Páscoa


Páscoa é a principal festa dos cristãos, por comemorar a Ressurreição de Jesus, fundamento da nossa Religião. A Ressurreição de Jesus Cristo é o triunfo da vida sobre a morte e dá-nos a esperança da nossa futura ressurreição para irmos gozar com Jesus as alegrias do Céu.
No Martirológio, antes de se anunciarem as Calendas e a Lua, canta-se o elogio da Festa do dia, que todos escutam de pé.
Neste dia, para a aspersão antes da Missa, emprega-se água tirada da Pia baptismal, antes da infusão dos Santos Óleos.
Neste Domingo e nos que se seguem, até ao Pentecostes inclusivamente, canta-se à aspersão «Vidi aquam» em lugar do «Asperges» (ver A. Coelho, C. de Lit. Rom., 1941, Vol. I, págs. 728-729).

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Redenção do Género Humano


Redenção do Género Humano. Por causa do pecado original em que todos os homens são concebidos, ninguém podia conseguir a salvação eterna por méritos próprios. O Filho de Deus fez-se Homem, padeceu e morreu por amor dos homens, oferecendo a Seu eterno Pai a Sua Vida, Paixão e Morte, como sacrifício para remir os homens do pecado e poderem entrar no Céu. Deste modo foi feita a redenção do Género Humano.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Paixão de Jesus Cristo


Paixão de Jesus Cristo. Chama-se assim ao conjunto dos sofrimentos do nosso Divino Salvador desde a Sua prisão na noite de Quinta-feira Santa até à morte na Cruz; foi prognosticada pelos Profetas do Antigo Testamento, principalmente por Isaías (cap. LIII), e foi realizada sob o poder de Pôncio Pilatos, na cidade de Jerusalém, terminando com a crucifixão no Calvário. A natureza humana de Jesus Cristo, posto que unida à natureza divina, conservou o que tinha de passível e mortal; por isso Jesus foi sensível às dores e à morte. Pela Paixão de Jesus Cristo foram tirados todos os impedimentos da nossa salvação, e foram-nos dados todos os bens, quanto ao mérito. Na remissão dos pecados ela é a causa universal, que é preciso, todavia, aplicar a cada um por meio dos Sacramentos, de sorte que nenhum pecado é perdoado, nem alguém obtém salvação, sem que lhe sejam aplicados os méritos da Paixão de N. Senhor Jesus Cristo.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Quinta-Feira Santa


Quinta-Feira Santa é o dia em que a Igreja comemora solenemente a instituição da Sagrada Eucaristia [e da Ordem]. Em muitas igrejas faz-se de tarde a cerimónia do lava-pés, que consiste em o Sacerdote, devidamente paramentado, lavar os pés a doze homens, geralmente pobres, em memória do que Jesus Cristo fez aos seus Apóstolos, no cenáculo em Jerusalém.
Desde a Missa desse dia, até à Missa de Sábado seguinte, não se tocam os sinos, nem música na igreja, em sinal da tristeza que causa a lembrança da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Tendo de se administrar o Sagrado Viático desde a Missa de Quinta-feira Santa até Sábado de Aleluia, nada se canta, nem na igreja, nem pelo caminho. Mesmo na Sexta-feira Santa a estola a usar é de côr roxa (S. C. R.). Não pode tolerar-se o costume de levar o SS. Sacramento pelas ruas na Quinta e Sexta-feira Santa (S. C. R.). Também não é lícito na Quinta-feira, estando o SS. Sacramento exposto na urna, expor noutro lugar a imagem da Senhora das Dores e a de Jesus morto, mas é permitido na Sexta-feira.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

28 de Março: São João de Capistrano


S. João, nascido em Capistrano (Abruzos) a 24 de Junho de 1385, entrou na Ordem de S. Francisco, na idade de 39 anos. Foi escolhido por Deus para libertar a Europa do Islão que ameaçava invadi-la, no século XV. Maomé II apoderava-se de Constantinopla, capital do Império do Oriente e marchava contra Belgrado. O Papa Calisto III decretou a Cruzada. S. João pregou-a na Panónia e noutras províncias. Ajudado pelo nobre húngaro João Hunyadi, alistou setenta mil cristãos. Esses soldados improvisados, só tinham, para combater, forquilhas e flagelos. João, de quem «o Senhor era a força», «obteve com eles a vitória depois de rude combate», assegurando assim o triunfo da Cruz sobre o Crescente. Nessa mesma tarde, 120.000 turcos jaziam sobre o solo, ou haviam fugido, ao passo que Maomé II, ferido, renunciava aos seus projectos contra a Europa cristã. Morreu em 1456. Recorramos à sua protecção e à penitência para repelir os ataques do espírito maligno.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

