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Monte Pio contra a usura judaica


A exemplo dos grandes e dos Santos Franciscanos e dos séculos idos, esmaguemos a injustiça, designadamente os empréstimos usurários que os bancos judeus têm liberalizado em todos os tempos para abater as nações cristãs.
O Beato Barnabé de Terni fundou, em Perugia, o primeiro Monte Pio para furtar o povo às iníquas usuras dos judeus; depois dele, S. Bernardino de Siena, S. Tiago da Marca, os Beatos Marco de Montegallo, Marco de Bolonha, Ângelo de Chivasso, Querubim de Spoleto, e mil outros multiplicaram pelas cidades estas caridosas instituições. Enfim, o Beato Bernardino de Feltre defronta-se cara-a-cara, sem medo de morrer, com os déspotas da pecúnia e derrama por quase toda a Itália montes de piedade.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 3º Ano, Nº 11, Novembro de 1897.

§

A usura sempre foi proibida aos cristãos, por ser imoral. Mas durante a Idade Média, tal como hoje, os judeus mantinham casas de empréstimo bancário, pelos quais cobravam juros elevados, levando à ruína muitas famílias cristãs. Foi nestas circunstâncias que, no século XV, o Beato Frei Barnabé fez um peditório geral pela cidade de Perugia, cuja receita seria destinada ao socorro de pobres e necessitados. A ele afluíram prontamente bons cristãos com abundância de ouro, prata, jóias, e cereais, permitindo assim criar o primeiro Monte de Piedade, que, abraçado por frades franciscanos, rapidamente se espalhou por toda a Itália, libertando os pobres cristãos da usura judaica.
A piedosa instituição recebeu aprovação papal de Pio II, Sisto IV, Inocêncio VIII, Alexandre VI e Leão X.

São assim os socialistas


Os inimigos mais perigosos da sociedade são, sem dúvida, os socialistas, porque tendem à destruição da mesma sociedade. Rebuçados no manto hipócrita do amor popular, passam a vida prégando igualdade, fraternidade e democracia, acirrando os ânimos do povo contra toda a propriedade, que apelidam roubo. E o povo, ao ouvir adular suas paixões, acredita na mentirosa sinceridade de seus oradores, prorrompendo muitas vezes em aplausos e aclamações, sem se lembrar que o que ele aplaude é o egoísmo e a ambição de poucos, que debaixo de belas aparências, ocultam os seus interesses e vergonhosos instintos.
É prova disto o célebre propagador do socialismo científico, Frederico Engels, falecido este ano em Londres. Discípulo de Carlos Marx, e continuador de suas obras, repetia sem cessar as fogosas palavras de seu mestre: «O capital vem ao mundo jorrando sangue e lodo por todos os poros, desde os pés até à cabeça».
Ninguém acreditaria que este campeão da democracia tinha bolsa própria, quando ainda só o nome de próprio o arrebatava em cóleras e iras.
O capital, eis o inimigo, que a todos apontava e contra o qual todo se desfazia em invectivas baptizando-o com os apelidos de roubo da sociedade, suor do pobre, sangue do operário, e mais epítetos que não falecem no vocabulário socialista. Mas a hipocrisia foi desvendada, porque ao abrir-se o testamento do célebre socialista, verificou-se que possuía uma fortuna em bens móveis de 623.875 francos e em bens imóveis 620.975, isto é, 1.244.840 francos (cerca de 224.073$000 reis).
Eis aí um dos chefes mais conspícuos, um dos partidários mais entusiastas, um dos mais incansáveis apóstolos do socialismo, que deixa ao morrer mais de 224 contos de reis! Não era o amor do pobre que o fazia invectivar o capital, mas o baixo e ruim vício do egoísmo, da ambição e mil outros lhe acendiam o ânimo contra a legítima propriedade.
Amigos destes tem muitos também o nosso povo português, os quais não cessam de lhe falar em liberdade, igualdade e fraternidade para melhor o enganar e iludir.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895.

