemplo, o capitão do barco salva-vidas que dá directamente a morte a alguns náufragos para salvar o resto, procede imoralmente.
No caso do erro, não se pode escolher o "erro menor". Qual é o erro menor? Porventura o erro misturado com verdades? Esses geralmente são os mais perniciosos... O liberalismo é um erro. Posso escolher o liberalismo para afastar o comunismo? Não. Devo rejeitar ambos. O erro é o maior mal do homem. O liberalismo é pecado, escreveu Sardá y Salvany, um livrinho muito útil (...).
Se há uma discussão entre sete homens, um dos quais diz que 2 + 2 = 4, outros três dizem que 2 + 2 = 5, e os três restantes que 2 + 2 = 400, deverá o primeiro pôr-se a favor dos que afirmam 5 porque é um erro menor?

Pe. Leonardo Castellani in «El mal menor», 1958.