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Das erróneas doutrinas modernas


Se olharmos para fora do redil de Cristo, facilmente descobriremos as principais direcções seguidas por não poucos homens de estudo. Estes admitem, sem discernimento nem prudência, o sistema evolucionista que, mesmo no domínio das ciências naturais, não foi todavia demonstrado de modo incontestável, e pretendem que ele deve ser alargado à origem de todas as coisas. Com ousadia, sustentam a hipótese monista e panteísta de um mundo sujeito a perpétua evolução. Desta hipótese servem-se os comunistas para defender e propagar o seu materialismo dialéctico e para arrancar das almas toda a noção de Deus.
As falsas afirmações de semelhante evolucionismo, pelas quais se rejeita tudo o que é absoluto, firme e imutável, abriram caminho a uma moderna pseudofilosofia que, em concorrência com o idealismo, o imanentismo e o pragmatismo, foi denominada existencialismo, porque rejeita as essências imutáveis das coisas e não se preocupa senão com a existência de cada uma delas.
Existe igualmente um falso historicismo, que se atém apenas aos acontecimentos da vida humana e que, tanto no campo da filosofia como no dos dogmas cristãos, destrói os fundamentos de toda a verdade e lei absoluta.

Papa Pio XII in encíclica «Humani Generis», 12 de Agosto de 1950.

O erro do Historicismo


Existe igualmente um falso historicismo, que se atém somente aos acontecimentos da vida humana, e, tanto no campo da filosofia como no dos dogmas cristãos, destrói os fundamentos de toda a verdade e lei absoluta.

Papa Pio XII in encíclica «Humani Generis», 12 de Agosto de 1950.

O erro do Historicismo


Não foram os Papas que cometeram um erro histórico, ou que estavam prisioneiros de circunstâncias históricas, mas são estes teólogos que estão imbuídos do preconceito historicista, apesar daquilo que possam dizer. Basta-nos ler as referências históricas que trazem Roger Aubert e John Courtney Murray sobre a liberdade religiosa, para comprovar que eles revêem sistematicamente os ensinamentos do Magistério dos Papas do século XIX, segundo um princípio que se pode expressar assim: "Todo o enunciado doutrinal é estritamente relativo ao seu contexto histórico, de tal modo que, mudado o contexto, a doutrina pode mudar".

Não será necessário dizer o quanto este relativismo e este evolucionismo doutrinal é contrário à estabilidade da Rocha de Pedro no meio das flutuações humanas, e o quão contrário é à Verdade imutável que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estes teólogos, de facto, não são teólogos, nem bons historiadores, pois não têm qualquer noção da Verdade ou de uma doutrina permanente da Igreja, principalmente em matéria social e política; extraviam-se na sua erudição e são prisioneiros dos seus próprios sistemas de interpretação; são pensadores cheios de ideias, mas não são bons pensadores. Razão teve Pio XII ao condenar a sua teologia cambiante, sob o nome de Historicismo:
A isto se soma um falso historicismo que, aferrando-se unicamente aos acontecimentos da vida humana, subverte os fundamentos de toda a Verdade e de toda a Lei Absoluta, tanto no que se refere à filosofia como no que se refere aos dogmas cristãos. (Encíclica «Humani Generis»)

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.