Salazar e o possível rompimento com os EUA


Em 1966, o Governo português planeava enviar a fragata Almirante Pereira da Silva a Luanda, para saudar a vinda de uma esquadra brasileira. A fragata, que era nova, tinha sido construída com colaboração financeira dos Estados Unidos. Porém, o Governo de Washington, sabendo da intenção portuguesa, opõe-se imediatamente à ida da fragata a Angola e ameaça rasgar o acordo naval com Portugal. O Ministro da Marinha, Quintanilha Dias, sem o conhecimento de Salazar, cede à pressão americana. A missão é cancelada, e, Salazar, ao saber de mais este incidente com os EUA, terá confessado a Franco Nogueira o seguinte:

«Recebemos uma bofetada, uma humilhação estúpida. Os Estados Unidos acabam de nos tratar sem consideração nenhuma, pior do que aos novos Estados negros, e isso não o podemos consentir. Não somos um protectorado americano, nem de ninguém. Está a chegar o momento em que temos de romper com os Estados Unidos, espero que seja ainda na minha vida».

Fonte: «Salazar – Volume VI – O último combate (1964-1970)», 1985.

São Narciso


São Narciso, Português, natural da Vila de Santarém, Bispo e Mártir, Primaz de Braga, Patrono das Cidades de Girona e Augusta [Augsburgo], foi um perfeito modelo de virtudes, especialmente da pureza. Sendo em uma ocasião tentado por uma mulher lasciva, saiu deste apertado lance com vitória, convertendo juntamente a Afra (este era o seu nome) e a reduziu a tão verdadeira penitência, que morreu Mártir e Santa [Afra de Augsburgo]. Passou São Narciso a Alemanha, onde é chamado Apóstolo pelo grande fruto que fez para o Céu naquele Império. Voltando para Braga, veio ter à Cidade de Girona, onde padeceu Martírio, sendo Presidente Lúcio Cesónio Macro. Três penetrantes feridas, que recebeu com apostólica constância, lhe abriram a porta pela qual saiu seu espírito a gozar da Bem-aventurança, neste dia [18 de Março], ano de 277.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Israel: distinções necessárias


Para se poder compreender bem o que foi feito, convém antes de mais estabelecer uma distinção relativamente ao povo Judeu. «Israel» pode entender-se em dois sentidos:

1. O «Israel espiritual», povo de Deus do Antigo Testamento até ao tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A sua missão era preparar a vinda do Messias, em quem encontraria o seu aperfeiçoamento.
Deste «Israel» é continuação a Igreja de Jesus Cristo, única herdeira legítima e exclusiva do seu património e missão sagrados.

2. O «Israel carnal», que materializou, carnalizou, a promessa de Deus e a própria noção do Messias, e que, por conseguinte, prevaricou, rejeitando-O na Sua primeira Vinda.
Neste «Israel carnal» podemos distinguir, por sua vez, duas outras realidades:

a) O povo Judeu depois de Cristo, povo chamado à conversão e ao baptismo, como todos os demais povos, mas com maior urgência e com uma dilecção particular por causa do seu património único, e com maior cuidado por causa da sua rebelião e do seu património actual.

b) O Judaísmo talmúdico: a religião actual dos Judeus, aquela que não só rejeitou o Messias e cometeu o Deicídio, mas que também persegue o Seu Corpo Místico, a Igreja, como usurpadora do seu património sagrado.

Os Judeus talmúdicos seguem o Talmude: interpretação rabínica da Lei Mosaica e código civil judaico.

A Igreja honra o «Israel espiritual», pois dá-lhe continuidade e é a sua herdeira.

A Igreja ama o «Israel carnal» chamado à conversão; procura os filhos desse povo como aos seus filhos mais velhos, rebeldes mas ainda amados.

A Igreja defende a sua própria razão de ser e os seus direitos contra as pretensões do Judaísmo talmúdico, contra o seu ódio e as suas perseguições.

Pe. Juan Carlos Ceriani in «El Deicidio», 5 de Março de 2011.