O Ministério preferido da Maçonaria


O senador Alexandre Rossi, interpelando o Presidente de Ministros acerca da Maçonaria, declarou e acusou-a de que o seu Ministério predilecto é o da Instrução Pública. A Maçonaria prefere este Ministério a todos os demais para fazer dele o mais forte baluarte na guerra contra Deus e contra o Género Humano, começando pela revolução das ideias [*]. Nenhum maçon ousou negá-lo.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 19, Julho de 1896.


[*] A este respeito, lembremos as palavras do Papa Leão XIII na encíclica Humanum Genus.

São Francisco de Sales e os Protestantes


Ninguém ignora que os protestantes, no seu empenho de tudo reformar, ou antes deturpar, deitaram-se aos Livros Sagrados, e adulteraram e mutilaram muitos dos seus textos, e rejeitaram alguns livros. A este propósito diz o insigne Doutor da Igreja S. Francisco de Sales:
Como pode uma alma boa deixar de arder em santo zelo e de sentir uma indignação cristã, considerando com que temeridade aqueles que não falam senão em Escritura Sagrada, desprezaram, aviltaram e profanaram esse divino testamento do Pai Eterno e falsificaram a sagrada aliança de Deus com os homens? Oh Calvino! Oh Lutero! Como ousais vós riscar, trancar e mutilar tantas nobres partes do sagrado texto da Bíblia? – Tirastes Baruch, Tobias, Judite, a Sabedoria, o Eclesiástico e os Macabeus. Porque alterastes desta forma a Sagrada Escritura? Quem vos disse que não são livros sagrados?... Confessai francamente que só o fizestes para contradizer a Igreja.
Incomoda-vos os Macabeus por neles verdes afirmada a intercessão dos Santos e a oração pelos defuntos. O Eclesiástico porque atesta o livre-arbítrio e a honra devida às relíquias dos Santos. Antes de inclinar a vossa fronte e venerar a Escritura, violastes a integridade dela para acomodá-la aos vossos erros e às vossas paixões. – Suprimistes a santa palavra para não refrear as vossas fantasias. – Como vos justificareis deste sacrilégio diante de Deus?

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 3º Ano, Nº 3, Março de 1897.

A invalidade das ordenações anglicanas


Como dissemos no número passado da Voz, Leão XIII, depois de um maduro exame, declarou inválidas as ordenações anglicanas [na bula Apostolicae curae]. Essa declaração produziu, como era de esperar, benéficos resultados. O Cardeal Vaughan já dirigiu um apelo aos católicos ingleses para que se organize uma sociedade protectora dos pastores protestantes que abraçarem o Catolicismo.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 23, Novembro de 1896.

20 de Setembro de 1870


Esta data representa na história deste século um facto sacrílego e usurpador. Recordar 20 de Setembro de 1870 é lembrar a brecha da Porta Pia, a entrada dos piemonteses em Roma e o esbulho dos Estados do Soberano Pontífice. E é o vigésimo quinto aniversário deste sacrilégio, que o governo italiano quis solenizar este ano como festa nacional, quando o povo geme esmagado debaixo de pesados tributos que lhe cisam até a pele. Os católicos, porém, não esqueceram seu Pai comum, o Sumo Pontífice, e de todos os pontos do globo, onde há corações que oram, lhe foram dirigidas consoladoras mensagens.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», Nº 9, Setembro de 1895.

