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Vasco da Gama descobre a terra de Natal


No mesmo dia [25 de Dezembro], ano de 1497, com mais de cinco meses da primeira viagem da Índia, descobriu Vasco da Gama na costa da Etiópia Oriental a terra, a que pela circunstância do mesmo dia, chamou do Natal. Para que a examinassem, deixou nela dois homens dos delinquentes, que levava de Lisboa para este efeito, e o informassem quando voltasse (se fossem vivos) da qualidade do País. Achou tanta satisfação dos habitantes que o seu Régulo bem acompanhado visitou a nossa frota; e com resgate de algum marfim e mantimentos, continuou Vasco da Gama a viagem em descobrimento da terra que buscava.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Vasco da Gama descobre a Baía de Santa Helena


Neste dia [4 de Novembro], ano de 1497, descobriu o famoso argonauta Vasco da Gama uma formosa Angra, ou Baía, a que chamou de Santa Helena, onde desembarcou e foi ferido pelos Negros da terra, e este foi o primeiro sangue que se derramou nas jornadas e empresas do Oriente, em que depois se derramaram dilúvios, mas com grande glória da Nação Portuguesa, por serem despendidos por ela em obséquio da Fé e serviço dos seus Reis.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Mandela: A queda de um Mito


Em 1964 o governo do Apartheid sentenciou Nelson Mandela a 30 anos de prisão. O julgamento de Mandela foi conduzido por um judiciário independente e testemunhado por muitos observadores internacionais. As acusações contra Mandela incluíam: "A preparação, manufactura e uso de explosivos, incluindo 210 mil granadas de mão, 48 mil minas antipessoais, 1.500 bombas-relógio, 144 toneladas de nitrato de amónio, 21,6 toneladas de pó de alumínio e uma tonelada de pólvora negra. São 193 acusações relativas a actos de terrorismo cometidos entre 1961 e 1963".
"O julgamento (de Mandela) foi conduzido de maneira legal", escreveu Anthony Sampson, correspondente do London Observer (jornalista que depois escreveu a biografia autorizada de Mandela). "O juiz, o Sr. Quartus de Wet, foi escrupulosamente justo."