Democratizar e Democrático


Democratizar – Largo tempo se tem passado sem se poder compreender que coisa significasse positivamente esta palavra republicana no idioma novo. Julgou-se, ao princípio, que teria alguma relação com o que antigamente se chamava formar um governo popular. Porém, que loucura! A experiência mostrou imediatamente quão errada era esta ideia, e o engano nascia principalmente da mudança de significado na palavra Povo. Quando vimos democratizar aos Estados mais democráticos da Europa, compreendemos que democratizar um Estado, no moderno idioma, não quer dizer outra coisa que denegrir e abater o Governo que existia, seja ele qual for; esbulhar dele os homens de bem, que mandavam; pôr em seu lugar, ou tolos, ou ímpios e bandidos; formar destes o Povo, e ao verdadeiro Povo escravizá-lo; roubar quanto haja de precioso; e aniquilar a Religião, especialmente a Católica; sem se esquecer um só instante de despojar e oprimir seus Ministros, etc. etc. É por este modo, que hão sido constante e invariavelmente democratizadas a Flandres, a Holanda, Milão, Bolonha, Modena, Ferrara, etc. etc. Desta explicação se deduz naturalmente a inteligência de muitos Vocábulos derivativos, como
Democrático – Que pela activa significa ateu, ladrão, assassino, colocado no mando e governo; e pela passiva, a parte honrada e religiosa de uma Nação ultrajada e oprimida, tiranizada e roubada por bandidos, ateus e assassinos.

D. Frei Fortunato de São Boaventura in «Novo Vocabulário Filosófico-Democrático, indispensável para todos os que desejem entender a nova língua revolucionária», Nº 2, 1831.

Bento Eremita


Neste dia [21 de Fevereiro], ano de 1482, deu glorioso fim à carreira mortal um Eremita Português, chamado Bento, e merecedor de memória perdurável; Porque depois de viver neste Reino alguns anos no contínuo exercício de ásperas penitências, passou a Monserrate, e ali viveu sessenta e seis, em uma Ermida, ou cova, que ainda conserva o seu nome: A vida foi, qual pedia o lugar e o desengano, e a morte foi, qual havia sido a vida.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Das sagradas Quinas


Em algumas memórias antigas e particularmente no livro das Armas composto por António Soares de Albergaria, se acha que as Armas antigas do Reino de Portugal eram uma Cidade branca em campo azul, sobre ondas verdes e douradas, em memória do Porto de Gale que lhe deu princípio, junto da foz do Rio Douro. Cessaram estas Armas tanto quando o Conde D. Henrique entrou no Senhorio de Portugal, porque este Príncipe usou algum tempo de um escudo branco somente, sem figura nem divisa alguma. Depois assentou no escudo uma Cruz azul, daquele feitio a que na frase de Armaria chamam Potetea. Destas mesmas Armas usou seu filho el-Rei D. Afonso Henriques, até que Cristo Senhor nosso, querendo fundar no Reino de Portugal uma Monarquia singularmente Sua, no ano de mil cento e trinta e nove do Seu Nascimento, estando o dito Príncipe recolhido na sua tenda, na noite antecedente à batalha em que venceu cinco Reis Mouros e lhes tomou cinco bandeiras e cinco escudos, lhe apareceu cercado de resplendores, e depois de lhe prometer grandes vitórias contra os infiéis, lhe deu com o título de Rei suas cinco Chagas por Armas, e os trinta dinheiros porque foi vendido aos Judeus. Seguiu-se ao outro dia a vitória e foi aclamado Rei de Portugal o Príncipe D. Afonso Henriques, não só pelo exército, mas pelos povos nas Cortes que logo celebrou em Lamego; e fazendo solene juramento em Coimbra deste sucesso a vinte e nove de Outubro, ano de mil cento cinquenta e dois, mandou a seus descendentes que trouxessem por Armas cinco escudos postos em Cruz, e em cada um deles os trinta dinheiros; Timbre a Serpente de Moisés, por ser figura de Cristo. Por diferentes modos organizaram este escudo das Armas os Reis antigos de Portugal, até que ultimamente el-Rei D. João II o formou pela ordem com que hoje o vemos, e em campo de prata cinco escudos azuis postos em Cruz; e em cada escudo cinco dinheiros de prata em aspa. Representam os cinco escudos as cinco Chagas, e estes contados segunda vez com os vinte e cinco dinheiros, fazem trinta, porque foi vendido Cristo aos Judeus. El-Rei D. Afonso III lhe acrescentou por orla sete castelos de prata em campo de sangue, que são as Armas do Reino do Algarve.

Pe. D. Rafael Bluteau in «Vocabulário Português e Latino», Tomo VII, 1720.

O Povo-Soberano


Povo-Soberano, considerados os termos no seu complexo, equivale a primeiro-último, superior-inferior, etc. É uma noção monstruosa e contraditória, como v.g. lupus-homo, Deus-criatura, sempiterno-temporal, curva-recta, sim-não. E todavia não deixaremos de ouvir tão cedo: O Povo-Soberano!

Frei Joaquim de Santo Agostinho Brito França Galvão in «A Voz da Natureza sobre a Origem dos Governos», Tomo I, 1814.