O assassinato da Imperatriz Sissi da Áustria


A senhora D. Isabel Maria Eugénia, filha do Duque Maximiliano José da Baviera, casada com Francisco José, Imperador da Áustria, foi no dia 10 [de Setembro] assassinada, em Genebra, ao sair de um hotel.
O assassino, escusado era dizê-lo, é italiano, como italiano era o assassino de Carnot, Caserio, como italiano o assassino de Canovas, Angiolilo, como os assassinos quase diariamente linchados nos Estados Unidos, como os assassinos de Leon, do Pará, e pode-se dizer que de todo o mundo.
Era França assim no tempo do Império, como no da República, os maiores atentados tiveram sempre por autores os italianos. Italianos eram Fieschi, Orsini, Pieri, Pianori.
A Itália tem sido neste últimos tempos governada por homens saídos das lojas. A sua grande obra aí se vê. A Itália é hoje um grande depósito de matérias-primas para os grandes crimes. Nem isso admira, se a estátua do mestre dos assassinos, Mazzini, se ergue em quase todas as cidades da Península.
– A dor que sentiu o Imperador ao receber a fúnebre notícia, não se pode descrever. Entre todas as provações por que tem passado, é esta sem dúvida a que tem ferido mais vivamente o seu coração. Assim se mudaram em prantos as festas do 50º aniversário da sua coroação.
O Imperador depois de receber a triste notícia, assistiu a uma missa de requiem. Durante a missa ouviam-se veementes soluços.
Francisco José disse que não perdia a sua confiança em Deus, e que desejava confessar-se. Depois falou profundamente comovido da última carta que recebera da Imperatriz, em que ela dizia que estava boa, e que sentia o maior prazer de chegar em breve a Viena para assistir às festas da coroação do Imperador. Acrescentava: «o mundo não faz ideia de quanto nos amamos».

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 4º Ano, Nº 21, Setembro de 1898.

O ímpio Diderot e o Catecismo Romano


Qual é o melhor livro? A esta pergunta dá uma resposta, digna de ponderação, Diderot. Foi ele um dos primeiros corifeus da filosofia ímpia do século passado. Não ousou confiar de ninguém a educação de sua filha única, menina de dez anos; ele mesmo tomou sobre si esse cuidado, ensinando-lhe o Catecismo.
Um amigo de Diderot, certa ocasião, deu com ele a ensinar o Catecismo a sua filha.
– Que quer isso dizer, exclamou ele, então tu ensinas o Catecismo a tua filha? Estás em teu juízo perfeito?
Diderot, que só com seus amigos queria ser ímpio, não, porém, na presença de sua filha, franziu o sobrolho, e respondeu com gravidade: «Se conhecesse melhor livro para fazer de Maria uma menina respeitosa e terna, boa mulher e digna mãe de família, ensinar-lho-ia; em verdade, porém, não conheço no mundo livro que tudo isto possa fazer como o Catecismo; oxalá que, para a felicidade dela e minha, creia, ame e pratique tudo o que ele ensina!»

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 11, Novembro de 1895.

A mortificação cristã


«Deus criou o homem bem ordenado», diz a Escritura. O pecado, porém, introduziu a desordem no mundo, e despojou o homem da natural rectidão e justiça original. Desordem na inteligência, que ficou obscurecida e perturbada na sua inclinação à verdade; desordem na vontade, que facilmente deixa fascinar-se do que é mau, e se sente entorpecida para o que é bom; desordem nos sentidos, que amiúde se rebelam contra a sã razão; desordem, finalmente, em todo o nosso ser e durante toda a nossa vida, a qual, no dizer do Santo Job, é uma contínua luta.
Daqui resulta a necessidade da mortificação: o homem tem de reagir contra os desmandos dos sentidos, contra a rebeldia da vontade, contra o entorpecimento da inteligência, contra tudo que possa estorvá-lo de seguir pelo recto caminho. Tem, numa palavra, de fazer violência a si mesmo, que só assim poderá alcançar o Reino do Céu, que é a só coisa necessária a que deve aspirar.
A prática de todos os cristãos, em todos os séculos, o exemplo de todos os Santos e do mais Santo de todos os homens – do Filho de Deus – a isso nos persuadem também. Não haja, pois, quem seja remisso em associar-se ao espírito da Santa Igreja, nossa mãe, que, se em todos os tempos nos exorta à penitência e mortificação, neste Santo tempo da Quaresma no-la impõe como uma obrigação grave, a que não poderemos esquivar-nos.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 6º Ano, Nº 15, Março de 1900.

Clemente XII e a condenação da Maçonaria


Da leitura da Bula que contra os franco-mações publicou o SS. Pontífice Clemente XII, a 27 de Abril de 1738, extraímos os pontos principais, para instrução e precaução dos fiéis.
São palavras textuais as seguintes:
1º «Com todo o nosso poder apostólico, determinamos e decretamos, condenar e proibir, como condenamos e proibimos, pela nossa presente Bula, para sempre valiosa, as ditas sociedades, juntas, ajuntamentos, congregações, assembleias ou conventículos de Pedreiros-livres, Franco-mações, ou qualquer que seja o seu nome.»
2º «Em virtude de santa obediência, ordenamos a todos e a cada um dos fiéis cristãos, de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade e proeminência que sejam, leigos ou eclesiásticos, tanto seculares como regulares… que nenhum, debaixo de qualquer pretexto, ou estudada côr, se atreva ou presuma entrar nas sobreditas sociedades de Pedreiros-livres ou Franco-mações… nem propagá-las, abraçá-las, ou em suas casas, ou domínios, ou em parte alguma recebê-los e ocultá-los; nelas alistar-se, agregar-se ou ter parte, nem também dar poder ou comodidade para que em parte alguma se convoquem, nem ministrar-lhes coisa alguma, ou prestar-lhes conselho, auxílio ou favor, abertamente ou em segredo, directa ou indirectamente, por si ou por outros, de qualquer modo; nem exortar sequer, induzir, provocar ou persuadir a outros que se alistem, conservem ou intervenham em tais sociedades, ou de qualquer modo as ajudem e fomentem; mas antes, que totalmente se devem abster das mesmas sociedades, das suas reuniões, ajuntamentos, congregações, assembleias e conventículos; sob pena de excomunhão, ipso facto, da qual ninguém poderá ser absolvido (excepto em artigo de morte) senão por Nós, ou pelo Romano Pontífice que nesse tempo existir.»
Aqueles, pois, que por ignorância tenham dado seu nome à Franco-maçonaria, aí têm o suficiente, para verem se devem ou não continuar a incorrer em tão graves penas como é a excomunhão.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 17, Maio de 1896.

O exemplo arrasta


Todos confessam que o exemplo é uma potência poderosa para nos levar ao bem ou ao mal.
E a propósito, ouçamos o que disse um sacerdote em N. Senhora da Anunciação, de Passy, pedindo aos fiéis que o desculpassem por ter vindo tarde presidir ao Rosário:
«Hoje chego tarde à reunião, porque durante o dia tive onze baptizados, sendo cinco agora mesmo; admirado por ver tantos baptizados no mesmo dia e de meninos de todas as idades, perguntei aos pais qual era a causa, e responderam-me: – O procedimento do Czar nos resolveu.»

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 23, Novembro de 1896.

Virgem Santíssima nas catacumbas de Roma


Rossi, arqueológo célebre e autor da Roma Subterrânea, acompanhava certo dia, um sábio professor da Universidade de Oxford, nas catacumbas de Santa Priscila.
Chegando a uma sala subterrânea, cujo tecto era adornado de pinturas admiravelmente conservadas, perguntou o sábio Rossi ao estrangeiro:
Sabereis fixar-me, aproximadamente, a data desta pintura?
Sei a de Pompeia, respondeu o doutor inglês, estudei-lhe seus frescos; por eles julgo ser esta a pintura de igual época.
Tendes razão. As pinturas de Pompeia e as das catacumbas são irmãs, e, por conseguinte, temos diante de nós, um monumento do primeiro século.
Ainda falava e já baixava a luz que alumiava, para mostrar ao doutor protestante, na parede lateral, uma delicada pintura, representando a Virgem Santíssima com o Menino Jesus em seus braços.
Olhai, lhe disse Rossi, reconheceis esta imagem?
É o retrato de Maria, respondeu o protestante.
Muito bem! Há três meses, continuou Rossi, estava esta galeria inteiramente obstruída de areia, uso praticado pelos primeiros cristãos, depois de haverem enchido todos os sepulcros de alguma galeria. Temos, pois, diante de nós, um monumento da Igreja primitiva, que testemunha a antiguidade do culto à Virgem Santíssima.
O doutor protestante ficou muito tempo silencioso; examinando detidamente à luz de seu archote uma bela pintura recentemente desenterrada.
Por fim, levantando a cabeça, quebrou o silêncio com estas breves palavras, que encerram todas as peripécias de uma luta interior travada no íntimo da alma:
'Antiqua superstitionum semina' – Velhas sementes de superstições.
Melhor seria, lhe tornou Rossi, que dissésseis com S. Cipriano: 'Tenebrae sole lucidiores' – Ó trevas mais luminosas que o sol!
O golpe foi fundo, porque a prova era convincente, e o inglês não ousou replicar.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 13, Janeiro de 1896.