Dom Vasco da Gama parte segunda vez para a Índia


No mesmo dia [30 de Janeiro], ano de 1502, partiu segunda vez para o Oriente, com poderosa armada de vinte naus, o famosíssimo herói Dom Vasco da Gama, e no mesmo dia, na despedida, lhe deu El-Rei Dom Manuel, o ilustre e glorioso título de Almirante dos mares da Índia, Pérsia e Arábia, que hoje se conserva em seus nobilíssimos descendentes.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

São assim os socialistas


Os inimigos mais perigosos da sociedade são, sem dúvida, os socialistas, porque tendem à destruição da mesma sociedade. Rebuçados no manto hipócrita do amor popular, passam a vida prégando igualdade, fraternidade e democracia, acirrando os ânimos do povo contra toda a propriedade, que apelidam roubo. E o povo, ao ouvir adular suas paixões, acredita na mentirosa sinceridade de seus oradores, prorrompendo muitas vezes em aplausos e aclamações, sem se lembrar que o que ele aplaude é o egoísmo e a ambição de poucos, que debaixo de belas aparências, ocultam os seus interesses e vergonhosos instintos.
É prova disto o célebre propagador do socialismo científico, Frederico Engels, falecido este ano em Londres. Discípulo de Carlos Marx, e continuador de suas obras, repetia sem cessar as fogosas palavras de seu mestre: «O capital vem ao mundo jorrando sangue e lodo por todos os poros, desde os pés até à cabeça».
Ninguém acreditaria que este campeão da democracia tinha bolsa própria, quando ainda só o nome de próprio o arrebatava em cóleras e iras.
O capital, eis o inimigo, que a todos apontava e contra o qual todo se desfazia em invectivas baptizando-o com os apelidos de roubo da sociedade, suor do pobre, sangue do operário, e mais epítetos que não falecem no vocabulário socialista. Mas a hipocrisia foi desvendada, porque ao abrir-se o testamento do célebre socialista, verificou-se que possuía uma fortuna em bens móveis de 623.875 francos e em bens imóveis 620.975, isto é, 1.244.840 francos (cerca de 224.073$000 reis).
Eis aí um dos chefes mais conspícuos, um dos partidários mais entusiastas, um dos mais incansáveis apóstolos do socialismo, que deixa ao morrer mais de 224 contos de reis! Não era o amor do pobre que o fazia invectivar o capital, mas o baixo e ruim vício do egoísmo, da ambição e mil outros lhe acendiam o ânimo contra a legítima propriedade.
Amigos destes tem muitos também o nosso povo português, os quais não cessam de lhe falar em liberdade, igualdade e fraternidade para melhor o enganar e iludir.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895.

A questão judaico-cristã


No primeiro capítulo expusemos a lei teológica que rege os povos desde o advento de Cristo Nosso Senhor. Existe – dizíamos – por disposição inescrutável de Deus, uma oposição irreconciliável entre a Igreja e a Sinagoga, entre Judeus e Cristãos, oposição essa que há-de perpetuar-se irremediavelmente até que chegue o tempo da Reconciliação. Judeus e Cristãos hão-de encontrar-se em toda a parte sem se reconciliarem e sem se confundirem. Representam na História a eterna luta de Lúcifer contra Deus, da Serpente contra a Mulher, das Trevas contra a Luz, da Carne contra o Espírito. A eterna luta de Caim contra Abel, de Ismael contra Isaque, de Esaú contra Jacob, do Faraó contra Moisés, dos Judeus contra Cristo.
É tão fundamental esta oposição que, depois de Cristo, não são possíveis para o Homem senão dois caminhos: a cristianização ou a judaização, como também não são possíveis, em todas as manifestações da vida, mais do que dois modos verdadeiramente fundamentais: o cristão e o judeu; duas religiões: a cristã e a judaica; duas políticas: a cristã e a judaica; duas economias: a cristã e a judaica; apenas dois internacionalismos: o cristão e o judaico.

Pe. Julio Meinvielle in «El Judío en el misterio de la Historia», 1936.

Das Ordens de Cristo, Avis e Santiago


Em Dezembro de 1551, através da Bula «Praeclara charissimi in Christo», S.S. o Papa Júlio III concedeu in perpetuum o grão-mestrado das Ordens Militares de Cristo, Avis e Santiago aos Reis de Portugal, na pessoa de El-Rei D. João III. Pelo que, nem o Presidente dos republicanos, nem nenhum Monarca estrangeiro, pode reclamar para si tal dignidade e legitimidade, que é própria do Rei de Portugal.