Faz lembrar o camaleão


Dizem que o camaleão toma todas as cores. O governo da República francesa faz lembrar o tal bicharoco: é judeu, protestante, muçulmano... enfim, tudo o que a gente quiser. Agora, diz o Réveil des Vosges, deu 5000 francos aos judeus de Senones, para fazerem as reuniões da sua seita. Provavelmente é para recompensar os serviços de alta traição que têm levado a efeito os refolhados judeus.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 14, Fevereiro de 1896.

Protestante sem réplica


Declamava um protestante contra as imagens dos santos, alegando textos do Antigo Testamento, que as proibiam. Achava-se presente um velho sapateiro, que poucos dias antes ouvira um sermão sobre o assunto, e tão bem o escutara, que nesta ocasião disse mais do que podia saber!
«Senhor pastor, visto que tem tanta devoção pelo Antigo Testamento, que pretende obrigar os cristãos ao que só foi mandado aos judeus, porque não aplica a si a lei que proíbe comer carne de porco, V. que é tão afeiçoado a um bocado de morcela e de presunto, como ao sumo da parreira?»
Não teve o pastor que responder, e embora tivesse, não seria ouvido de ninguém, pelo barulho das risadas que se armou no auditório.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 14, Fevereiro de 1896.

Da falsa educação e a corrupção da infância


Das estatísticas criminais em França, se colhe que dentro de 20 anos, o número dos criminosos menores triplicou e subiu de 11.000 a 30.000; em 50 anos, de 1836 a 1889, o número dos suicídios dos mesmos quadruplicou. E os crimes e os suicídios se vão multiplicando mais, ao passo que a desmoralização avança e se vai encarnando na sociedade. Esta desmoralização é devida em sua maior parte à irreligiosa e falsa educação que é subministrada pelas escolas leigas em França. É esta a funesta influência da educação sem Deus.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895.

O sangue cristão e a "eucaristia" judaica


Com que fim procuram os judeus o sangue cristão? Já que a raça maldita tão de mãos dadas tem estado sempre com a franco-maçonaria, metemo-la também no Reinado das Trevas: e vamos responder com El Eco Franciscano a esta questão, dizendo em poucas palavras o que aquela boa revista diz em uma extensa correspondência; escrita de Jerusalém.
É certo que os judeus assassinam crianças, depois de as terem roubado à vigilância de seus pais, prova-se com os argumentos de muitos e ruidosos processos, onde semelhantes crimes foram comprovados e castigados; havendo, além disso, confissões livres de alguns neo-convertidos. O facto, pois, é inegável. A questão é saber qual o motor de semelhantes crimes. O povo, que naturalmente julga pelo que vê, atribui tudo a um ódio de séculos que a nação maldita nutre contra os cristãos. Que esse ódio existe, é indubitável; mas será essa a causa motriz do crime?
Rocca d'Adria, escritor católico muito célebre, e convertido do judaísmo, onde era tido por um dos primeiros doutores da sua seita, antes de se converter, responde com uma formal negativa. Em umas memórias, a que deu o título de – A Eucaristia e o Rito Pascoal Hebraico moderno: Revelações – demonstra com revelações inéditas e fidedignas, e com autoridades tiradas do Talmude e de outros livros mosaicos, que os judeus extraem o sangue dos cristãos, fazendo com ele e com farinha, uma espécie de mistura, para satisfazer um rito e uma crença supersticiosa que eles têm no Redentor e na sua vinda.
Eis as palavras daquele autor, que bem se pode dizer testemunha autêntica: «Os rabinos hebreus, suspeitando a divindade de Jesus Cristo, e não tendo, apesar disso, coragem para confessar publicamente a sua crença, consignaram em seus livros a vinda do Messias, e impuseram a Israel uma imitação da Comunhão Eucarística, certos (os rabinos), absolutamente certos de que sem ela (a Eucaristia) não é possível conseguir a vida eterna.»
Simplesmente horroroso!
Esta afirmativa tão categórica, tão formal e tão autorizada, vai mesmo sem comentários. Em todo o caso, vejam os pais de família que moram perto de famílias judias, se têm cuidado com seus filhos; não seja caso que o sangue deles vá ajudar a digestão a esses miseráveis.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 13, Janeiro de 1896.

O registo civil


A satânica Maçonaria envida todos os esforços para arrancar do Povo português a sua alma cristã e patriótica. Manifestações, comissões, brochuras, jornais, romances, de tudo se vale para descristianizar o Povo.
Há em Lisboa a Associação Propagadora do Registo Civil que trabalha incessantemente na sua obra imoral e anti-católica.
Os seus esforços não têm sido baldos. Já se têm feito registos civis de nascimentos e promovido enterros também civis.
Nas administrações dos bairros da Capital são aceites os registos civis de nascimento para assentar praça no Exército e na Armada.
É necessário que o Clero português não olhe de braços cruzados e indiferente para essa onda avassaladora dos princípios religiosos e cristãos. A missão do Clero é nobre e digna, cumpre que ele bem a desempenhe.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 20, Agosto de 1896.

O livreiro judeu de Viena


É espantosa a actividade que desenvolvem os filhos das trevas na consecução de seu fim, que é descristianizar o mundo. Em Viena d'Áustria um judeu livreiro empregava toda a sua indústria em propagar os livros mais imorais. Com este intuito fez imprimir pequenos romances infames, que vendia pelo mínimo preço. De sua casa saíram mais de sete milhões destes escritos que foram levar a morte a inúmeras almas. Se os católicos imitassem a actividade dos homens do mal na difusão dos bons livros e da boa imprensa!...[*]

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895.


[*] Mas onde estão hoje as boas leituras católicas?! Só com muita dificuldade se podem encontrar e recomendar – e certamente com bastantes ressalvas! Sem o Index e sem a Inquisição para nos proteger dos erros superabundantes do mundo moderno, enfim, com uma Igreja Militante infectada de contra-catolicismo, resta-nos a segurança das antigas obras católicas, devidamente aprovadas pelo Santo Ofício. Nesta casa, assim como no blogue amigo ASCENDENS, ainda se podem ler boas transcrições para proveito dos católicos lusos.

De Deus não se zomba


No primeiro domingo de Setembro, um indivíduo que primava pelas suas ideias irreligiosas, andava à caça nas margens do Garonne, rio de França, quando tentou vadeá-lo para a margem oposta. O infeliz, porém, foi arrastado pela corrente e seu corpo não mais foi achado.
Este desgraçado, bem conhecido de todos os seus patrícios pelo implacável ódio com que perseguia a religião e pelo ardente zelo com que promovia os enterros civis, havia-se sempre oposto ao baptismo de seus filhos; e quando soube que o mais velho fora baptizado sem seu conhecimento, tomado de furor, foi com ele a ter com o pároco, exigindo-lhe que desbaptizasse seu filho e que riscasse seu nome dos registos da Igreja.
O povo, quando soube das circunstâncias de sua morte, comentava com as seguintes e semelhantes reflexões: Já que ele não quis baptizar seus filhos, apanhou um mergulho como ele nunca esperava; e em vez d'um grupo de empavesados mações que seguissem seu cadáver à sepultura, teve o silencioso e igualmente civil cortejo dos peixes do Garonne.
É assim que a Divina Justiça pune muitas vezes aos que d'Ela riem e motejam.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 22, Outubro de 1896.

Émile Zola no Index


As obras de Zola acabam de ser condenadas por um decreto da Sagrada Congregação do Index. – Portanto, sem licença de Roma, a ninguém é lícito ler, ter ou emprestar estas obras. Quem as tiver, não tem outro fim a dar-lhes senão as chamas, se o fogo as quiser queimar.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 2, Fevereiro de 1895.